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quarta-feira, 30 de abril de 2014

A MENSAGEM DO CÉU (24 de 24)




Fiel é a Palavra e digna de inteira aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar pecadores, dos quais eu sou o principal” (1 Timóteo 1:15).
         Caro leitor devo concluir hoje esta série de meditação nesse verso tão sublime de 1 Timóteo 1:15. Ó, que a glória de Cristo brilhe nos corações dos leitores que amam a Palavra de Deus! Carecemos dessa luz celestial em nossos dias! Satanás acendeu sua fogueira humanista e ele está ocupado em mantê-la acesa, a fim de que sobressaia a glória humana; onde o homem é exaltado tudo ali é abominação para Deus. Preciso lutar em pregar o evangelho da glória de Cristo; preciso lutar em oração e prevalecer em súplicas perante meu Senhor, a fim de que a luz do evangelho – a mensagem do céu brilhe em nossos dias, e assim Cristo seja glorificado e exaltado na salvação de homens e mulheres!
         A mensagem do céu proclama que a salvação vem de Deus e que não há qualquer partícula de contribuição dos homens. Paulo mostra isso em sua confissão vista no final do verso: “...dos quais eu sou o principal”. Nessas palavras vemos que o evangelho verdadeiro é soberano, poderoso e suficiente. Todos os salvos estão em igualdade na confissão: “...eu sou o principal”; todos se colocam na mesma condição de perdidos; que foram retirados do mundo vil, do reino escravizador de satanás; do poder da morte e da expectativa do inferno. Pedro comunica essa mesma verdade na sua segunda carta. Ele que teve o privilégio de ser chamado para ser um apóstolo pode manter sua humildade de um servo no meio do povo de Deus. Veja o que Ele diz na introdução daquela carta: “Simão Pedro, servo d e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco obtiveram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” (2 Pedro 1:1). Note que ele não se exalta por ser apóstolo; ele não reivindica ter uma fé maior; ele se iguala a todos os santos, pois sabe que foi salvo e justificado da mesma maneira que todos os crentes em Cristo foram: “...na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo”.
         No texto de 1Timóteo Paulo afirma a contínua soberania do evangelho no decorrer dos anos. Ele afirma no verso 16 que ele seria o modelo para todos quantos iriam crer nesse evangelho. Paulo sabia que essa mensagem do céu não seria enfraquecida com o tempo. O evangelho verdadeiro é glorioso em si mesmo, porque é do céu. O evangelho verdadeiro jamais foi contaminado pela corrupção dos homens, por isso sobrepuja o tempo e a miséria que envolve a raça humana. O evangelho não precisa do socorro e das manipulações dos teólogos, porque a força do evangelho jamais findará; a mensagem que atrai os pecadores sempre foi e permanecerá sendo poderosa mensagem. Dou glórias ao meu Senhor, pois não preciso adicionar nada àquilo que me foi entregue, assim como não precisamos acrescentar nada ao fogo, pois fogo é fogo.
         Finalizo dizendo que os salvos podem avaliar suas vidas à luz da vida de Paulo. Hoje vivemos cercados de cultos à celebridades, mas Paulo não se coloca como celebridade. Ele projeta-se como o principal dos pecadores; ele foi atingido pelo evangelho da glória de Cristo, sendo humilhado, a fim de ser erguido pela graça. Paulo está entre os pecadores salvos e em nada se desponta. Onde brilha a mensagem do céu vemos pela fé a grande congregação dos santos, onde todos os salvos estão ali; onde estão Abraão, Jacó, Moisés, Paulo, Pedro, Zaqueu, Lídia, o ladrão convertido, etc. A glória é do Rei da glória e todos os santos achegam aos Seus pés atribuindo-Lhe glória e louvores para sempre.
         O livro de Apocalipse abre um pouquinho esse cenário da eternidade para mostrar milhões e milhões perante o trono celestial e ali quem é glorificado? Veja o que os remidos dirão: “...digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação” (Apocalipse 5:9). Caro leitor, eis aí o evangelho da glória de Cristo! Eis aí a mensagem tão sublime! Eis aí a poderosa mensagem que atrai o perdido aos pés do Salvador e Senhor!

terça-feira, 29 de abril de 2014

A MENSAGEM DO CÉU (23 de 24)




Fiel é a Palavra e digna de inteira aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar pecadores, dos quais eu sou o principal” (1 Timóteo 1:15).
         Prezado leitor estou encerrando os comentários em torno desse tema tão precioso. Espero no Senhor que o firme fundamento tenha sido visto pelos meus leitores, pois os santos de Deus precisam estruturar suas vidas no alicerce sólido e inabalável do evangelho. Precisamos ser cautelosos, porque nenhum material estranho pode entrar nessa construção bendita. Tudo é feito do ouro celestial, caso contrário a casa desabará ante as tempestades deste mundo.
         Estamos contemplando o que Paulo disse em tom de confissão no final do verso: “...dos quais eu sou o principal”. Gostaria de avançar um pouco mais na tentativa de explicar essa verdade, antes de encerrar. Paulo está mostrando nessa declaração aquilo que o mundo e os homens jamais poderão fazer. O mecanismo religioso deste mundo trabalha sempre tendo como base a justiça própria e os homens jamais hão de aceitar esse alicerce firme e inabalável que sustenta os salvos. O leitor lembra de Caim e Abel (Gênesis 4). O relato bíblico a respeito daqueles dois irmãos vem para mostrar a diferença entre a religião mundana e a religião verdadeira. A primeira segue sempre a mesma rota – o caminho da justiça própria. A segunda submete-se humildemente ao caminho de Deus. Uma desce rumo ao juízo, a outra segue firme e decidida para o céu.
         Então, caro leitor, Paulo mostra em sua vida aquilo que somente o evangelho celestial pode produzir. A salvação de pecadores é obra de Deus e não dos homens, pois ao Senhor pertence a salvação (Jonas 2:9). Com esperteza e com psicologia podemos introduzir pessoas na igreja; podemos batizar milhares e até mesmo marcar em seus corações uma suposta certeza de salvação. Mas fica bem estabelecido o fato que é Deus quem opera o novo nascimento e, com efeito, um novo homem, criado em justiça e retidão. O evangelho puro e santo é suficiente nele mesmo para fazer com que um Saulo de Tarso tombe no pó e seja erguido um Paulo com um novo coração e com uma real mensagem em seus lábios.
         Ah! Quão inútil é a confiança na vontade e no poder de decisão do homem! Deixado entregue a si mesmo, Zaqueu continuaria sua jornada de malícia e de roubos; o ladrão na cruz seguiria bem decidido para o inferno, juntamente com seu colega de infortúnios. Podemos mostrar com clareza para o ímpio o caminho maravilhoso para o paraíso eterno, mas é certo que ele irá zombar e recusar, assim como um porco recusa a limpeza e prefere a lama.  
         Caro leitor, noutras palavras Paulo está mostrando no verso que não temos para onde apelar, senão exclusivamente para o coração compassivo e rico em misericórdia desse grande Deus. Não, não há outro meio! Se desviarmos dessa verdade que nos foi revelada, o Senhor nos abandonará, a fim de que colhamos resultados desastrosos. Satanás é hábil em enviar pessoas supostamente convertidas para as igrejas. Se abrirmos estradas belas e agradáveis à natureza; se pintarmos o caminho largo de vivas cores de versos bíblicos, os ímpios e mundanos vão querer andar por essas vias e terão seus corações encharcados da falsa paz que vem do mundo e do pecado.
         A mensagem do evangelho não expõe um Deus que é o paizão de todos; não liga as luzes para os festejos da carne com trajes evangélicos. A mensagem do evangelho mostra um Deus cheio de compaixão! A mensagem do evangelho proclama um Deus que é Santo, que odeia o pecado e que declara a culpa de cada ser humano. O evangelho proclama que Ele enviou Seu Unigênito ao mundo e que ali na cruz derramou Sua fúria contra o Seu Filho, a fim de que pecadores pudessem escapar da Ira vindoura. A mensagem do evangelho proclama que Deus desce do céu para conversar com contritos e quebrantados; que Ele é Deus de pecadores arrependidos.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

A MENSAGEM DO CÉU (22 de 24)




Fiel é a Palavra e digna de inteira aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar pecadores, dos quais eu sou o principal” (1 Timóteo 1:15).
         Caro leitor, quão precioso é o ensino da graça a respeito dos pecadores! Como difere da nossa maneira de pensar! Que assentemos nessa “sala de aula” da graça, a fim de que aprendamos com o nosso Sumo professor acerca de lições jamais ensinadas nem aprendidas no mundo. A linguagem é de Deus e o ensino é totalmente Dele.
         Do nosso ponto de vista o principal dos pecadores seria um ladrão, assassino ou qualquer malfeitor, porém não é isso o que transmite a verdade revelada. Quando Paulo afirma ser o principal dos pecadores, lições preciosas emanam dessa frase: “...dos quais eu sou o principal”. A primeira é que Saulo de Tarso manifesta o que o pecador é segundo a lei. Ao tentar cumprir a lei no objetivo de alcançar a ressurreição, Saulo não via as maldições pesadas da própria lei que desciam sobre sua cabeça. Sua visão religiosa era horizontal e nunca vertical. Ele olhava a lei do ponto de vista humano e seu sistema religioso era constituído de homens hábeis em fragmentar as leis, a fim de criar seus próprios sistemas de religião. Os fariseus eram assim, por isso nosso Senhor sempre Se voltou contra aqueles homens, para os condenar.
         Mas o objetivo da lei sempre foi revelar o pecado; veio despertar a “fera interior” do coração do homem; veio por assim dizer, “mostrar as garras” do pecado. A perfeita lei de Deus serve como raio X, descobrindo a corrupção do homem e declarando sua culpa e condenação. A lei veio para afirmar que a justiça do homem é trapo e que toda tentativa do homem para a salvação é vã. Paulo escreveu a carta aos Gálatas justamente para abrir os olhos daqueles irmãos, os quais estavam caindo nas armadilhas de judeus hereges.
         Porém, o caminho através das “montanhas e vales” da lei é importante, porque têm como meta levar os pecadores à cruz. A “rodovia” que chega ao calvário começa no Sinai e é uma jornada aterrorizante para a alma, porque todo seu percurso é de trevas. Mas a função da lei é mostrar aos pecadores o caminho até a cruz; é desnudar o homem de sua justiça suja, a fim de que seja revestido da perfeita justiça de Cristo: “Pois o fim da lei é Cristo, para a justiça de todo aquele que crê” (Romanos 10:4). Somente e tão somente a lei pode revelar o estado do homem; sem a lei a avaliação é perigosa e obscura.
         Quando Saulo caiu por terra ficou sabendo naquele momento o que jamais pode saber. A luz que precisava veio do céu e não de uma organização religiosa; toda organização humanista foi derribada; todo estrutura feita de barro virou cinzas ante o brilho da Glória do Salvador e Senhor. Foi ali que Saulo de Tarso pode entender que em todo sentido era um criminoso, pois perseguia de forma injusta os santos de Deus, sem saber que estava perseguindo o próprio Senhor. Era um ladrão, pois tenta roubar para si mesmo a glória pertencente ao Senhor através de seus atos de justiça. Era um idólatra, pois ao odiar Deus venerava e servia o príncipe deste mundo. Então, somente a lei pode mostrar a totalidade da culpa do pecado; somente a lei pode revelar a extrema malignidade do pecado; somente a lei pode mostrar a profundidade do poço da perdição.
         Foi perante essa filmagem de seu viver no pecado que Paulo pode abrir seus lábios nessa confissão: “...eu sou o principal”. A mensagem do céu realiza essa incrível obra da graça e remove o coração de pedra, a fim de dar ao homem um novo coração. A salvação é igual a todos e desce todos ao lugar onde os homens devem estar – no pó. Ninguém é achado pela misericórdia enquanto está posicionada lá em cima, no pedestal do orgulho. A função da lei é derrubar o homem de lá.
         Meu amigo, você já encontrou com o Senhor da glória? Obteve já essa tão grande salvação? Já foi erguido do pó para a posição de novo homem em Cristo? Já saiu da condição de um réu, condenado à perdição, para a posição de filho de Deus e herdeiro da glória?

sexta-feira, 25 de abril de 2014

A MENSAGEM DO CÉU (21 de 24)




Fiel é a Palavra e digna de inteira aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar pecadores, dos quais eu sou o principal” (1 Timóteo 1:15).
         Caro leitor, quando Paulo afirma no texto que, entre todos os pecadores é ele o principal, certamente temos a mais preciosa lição acerca do incrível trabalho soberano da graça. Creio que tal verdade vem dá um golpe certeiro sobre esse evangelho social tão apregoado em nossos dias. Tenho acompanhado de perto o que está ocorrendo no cenário evangélico atual e posso afirmar categoricamente que outro evangelho expulsou a verdadeira e pura mensagem dos púlpitos e novas mensagens têm chegado, bem adaptadas à mentalidade secular dos últimos dias. A mensagem moderna tem a intenção de ajudar os homens socialmente; a mensagem moderna, paramentada de versos bíblicos visa recuperar os homens de suas condições tão vis. Por isso temos tantas mensagens de autoajuda partindo dos pregadores modernos e especialistas em psicologia e filosofia.
         Não é meu interesse discorrer sobre esse assunto. Prefiro ir direto à verdade, pois sei que é conhecendo a verdade que homens e mulheres serão libertos (João 8:32). Já tenho mostrado aos meus leitores que os pecadores atingidos pela mensagem santa são aqueles que são vistos por Deus como pecadores. O evangelho moderno jamais encararia Paulo como um pecador, pois ele não carregava os problemas que os “pecadores” modernos têm. Paulo foi um religioso exemplar, por isso poderia ser bem adaptado ao sistema ecumênico de nossos dias e seria bem aceito por toda gama de mentiras, suntuosamente vestidas de evangélicas hoje.
         Mas o testemunho do apóstolo aos gentios difere completamente daquilo que os homens pensam e agem. Paulo diz que Ele é o principal de todos os pecadores. Aí está o ensino da graça acerca da salvação! Aí está a prova de que os pecadores chamados por Deus são aqueles que Deus vê; são aqueles que Ele mesmo declara que são pecadores, porquanto é obra da livre misericórdia e não da nossa escolha (Romanos 1:18). Deus não irá salvar aqueles que eu apontar para Ele. Os servos do Senhor não vivem ordenando Deus a fazer Suas escolhas. Aquietamos nisso; tememos até a pensar nisso; não ousamos a invadir o lugar secreto. Podemos orar, interceder e até mesmo chorar, mas o fazemos perante o trono de misericórdia; fica com Ele a resposta de Suas decisões oriundas de Seu conselho na eternidade.
         Mas, eu parto para examinar de perto essa confissão do apóstolo: “...eu sou o principal”. Do nosso ponto de vista o principal dos pecadores deveria ser um ladrão, criminoso, drogado, adúltero, etc. Mas, Paulo tem seu coração cheio de júbilo, pois bem sabia que fora alvejado pela livre graça; que poderia ter sido atingido pela ira santa e ser de uma vez despachado para o castigo eterno. Paulo tem seu coração cheio de ações de graças, pois um dia foi humilhado e levado ao pó! Foi um pecador que ficou sozinho perante a Majestade santa; sua boca ficou fechada e completamente cego, desamparado, a fim de saber que não passava de um pobre verme! Todo acúmulo de justiça foi lançado fora, um peso de iniquidade, assim uma leve pena ficou estirada perante o Senhor da glória, e dali Deus ergueu o novo homem em Cristo.
         O que significa isso? Creio que todo verdadeiro salvo deseja empurrar Paulo desse lugar de confissão. Todo verdadeiro crente quer antecipar o apóstolo e declarar que ele é o principal dos pecadores. Os santos fazem parte de uma companhia de homens e mulheres que foram humilhados pela visitação da graça; num só coro e numa só voz eles proclamam dizendo: “Cristo morreu pelos nossos pecados!” O povo de Deus em todo lugar é a reunião dos misericordiosos, porque conheceram misericórdia. Então, a confissão dos santos é a mesma, da mesma fé. Até mesmo um grande apóstolo sabe que, no tocante a graça salvadora ele não é diferente; ele sabe que partilha da mesma justiça com os santos de Deus; sabe que não tem onde se gloriar, a não ser na cruz (Gálatas 6:14)