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sábado, 11 de janeiro de 2014

REJEIÇÃO À PALAVRA


         “Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitastes a Palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei” (1 Samuel 15:23)
         Caro leitor, nesta época tão incapaz de julgar as coisas com a precisão da verdade bíblica, realmente precisamos discernir bem entre o falso e o verdadeiro. Se olharmos a fé de Saul veremos que era uma fé dele mesmo, criada em seu coração maligno, arrogante e rebelde. Sua fé não foi erigida sobre a profunda e poderosa Rocha dos séculos, por isso era como um bloco de gelo sem qualquer profundidade vagueando no oceano. Olhada do ponto de vista da religião moderna, a fé de Saul seria vista como de um crente frágil, inconstante e carente de ajuda espiritual.
         Mas, eis que apareceu o crivo do Senhor para joeirar essa fé e mostrar que não passava de um produto carnal, desprovido de qualquer brilho da glória de Deus. Ora, qual foi o pecado tão grosseiro de Saul? O que aquele monarca fez parecia tão simples; suas motivações pareciam tão justas. Afinal, sua desobediência não foi tão cem por cento; será que não faltou alguma orientação? Ora, analisando bem, Saul foi um rei mais justo do que Davi, pois não cometera um pecado tão sério como o deslize de Davi no adultério e no assassinato de Urias (2 Samuel 11).
         Caro leitor, se analisarmos as coisas desse ponto de vista tão frágil, sob a ótica humana, sem qualquer dúvida ficaremos decepcionados com Deus por ter recusado um rei como Saul. Mas, nosso exame no texto é feito com a ótica divina e não nossa. O Senhor está analisando a fé com Seu olhar profundo, olhar que sonda o coração e não vê mera aparência e religiosidade externa. Qual foi o problema de Saul? Onde Deus pôs Seu dedo e apontou o diagnóstico verdadeiro? “...Visto que rejeitastes a Palavra do Senhor...”. Eis aí, caro leitor a causa da ruína de Saul e o fim de seu reinado. Ele havia rejeitado a Palavra de Deus, por isso não podia aceitá-la como ela é, mesmo com ordenanças tão drásticas e severas. Ele não podia e nem queria a Palavra de Deus como elemento de misericórdia, justiça e juízo. Noutras palavras, Saul não queria o domínio do Senhor em sua vida e em seu reino; queria fazer o que bem quisesse e Deus deveria aceitar seus padrões de cultos, aparentemente espirituais e piedosos, mas que no fundo era puramente malícia, rebelião e adoração aos demônios.
         Caro leitor, a diferença está aí. A fé é sempre obediente, mas a incredulidade é sempre rebelde. A fé habita em corações frágeis, caídos e muitas vezes decepcionantes, como foi o caso de Davi e de todos os crentes. Mas a verdade é que os santos são humilhados e quebrantados perante o Senhor, reconhecendo sempre suas imperfeições e submetendo à liderança de Deus. A fé nunca avança passando por cima da Palavra; a fé é sempre submissa e esperançosa no Senhor.
         Caros leitores, trago esse texto aos seus corações, a fim de mostrar-lhes que o evangelho moderno é caracterizado pela mesma fé de Saul, pois o que largamente vemos é uma rejeição à Palavra do Senhor. Aparentemente vemos cultos e mais cultos, louvores e mais louvores, barulhos e muito oba, oba! Mas o que vemos por dentro é um culto de adoração aos ídolos. O evangelho moderno despreza o verdadeiro evangelho da cruz; despreza a glória de Deus, a fim de exaltar o homem. Sim, o evangelho moderno vai abrir a boca e dirá que tudo o que fez e está fazendo tem em vista agradar a Deus, mas a verdade é que o Senhor está declarando que rejeitou esse sistema satânico de culto, atraente à carne, mas desprovido presença bendita do Senhor.

         Ó caro leitor, fuja disso que por fora parece ser ouro, mas por dentro não passa de uma mensagem amaldiçoada! Corra para a sublimidade da Palavra e de todo coração finca sua confiança naquilo que é eterno e agradável a Deus! 

PAREDE CAIADA

                   
Assim, cumprirei o meu furor contra a parede e contra os que a caiaram e vos direi: a parede já não existe, nem aqueles que a caiaram” (Ezequiel 13:15).
         Caro leitor, nesse cap. tão cheio de advertências e curtido de juízo, nosso Senhor não poupa os falsos profetas. Eles haviam enchido Jerusalém dessa vaidade; o povo estava hipnotizado por suas manobras e malícias religiosas. A nação inteira fervilhava de superstições e de agouros derivados de corações malignos e cheios de interesses vis e infames. Nosso Senhor ataca até as profetizas, porquanto elas eram hábeis em enfeitar e adornar a multidão com seus invólucros feiticeiros.
         Para o Senhor, as atividades daqueles homens e mulheres tinham como alvo caiar a parede. Noutras palavras eles estavam lutando para mudar religiosamente as aparências; eles queriam que as almas nutrissem uma falsa paz no íntimo e faziam isso criando essas manipulações externas, de tal maneira que eles por fora estavam caiados. Eram brancos por fora e essa brancura externa encobria a realidade de seus corações malignos. Nosso Senhor advertiu os fariseus contra essa mesma atitude. Eles eram como sepulcros caiados, pois por fora pareciam espirituais, mas por dentro estavam ocultos dos homens a podridão de seus corações irregenerados.
         Ora, no mundo religiosamente evangélico de nossos dias está ocorrendo esse mesmo episódio que conclama os severos e aterrorizantes juízos de Deus. Primeiramente afastaram da verdade do evangelho. Arrancaram de uma vez qualquer ensino e pregação acerca do juízo de Deus e atiraram tudo isso na “cisterna cheia de lama”, assim como fizeram com Jeremias. Em segundo lugar passaram a usar a bíblia como um livro de conveniências, um lugar o homem encontra aquilo que ele gosta. A Palavra de Deus tem sido tratada assim, com total desprezo. As passagens frequentemente lidas e buscadas são aquelas que dão sorte e que trazem bênçãos materiais para o viver profano e iníquo do homem.
         Em terceiro lugar, exaltaram o homem; publicaram sua liberdade e exaltaram seu poder de fé. Deus foi colocado como um serviçal. Todo sistema de culto hoje é curtido de louvor e barulhos, a fim de atrair os homens; é gritando a eles que estão publicando que Deus está a disposição agora; que é o momento para que os homens venham reivindicar seus direitos; que Deus tem que restituir o que é direito deles. Então, o que tem acontecido em nossos dias é que estamos vendo muros e muros bem caiados. Milhares estão curtindo um viver cristão da aparência; estão vivendo na euforia daquilo que os falsos mestres embutiram em suas mentes e que conseguiram acender de fogo estranho em suas emoções.
         Mas, eis que nosso Senhor aparece em advertência: “...cumprirei o meu furor contra a parede e contra os que a caiaram...”. Que linguagem de ameaças! O Senhor em Sua Ira sabe perfeitamente como destruir essa pintura e descobrir a real situação dos homens no pecado. Todo esse disfarce religioso; toda essa aparência de piedade é desmanchada com a visitação de Deus, quando Ele chega em santo juízo.
         Mas antes do juízo Sua misericórdia chega para proclamar o fato que Ele é o Deus dos corações arrependidos! A mensagem solene do amor do Senhor chega agora, a fim de mostrar que esse disfarce religioso pode ser tirado agora; que essa caiação pode ser removida, a fim de que os homens vejam o fato de que o Senhor sonda os corações e mostra o quão terrível e aterrorizante é o homem ainda não regenerado. O evangelho chega para convocar homens e mulheres ao arrependimento, para afirmar que o Senhor da Paz tem agora gloriosa e eterna salvação para homens e mulheres que humildemente invocar Seu nome.

         Meu caro leitor aproveite esse momento precioso e achegue pela fé ao Salvador. Ele está presente; Seu ministério agora é estender essa tão grande e eterna salvação aos perdidos!

O INERENTE HUMANISMO


Mas o povo, vendo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão, e lhe disse: Levanta-te, faze-nos um deus que vá adiante de nós; porque, quanto a esse Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu” (Êxodo 32:1)      
         Logo no limiar da aliança estabelecida entre Deus e a nação de Israel podemos presenciar o que realmente significa a natureza humana em sua condição depravada, cruel, inimiga de Deus e predisposta a viver na impiedade. Desde a saída do Egito até aquela ocasião toda aquela população esteve cercada de sinais e maravilhas feitas pelo Todo Poderoso; nenhuma outra nação pode ter esse privilégio. Mas mesmo assim eis aí a inclinação natural susceptível a confiar no homem em lugar de Deus: “...esse Moisés, o homem que nos tirou...”.
         Ó como os homens estão dispostos a glorificar o homem em lugar de Deus! Ó como estão aptos a por sua confiança na carne mortal! (Jeremias 17:9). Foi no silêncio da ausência do grande líder de Israel que a nação mostrou as intenções do coração humano. As maravilhas do braço forte do Senhor e os terrores da lei não foram suficientes para acalentar seus corações nem animá-los para andar em temor e santa obediência à Palavra. Eles tinham olhos, mas eram espiritualmente cegos; seus ouvidos eram carnais e completamente surdos para Deus. A ausência de Moisés indicava que estavam “livres” desse Deus Santo; ali mostraram o quanto seus corações eram mundanos e agregados ao sistema de vida egípcio, mesmo com a escravidão. Queriam liberdade, mas para dar vazão à carne.
         A conclusão de seus corações foi que Moisés morreu, e para eles não era motivo de pesar e tristeza, pois ansiavam uma liderança segundo as corrupções de seus corações, pois queriam festas, orgias e religião segundo os moldes da carne. Nada havia de santo temor, reverência, gratidão e devotada obediência Àquele que mostrou Seu amor por eles no grande livramento ocorrido no Egito. Ao pé do monte Horebe eles ficaram cercados de um ânimo mundano, na expectativa de ter o que tanto a natureza humana almeja – a liberdade para pecar e pecar mais!
         Caro leitor, Israel mostra exatamente o que o homem é no coração – humanista. Se Moisés morreu, levantemos um Arão; queremos novidade religiosa; almejamos um deus do nosso estilo; queremos ficar com a teologia certa, mas queremos adorar um deus feito por nossas mãos – bezerros de ouro. Deixe conosco, pois ao celebrarmos nossos cultos em torno desses “bezerros”, diremos: “Esses são os deuses que nos tiraram do Egito!”.

         Ora, esse humanismo religioso de nossos dias segue o mesmo estilo, pois conseguiram adaptar os ensinos bíblicos com os deuses que eles fabricaram e fabricam. Eles celebram suas festas pagãs, pulam, dançam, cantam, buscam prosperidades, porque querem continuar vivendo em seus pecados. Nada podemos esperar do velho homem em Adão, pois sai do ventre materno apto para desferir mentiras contra Deus (Salmo 58:3).      Caro leitor, enquanto não houver uma mudança no coração, o homem no pecado é o mesmo, pronto para buscar liderança religiosa dos homens, pois não quer e odeia a liderança do Senhor Deus. Não há solução, a não ser que o Senhor em Sua misericórdia realize Sua portentosa obra de tirar o coração de pedra e conceder um novo coração (Jeremias 31:33). Vemos isso ocorrendo quando homens e mulheres passam a buscar o Senhor de todo coração! Quando o arrependimento e a fé genuína irrompem do céu, atingindo as almas. Assim homens e mulheres passam a ter o temor do Senhor; passam a amá-lo de todo coração e vivem em santidade de vida, odiando o pecado e amando a justiça.