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terça-feira, 27 de julho de 2021

MARAVILHOSA RESSURREIÇÃO (10 de 24)



“...e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:44)
A GLORIOSA OBRA DA RESSURREIÇÃO VISTA NOS SALVOS:
         Caro leitor, ao tratar acerca do cenário tão sombrio deste mundo sei que não tratei de tudo, porquanto o assunto não somente é vasto, como também sei que sou incapaz e tão limitado para mostrar a amplitude desse império onde o pecado e a morte dominam. Por outro lado creio que não preciso avançar tanto, pois habitamos aqui e sabemos o que realmente significa a miséria do pecado em nossa própria experiência.
         A partir de agora devemos ver os encantos da maravilhosa obra da ressurreição. O que Cristo fez nos proporciona é exatamente aquilo que todos nós precisamos saber, pois tem o efeito contrário daquilo que o pecado trouxe. Mas sei, contudo, que esse cenário de luz e maravilhas eternas e perfeitas conquistadas por Cristo certamente não podem ser vistas pela incredulidade; milhares neste mundo estão cegos pelo pai da mentira; milhares nada enxergam, senão aquilo que o mundo lhes oferece e que logo é dissipado com o tempo e com a chegada da morte eterna. Mas importa que levemos essas verdades a todos, pois o Deus de compaixão ainda está em atuação; Ele, somente Ele é capaz de fazer os cegos enxergarem; de mostrar ao mundo o quanto até mesmo a incredulidade mórbida depende inteiramente dessas maravilhas para aqui respirar e viver.
         Caro leitor precisamos saber que a salvação outorgada por Cristo aos pecadores convertidos é mais do que a bênção de morar no céu. Deus deixou um povo aqui e esse povo é o POVO DA RESSURREIÇÃO; esse povo mostra os sinais da graça, da bondade, da justiça e do amor eterno neste mundo; esse povo é a nação santa que peregrina no meio das nações e representa aqui uma pequena parcela das maravilhas da Nova Jerusalém; esse povo traz consigo exatamente o oposto daquilo que o pecado trouxe ao mundo – a morte; eles trazem consigo as maravilhas eternas da ressurreição, mesmo que ainda não ressuscitaram. O fato é que eles foram salvos e a vida do Filho está neles e essas verdades são de incrível importância. Ó que o Senhor me conceda Sua graça para apresentar essas verdades a todos os meus leitores! Quanto almejo que os santos sejam fortalecidos! Quanto almejo que eles vejam como suas vidas são de valor inimaginável neste mundo, caso andem de acordo com os princípios eternos.
         A primeira lição que desponta perante nossos olhos no que tange às maravilhas da ressurreição é o fato que a ressurreição desfez o poder da morte. O que nosso Senhor fez foi dar um golpe certeiro para anular completamente o poder dessa “leoa faminta”. Quando Paulo trata sobre esse assunto em 1 Coríntios 15 ele faz a pergunta retórica: “Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” O que isso significa? Ele, o Rei da glória foi sozinho até à cruz e ali enfrentou a morte e matou a própria morte com a experiência da morte em seu corpo. O mundo não pode e jamais poderá entender os mistérios da cruz, porquanto o mundo vê aquilo que a mente natural recebe e entende. O mundo não vê vitória na morte; não vê conquista em alguém que está morto. O que o mundo inteiro viu na cruz foi exatamente aquilo que queria ver e que pode celebrar a derrota do justo e assim tratá-lo como um mero defunto e como um coitado. A verdadeira guerra estava oculta dos olhos carnais de um Pôncio Pilatos, de um Herodes, dos religiosos de Israel e de todo ajuntamento blasfemo. O mundo viu na cruz o que todos veem quando um homem qualquer morre.
         Mas, o que ali ocorreu foi a batalha enfrentada pelo Autor da vida e contra Ele a morte nada poderia fazer. Ele sozinho foi onde nem Pedro, nem Paulo, nem Maria nem qualquer outro poderia entrar. Foi o portentoso Senhor, o Deus forte que enfrentou a rainha dos terrores e ali a venceu e arrancou-lhe seu instrumento de trabalho – o aguilhão. Tudo isso foi feito para marcar o fim do reinado do pecado, do diabo, da morte e do inferno, a fim de que o povo eleito  pudesse escapar do eterno sofrimento.

quarta-feira, 14 de abril de 2021

VIVENDO À LUZ DA ESPERANÇA (6)


“E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro” (1 JOÃO 3:3)

O PROCESSO DA PURIFICAÇÃO:        “A si mesmo se purifica...”

        Seguindo o ensino que o Espírito Santo que comunicar a nós, precisamos saber à luz de toda Escritura o que realmente significa o trabalho de purificação. Precisamos saber quais são os perigos que envolvem, antes de saber realmente a lição positiva. Cuidemos com o farisaísmo. Nosso Senhor sempre confrontou com o sistema criado pelos fariseus em sua religião que amplamente dominava o povo de Israel naqueles dias. Nem todos os fariseus eram elementos hipócritas, mas a maior parte sim, pois traziam consigo uma aparência de piedosos, puros e espirituais, quando por dentro eram elementos perigosíssimos. Não pensemos que o farisaísmo morreu, porque é algo que advém do coração corrompido do homem no pecado. O farisaísmo consiste em mostrar por fora uma espiritualidade que não existe no coração. Nosso Senhor comparou os fariseus com o sepulcro caiado, pois por fora está belo, mas por dentro só há imundície e ossos.

        O mundo está cheio de religiões fabricadas por elementos que se ocupam com essa purificação da aparência e os líderes são espertos em dominar as pessoas, mantendo-as sob controle deles. Também, tais sistemas são extremamente atraentes à natureza carnal, pois dá impressão de que a pessoa realmente agrada a Deus, quando realmente está agradando a si mesma. Vemos com clareza que os religiosos judeus normalmente viviam da aparência do farisaísmo e quando nosso Senhor arrancava a “capa religiosa” deles, o resultado era um ódio extremo que irrompia dos seus corações pervertidos. Já lidei com isso e devemos saber o quanto o evangelho moderno cria essa capa. É mais fácil lidar com os homens do mundo, os quais nada têm com religiões, do que com elementos cheios desse espírito dos fariseus. Eles normalmente são zelosos, mas esse zelo não tem em vista a glória de Deus nem o bem do próximo, mas sim seus interesses carnais.

        Cuidemos com esse aparato de espiritualidade forjado pela natureza enganosa dos homens. Nosso Senhor sempre entrou em confronto com elementos assim e por não ser sua hora ele não foi assassinado. Embora fosse um homem com motivações sinceras em sua religião dos fariseus, Saulo de Tarso mostrava o que realmente é um fariseu no íntimo e como estava disposto a encontrar o Nazareno com seus discípulos, a fim de silencia-los com a prisão ou mesmo com a morte. Quando ele se converteu, então a capa de espiritualidade foi tirada dos seus antigos colegas e prontamente estavam prontos a jurar Saulo de morte, assim como fez com Estêvão. Todo pastor sincero sabe o quanto o farisaísmo é perigoso em sua igreja. Aqueles que querem viver a viver para agradar o Senhor no coração prefere a compreensão das santas doutrinas da graça no viver. O farisaísmo sempre procurou e procura se alicerçar em passagens bíblicas. Os fariseus naquele tempo fundamentavam seus ensinos na lei de Moisés, mas o faziam de forma errada e com motivações perversas contra a população. O farisaísmo sempre há de produzir hipócritas, fujamos disso. Nosso Senhor mostrou que o serviço daqueles homens ao ensinar os homens redundava em elementos herdeiros do inferno duas vezes.

        Nosso trabalho consiste em buscar a purificação no coração e quando fazemos isso, tudo por fora toma seu devido lugar. O crente que se purifica no coração à cada dia, há de mostrar o quanto é puro por fora. Cuidemos para que não vivamos mumificados neste. O mundano e incrédulo vive da aparência, os crentes não. Queremos lidar com o homem do coração, porque é ali que está o que Deus realmente vê. Se tentarmos reger nossa vida cristã na aparência, seremos críticos e sempre censuraremos os outros pela visão externa das pessoas, para nosso prejuízo e o prejuízo do nosso próximo.


terça-feira, 13 de abril de 2021

VIVENDO À LUZ DA ESPERANÇA (5)


“E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro” (1 JOÃO 3:3)

O PROCESSO DA PURIFICAÇÃO:        “A si mesmo se purifica...”

        Avancemos mais nesse ensino tão oportuno que nos traz o texto de 1 João 3:3. Vou tratar que posso ver na bíblia e que intitulo aqui de processo da purificação. Note bem que não estou nem estarei tratando de processo da salvação, porque bem sabem que a bíblia não ensina uma salvação baseada em atividades nossas, mesmos nas mais sinceras atividades religiosas. Salvar alguém da penalidade do pecado e da justa ira de Deus, não é processo, mas sim um ato instantâneo. Cristo não ficou salvando o ladrão na cruz de forma Paulatina, mas sim num ato só. Mas foi a salvação da nossa alma que nos colocou no processo da purificação. Note como o texto deixa isso bem claro, porque o verbo “purificar” se acha no tempo presente ativo: “...purifica-se a si mesmo...”. Significa que a obediência por fé na salvação gerou a fé obediente para um viver diário que agrada a Deus. A fé para a salvação eterna posta o homem no caminho do dever em todos os aspectos.

        Todo nosso problema no concerne ao processo de purificação ocorre porque somos constantemente enganados. Em tudo, tanto na doutrina da salvação como também na doutrina da santificação somos levados por erros terríveis, os quais procedem de nossas mentes contaminadas pela mentira e também por erros que procedem de elementos mentirosos. Acontece que nós sempre tenderemos a tomar um caminho errado, ou porque queremos uma vida mais cômoda aqui ou mesmo porque a natureza carnal quer se mostrar apta em fazer sacrifícios.

        Vou tomar as famigeradas atitudes soberbas da nossa carne. É comum que, quando o viver está errado, buscamos compensar com sacrifícios. Posso lembrar de uma senhora que chegou a frequentar nossa igreja quando ouviu as mensagens que eu pregava no rádio. Ela frequentava uma religião pentecostal que leva os fieis a usar roupas extravagantes. Ela usava vestido comprido, cobrindo o pescoço e os braços. Ribeirão Preto é uma cidade conhecida pelo calor e não sabia como aquela pobre senhora suportava tal costume. Mas posso afirmar que nossa natureza tendenciosa a agradar religiosamente o ego tende a aceitar essas imposições.

        Mas essa atitude vai mais longe, especialmente quando a pessoa não se depara com a verdade do evangelho que liberta o homem desses sistemas. Paulo alerta os crentes em Colossos contra esse zelo enganador. Mesmos os crentes tendem a querer “pagar a Deus” e isso acontece de forma quase imperceptível. Alguns, após ouvir uma mensagem sobre santificação, no final da mensagem vão à frente num ato de consagração. Muitos, sem dúvidas fazem isso honesta e sinceramente, mas outros são rodopiados pelo engano de que vão realmente ser obedientes. Acontece que após o culto o fervor de querer consagrar-se arrefece facilmente e no outro dia a fumaça das emoções desaparece. Era exatamente isso o que acontecia com o rebelde povo de Israel, pois quando entrava no caminho da desobediência, eles no engano do coração perverso, imediatamente ofereciam sacrifícios, achando que era aquilo que agradava a Deus. Notemos em Isaías 1 como Deus abominou essa atitude e ordenou que o povo se convertesse para a purificação dos seus pecados.

        Por que acontece isso? A razão é que tentamos manipular Deus, a fim de tomar um caminho errado, afastando daquilo que Ele ordena os crentes a obedecer pela fé, seguindo estritamente Sua Palavra. Se não for pela fé, a carne tomará outro rumo. Não há santificação imediata; não conquistamos purificação porque ajoelhamos num altar e juramos consagração. Vida cristã é pela fé que obedece a Deus. Como que, temos que pegar a espada do Espírito e sair à guerra da conquista diária, numa luta tremenda contra as obras da carne.


segunda-feira, 12 de abril de 2021

VIVENDO À LUZ DA ESPERANÇA (4)


“E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro” (1 JOÃO 3:3)

GLORIOSA ESPERANÇA:     “...todo o que Nele tem esta esperança...”

        Todos os crentes devem saber que o mundo não é nosso lar, somos peregrinos e forasteiros aqui e não somos bem aceitos num lugar onde os homens odeiam a Deus. As exortações dadas vêm para que apliquemos em nossas vidas; para que venhamos a aspirar nossa pátria amada e realçar nosso desejo de sermos iguais a Cristo. É impossível pertencer a Cristo, sem esses sentimentos eternos habitando no coração. É impossível nos purificar se estivermos associados a este mundo perverso, sem nos separar do que é profano e ímpio. Visto que é esse nosso dever, então procuremos aplicar as exortações; procuremos arrumar nosso homem interior, adornando nossas vidas no coração, embelezando nosso caráter cristão, uma vez que encontraremos com nosso Noivo Amado, a fim de sermos semelhantes a Ele.

        Também, essa aplicação firmada na esperança, conforme o texto nos ensina, deve ser experimentada dia após dia. Marchamos firmemente para nossa meta desejada; à cada dia estamos mais perto do nosso lar celeste, portanto não desanimemos. Quando fazemos uma longa viagem, à medida que avançamos, a distância vai encurtando, assim como Israel caminhou na longa jornada rumo à Canaã. As experiências muitas vezes são amargas, porque os nossos inimigos – o mundo, a carne e o diabo, sempre estão nos importunando e queremos nos livrar deles, assim como arrancamos os espinhos que entram em nossa carne. Milhares de santos marcharam e chegaram lá; milhares passaram pelo que estamos passando nestes dias tão perversos, num mundo massacrado pelas maldades e abominações. Somos quais ovelhinhas cercados por lobos e ferozes leões e se não fosse a liderança do Senhor, o que seria de nossas vidas?

        Também, toda nossa luta é enfrentada pela fé. Cuidemos com a religião moderna, tão bem preparada na cozinha do diabo. Satanás sempre há de oferece uma religião aceitável ao sistema cheio de sofismas dos homens cultos, ou ao agradável sentimento carnal. Este último é o que mais prevalece em nossos dias, porque as emoções desvinculadas da verdade tentam ocupar o lugar da fé bíblica, a qual tem seus pés firmados na Rocha dos séculos que é a palavra da verdade. Cuidemos em nunca nos desviar de uma vida pautada na verdade revelada, conforme Pedro diz em sua carta: “Sede sóbrios”. Tudo satanás fará para nos levar a sonhar, assim como Israel sonhava com os gostosos manjares do Egito. Tendemos a cair nessas armadilhas que o pai da mentira põe em nosso caminho.

        A fé segura firme a verdade no coração e persegue seu objetivo. A fé bíblica nos anima, exorta e destrói os anelos carnais. A fé tem como objetivo a obediência ao comando do Rei e por isso o crente é incrivelmente habilitado a vencer. Não desanimem irmãos, vocês são reais vencedores! Continuem firmes! Abandonem o mundo maligno e suas propostas perigosas. O mundo atual é apenas uma extensão do mundo criado por Caim e que segue firme e resoluto para o juízo final. O mundo não tem a esperança que vocês têm; não tem qualquer razão de conhecer o Deus que vocês conhecem. Não é o caso de vocês, santos e amados. A fé supera o poder da carne, uma vez que aquilo que seremos é infinitamente superior a todas as ambições terrenas. Enquanto vocês sobem, o mundo desce. O mais que vocês avançam, mais do alto da glória verão como o mundo se distancia, assim como nos afastamos de algum lugar tomando outra direção.

        Santos de Deus, vocês são os que foram chamados a fim de pertencer a Cristo; vocês são os bem-aventurados, porque Deus fez isso por vocês em Sua graça. Firmes, prossigam avante, pois a perfeição nos espera!


quarta-feira, 7 de abril de 2021

VIVENDO À LUZ DA ESPERANÇA (3)


“E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro” (1 JOÃO 3:3)

GLORIOSA ESPERANÇA:     “...todo o que Nele tem esta esperança...”

        Quero agora tocar na promessa que Deus fez ao Seu povo, a fim de que eles pudessem viver agora à luz da esperança brilhando em seus corações. O mundo não pode ser partícipe dessa espetáculo da fé e que está gravado nos corações que foram santificados na salvação. Tomemos o ensino de Colossenses 1:27: “Ao quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, esperança da glória”. Notemos bem no texto que Paulo está tratando do mistério do evangelho que ele pregava e que nos foi entregue. Qual é o mistério: “...Cristo em vós, esperança da glória”. Não é algo realmente glorioso e que enche nossos corações de santo temor e alegria?

        Sendo assim, por que devemos nós fruir dessa mensagem promovida por este mundo, o qual tanto anela por essa inútil prosperidade terrena? Não devemos nós fugir dessa fragrância tão venenosa? Quantos santos de Deus foram sacrificados, porque simplesmente não aceitaram as ofertas mundanas, a fim de desprezar a Cristo. Sem contarmos o fato que homens de Deus viveram aqui e respiraram a atmosfera do céu, como José, que mesmo na honrosa posição de governador, ainda anelava a ressurreição. Nossos corajosos e triunfantes irmãos que morreram na fé são nossos exemplos, para que nós sigamos esses passos, num mundo que agora tudo tem feito para que nos afastemos da verdade revelada, acerca daquilo que haveremos de ter e de ser.

        Outra lição, para a qual devemos atentar bem é o fato que vivemos aqui num lugar estranho. Se isso não fizer sentido para nós, então pergunto se você realmente é um crente em Cristo. Eu sei que o evangelho moderno tem trazido um cristo mais como um ser supersticioso, tipo alguém que precisamos para pedir que tudo aqui venha melhorar. Mas note bem que o texto de Colossenses diz: “Cristo em vós”. A verdade é mais do que algo externo. É especialmente interno: “em vós”. Nosso Senhor veio para habitar no salvo e fez isso enviando Seu Espírito. Sem essa verdade de “Cristo em vós” não há sentido de vida cristã. Muitos hoje dizem: “aceitei Jesus, estou salvo”, mas a verdade é se Ele habita em você. O homem interior, no coração está regido pelo Senhor? Habita o Espírito da glória, a fim de dar real esperança daquilo que seremos na eternidade?

        Digo e afirmo que se não houver isso, as glórias eternais serão tratadas com desprezo e as glórias mundanas serão motivos de alegria e felicidade aqui. O mundo atual está provando isso. Há muita busca por um deus que venha solucionar problemas terrenos, e muitos desses problemas são sérios, sem dúvida. Mas a verdade é que nosso Senhor veio para arrancar pecadores da maldição do pecado e deste presente século perverso (Gálatas 1:4).

        Note bem, não estou dizendo que Ele não livra os santos dessas aflições terrenas, nem estou afirmando que Ele não atende as orações dos santos em favor dos problemas da sociedade que tanto sofre. Estou apenas afirmando que o propósito de Sua vinda ao mundo foi para nos livrar da penalidade do pecado, da ira vindoura e nos dar a bênção eternal de sermos participantes da glória. Vemos a situação que ocorre hoje, pois elementos religiosamente nocivos têm se levantado e hipnotizado a sociedade com promessas vãs, de tal maneira que os homens não percebem suas trapaças e onde querem chegar. Os homens sem Deus passam por cima das malandragens desses elementos e passam a aceitar seus ensinos e orações, como se tudo isso viesse de Deus. Deus, entretanto, em João 3:3 está dirigindo aos crentes, às pessoas que não pertencem a este sistema enganador e passageiro.


segunda-feira, 5 de abril de 2021

VIVENDO À LUZ DA ESPERANÇA (2)


“E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro” (1 JOÃO 3:3)

GLORIOSA ESPERANÇA:     “...todo o que Nele tem esta esperança...”

        Creio que na introdução pude lançar o desafio a todos, a fim de que busquemos conhecer os ensinos tão ricos que a graça tem para nós nesse verso de 1 João 3:3. Uma vida sem esperança não tem qualquer valor, pois tudo aqui opera na esperança. Um trabalhador espera que irá receber merecidamente por aquilo que produziu. Na vida Cristã, nossa esperança está primariamente fundamentada no fato que Cristo morreu para que os crentes fossem arrancados da sentença do inferno e lago de fogo, para torná-los herdeiros da vida eterna.

        Todos os crentes habitam nessa esperança. Nossa esperança não tem nada a ver com as incertezas desta vida. Os que vivem nas trevas do pecado não têm qualquer resposta convicta, segura e documentada sobre seu futuro após a morte. Mas não é assim com os crentes, porque a esperança que eles têm está plenamente fundamentada e documentada; ela é apresentada aos salvos através do livro de Deus e o Espírito Santo registra essa convicção em seus corações: “Salvo, salvo, eu salvo das penas eternas já sou!”

        Sendo assim, para os não crentes em Cristo, suas vidas serão recheadas de uma esperança terrena e não celestial. Enquanto para os crentes, sua pátria está no céu, para os filhos deste mundo, a pátria deles está aqui mesmo. O mundo é para os incrédulos seu paraíso, sonho, ambição e motivo de luta e ação para alcançar o melhor que é oferecido aqui. Os homens mundanos vivem dessa utopia, porque não podem aceitar o que os crentes aceitam pela fé.

        Os ímpios não veem o que os crentes veem, pois não têm olhos espirituais. Eles veem o mundo, por isso querem, sonham e lutam para ganhar o mundo inteiro. O céu para eles não tem qualquer valor, e mesmo que levássemos um incrédulo para visitar o céu, ali não seria o lugar onde gostaria de morar. Santidade, pureza, vida, glória, graça e alegria sempiterna, essas coisas não tocam o sistema afetivo do homem; tais peculiaridades ligadas perfeitamente ao reino celestial não os levam a deseja-las, porque eles não as buscam aqui.

        Não há qualquer ligação dos homens mundanos com os homens espirituais. Sendo o mundo o paraíso sonhado e desejado pelos homens no pecado, o céu certamente será aborrecível para eles. Eles mostram isso em seu viver prático, por onde andam, naquilo que conversam entre eles e nos gostos e prazeres que têm aqui. Diante desse fato, quão inútil é tentar fazer do ímpio um crente, usando nossas habilidades.

        Para lidar com natureza, nada podemos fazer, pois entramos no terreno da impossibilidade, assim como não podemos mudar a natureza de um porco. Quem faz a obra de mudar o homem cuja natureza é terrena, é Deus, caso contrário trabalharemos inutilmente. Ele poderá ser de uma igreja, mas não de Deus; gostará de alguns ensinos bíblicos, os quais vão lhe tornar ainda mais vaidoso, mas jamais amará o Senhor, sua palavra e nem terá a bênção da esperança enchendo seu coração.

        Além disso, nosso Senhor jamais deu qualquer esperança para o homem no pecado. O mundo moderno e trabalhado pelos artistas da nova era tem lutado com todas as forças do mal, a fim de dizer que todos são filhos de Deus e que todos irão morar no céu. Mas a palavra imutável do Senhor prossegue com Sua voz infalível e eficaz, proclamando que o homem no pecado vive sem esperança (Efésios 2:12). O evangelho tirar essa grossa capa de justiça própria, a fim de relatar a todos que o homem sem Cristo habita debaixo da ira de Deus e que todos são chamados ao arrependimento, a fim que Deus possa lidar com misericórdia com todos.


quinta-feira, 1 de abril de 2021

VIVENDO À LUZ DA ESPERANÇA (1)

 

                    

“E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro” (1 JOÃO 3:3)

INTRODUÇÃO:

        Eu realmente me acho incapaz de explicar a importância desse texto de 1 João  3:3. Aliás, ele se abriga num contexto, onde o apóstolo envolve os santos no amor de um Deus que tudo fez para lhes chamar à uma maravilhosa e grandiosa salvação. O capítulo trata sobre o novo nascimento e que, devido a isso os crentes foram feitos filhos de Deus. Nessa santa posição de amor e de amados, o mundo há de odiar os crentes. João faz questão de alertar os santos para surpresas que envolverão nossas vidas num ambiente que odeia Deus e que ama o pecado. Ora, neste mundo damos valor àquilo que compramos com muita dificuldade. E aquilo que Deus nos deu em Cristo para nossa bem-aventurança eterna? Terá pouco ou quase nenhum valor?

        Este não é o primeiro escrito meu acerca da carta de 1 João. Retorno à epistola, porque é cheia de riquezas, especialmente por tratar de uma carta de amor entre Deus e Seu povo. A carta é notavelmente cheia de ensinos preciosos das doutrinas da graça. Temos o andar na luz com Deus, redenção pelo sangue, separação do mundo, manifestação de ódio do mundo contra os santos, novo nascimento, os corpos de glória uma vez que seremos semelhantes a Cristo, vidas santificadas para Deus, perigos dos últimos dias e o espírito de anticristo e do falso profeta. Claro que não mencionei os detalhes, mas foi o suficiente, a fim de incentivar os que amam a Palavra a desejar conhecer essa tão preciosa e íntima missiva celestial.

        Estou na abordagem do capítulo 3 verso 3. Temos  nesse capítulo ensinos que enchem a vida do crente de dinamismo, ao enxergar o que lhes aguarda lá adiante. Somos um povo que vive da esperança, mas eterna esperança. Não nos alimentamos dessa esperança terrena; não nos abrigamos em refúgios onde lobos vorazes nos pegam de surpresa; não nos afinas com as propostas mundanas, pois elas fracassam diante do poderio do diabo, do pecado da morte e do inferno. O mais valioso que o mundo oferece não passa de lixo depositado para o fogo, assim como foram queimados os valores de Sodoma e Gomorra ante o fogo do céu.

        O que significa a vida cristã no mundo? Não significa que não devemos obter do melhor e justo que o mundo nos oferece. O perigo está em amar este sistema e tentar estabelecer a vida aqui em cima de suas promessas inúteis. Eliseu poderia com justiça ficar com os tesouros trazidos da Síria, mas resolveu não aceita-los, para que a glória de tudo o que foi feito ficasse com seu Senhor. Moisés recusou a vida cômoda e cheia de luxo do Egito, a fim de sofrer com o simples povo de Deus. Santos de Deus do Velho Testamento foram valentes e corajosos nessa separação. Por que não podemos nós tomar decisões firmes, pela fé, a fim de agradar o Senhor, uma vez que nossa esperança de coisas infinitamente melhores nos acompanham aqui?

        É exatamente o que o texto nos ensina. João mostra que  somos filhos de Deus pelo novo nascimento, por  essa razão não somos benvindos  aqui. Vemos que não participamos da esperança terrena nem desse espírito vil e enganador que domina pensamentos e  emoções  deste  sistema. O que esperamos? O texto  nem  trata das riquezas  da glória,  da cidade dourada, do fato  que nunca mais ouviremos  falar da morte, da dor, dos gemidos, das angústias, das abominações, etc. O texto nos leva ao excelente, pois seremos semelhantes ao Senhor; teremos corpos de glória semelhante ao Seu corpo glorificado na ressurreição.

        Diante de tudo isso, não é para que busquemos nos separar inteiramente  para ele, a fim  de  vivermos somente para o nosso Senhor?

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

VIVENDO À LUZ DA RESSURREIÇÃO (10 de 10)



        “Apresentar-se-á voluntariamente o teu povo, no dia do teu poder; com santos ornamentos, como orvalhos emergindo da aurora serão os teus jovens”
O CAMINHO DO CRENTE PARA A RESSURREIÇÃO
        Posso assegurar que Deus utiliza-se das tribulações, a fim de tirar aquilo que é peso e que dificulta a nossa jornada. Aqueles que correm querem livrar-se à cada dia daquele pesinho a mais; querem ficar mais leves para suas maratonas. Não é assim com os crentes? O escritor sagrado fala sobre isso em Hebreus 12:1: “...livremo-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com paciência a carreira que nos está proposta”. Tem linguagem mais clara do que essa usada pelo Espírito Santo? Não é verdade que enchemos nossas vidas das preocupações com este mundo e nos embaraçamos com coisas que nada tem de valor? Por isso Deus usa tribulações para tirar tudo isso de nós. Quer ver um crente leve e solto para andar pelo caminho reto rumo ao céu? Veja aquele que tem passado por tribulações neste mundo. Parece que quando o mundo desaba debaixo dos nossos pés, o céu fica mais perto do salvo.
        Também, a vitória à cada instante contra o mal é uma experiência antecipada da ressurreição. Realmente não é nada fácil enfrentar as tentações; não há quem possa vencê-las no poder da carne. Mas os crentes obedientes são vitoriosos; são os ilustres que enfrentam o diabo, a carne e o mundo para a perplexidade daqueles que não são crentes. Toda vitória é um passo para uma gigantesca obra de vitória que virá. Não fosse o poder da graça dando-lhe forças, certamente José teria sucumbido à tentação e jamais teria saído de uma merecida prisão. Foi a vitória na casa de Potifar que o fez experimentar o doce sabor da ressurreição. Foi a vitória na prisão que aperfeiçoou sua fé e o fez capaz para governar um mundo com justiça. É a conquista dessa caminhada que faz o brilho deste mundo sumirem da nossa vida; que nos faz perder as esperanças daqui e realçar as glórias do céu em nossa viver.
        Quero encerrar esta mensagem mostrando o quanto a ressurreição começa a aparecer na conversão. Toda sincera conversão a Cristo é o começo da jornada rumo ao lar celestial, a caminhada para a perfeição. Quando a graça atrai a alma para a salvação, eis que a alma salva percebe o quanto este mundo é cheio de ilusão e que tudo aqui termina com a morte e seu destino cruel. Ninguém consegue ver isso sem uma obra do Espírito Santo e da Palavra. A sabedoria de Deus, manifestada em temor passa a brilhar no recôndito, lá no íntimo e as investigações começam com o Senhor mostrando o passado, o presente e o futuro tão sombrio dos homens. Perguntas surgem como essas: “Para onde irei após a morte?; para onde foram os que morreram?”. O mundo não tem como responder a essas questões.
        Na conversão se finda o amor ao mundo e inicia-se o amor a Deus e à sua palavra. Quando Zaqueu conheceu a Jesus, imediatamente seus interesses voltaram para as coisas eternas em obediência ao Senhor e amor ao próximo. Na conversão tudo é visto à luz da eternidade; a morte eterna passa a mostrar sua força terrível e os horrores do castigo eterno começam a ser ouvidos pela fé. Na conversão Cristo torna-se a preciosidade da vida aqui e a esperança da glória; cresce o anseio pelo céu, pela família celestial e pelas perfeições que aguardam os crentes na glória eterna! “Vem, esperança dos salvos!”.
               

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

VIVENDO À LUZ DA RESSURREIÇÃO (9)



        “Apresentar-se-á voluntariamente o teu povo, no dia do teu poder; com santos ornamentos, como orvalhos emergindo da aurora serão os teus jovens”
O CAMINHO DO CRENTE PARA A RESSURREIÇÃO
        Claramente a bíblia nos mostra que nosso caminho a ser percorrido aqui é o caminho exatamente oposto aos padrões da e do mundo. Acredito que muitos chamados crentes nem sequer se ocupam com esta verdade em nossos dias. O mundo moderno parece tão belo, afável, doce e religioso e muitos nem percebem o perigo de que as táticas de satanás são extremamente perigosas e letais. O mundo é o mesmo, ele jaz no maligno (1 João 5:19). O que é doce para os mundanos, deve ser amargo para os santos de Deus; o que parece ser luz para os incrédulos, para os crentes é a terrível escuridão; o que parece ser liberdade não passa de um depósito de almas escravas no pecado.
        O alvo dos santos é o caminho que foi aberto na salvação e que ilumina mais e mais até ser dia perfeito (Provérbios 4:18). A fé verdadeira, quanto mais forte for, mais poder terá para desprezar o mundo e marchar com força, no poder da graça rumo à perfeição. Não há meio termo, se não separarmos deste mundo vil, perderemos a coragem na caminhada; se não dispusermos a viver em santidade, aplicando os princípios bíblicos, nossa visão será curta para ver as maravilhas que nos esperam na glória eterna. Os crentes sobem rumo ao céu; os mundanos descem rumo ao abismo; os santos respiram a atmosfera celestial na oração e na palavra, enquanto a multidão incrédula só consegue respirar este ar poluído de um mundo marcado para a destruição. Sendo assim cuidemos em andar na sobriedade, com a verdade da redenção como firme fundamento debaixo dos nossos pés.
        Além disso, cuidemos em percorrer o caminho santo sem qualquer peso mundano nas costas. Muitos vivem preocupados com o amanhã; muitos vivem em contínuo medo, devido as ameaças constantes deste mundo; muitos se ocupam demais com as coisas desta vida, de tal maneira que são levados pela fúria impetuosa das ocupações mundanas. Quanto perigo! Todas essas coisas são cargas inúteis que devemos deixa-las aqui. O barco pode afundar ante as tempestades bravias que surgem. Aquilo que para o mundo é fantástico, lindo e cheio de sabedoria, para nós os salvos deve ser motivo de desprezo, quando comparamos com a glória vindoura. O que virá é incomparavelmente melhor do que qualquer tesouro achado nesta vida.
        Também, importa que sejamos humildes, pois estamos pisando em lugares perigosos. O mundo é a organização de rei dos orgulhosos – o diabo -  No reino de Deus devemos ter aquela atitude de humildade que aprendemos com nosso Senhor (Filipenses 2:5). Vejo o quanto em nossos dias o desejo de viver como quer, de fazer a própria vontade tem tomado conta de milhares que afirmam serem crentes. Temos que fugir do orgulho próprio no viver cristão; temos de buscar conselhos, porque somos extremamente frágeis e poderemos tombar a qualquer momento.
        Assim amados, avancemos rumo ao nosso perfeito destino. Tudo foi preparado de antemão para nosso bem eterno e nada há de interceptar o amor cuidadoso de nosso Senhor pelas ovelhas tão frágeis e sem defesa num mundo cruel!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

VIVENDO À LUZ DA RESSURREIÇÃO (9)


                
        “Apresentar-se-á voluntariamente o teu povo, no dia do teu poder; com santos ornamentos, como orvalhos emergindo da aurora serão os teus jovens”
O CAMINHO DO CRENTE PARA A RESSURREIÇÃO
        Uma palavra de exortação vem em seguida, alertando os crentes a percorrer o caminho, sem, contudo carregar nenhum peso do mundo e da carne, a não ser o peso da cruz. É exatamente isso o que nos exorta Hebreus 12, para que nos livremos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com paciência a carreira que nos está proposta. Noutras palavras, desapeguemo-nos deste mundo; temos um caminho pela frente, temos o Modelo perfeito a ser seguido – o Autor e Consumador da nossa fé. Não permitamos que o mundo nos engorde com suas paixões e prazeres, pois aquilo que o mundo considera maravilhoso e fantástico, pode ser empecilho para nossa jornada rumo ao lar.
        Outro perigo que nos cerca, impedindo que vivamos à luz da ressurreição é o orgulho. Se tem algo a ser combatido com oração, súplica e contínua luta é a poderosa soberba, como disse Davi: “Também da soberba guarda teu servo...” (Salmo 19:13). O orgulho é o pai de toda iniquidade, especialmente daqueles pecados disfarçados. Pensamos que nossas quedas aparecem em pecados notoriamente grosseiros, sem saber que o mal aparece pintado e carregando pelas flores consigo. Estamos vivendo uma era extremamente perigosa no orgulho, pois o lema hoje é que “cada um deve fazer o que bem quiser”, e isso envolve a vida de homens e mulheres de toda idade. Esse é o espírito desta época corre sem freio para consequências drásticas. Os chamados crentes se sentem ofendidos, não parecem como ovelhas que seguem seu pastor e não buscam conselhos, porque já estão determinados a fazer o que querem fazer de forma obstinada. Como diz Paulo em exortação a Timóteo, que viria tempos difíceis de domar e o tempo realmente chegou.
        Ora, tudo isso vem nos instruir, para que combatamos o bom combate e lutemos pela ressurreição. É nessa constante luta que melhoramos nossa vida espiritual aqui e desfrutamos das riquezas eternas, sem mencionar o fato que seremos mais úteis neste mundo. O mundo só pode brilhar mediante a luz da ressurreição que aparece num viver santo dos crentes. Não esqueçamos que a igreja é a cidade edificada sobre o monte (Mateus 5). Quanto mais humildes formos, melhor; quanto mais apegados à palavra fiel, melhor para nós; quanto mais alimentarmos da verdade revelada, mais excelência teremos no viver; quanto mais encher nossos corações da esperança da glória, mais feliz e cheios de regozijos seremos. Noutras palavras, devemos ambicionar mais de Cristo.
        Que diferença bendita! Enquanto o mundo se alimenta de coisas passageiras, desfrutamos de coisas eternas! Corramos, portanto das ambições deste mundo, de suas ofertas tentadoras e contentemos com maravilhosas promessas. Subamos sempre ao Monte Sião em oração e adoração; cultivemos a arte de fazer pela fé contínuas viagens à Nova Jerusalém; saiamos sempre da comunhão mundana, para a comunhão santa e preciosa que os santos têm devido a posição em Cristo. Delícias eternas, riquezas eternas e bendita e perfeita posição esperam os salvos!

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

VIVENDO À LUZ DA RESSURREIÇÃO (7)


      
        “Apresentar-se-á voluntariamente o teu povo, no dia do teu poder; com santos ornamentos, como orvalhos emergindo da aurora serão os teus jovens”
O CAMINHO DO CRENTE PARA A RESSURREIÇÃO
        Os crentes são os únicos que avançam no caminho rumo à ressurreição, porque eles foram salvos e santificados para isso. Aliás, é essa a esperança do povo de Deus na face da terra; essa foi a conquista preciosa do Senhor para eles, sendo o Senhor mesmo as primícias da ressurreição. Será que isso é uma verdade de fundamental importância para o viver dos santos de Deus na terra? Que valor tem para nosso viver diário e nossa batalha contra o mal diariamente? É sobre esse assunto que almejo tratar nesta parte.
        A primeira lição que vem despontar perante nossos olhos é o fato que nosso caminho a percorrer é completamente oposto aos padrões da carne e do mundo. Os verdadeiros crentes logo percebem isso e ficam alertados contra os perigos que envolvem suas vidas aqui. Notemos bem que o pecado fundamenta a vida em torno de sonhos e vaidades. Para o mundo a morte é um acontecimento normal na vida, que faz parte do viver, como se isso viesse da própria criação de Deus. Para o mundo não há um reino invisível, de um Deus que do trono celestial reina soberanamente sobre tudo e sobre todos. Esses pensamentos são estranhos ao mundo perigoso onde os crentes vivem. Para o mundo, o fim é algo que fica na incógnita do futuro, que o melhor é viver agora e experimentar a felicidade e alegria de viver. Para o mundo, quando o fim chegar então virá o “descanse em paz”.
        Os crentes percebem, mediante as instruções bíblicas, que eles são estrangeiros aqui e que não há como ter comunhão com os pensamentos deste sistema, nem mesmo com o melhor da religião que o mundo pode oferecer. O mundo dorme gostosamente nos braços de um líder esperto e perverso, enquanto os crentes são aqueles que foram despertados para ver que agora andam rumo ao lugar certo. Notemos, que mesmo sendo religioso e extremamente apegado aos costumes judaicos, Saulo de Tarso não passava de um mundano que tinha pensamentos iguais a qualquer pagão deste mundo. Sua mentalidade acerca da ressurreição foi completamente mudada, após ter conhecido o Senhor Jesus, e ele transmite isso em sua carta aos Filipenses, capítulo 3.
        Avanço mais, mostrando que aos crentes a ordem é para avançar rumo à perfeição. No pecado a morte nos levava rumo ao lugar dos mortos. O pecado em suas conquistas leva milhares para a destruição, enquanto a graça leva os que foram conquistados rumo à perfeição eterna. Notemos a diferença, porque os santos não caminham para a direita, enquanto os incrédulos vão para a esquerda. No ensino bíblico a direção é sempre vertical e não horizontal. Os santos sobem às alturas, enquanto os condenados descem para o precipício de terror eterno.
        Então, tomemos esses fatos e coloquemos em prática no nosso andar. O que a Palavra de Deus nos ensina? “Sede sóbrios” (1 Pedro 1:13). O que isso significa? Nosso Senhor nos instrui a não seguir os princípios perigosos deste mundo; que cuidemos com a mentalidade deste viver insano e louco. Fomos chamados a por nossos “pés no chão”; que acordemos deste lugar sombrio, onde as trevas dominam e agarram os homens. Fomos chamados revestir-nos de Cristo e andar rumo ao nosso lar celestial; fomos chamados olhar para o Autor e Consumador de nossa fé, a fim de correr a carreira que nos está proposta.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

VIVENDO À LUZ DA RESSURREIÇÃO (6)



        “Apresentar-se-á voluntariamente o teu povo, no dia do teu poder; com santos ornamentos, como orvalhos emergindo da aurora serão os teus jovens”
        A TRISTE REALIDADE DA TRANSITORIEDADE DESTA VIDA
        Posso assegurar que neste mundo, devido a entrada do pecado e como consequência a morte, certamente o prazer se esvai facilmente. Toda luta do mundo, do pecado e do diabo é cercar os homens, para que eles se deem pelo prazer. O mundo vive desse hedonismo, dessa busca pela felicidade aqui, o que de certa forma não é errado em si mesmo. O perigo, entretanto aparece no fato que tudo isso encobre a realidade das coisas. Em lugar do prazer aparecerá o desprazer; a glória e felicidade hoje deverão dar lugar a lutas, dores e gemidos; quando os homens sobem nas altas montanhas de alegria e expectativas de um mundo melhor, eis que de repente aparece um profundo vale de desespero. Na vida de José, a felicidade de se sentir seguro em sua casa, na companhia de seu pai e de seus irmãos foi trocado para o desespero de ser maltratado e vendido como escravo para anos de sofrimentos (Gênesis 27).
        Os homens neste mundo devem saber que por detrás dessa fachada de alegria e aventuras na busca por felicidade terrena, os homens nada sabem o quanto este mundo está cercado de terríveis inimigos, os quais não querem outra coisa, senão empurrá-los para o desespero eterno. Satanás o deus deste sistema é um homicida e utiliza os homens apenas para seus interesses pervertidos, e depois quer vê-los na destruição eterna. A morte exerce seu trabalho cruel, aproveitando bem das oportunidades, a fim de dar seu golpe final, a fim de empurrar almas para a boca insaciável do inferno.
        O que Deus está fazendo? Em Sua palavra o grande Deus está mostrando aos homens que a excelência não está aqui; que o lugar de viver não é aqui; que aqui tudo é transformado em cinzas com a presença do pecado e da morte. Enfim, o Senhor está expondo aos homens no mundo inteiro que o valor não está nesta vida, mas sim na ressurreição, foi por essa razão que por quatro vezes nosso Senhor prometeu quanto aos pecadores convertidos: “ e eu o ressuscitarei no último dia”. Em nada o Senhor assegura uma vida boa, confortável e segura, a não ser na salvação que há em Cristo, no mundo não. Assim, os santos devem saber que a excelência virá na ressurreição e nisso eles devem colocar seus corações.
        Diante dessas tremendas verdades, o que os santos devem fazer? Pedro exorta em sua segunda carta, que nós devemos andar em santidade e pureza aqui, uma vez que tudo isso que aqui parece ser tão belo, será passado pelo fogo da destruição, assim como aconteceu com Sodoma e Gomorra. Podemos compreender essas coisas? Podemos receber as palavras do Salmo 110 com alegria, quando diz que os santos são como orvalho emergindo da aurora? O que esperamos daqui? Milhares e milhares de santos já partiram e estamos caminho para a fase final de nossa jornada,  a fim de saudar nossos irmãos que já chegaram lá!
        E você, meu amigo leitor, onde está a sua esperança? Não é o momento maravilhoso para sua entrega e conversão sincera a Cristo? Não é o momento para reconhecer seus pecados e buscar Nele o perdão, purificação e desfrutar assim da paz com Deus, mediante o sangue remidor? Se ocorrer isso é o passo inicial para a jornada rumo à ressurreição!


sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

VIVENDO À LUZ DA RESSURREIÇÃO (5)



        “Apresentar-se-á voluntariamente o teu povo, no dia do teu poder; com santos ornamentos, como orvalhos emergindo da aurora serão os teus jovens”
        A TRISTE REALIDADE DA TRANSITORIEDADE DESTA VIDA
        Posso assegurar que a história deste mundo se ergue para contar que tudo aqui passa. João mesmo afirmou que “O mundo passa...” (1 João 2). Os homens no pecado vivem lambiscando os momentos; o que desfrutamos hoje há de perder-se hoje mesmo e não há esperança de que tudo há de voltar amanhã. A esperança embutida nos corações das multidões está no gozo e prazer do momento. O mundo ignora completamente o significado daquilo que é eterno; essas coisas são estranhas ao coração do homem que não nascer de novo. Além disso, os beliscões do pecado e a presença constante da morte vêm avisar aos homens o quanto tudo aqui está debaixo do desespero e de iminente tristeza e dores.
        Não há maior demonstração do horror deste sistema transitório aqui do que a presença cruel da morte. Este vale de dores é marcado por choro, tristeza, saudade e luto. Não há um dia melhor do que outro, porque satanás faz de tudo para encobrir a realidade das coisas aqui com festas e aparentes vitórias. Enquanto milhares gritam, pulam de alegria, celebram suas festas, passeiam e trabalham por uma vida melhor, eis que está oculto aos olhos de multidões o fato que muitos estão sepultando os pais, os filhos e outros queridos. Além disso, o mundo é sempre surpreendido por acontecimentos trágicos e inesperados. De repente homens são tomados pelo prazer de matar; de repente eis que um avião cai, um carro sofre acidente com vítimas e outros acontecimentos que normalmente a mídia procura ocultar.
        Vou além para afirmar o quanto os homens sofrem os golpes do pecado aqui. O Egito e o mundo iam muito bem, até que foram anunciados os sete anos de fome que seguiriam sete anos de fartura. Anos de bênçãos e prosperidades podem ser sinais de que desceremos para o vale da miséria. Os homens que hoje parecem ser gentis, amáveis e educados, amanhã podem tornar perseguidores e cruéis. O rei da Síria não esperava que seu próprio servo chegaria e o mataria, a fim de ocupar seu lugar no trono (2 Reis 8). Não podemos esperar coisas melhores de um mundo que jaz no maligno e onde reina o pecado e a morte. A alegria de Judas em obter aquilo que tanto queria, logo deu lugar a angústia, tristeza e remorso que levaram aquele homem ao suicídio.
        Minhas palavras são tão pobres para descrever as mazelas desta vida passageiras! Mas todo meu esforço visa levar meus leitores à compreensão do incrível valor da ressurreição para o viver diário do crente. Deus não nos concede Seus ensinos, sem que eles tenham precioso valor para o viver diário. Eles são como joias que vêm enfeitar nossas vidas enquanto caminhamos na jornada rumo ao céu. Notemos bem que não somos exortados a afastar, viver isolado; somos chamados para trabalhar, produzir, lutar, conquistar, prosperar, etc. até que o Senhor volte.
        Assim termino esta página, na esperança que meus irmãos em Cristo sejam fortalecidos na fé. Aqui envelhecemos e perdemos nossa força, mas a verdade é que a ressurreição nos tornou jovens eternos, orvalhos que emergem da aurora. Caminhamos para a perfeição, milhares já foram e aguardam que a família de Deus fique cem por cento completa naquele lugar.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

VIVENDO À LUZ DA RESSURREIÇÃO (4)



        “Apresentar-se-á voluntariamente o teu povo, no dia do teu poder; com santos ornamentos, como orvalhos emergindo da aurora serão os teus jovens”
        A TRISTE REALIDADE DA TRANSITORIEDADE DESTA VIDA
        No engano do pecado há também uma expectativa de que há glórias aqui neste mundo. Eis aí uma das mais poderosas forças enganadoras do pecado. Há um poder de atração na mente, nas emoções e na carne do homem no pecado, de tal maneira que ele se entrega a este sistema numa confiança incrível de que amanhã tudo será melhor do que hoje. Nada, nem mesmo a morte pode aniquilar esse sonho posto no coração pelo pecado. É exatamente isso o que a bíblia diz em Provérbio 1:32: “...a impressão de bem –estar os leva à perdição”. O crente não está livre desse mal, porque ele envolve a carne e manipula a mente, por isso muitas vezes Deus utiliza as desventuras terrenas para mexer com os crentes e trazê-los à realidade.
        Posso afirmar também, que o espírito de engano leva os homens e até mesmo os crentes a pensar que a liderança que existe neste mundo é melhor. O princípio ativo é que há uma segurança aqui, devido ao fato que tudo parece ser tão favorável; a noite, o dia, a chuva, o sol, as estações, etc. tudo isso fornece um ambiente de segurança aqui. Muitos crentes, sem qualquer capacidade de discernimento das coisas não podem perceber que o mundo jaz no maligno (1 João 5:19). Há o grave perigo de que os crentes acreditem que Deus está distante e que o governo aqui pertence aos homens e não ao Senhor que reina no céu e na terra.
        Há também a impressão de que não há inimigos, e que as adversidades são superáveis. O próprio mundo pensa assim, porque os homens demonstram confiança neles mesmos, por isso procuram ser bem positivos e querem vencer todo negativismo. Tudo aqui é visto na base de uma visão terrena das coisas; somos descrentes no que se refere aos espíritos e a atuação terrível de satanás neste mundo. Uma lida com calma nos dois primeiros capítulos de Jó será suficiente para nos ensinar o quanto satanás está bem ativo neste mundo perigoso. Quando os homens pensam no céu normalmente estão buscando um seguro de vida contra o inferno, porque sabem que a morte virá. Mas mesmo assim, o mundo é o lugar deles e acreditam que receberão a influência dos seus bens e família após à morte.
        Os verdadeiros crentes sabem que se não houver uma disposição de ler a bíblia e andar em humildade com Deus aqui, certamente o mundo espertamente os dominará. Por essa razão foi que o salmista pede no Salmo 119 para que o Senhor não permita que seus olhos contemplem a vaidade. A correnteza deste mundo é muito forte e tendem a nos empurrar para o abismo abaixo. Se não houver uma disposição de subir às alturas da oração, e da palavra, certamente nossa fé vacilará ante a pressão da época. Até mesmo as nossas orações poderão demonstrar que não estamos curtindo aqui as maravilhas da ressurreição. Queremos pedir, mas pedimos mal porque temos em vista os confortos terrenos. Queremos um Cristo que abençoe nossos negócios, família e até mesmo pedimos que tudo dê certo, do nosso ponto de vista.
        Não é verdade que a tendência natural é descer? Que somos susceptíveis a buscar os vales mundanos, ao invés de subir com coragem às alturas onde somente a fé pode chegar?
       
        

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

VIVENDO À LUZ DA RESSURREIÇÃO (3)


“Apresentar-se-á voluntariamente o teu povo, no dia do teu poder; com santos ornamentos, como orvalhos emergindo da aurora serão os teus jovens”
A TRISTE REALIDADE DA TRANSITORIEDADE DESTA VIDA
Comecei o assunto na página anterior mostrando que neste mundo sempre houveram e haverão momentos de aparente glória, mas a verdade permanece que neste mundo teremos picos e vales, subidas e descidas. Sempre somos acionados a voltar e pisar a realidade do vale. Se não estivermos ligados à Palavra de Deus, sintonizados com a verdade, eis que o engano do pecado nos dará no íntimo  a impressão de que a vida aqui é a melhor que temos e que, por isso devemos aproveitar ao máximo. A vida aqui ousa sempre nos prender à zona de conforto, da qual não queremos sair. Estamos sintonizados à natureza e esquecemos que tudo o que é desta natureza terrena e animal foi fulminado pelo pecado e segue a vaidade. 
Vejamos bem o quanto nosso Senhor veio nos desprender disso; que veio nos arrancar desse sistema vil; veio por assim dizer, importunar nossa carne rebelde e levar-nos a segui-lo pelo caminho certo. Por esta razão foi que Ele afirmou: “Quem ama esta vida, perdê-la-á”; outra vez Ele disse: “Quem quiser vir após mim negue-se a si mesmo...”. Todas essas afirmações vêm estraçalhar a malignidade da natureza terrena e transitória, a qual carregamos em nossos corpos corruptíveis e mortais. Também, os santos de Deus presenciaram essas realidades e pela força da graça desprezaram esse sistema tão confortável, mas extremamente perigoso aqui. Moisés percebeu isso pela fé, porque recusou todo conforto que a vida de um monarca egípcio traria, a fim de aqui sofrer com o povo de Deus, a fim de alcançar um prêmio infinitamente mais excelente. 
Percebemos esse fato na vida de homens como Daniel e seus amigos. Não havia lugar mais confortável do que a vida luxuosa no palácio da babilônia. Era simples, o que exigia era apenas uma entrega aos padrões corrompidos e idólatras daqueles homens e a vida seria excelente. Mas aqueles homens viam tudo à luz da verdade eterna, por isso o fogo e as dentes dos leões em nada os amedrontaram. O que eles miravam aqui era a ressurreição e não o conforto promovido pelos bens terrenos. 
Outro exemplo que nos passa despercebido é a vida de Mardoqueu, um homem de incrível humildade, mas cheio de coragem para lutar pelo bem do seu povo (Ester). Nada vemos naquele homem que elevasse à grandeza, pois teve coragem de recusar submissão a Hamã, um mortal inimigo do povo judeu. Mardoqueu enfrentou, confiou em seu Deus e obteve estupenda vitória, como aquela que vemos narrada nos 10 capítulos do impressionante livro de Ester.
Quando a fé vem de Deus, os homens e mulheres crentes serão sempre motivados a enfrentar a guerra contra o mal aqui. Foi por essa fé que brilhou nos corações daqueles heróis que eles literalmente venceram. Quando a fé vem dos homens tudo funcionará como uma erva que nasce hoje, mas não demora muito para ser pisada e assim desaparecer. O mundo hoje está cheio dessa fumaça religiosa; não há qualquer temor; não há qualquer interesse em coisas eternas; não há qualquer espírito de renúncia e de santificação nem tampouco o temor do Senhor. Por que viver à luz da ressurreição quando o mundo parece ser tão bonito e atraente? Para muitos que afirmam ser crentes tudo isso parece ser uma opção inútil e inválida. Triste realidade!