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quarta-feira, 26 de abril de 2017

A CONFISSÃO DE VIDAS SANTAS (14 de 14)

“Eu sou do meu amado e o meu amado é meu; ele pastoreia entre os lírios” (Cantares 6:3)
ESSA CONFISSÃO É REAL NA VIDA DE TODOS.
        Finalizo mostrando o fato que a confissão faz parte itinerante no viver do crente. Se houve salvação, então é certo que essa marca de temor e reverência está gravada na vida daquele que é salvo. Se o que ocorreu foi apenas uma decisão verbal de aceitação a Cristo, certamente será um acontecimento que nada terá de valor no coração e que com efeito de nada servirá para o viver. Cristo se manifestou para amar um povo e tomar esse povo para si, a fim de guia-lo e conduzi-lo neste mundo, em plena vitória contra o mal. Por essa razão afirmo que se o amor ao pecado permanece no viver, a confissão será revelada pelos lábios e pela forma como anda. O amor é algo singular, não podemos amar a Cristo e ao pecado ao mesmo tempo, assim como um homem não pode amar sua esposa e outra mulher; isso não é amor, mas sim egoísmo. Isso significa que a confissão haverá, ou de amor a Cristo ou de amor ao pecado.
        Digo mais que satanás de forma esperta sempre aproveita para lidar com a fé falsa. Se houver brecha na vida é ali que o ladrão entra, por essa razão a confissão sempre será revelada sua face real, se ama a Cristo ou não. Muitos são descobertos pelo amor ao mundo, porque facilmente deixam a igreja, o povo de Deus, a palavra, a vida de oração e santificação. Secretamente habita em seu ser sua confissão do quanto ama o mundo e que está pronto para gastar seus bens, tempo e força com aquilo que o mundo oferece e que tanto a carne gosta. Ora, o Senhor não tem lugar num coração assim; sua luz não brilha nesse coração e assim o Senhor é desprezado, mesmo que a boca fale que ama.
        Ora, nosso salvador é também nosso Senhor. Ele não é um mero agente que salva alguém e abandona o objeto que ele salvou. Ele é apresentado na bíblia como aquele que o Pai elevou como Senhor. Isso significa que ele veio para reinar no coração e dirigir a vida de homens e mulheres neste mundo, a fim de que todos vejam como ele implanta seu senhorio neles. O que vejo hoje são homens e mulheres negando esse senhorio, porque não há temor, submissão e respeito. Cristo veio erguer os salvos, apresentando-os ao mundo como verdadeira raça de verdadeiros homens e mulheres, revelando assim a diferença entre o que fez o pecado e o que faz a graça salvadora. Por isso, se o amor é somente a Cristo, essa confissão há de transparecer no viver. É claro que os crentes estão cheios de falhas, de subidas e descidas. Mas a confissão está acompanhada sempre de humildade e dependência de Deus na vida. O crente é alguém transparente, porque é o que é, sempre revelando seu desejo em crescer e seu desejo de conhecer melhor seu Senhor.
        Mas importa que saibamos que essa confissão acontece a partir da conversão do pecador: “Se com tua boca confessares a Jesus como Senhor...” (Romanos 10:9). Ninguém nasce com essa confissão em seus lábios. A mudança ocorre quando Deus opera o novo nascimento e a alma de fato passa a ser de Cristo. É esse o encontro mais glorioso que existe, algo inexplicável para o mundo. Cristo com seu sangue comprou um povo para si. Na vida desse povo tudo mostra o quanto a salvação é eficaz, pois Cristo destruiu toda obra do pecado e do diabo, a fim de que homens e mulheres mostrem com seus lábios e obras que não mais pertencem a satanás; que agora estão livres para amar a Cristo, livres para confessá-lo dia a dia, livres para amá-lo e louvar seu grande nome em face dessa salvação. Os anjos estão admirados com essa confissão e o mundo está petrificado com a presença da igreja na face da terra. Homens e mulheres estão declarando que foram salvos e que querem viver por Cristo, querem santificar mais suas vidas, a fim de servir melhor ao Senhor, até que sejam levados definitivamente para o lar celestial, onde estarão com o Senhor, a fim de desfrutar para sempre do seu amor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 25 de abril de 2017

A CONFISSÃO DE VIDAS SANTAS (13)

“Eu sou do meu amado e o meu amado é meu; ele pastoreia entre os lírios” (Cantares 6:3)
É UMA CONFISSÃO DE UM AMOR RECÍPROCO: “E Ele é meu”.
        Essa confissão também revela que há plena satisfação em Cristo, que aquilo que o mundo oferece e que tanto é buscado para a satisfação da carne nada tem de utilidade para uma alma feliz. A confissão: “...e ele é meu” não significa que os salvos desprezas as coisas daqui, mas sim que elas são usadas como motivo de adoração ao Senhor e não como fonte de felicidade. Os salvos veem em tudo o amor do Senhor por eles e como o Senhor lhes protege, suprindo-lhes as necessidades. Foi isso o que Paulo aprendeu quando disse aos crentes de Filipos que aprendeu a viver contente em toda e qualquer situação. Os santos aprendem a fazer diferença entre o que é permanente, daquilo que é apenas passageiro. O que temos aqui pode ser bom, mas em nada ocupa um coração satisfeito em Cristo, por essa razão compreende quando Deus está usando tudo, sofrimento, provação, tristezas, etc. a fim de rasgar esse véu visível e assim revelar a excelência daquilo que é eterno e permanente.
        É óbvio que essa confissão mostra uma vida de santidade, e santidade nada mais é do que andar com o Senhor, em plena dependência a ele. Santidade verdadeira mostra que somos dele, separados para ele, vivendo do amor e da segurança dele, cheios da esperança de que ele virá nos buscar, a fim de morar com ele para sempre. A alma segura é aquela que sabe que não está sozinha aqui, que não se atreve a agir conforme pensa e deseja na carne. Em Gênesis é dito acerca de Enoque, que ele andou com Deus, assim como Noé também andou. A santidade indica que o crente em nada tem intenção de agradar os homens aqui, pois anseia agradar a Deus em tudo. Santidade é na prática a presença do temor ao Senhor no viver e que demonstra crescimento em consagração.
        Tal verdade também mostra firme esperança. Os crentes aguardam a perfeição; eles sabem bem que jamais obterão um estado perfeito nesta vida. Eles bebem das promessas e estão firmados naquilo que o Deus que não pode mentir lhes prometeu. Assim aguardam o momento quando serão transferidos deste mundo para a glória além. Foi isso o que Paulo quis dizer: “Meu desejo é partir e estar com Cristo”. Também, essa confissão mostra o quanto a vida cristã é cheia de coragem. Não há maior encorajamento para uma esposa, do que saber que seu marido está presente e que a protege. Assim a igreja vive neste mundo, ela é como a mulher virtuosa de Provérbios 31. Os santos não têm medo, eles são corajosos, e quando sobrevém o terror eles sabem em quem confiar. É verdade que eles enfrentam perigos terríveis, porque essa confissão: “...e ele é meu” resulta em ódio da parte dos mundanos. Crentes sinceros têm experimentado aflições até mesmo da parte de parentes e amigos, especialmente quando o mundo aumenta suas transgressões.
        O mundo não gosta de ser desprezado, não tolera ver que têm pessoas que não seguem seus caminhos pervertidos, por essa razão tentam apagar qualquer luz que venha brilhar perto deles. O mundo tentam os crentes, armando ciladas e arapucas, a fim de que eles caiam. Eles fazem festas quando percebem que um santo caiu em tentação. Mas somente essa confissão: “...e ele é meu” pode frustrar e anular os planos do maligno. Não há como vencer o mundo sem essa verdade no íntimo; não há poder algum na carne contra as seduções daqui. José fugiu da perversa mulher de Potifar porque se apegou ao Senhor: “...cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?” (Gênesis 39:9).
        Que resposta bendita aos nossos santos anseios em viver para o Senhor! O poder da graça aparece para encher nosso coração dessa firme confissão e assim engrandecer o nome do Senhor neste mundo perverso.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

A CONFISSÃO DE VIDAS SANTAS (12)

“Eu sou do meu amado e o meu amado é meu; ele pastoreia entre os lírios” (Cantares 6:3)
É UMA CONFISSÃO DE UM AMOR RECÍPROCO: “E Ele é meu”.
        Certamente a recíproca é verdadeira no tocante ao amor do Senhor pelos seus santos, porque eles vão confessar com suas bocas: “...e ele é meu”. Mas quero deixar bem enfatizado aqui que isso só pode ocorrer pela fé, caso contrário tudo funcionará sob o exercício e controle da carne. A fé verdadeira se estriba na palavra, assim como um uma locomotiva tem força para puxar muitos vagões. A fé tem como combustível a força da verdade que foi revelada. A felicidade cristã não funciona conforme a mentalidade sentimental dos homens, porque os crentes vivem em obediência e não empurrados pelas circunstâncias emocionais.
        Sendo assim a reciprocidade que aparece no verso: “...e ele é meu” significa que habita no coração santificado a verdadeira felicidade mobilizada pela fé. Notemos bem o que diz o Salmo 32:11: “Alegrai-vos no Senhor...”. Veja bem que o Espírito Santo está dando ordem aos crentes, para que eles se alegrem no Senhor. A vida cristã é algo do coração e toda luz da verdade brilha lá dentro. Nossa alegria nem sempre é perceptível, porque por fora às vezes tudo parece que está sendo desmanchado pelas circunstâncias, mas a alegria do salvo permanece como o sol mantém seu brilho, não obstante às nuvens que o encobrem. Esse é o que realmente significa “...e ele é meu”. A fé genuína sabe que Deus nos deu seu Filho; que Jesus é suficiente às nossas almas; que achamos nele toda riqueza, conforto, salvação, paz, ternura, amizade, liderança, convicção, segurança, perdão e aceitação.
        “...Ele é meu” a todo instante, não só por um tempo; não somente quando estou na igreja ou cercado por amigos e parentes. “...Ele é meu” quando os terrores deste mundo nos cercam; quando estou só e parece que tudo aqui vai desmoronar. “...Ele é meu” quando a pobreza e miséria ameaçam nossa existência aqui, quando a enfermidade parece estar acenando para a chegada da morte. A fé está cercada de santas promessas e toma posse delas como que tivesse em mãos um cheque com a assinatura do Senhor. Eu posso lembrar-me de minha idosa mãe, quando estava sozinha em casa, após a morte do meu pai. Nada mais trazia satisfação à sua alma, nem filhos, nem dinheiro, nem qualquer possessão terrena. Por fora era uma alma angustiada, triste e insatisfeita, até mesmo com o falso evangelho que ouvia na igreja onde frequentava. Mas assim que a morte chegou e tocou a campainha de sua vida, eis que ela pode dizer em confissão: “Jesus veio me buscar”.
        Claro que a alegria pode ser estampada em nossos rostos. Não vivemos constantemente sob o peso esmagador das circunstâncias desfavoráveis. Mas é claro que não nos estribamos na aparência e nem forçamos a situação, para que tudo permaneça sempre favorável. Mas o fato é que os crentes sabem que qualquer pecado aqui faz com que tudo se torne insuportável contra a alegria cristã. Há um hino antigo que o autor diz o seguinte: “Vencendo a tentação, contente viverei”. Se quisermos ter corações alegres constantemente, temos que vencer qualquer tentação na vida e manter nosso ser submisso ao Senhor, caso contrário as decepções caminharão ao nosso lado, porque não desfrutaremos das maravilhas daquilo que Deus fez por nós, por meio do seu Filho. Ou estamos satisfeito no Amado, ou flutuaremos nas ondas constantes deste mundo levado pelas correntes do mal. Cristo se manifestou não somente para ser nosso salvador e nos levar para o céu, mas também para ser em nós tudo o que precisamos, conforme as palavras de um antigo hino:
                Com Cristo estou contente, ele me satisfaz.
                Com esse amor do Salvador, agora estou contente!

sexta-feira, 21 de abril de 2017

A CONFISSÃO DE VIDAS SANTAS (11)

“Eu sou do meu amado e o meu amado é meu; ele pastoreia entre os lírios” (Cantares 6:3)
É UMA CONFISSÃO DE UM AMOR RECÍPROCO: “E Ele é meu”.
        Esforcei-me para mostrar o primeiro lado da confissão, como se olhássemos para um só lado da moeda: “Eu sou do meu amado...”. Vimos nessa santa confissão a gloriosa doutrina da salvação, mas vista de uma forma prática, conforme nos é ensinado em toda Escritura: “Vós em Cristo”. É nessa posição de eterna glória que os crentes são achados, ocultos nele, amados nele, santificados nele, glorificados nele, aperfeiçoados nele e nele feitos herdeiros de Deus. Por causa dessa misteriosa posição é que faz com que satanás fique intrigado e tanto odeia os santos. É por causa dessa condição que o mundo vê os crentes como pessoas inexplicáveis à luz da religião mundana.
        Mas o verso não mostra apenas o lado posicional do crente; não vemos apenas um lado da moeda. A vida cristã, como um trem, corre sobre os trilhos da posição e do viver do crente: “Vós nele” e “Ele em vós”. Nele aceitação, ele em nós, poder. Nele justificação, ele em nós, santificação. Assim vivem os santos e se não for assim tudo não passará de mera exibição e formalidade religiosa. Sem essa estrutura montada na eleição, não há como entender as maravilhas da graça nem o real motivo da entrega do Senhor na cruz em favor do seu povo. Sem esse entendimento seremos tomados pelo forte humanismo, e seremos levados pela força da carne, numa tentativa vã de viver a vida cristã cheia de altos e baixos. Então, é necessário que envolvamos nossa mente e afeição nesse assunto: “...e ele é meu”. Por essa razão farei tudo para que meus leitores tenham real entendimento dessa verdade e assim suas vidas possam crescer nessa santa e contínua confissão.
        A primeira lição é que essa confissão: “e ele é meu”  mostra profunda e inexplicável alegria no coração do crente. Não há tesouro maior do que ter sido achado pelo Senhor e ele ser nossa riqueza, força, poder e graça na caminhada nossa, rumo ao céu. O evangelho moderno não apresenta Cristo como a riqueza suprema do salvo, mas sim os benefícios materiais. Jesus não passa de um salvador, o qual veio ao mundo para livrar os homens dessa situação de miséria material. Esse humanismo é manifestado de várias formas nos cultos e nas mensagens mormente pregadas em nossos dias tão carregados de mentiras. Mas a verdade é que a salvação é mais do que receber uma garantia do céu; é Cristo vindo para habitar no salvo; é sua presença constante; é o Espírito de Deus fazendo com que sejamos revestidos dele, a fim de revelarmos ao mundo a glória do Senhor. Essas lições são eminentemente práticas, especialmente nas cartas.
        Então, “e ele é meu...” significa que somos as pessoas mais felizes, satisfeitas, ricas e bem-aventuradas que andam neste mundo. Em nada significa ganho aqui, mas sim um ganho desconhecido e não palpável para o mundo. Significa que habita no salvo aquele em quem habita toda plenitude da divindade. Toda nossa miséria aqui consiste no fato que não queremos nos ocupar com a palavra. Não temos tempo para nos envolver com as riquezas que nos foram dadas, riquezas que nunca vão embora e que aqui são apenas um pouquinho daquilo que os santos vão herdar na glória para sempre.
        Todo nosso problema é que estamos envolvidos com um cristianismo meloso, sentimental. Nossa fé é colocada na “gaveta”, para pautar um viver baseado naquilo que sinto, e não naquilo que está escrito. A fé que professam hoje em nada condiz com a verdadeira fé, a qual nos transporta da alegria na salvação para a alegria no dia a dia. Não entendemos que “Ele é meu”, da mesma maneira que somos dele. Devemos saber o quanto essa verdade fornece a arena de combate para os exercícios da fé, e assim glorificarmos nosso Senhor por meio do nosso viver enquanto estivermos neste mundo.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

A CONFISSÃO DE VIDAS SANTAS (10)

Eu sou do meu amado e o meu amado é meu; ele pastoreia entre os lírios” (Cantares 6:3)
É UMA CONFISSÃO DEFINIDA. “Eu sou do meu amado”.
        Também, nessa confissão bem definida, o crente está ciente de tudo o que aconteceu em sua salvação. Deus nos outorga plena e perfeita comunicação por meio de sua palavra. Não há qualquer crente que possa dizer que nada sabia, pois tudo o que foi revelado a nós, Deus o fez para nosso bem e nos deu tudo o que realmente precisamos aqui. Não há engano na salvação; não há meio termo. O amor de Cristo pelo seu povo mostra ser real e seguro. Os salvos foram transferidos das trevas para a maravilhosa luz, conforme afirma Paulo em Colossenses 1:13. Habitar na luz indica que tudo está perfeitamente claro para nós e que por isso há segurança e firme convicção em nossa confissão de fé.
        Outro detalhe é que nós mesmos não temos defesa própria. Os crentes são aqueles que agora estão conscientes de sua fraqueza e inabilidade ante o poderio assustador deste sistema de trevas. Toda tentativa de viver na carne mostrará o quanto somos inúteis e que precisamos de viver na dependência daquele que é nosso guia até à morte: “Não sejais como o cavalo ou a mula...” (Salmo 32:9). Nossa confissão significa o quanto nosso Senhor é nossa defesa. Perdemos nossa ousadia e autoridade quando erguemo-nos em nossa defesa, vingança e outras atitudes que deveriam estar longe de nós. Quando silenciamo-nos ante as atitudes perversas e hostis do mundo contra nós é porque estamos aprendendo maturidade e imitando nosso Senhor. Assim ele mesmo entra em ação e socorro pelos seus queridos. Que advogado temos! Quão ousados devemos ser em nosso testemunho! Nunca houve um momento sequer que o Senhor nos deixou e nos desamparou. Se não silenciarmos como ovelhas mudas, eis que nosso Senhor silenciará e deixará que soframos as consequências de nossa insubordinação.
        Outro detalhe revelado no texto é que nossa confissão revela quem é nosso Senhor para nós: “...meu amado...”. Isso significa que realmente amamos o Senhor. Não temos um tirano, não temos um déspota conosco. Temos sim um amigo, amoroso, meigo, compreensivo, fiel, que entende bem nossa fraqueza e que toma para si nossos fardos. Quanto mais conhecermos nosso Senhor por meio da palavra, veremos o quanto ele é ainda mais maravilhoso do que eu imaginava. A bíblia abre nossa visão, aperfeiçoa nossa audição espiritual e assim aprendemos a andar com nosso inseparável amigo enquanto aqui vivermos. Cada dia que passa ele vai se revelando a nós de uma forma íntima, às vezes por meio de sofrimentos, mas trazendo a real felicidade em meio ao desespero e perdas nesta vida. Ele rasga aquilo que para nós era precioso, como filhos, pais, cônjuges, amigos, saúde, etc. a fim de que fiquemos a sós com ele, até que sua mão se estenda para nos arrancar deste mundo e nos levar para si na glória eterna.
        Ah! Quanto falta dessa confissão em nossos dias! O mundo tem mostrado o quanto tem do “ouro de tolo” para os homens, por isso milhares veem este mundo atual com profunda admiração. Quem ama este sistema passageiro e pecaminoso, realmente não vai amar o Senhor. Quem ama este sistema de engano terá sempre sua confissão narrada em seus lábios que pertence ao mundo e que o mundo é seu amado. Nunca houve tanta necessidade de mais sinceros e confessos crentes como agora. O que temos são falsos crentes espalhados por todos os lugares e disseminando motivos de motejos e sarcasmos por parte dos mundanos. Que o Senhor venha a agir com poder e compaixão, a fim de tornar seu nome conhecido em corações; que homens e mulheres venham a professar sua fé sincera naquele que um dia provou seu amor glorioso por pecadores.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

A CONFISSÃO DE VIDAS SANTAS (10)

“Eu sou do meu amado e o meu amado é meu; ele pastoreia entre os lírios” (Cantares 6:3)
É UMA CONFISSÃO DEFINIDA. “Eu sou do meu amado”.
         Também essa confissão deve ser bem definida, sem qualquer titubeio: “Eu sou do meu amado”. Qualquer sedutor percebe quando a mulher vacila em seu amor e fidelidade ao marido. Satanás é esperto e percebe quando os crentes vacilam na fé. Tenho visto muitos crentes mostrarem fervor e disposição para consagração a Deus, mas logo eles são postos à prova e vacilam. Quantos se dispõem para a leitura bíblica e uma vida devocional constante, mas logo surge o mundo com suas preocupações, e assim a disposição para uma confissão bem definida desaparece como fumaça.          Satanás sabe bem como lidar com os vacilantes; ele sabe como enviar visitas, especialmente na hora de ir ao culto; ele sabe como estorvar os intentos de santificar o dia do Senhor, e para isso promove confusão no dia anterior – o sábado. O que ocorreu com Pedro ao negar ao Senhor foi devido ao fato de ter ele confiança demasiada em si mesmo, por essa razão foi posto para ficar sozinho perante os inimigos; satã o pegou para cirandar e mostrar o quanto o pobre Pedro não passava de frágil molusco diante dos terrores pelos quais Jesus passou. Nossa frágil constituição pecaminosa nada tem de poder para atuar pela fé e amor por Cristo. Se não nos humilharmos, facilmente seremos demolidos, como uma casinha feita de barro.
         Então, não pode haver qualquer relutância, pois o amor por Cristo deve prevalecer em nosso viver. A fé cristã e a devoção ao Senhor deve estar acima de todo esse sistema passageiro e corrompido daqui. Se quiser seguir a Cristo e viver com confiança apenas nele, temos que lembrar sempre que até mesmo as coisas lícitas podem se tornar estorvos à fé. Se estivermos dispostos a amar mais nosso conforto, amigos, filhos e outras coisas daqui, certamente nossa confissão vacilará. Ela será firme na igreja, mas desaparecerá noutros dias e sob as circunstâncias adversas. Por isso devemos seguir cheios da palavra, cercados da santa convicção de fé, cientes do amor de Cristo por nós e do nosso dever que temos de honrar aquele que nos tornou honrados perante Deus com uma tão grande salvação.
         Como fazemos isso? Creio que a primeira lição é que devemos estar cientes de que o amor de Cristo por nós é um amor seguro, firme e constante. O amor conquistador do Senhor jamais se afundará nesse mar de lama do pecado. O Senhor prometeu que há de cuidar de nós; que as circunstâncias adversas são apenas aulas da graça, a fim de nos aperfeiçoar na fé. Esse amor nos acompanha, em qualquer lugar, em qualquer situação. Esse amor nos disciplina, a fim de que por meio dessa disciplina sejamos fieis e santificados para ele. Muitos pensam que uma vez salvos podem viver como bem quiserem. Mas estão cercados de uma crença enganosa, porque jamais o Senhor irá permitir que sejamos enganados, ou que venhamos a desonrar seu nome neste mundo. Quando vemos um crente infiel e mantendo essa infidelidade e amor ao mundo no viver, devemos saber que ele não é realmente um crente, que não houve conversão naquela vida.
         Outro fato que mostra uma confissão segura no viver do crente sincero é que ele passa a autoridade de defesa para Cristo, seu amado. Nada podemos contra satanás, o mundo e a carne, mas Cristo pode tudo. Ele luta por nós, ele vai à nossa frente em nossa defesa. Ele nos ensina e nos mostra o caminho pelo qual devemos andar. O Senhor não perde de vista ninguém que foi salvo; seus interesses pelos santos são eternos, porque aquele que veio ao mundo e se entregou por nós, a fim de nos comprar para si mesmo, certamente há de mostrar seus intensos cuidados diariamente. O verdadeiro crente há de dizer: “Seguro estou, não tenho temor do mal, sim guardado pela fé em meu Jesus”.

terça-feira, 18 de abril de 2017

A CONFISSÃO DE VIDAS SANTAS (8)

“Eu sou do meu amado e o meu amado é meu; ele pastoreia entre os lírios” (Cantares 6:3)
É UMA CONFISSÃO REVELADORA. “Eu sou”
         A sincera confissão que vem do coração salvo é a mais poderosa arma contra as investidas de satanás. Foi assim que venceram aqueles que agora estão no céu. Mesmo aqueles que foram salvos na hora da morte, a sua confissão de fé em Cristo foi suficiente, não somente para fazê-los entrar no céu para sempre, como também demonstrou que se eles vivessem aqui por mais algum tempo seriam capazes de triunfar por Cristo no viver. A confissão é o coração revelando que Cristo habita ali e que para sempre pertence a ele. Foi assim com Abraão, porque foi atacado por satanás, quando este usou os reis de Sodoma, a fim de dar-lhe riquezas. Qual foi a resposta daquele crente? “...Levanto a mão ao Senhor, o Deus altíssimo, o que possui os céus e a terra, e juro que nada tomarei de tudo o que te pertence, nem um fio, nem uma correia de sandália, para que não digas: Eu enriqueci Abrão” (Gênesis 14:22,23).
         Se crentes querem que satanás fuja deles, seus corações têm que estar cheios da santa e amorosa confissão: “Eu sou do meu amado...”. Não tem nada que ocupe essa verdade. Muitos negam ao Senhor e tentam fazer de tudo para sentir a presença do Senhor; muitos procuram um ambiente emocional, a fim de sentir que Deus está presente. Uma consciência culpada pode fazer de tudo para sentir alívio e aprovação de Deus. Os ímpios agem assim com deveres religiosos, pois buscam seus ídolos e tentam achar mais mediadores que venham acalentar corações culpados. Mas tal procedimento não faz parte de homens e mulheres santificados pela graça, pois nossa humilde atitude deve ser volver para a cruz, a fim de que lembremos bem que alguém ocupou meu lugar, para que eu fosse resgatado da condição vil onde fui achado. Cuidemos com o orgulho, porque ele acalenta a maldade escondida no coração, e assim tapa nossas bocas, anulando nossa confissão.
         Satanás foge de crentes zelosos no amor por Cristo; ele não encontra lugar para destruí-los. Nós somos naturalmente fracos, por isso nosso Amado deve ser buscado de forma humilde. O orgulho faz com que venhamos a querer dirigir nossas próprias vidas e nos conduz pelas vaidades. É nessa condição que satanás quer nos achar, a fim de destruir nossa fé e desfazer nosso testemunho. A confissão é simples, basta que a simplicidade da conversão habite em nós. O entendimento que precisamos ter é de que fomos achados pela graça; que éramos perdidos e fomos achados; que nada houve de bom em nós; que fomos comprados pelo sangue e que agora pertencemos ao Senhor. A confissão nos apresenta ao mundo como pessoas simples, humildes e dispostas a honrar o Senhor em tudo.
         Concluo esta página, a fim de mostrar que na confissão revelamos que nosso Senhor está acima de qualquer coisa desta vida. Nada há de sincera confissão de amor por Cristo enquanto houver qualquer interpelação daquilo que o mundo nos proporciona, mesmo que seja algo tão lícito e tão agradável. À luz da nossa confissão, tudo o que aparece aqui deve ser como a luz de um palito de fósforo diante do sol. Cristo está infinitamente acima de filhos, pais, esposo, esposa, bens, amigos, prazeres, etc. Tudo isso perderemos quando deixarmos este mundo. Tentar agarrar algo daqui, como se fosse tesouros imperdíveis, nos fará pessoas miseráveis, preocupadas, medrosas e obstinadas.
         Que fujamos disso; que saibamos que tudo o que temos será desfeito, enquanto o Senhor Jesus é nosso eterno tesouro, nosso bem, nosso amigo, nosso Senhor, aquele que está presente sempre e que enche nossa alma de alegria, satisfação e prazer. Tudo aqui nos deixa na solidão aqui, mas nosso amado chega ao nosso coração e com grande amor e ternura afirma: “De maneira nenhuma te deixarei, nunca, jamais te abandonarei” (Hebreus 13:5).

segunda-feira, 17 de abril de 2017

A CONFISSÃO DE VIDAS SANTAS (7)

“Eu sou do meu amado e o meu amado é meu; ele pastoreia entre os lírios” (Cantares 6:3)
É UMA CONFISSÃO REVELADORA. “Eu sou”
        Também, não há algo mais assombroso para o mundo do que essa confissão feita de coração pelos salvos, porque o mundo não pode compreender como isso aconteceu. O normal para este sistema mundano é a confissão de amor pelo pecado e pelo reino de mentiras do diabo. Dia a dia homens e mulheres proclamam que pertencem ao diabo e ao mundo. Eles fazem isso por meio de suas palavras, pois elas revelam o que eles realmente têm no coração. Eles olham o mundo como sua fonte dos desejáveis tesouros, por isso estão sempre à busca desse valores que aparecem e logo desaparecem. Os mundanos proclamam também que pertencem ao amado deles, por meio dos seus louvores. Por onde andamos neste mundo só ouvimos músicas profanas, declarações mentirosas e ardentes manifestações de paixões, as quais realçam em seu modo de falar. O mundo é assim e declara isso dia a dia; o mundo é o que é e não nega essa confissão àquilo que sempre desejou ter aqui neste mundo.
        Satanás não vive seduzindo os mundanos, porque eles já estão sob suas garras. O que o pai da mentira faz é tentar seduzir os crentes, porque estes pertencem a Cristo. Por essa razão o mundo cada vez mais se aperfeiçoa na sedução. Este sistema perverso amadurece mais e mais em novas propostas de iniquidades, porque os pratos de luxúria e de todo tipo de paixão tem invadido nossas mentes e tem lutado para controlar e dominar nossas emoções. Nunca houve um tempo quando os santos de Deus precisam estar revestidos da força do Senhor, obtida na palavra (Efésios 6:12).
        Por essa razão, a confissão de genuína fé cristã é assustadora para o mundo. Na realidade é uma prova verdadeira se a fé é real. Os verdadeiros crentes sabem bem que qualquer sujeira do pecado recebida no coração, realmente abate a confissão. Só podemos amar a Cristo e confessar nosso amor, se no coração estivermos trilhando o santo caminho da pureza e da santa determinação em agradar aquele que nos amou. Não há como unir a mentira com a verdade, nem a impureza com a pureza. Satanás pega os santos com pequeninas iscas e muitos não percebem que suas vidas estão apagadas e sem qualquer desejo por amar e viver por Cristo e sua glória aqui. Qualquer manchinha do mal estorva nossos interesses por coisas eternas e dinamiza o caminho rumo aos erros religiosos, caso não haja confissão e abandono.
        Ora, o mundo precisa ver que somos de Cristo para sempre: “Eu sou do meu amado...”. O amor a ele está acima dos relacionamentos mais íntimos daqui. O amor a ele está acima de filhos, cônjuge, pais, amigos e outros. Os santos de Deus precisam saber que se formos dominados pelo medo, logo não prestaremos para mais nada, seremos como um vasilhame velho, inútil. Já vi muitos começando bem, mas terminando mal. O mundo enche-se de gozação quando percebe que um crente se contaminou e que agora age igual aos incrédulos. O mundo não tolera nada que venha estorvar seus intentos de maldade, por isso que os verdadeiros crentes são odiados e perseguidos. Mas, não há como glorificar o nome do Senhor, exaltá-lo e ver outros conhecendo a salvação, se não houver crentes ousados e destemidos, os quais ousam permanecer firmes na fé.
        A graça opera onde há fraqueza. Foi na humilhação de Daniel que ele venceu em plena corrupção e idolatria do palácio da babilônia. Foi com coragem que Moisés venceu, porque estava pronto a negar as propostas de fama e poder do Egito, a fim de sofrer com o povo de Deus. É assim que nosso testemunho brilha e Deus começa a agir na salvação dos perdidos, quando estamos dispostos a amar nosso Senhor e viver para a sua honra num mundo que dia a dia piora em seus desafios contra Deus e contra sua lei.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

A CONFISSÃO DE VIDAS SANTAS (6)

“Eu sou do meu amado e o meu amado é meu; ele pastoreia entre os lírios” (Cantares 6:3)
É UMA CONFISSÃO REVELADORA. “Eu sou”
        Veremos, também, que essa confissão traz tremenda revelação, pois não há qualquer titubeio da parte da esposa em relação ao marido: “Eu sou...”. Não esqueçamos que os homens só podem demonstrar que pertencem a Deus se houver confissão sincera e firme. Deus não aceita meras declarações; Deus não é levado por belas palavras. Quando Rute mostrou-se determinada em acompanhar Noemi e abandonar seu povo, eis que o que saiu dos seus lábios foi sincera confissão: “Onde quer que tu fores, irei eu...o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus...” (Rute 1). Não houve embaraços. Foi diferente com Orfa, pois ela logo avaliou e achou pesado deixar o conforto do seu país, a fim de acompanhar uma pobre viúva.
        Deus lida com pecadores confessos: “Se com a tua boca confessares...” (Romanos 10:9); “Se confessarmos os nossos pecados...” (1 João 1:9). Foram palavras de confissão que saíram da boca de Pedro, quando respondeu ao Senhor: “Para quem iremos nós? Tu tens as palavras de vida eterna” (João 6:68). A viver sincero e honesto nos relacionamentos humanos são definidos pela confissão, porque confissão vem do coração e não da boca para fora. Quando Israel se apostatou de Deus, o louvor deles era visto por Deus com atitude de hipocrisia, porque vinha dos lábios e não do coração. Nós declaramos o que somos por nossos atos e por nossas palavras. Um homem pode dizer com sua boca que ama sua esposa, mas seus atos provam que isso não é verdade, pois ele prova que tem outra. Uma mulher pode dizer também que está casada, que pertence ao seu esposo, quando realmente tem outro em seu coração. Deus não vê meras palavras, mas sim o que fala o coração.
        Posso seguramente afirmar que os mundanos têm sua confissão revelada em seu coração. No caso de Orfa, pois em sua atitude ela mostrou que seu povo, seus deuses e seu conforto eram melhores do que o Deus e o povo de sua sogra, Noemi. Os mundanos diariamente estão confessando que eles amam o dinheiro, o conforto, os prazeres. Ei-los nos bares com seus amigos; ei-los com seus palavrões; ei-los gastando seus recursos com aquilo que tanto amam. Os mundanos em seu amor e trato com o mundo não são hipócritas. Nosso viver revela o que somos e a quem amamos e nosso Senhor deixou isso bem claro quando afirmou: “...onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”. Nenhuma religião pode ocultar o que o homem em seu íntimo. Nosso Senhor chamou os fariseus de hipócritas, porque por fora pareciam espirituais, mas todo rito cerimonial e toda aparência deles encobriam suas perversidades ocultas no coração, mas vistas em seus atos como armadilhas.
        Devemos lembrar bem que podemos afirmar que somos crentes, que temos Jesus em nossos corações, mas a verdade é que nada há de sincera confissão vinda do recôndito de nossas almas. Pedro afirmou que por Jesus estaria pronto a dar sua vida, mas quando estava cercado pelos homens perversos que prenderam o Mestre, eis que Pedro abriu seus lábios para negar o Senhor três vezes. A verdade é que o mundo está sempre nos provando; satanás tem seus métodos para lidar conosco e revelar o que somos no coração, de tal maneira que nem percebemos que estamos confessando que não somos do Senhor. Muitos mostram que amam mais seus parentes, amigos e o mundo do que o Senhor.
        Quantos provam isso deixando a igreja, ignorando a bíblia e a devoção. Tais pessoas nos cultos têm suas línguas pesadas para a adoração, porque consideram a casa de Deus e a devoção a Deus como incômodos e empecilhos para o bem-estar delas. Faltam sim, faltam homens e mulheres que realmente amam a Cristo, que de todo coração confessam perante o mundo, parentes, amigos, o diabo e a carne: “Eu sou do meu amado, o meu amado é meu”.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

A CONFISSÃO DE UMA VIDA SANTA (5)

Eu sou do meu amado e o meu amado é meu; ele pastoreia entre os lírios” (Cantares 6:3)
É UMA CONFISSÃO DE FÉ GENUÍNA.  “Eu sou do meu amado...”
        A genuína fé cristã é uma das mais poderosas obras da graça realizada nos homens. A fé bíblica é a demonstração de como Deus de vistas aos espiritualmente cegos. Sem essa visão o pobre pecador não passa de ser um habitante da escuridão tenebrosa que envolve este mundo. Seus olhos são apenas o físico e nada pode ver além daquilo que é sensual, visível e passageiro. Mas quando o Espírito de Deus faz nascer a fé, eis que algo extraordinário acontece, pois o pecador passa a entender a mensagem de salvação e do Salvador. Jesus passa a ser tudo, porque grande admiração do amor inaudito de Cristo envolve sua vida. É claro que essa confissão: “Eu sou do meu amado...” vai crescendo mais e mais, à medida que o salvo cresce no conhecimento da palavra. O Senhor da glória jamais será conhecido pelo seu povo, se os crentes não tiverem conhecimento da palavra. Foi isso o que Pedro disse em sua primeira carta: “Achegando-vos a ele...”. Quem não ama a bíblia, não vai amar o Senhor; quem não busca ler continuamente a palavra da verdade, não passará de ser um cego, mesmo que tenha muito conhecimento de teologia, porque leem outros livros.
        O amor do amado só pode ser conhecido se o crente entender a doce história da humilhação de Cristo, como foi que ele veio de Deus para os homens; como foi que simplesmente se esvaziou dos seus poderes da divindade, a fim de assemelhar-se à nossa miséria aqui. Sem esse conhecimento sempre estaremos acariciando nosso ego e nossa justiça própria. Sem esse conhecimento sempre estaremos voltados para o mundo e achando engraçado e aceitável aquilo que satanás usa para atrair a atenção da multidão. O amor de Cristo fez com que os crentes se tornassem aceitáveis nele. O amor de Cristo colocou todos os crentes nessa posição de filhos de Deus, livres agora do juízo, porque o Senhor foi punido na cruz em nosso lugar. Assim os crentes podem dizer em confissão: “Achou-me na miséria, salvou-me com amor” (hino 46 do cantor cristão).
        Vamos meditar um pouco mais na fé bíblica, porque é impossível alguém confessar: “Eu sou do meu amado”, sem a compreensão no íntimo das verdades reveladas nas Escrituras. Tentar fazer o homem natural entender isso é como tentar fazer um morto compreender suas responsabilidades perante a família e a sociedade. É tentar mexer com as emoções de um defunto. A fé natural é totalmente submetida às superstições e emoções. A fé bíblica é movida pela razão bíblica, pois a luz daquilo que foi revelado passa a brilhar em seu coração. É claro que é algo racional, mas também envolveu todo seu ser, a ponto de se converter de coração a Cristo. A fé bíblica entendeu a verdade e foi acorrentada, por assim dizer, dessas maravilhas do amor de Deus. Foi por isso que Paulo disse: “O amor de Cristo nos constrange...”. Veja a letra do coro de um antigo hino:
                Eu o vi, eu o conheço, pois comigo ele andou
                Sua presença gloriosa para sempre então ficou!
                Oh presença gloriosa! Oh que rosto belo eu vi!
                Eu pertenço sempre a ele, vida eterna recebi.
        Notemos bem que a fé bíblica, em relação a Cristo é cheia de romance, pois os salvos têm uma devoção impressionante ao seu Senhor. Notemos o que Paulo diz em Gálatas 2:20: “Já estou crucificado com Cristo...”. Essas palavras de amor, na confissão dos santos aparecem expressando esse sentimento eterno que habita nos corações santificados: “Sou feliz com Jesus meu Senhor”; “Minha alma deleita-se em Cristo, afável é ele pra mim”. E assim milhares de são as formas com que os santos mostram seu amor admirável por aquele que um dia deixou o céu e veio à terra para comprar pecadores com seu sangue e torna-los aceitáveis perante Deus, o Pai.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

A CONFISSÃO DE VIDAS SANTAS (4)

“Eu sou do meu amado e o meu amado é meu; ele pastoreia entre os lírios” (Cantares 6:3)
É UMA CONFISSÃO DE FÉ GENUÍNA.
        Essa confissão parte dos lábios de alguém que foi libertado do pecado, a fim de viver para Deus. Não há como alguém declarar isso, se ainda estiver aliado ao mundo e servindo a iniquidade. Aliás, qualquer tipo de escravidão ao pecado significa que a pessoa terá a sua confissão mostrada em seus atos; ela dirá: “Eu sou do meu amado...”, mas seu amado nunca será o Senhor Jesus. Cristo não habita num coração que está trancado para ele e onde ainda há aliança com o mal. Nós revelamos de quem somos pelos nossos atos; nossas obras provam o estado do nosso coração, então, podemos dizer que a alma religiosamente enganada há de revelar o que é e que sua confissão será mostrada através das palavras que saem continuamente de sua boca. Judas sempre declarou em seus atos seu eterno romance com as riquezas; Pilatos confessou seu amor às glórias terrenas, porque mesmo vendo Jesus como inocente, ainda assim entregou para ser crucificado, com medo de perder a posição e o prestígio.
        Não esqueçamos que é na conversão que essa confissão manifesta para jamais deixar a alma que se arrependeu. Onde Jesus entra, dali jamais sairá: “Entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo” (Apocalipse 3:20). Aquele que começou a vida cristã, mas que logo abandonou, fez isso porque jamais conheceu o Senhor conforme acontece no coração. Muitos chegam perto das maravilhas da graça, mas permanecem observando, achando bonito, mas nada houve da aliança que Deus faz com seus remidos. Muitos chegam a participar da luz, mas não demora muito para que voltem para as trevas, porque pertence às trevas. Muitos brilham com uma luz de vagalume, mas não demora em que essa luz apague de uma vez por todas. Qualquer tentativa da carne para pertencer a Cristo, não passa de uma festa transitória.
        A genuína confissão é obra do Espírito de Deus naqueles que são chamados para pertencer a Cristo para sempre. É algo normal e duradouro e que envolve a vida no dia a dia. Os que são de Cristo hão de brilhar como o sol, para sempre. Os que não são podem brilhar por um pouco, mas logo chega satanás para apagar o entusiasmo momentâneo. Para confessar: “Eu sou do meu amado...” precisa realmente conhecer o Senhor Jesus pela fé na palavra. É um casamento, uma aliança feita com a alma que achou a verdade que liberta. Deus não escondeu seus mistérios da salvação; Deus não ocultou o grande Salvador. Nosso Senhor foi plenamente revelado em tudo aquilo que pecadores precisam saber para sua salvação. Por essa razão homens que confessam a Cristo, fazem isso com firmeza e convicção. Ora, eles entenderam a verdade, souberam acerca desse salvador que desceu do céu e veio à terra, a fim de libertar pecadores do terror do pecado e da condenação merecida.
        Essa confissão é de alguém que pode realmente entender o amor de Cristo em sua vida. O verdadeiro amor traz confissão ao objeto amado. Nunca houve um amor igual o do Senhor pelos seus remidos. Ele provou esse amor em todos os detalhes; nada houve na obra do Senhor que faltasse esse; nada ninguém pode fazer para fazer esse amor mais forte ainda. Cristo amou perdidos; Cristo comprou para si homens e mulheres condenados, vis, pecadores que voluntária e decididamente se atiraram nos braços do diabo ali no Éden. Nossa história é de terror e a história de Cristo é que ele veio e recebeu todos esses terrores sobre si. Sendo assim, como podemos olvidar esse amor? No coração remido habita esse ser glorioso, porque o amor foi além, além de se entregar a si mesmo, ele foi à busca desses pecadores, a fim de purificar seus corações e habitar ali. Ele chegou e lançou fora todos os inimigos, libertando a alma dessa opressão, trazendo vida eterna e passando a guiar o salvo pelo caminho de santidade e assim leva-lo ao céu.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

A CONFISSÃO DE VIDAS SANTAS (3)

“Eu sou do meu amado e o meu amado é meu; ele pastoreia entre os lírios” (Cantares 6:3)
É UMA CONFISSÃO DE FÉ GENUÍNA.
        Tomemos agora o verso de Cantares, a fim de examinar de perto com os olhos da fé. A primeira lição que desponta ali é que é uma confissão sincera, de alguém que realmente creu no Senhor. Tenho falado sempre, exatamente aquilo que é tão mostrado em toda Escritura, que a verdadeira fé cristã é revelada em confissão e não em meras palavras. Em João 12 vemos que muitos judeus creram no Senhor Jesus, mas não o confessavam porque tinham medo. Positivamente vemos essa confissão na vida daquele cego que Jesus lhe concedeu a visão (João 9). Ele não teve medo, pois enfrentou a casca religiosa de Jerusalém com coragem, mesmo sabendo que seria expulso da sinagoga, como de fato aconteceu.
        Estou dando ênfase a esse assunto, porque vejo o quanto a fé superficial e transitória tem ocupado o coração de milhares, tudo oriundo de um ensino errôneo, de um credo sem qualquer arrependimento e conversão a Cristo. Ora, nós viemos do pecado e nosso amor pelo pecado, pelo diabo e pelo mundo era a nossa diária e contínua confissão. Olhemos os mundanos, mesmo aqueles que declaram ser religiosos e que creem em Deus. Realmente eles amam o mundo e o pecado, usando a religião apenas como capa, para encobrir as maldades do coração. O Senhor encarou essa realidade da depravação do coração humano desde os tempos da lei, pois o rebelde povo de Israel mostrava por fora que amava Deus, mas escondido atrás das paredes de seus corações estava uma perversa disposição de partir para a idolatria e vícios. Foi exatamente isso o que o Senhor falou à nação nos dias de Isaías: “Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe...”. Que triste verdade!
        Os homens de hoje são diferentes? Será que os anos, a ciência e experiências mudam os homens? Claro que não! Eles são tão enganosos como os homens do dilúvio. Se não for a graça de Deus, eis que eles estão prontos para desdenhar do Senhor, desprezar seu amor e assentar-se à mesa com os escarnecedores. A fé tão badalada em nossos tem apresentado esse perfil de que não passa de plástico que se derrete ante as provações; que se curva em forte amor pelo mundo. Com isso eles têm ganhado terreno até mesmo dentro das igrejas, levando consigo todos os ingredientes do mundo, a fim de tempero a religião “evangélicas” com os sabores do mundo que estão gravados em seus corações.
        Mas é o momento para que vejamos o material que veio do céu – a fé que brota no coração por obra do Espírito Santo. Quando começa isso? Desde a conversão: “Se com tua boca confessares a Jesus...” (Romanos 10:9). Quando a salvação começa com sincera confissão, não tem dúvida que essa confissão brotará do coração e sairá dos lábios diariamente. Se Cristo for o amado na salvação do perdido, eis que será também o amado no viver diário. Não significa que ele estará falando isso a todo instante, mas estará vivenciando essa confissão sempre através do modo de viver. Como podemos saber disso? Como posso realmente estar certo que minha confissão é a mesma da esposa em Cantares: “Eu sou do meu amado...”?
        Creio que vou terminar esta página sem poder desdobrar esse assunto como realmente preciso fazer. Mas abrevio dizendo que é algo do coração e não de meras emoções. Se não for do coração, eis que essa confissão pode ser de uma intensa e ardente manifestação das emoções. Mas logo o fogo apaga. A fé verdadeira não é movida por um combustível carnal. A fé verdadeira sinaliza que o homem do coração agora está vivo; que há um novo ser habitando no coração e que agora todo ser externo há de submeter-se à fé verdadeira. Todo verdadeiro crente agora passa a mirar o Senhor, olhar para ele e desejar conhece-lo de todo coração.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

A CONFISSÃO DE VIDAS SANTAS (2)

“Eu sou do meu amado e o meu amado é meu; ele pastoreia entre os lírios” (Cantares 6:3)
INTRODUÇÃO:      
        Devo permanecer um pouco mais na introdução, a fim de mostrar a importância dessas verdades reveladas aos crentes. Precisamos saber que a nossa confissão é algo de extrema necessidade, enquanto estivermos peregrinando neste mundo que jaz no maligno. Os crentes pertencem à igreja e em Cantares a confissão que procede da boca de uma pessoa salva representa a confissão de toda igreja. A segurança do crente está em sua dedicação e consagração inteira a Cristo. O mundo é liderado pelo terrível sedutor das almas; à cada dia homens e mulheres estão se inclinando perante esse ser invisível, o qual é dominado no coração pelo ardente desejo de ser igual a Deus. Em nada esperamos que os homens do mundo vão querer amar a Cristo, porque jamais isso vai acontecer, assim como não esperamos que um leão venha comer ervas como os búfalos. A mensagem de Cantares (assim como toda bíblia) é dirigida aos verdadeiros e genuínos crentes, porque se espera que da boca deles e do coração sairá essa declaração de fé e de amor: “Eu sou do meu amado...”. Então, importa que agora examinemos de perto essa tão bela declaração de amor. Para isso creio que será de grande ajuda se eu passar algumas lições preliminares e breves, para ajudar na compreensão do texto em pauta. Claro, são lições que os leitores que amam a bíblia já as conhecem, mas que vale a pena repeti-las aqui.
        1.     Sabemos que o crente é unido a Cristo, como a esposa é unida ao marido. Desde o dia quando houve a conversão e a fé genuína na pessoa do Salvador bendito, eis que o Espírito Santo veio para habitar o salvo e torna-lo para sempre do Senhor.
        2.     O mundo e o diabo continuamente chegam p/ seduzir e fazer cair. Os mundanos e incrédulos não são tentados, porque já pertencem ao mundo e ao pai da mentira. Mas os crentes foram libertados e resgatados por Deus e para Deus, e o diabo sabe disso. Eis a razão do intenso ódio dele contra Jó, sendo impedido por Deus de destruí-lo. Cada crente deve saber disso e assim andar precavido, disposto a aprender da palavra e sempre submisso ao Senhor.
        3.     O crente precisa conhecer a respeito do amor do Senhor. A bíblia é a carta de amor do Senhor para seu povo. Não tem como aprender acerca do nosso Deus fora das Escrituras. Por isso nenhum crente deve perder os cultos, deixar de ouvir as mensagens e gastar tempo com a leitura e meditação na palavra à cada dia. O amor ao mundo e a luta para obter sucesso financeiro têm afastado e esfriado a fé de muitos no tocante ao conhecimento da palavra. Não há desculpas porque a negligência traz consequências drásticas à vida do crente, além da desonra ao nome do Senhor.
        4.     Essa confissão é feita continuamente em forma de Confissão, adoração e de testemunho. A confissão da esposa em Cantares deve ser a nossa confissão que irradia do nosso coração para fora. É claro que não devemos fazer por mera formalidade, mas sim como genuína confissão; com firme prontidão em deixar que o mundo veja o que somos agora; que fomos salvos, comprados pelo sangue, visitados pela livre misericórdia, quando realmente éramos réus e condenados. Esse é o testemunho da igreja; essa a forma clara de evangelizar os perdidos. O mundo precisa ver em nós que somos diferentes; que éramos homens naturais, mas que agora fomos feitos homens espirituais; que agora somos homens espirituais, mas que nossa atitude perante os homens é natural; que somos verdadeiros homens no sentido real da palavra; que não somos ETs; que agora realmente entendemos o amor de Cristo por nós e que realmente podemos amar os perdidos como fomos amados pelo Senhor. Estamos no mundo para essa finalidade; a nossa luz brilha através dessa confissão extraída de um coração que foi purificado e santificado.
        Agora devo entrar nos detalhes da frase, mas anelando que Deus desperte mais leitores que realmente anelam conhecer o Senhor, amá-lo mais e torna-lo conhecido no modo de viver.

terça-feira, 4 de abril de 2017

A CONFISSÃO DE UMA VIDA SANTA (1)

“Eu sou do meu amado e o meu amado é meu; ele pastoreia entre os lírios” (Cantares 6:3)
INTRODUÇÃO:      
        Cada vez que passo pelo por esse pequeno e inspirado livro de Cantares, vejo o quanto suas lições me inspiram e me impulsionam a entender o que o Espírito Santo quer nos ensinar. O amor de Salomão por sua amada em nada encanta minha vida, porque como homem natural e cheio de defeitos ele era igual eu sou enquanto aqui viver, mesmo amando minha esposa e tendo-a como única em minha vida. A beleza de Cantares aparece na formosura de Cristo, no amor dele pelo povo eleito e como a igreja humildemente confessa sua submissão, respeito e amor por ele. A chamada igreja evangélica de nossos dias mais parece ser uma reunião de homens e mulheres mundanos, porque nada confessa que realmente pertence ao amado. A igreja em Jerusalém mostrava sua confissão de santidade e inteira separação porque estavam eles cheios de temor, viviam em oração e no aprendizado das doutrinas dos apóstolos. Na igreja havia uma unidade de pensamento, porque todos estavam unânimes em respeito a Cristo Jesus, o Senhor.
        Então, necessário é que tomemos essa tão bela confissão de santidade da esposa em separar-se inteiramente ao seu amado. Paulo confessou isso quando disse que estava crucificado com Cristo e que Cristo vivia nele (Gálatas 2:20). Se o povo que se chama crente não for visitado pelas misericórdias de Deus em nossos dias, a fim de conhecer, com efeito, o que realmente significa submissão a Cristo, eis que satanás irá se apossar de tudo e trazer um ambiente mais hostil, mais venenoso e ainda mais cheio de mentiras sedutoras para os ambientes evangélicos. As ideias deste mundo têm tomado os corações dos chamados crentes; vemos que a confissão que têm nos lábios ultimamente é o amado é o diabo e não Cristo. Homens estão desarmados espiritualmente e nem sequer demonstram pequena confiança em Deus para serem homens de confiança e de ousadia no amor e respeito por Cristo. Mulheres têm se tornado ousadas em assumir o papel feminino, para cuidar e suprir o lar, e outras coisas semelhantes estão acontecendo, revelando que Cristo nunca foi nem será o Senhor de suas vidas.
        O que vamos fazer? Eu sei que eu e muitos servos fieis nada podemos fazer, senão pregar e orar insistentemente para que o Senhor derrame sua compaixão sobre esta geração corrompida. A igreja do Senhor não é isso que passa perante nossos olhos ultimamente. A igreja do Senhor é forte e cheia de temor; sua confissão é estruturada na palavra e não emoções instantâneas; ela é comumente vista por meio dos fieis e verdadeiros crentes, dos humildes e dependentes do Senhor no viver. Vemos seus cânticos que são baseados na verdade revelada; vemos como amam a palavra e como dedicam suas vidas à oração perseverante. Cantares é uma mensagem escrita nos corações daqueles que firmemente creem e que se submetem ao seu Amado.
        É claro que ao falar dessa confissão coletiva do povo de Deus, a lição realmente é prática e traz preciosos ensinos para nós. Não há um crente perfeito enquanto aqui estiver. Nós estamos sendo aperfeiçoados, dia após dia, até aquele momento, quando a perfeição será total. Todos os verdadeiros crentes estão cônscios de que não podem amar a Cristo como ele merece nosso amor. Vez após vezes os crentes tombam e são erguidos na fé; eles aprendem com duras experiências. Fazer essa declaração de Cantares não é para qualquer um. É para os fieis e verdadeiros; os que entenderam no viver a história da redenção. A carne tão apaixonada por falsificações religiosas pode dizer isso, em meio às ondas das emoções, mas logo esse fogo estranho passa e a carne vai mostrar que o mundo e o diabo são seus amantes. Mas todos os fieis santos de Deus são agora convocados para conhecer essa verdade no viver: “Eu sou do meu amado e meu amado é meu”.

terça-feira, 5 de abril de 2016

AQUELES QUE POSSUEM VIDA ETERNA (10 de 10)




“Por isso quem crê no Filho tem a vida eterna. O que, todavia se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus” (João 3:36).
A EVIDENTE VIDA ETERNA
        Amado leitor, encerro hoje esses breves comentários, na esperança de que eles venham a edificar e estruturar os santos no conhecimento da verdade. Mas tenho alguns comentários a mais.
        Venho afirmar que a “vida eterna” é manifestada quando a pessoa mostra ter um amor firme pela verdade revelada. Aliás, a vida eterna no homem indica que houve libertação em sua vida, que agora não é mais um escravo do pecado neste mundo cheio de mentiras. O evangelho verdadeiro é a pregação da verdade e é o conhecimento dessa santa e eterna verdade que liberta o pobre pecador (João 8:32). Também, não podemos ignorar o que Paulo diz em Efésios 1:13, de que os crentes foram selados, depois que ouviram a verdade. Um evangelho que não seja totalmente verdadeiro é uma mensagem perigosa, por isso os pregadores devem lutar, esforçar e serem incansáveis na pregação da verdade, especialmente porque vivemos num mundo onde cheira a mentira satânica por todos os lados.
        Veja o salvo; veja o que tem vida eterna! Ele ama a verdade e quer aprender da verdade. Eles são as verdadeiras ovelhas do Senhor (João 10:27). Eles amam a Bíblia, bebem dos seus santos ensinos e querem neste mundo discernir bem entre o que é de Deus e o que não é. Também, posso afirmar que aqueles que têm a vida eterna vivem sim, na liberdade do Espírito. Note bem, não estou falando da liberdade mundana e carnal na qual, muitos que proclamam serem salvos estão vivendo. Nossa liberdade é para que sigamos o caminho do dever, da obediência a Deus e da verdadeira demonstração de amor. Não fomos libertos para que estendamos nossas mãos à escravidão deste mundo.
        Também é fato que a vida eterna mostrar ser caracterizada por santidade. O Deus que nos chamou é santo (1 Pedro 1:15). Aqueles que foram resgatados do mundo trilham agora veredas santas, pisam agora em lugares santos, amam o bem e odeiam a iniquidade. Veja bem, eles não fazem isso por hipocrisia, mas sim porque a natureza da vida eterna é assim. Não é uma santidade forçada na carne, mas sim normal, enchendo o mundo de beleza e vívidas cores da atmosfera celestial. Onde há santidade, há também amor, respeito, segurança, honestidade e sinceridade. Por esse fato Deus permite que Seus santos venham encher este mundo do verdadeiro sentido de vida, e essa vida está em Cristo Jesus.
        Finalmente, posso afirmar que a vida eterna desponta-se numa riquíssima esperança da glória. A vida que há em Cristo mostra que é do céu e não da terra. Os santos têm seus nomes escritos na Nova Jerusalém, por isso sempre mostram o quanto são felizes, o quanto estão cheios desse santo desejo de habitar na cidade celestial. Foi assim com todos os santos do passado, foi assim com Moisés que recusou a premiação vã do Egito, a fim de ganhar o galardão celeste. Foi assim com Abraão, o qual mesmo rico, considerou que nada aqui era dele e acenava para a cidade construída no céu. Os santos cantam sim:
                               Aqui não é meu lar, um viajante sou.
        E você amigo, um dia nasceu de novo? Um dia foi arrancado desse covil de engano? Um dia conheceu a verdade que lhe desprendeu da morte e do pecado, a fim de andar rumo ao céu? Se ainda não houve isso e se o seu coração pulsa por esse livramento, eis que agora mesmo o Senhor Jesus está pronto e perto para salvar. Agora mesmo confesse seus pecados ao Senhor e clame a Ele para que Ele seja o seu Senhor agora, perdoando todos os seus pecados e purificando seu coração pelo Seu sangue remidor.