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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O ESTADO DE IMUNDICIE DO HOMEM NO PECADO (11 de 11)




“Mas todos nós somos como o imundo...” (Isaías 64:6)
A IMPOSSIBILIDADE DE ACHAR LIMPEZA FORA DE DEUS.
         Caro leitor, sei o quanto satanás mexe tanto em seus documentos de mentiras, a fim de achar algum meio para mostrar aos homens que há esperança neles. Mesmo que satanás esgote todos os seus recursos, ainda assim os homens no pecado correriam do oriente ao ocidente à busca de provas de que eles não são tão imundos assim. Vejo os homens pululando por todos os lugares, exibindo suas “capas” de justiça, a fim de esconder seus trapos; vejo-os procurando “perfumes” nas modernidades religiosas, a fim de encobrir o terrível e repugnante odor dos seus pecadores. Vejo como os falsos mestres conseguem misturar essas químicas teológicas dos pensamentos modernos e ajuntar tudo isso com as filosofias, adicionando uma pitada aqui e ali de versos bíblicos, a fim de transformar tudo isso em “cosméticos” das almas.
         Caro leitor, o que vamos falar? Digo e afirmo que não há esperança para os homens, assim como não há esperança de fazer de um porco uma ovelha. Pode haver certas mudanças por fora, porquanto os sacerdotes modernos são habilidosos nessa arte. Mas quem pode mudar a natureza maligna, corrompida e pervertida dos homens? Ouça amigo o que Deus diz por boca de Jeremias: “Por isso, ainda que te laves com salitre, e amontoes sabão, a tua iniquidade está gravada diante de mim, diz o Senhor Deus”. E vocês devem saber que essas palavras foram dirigidas a um povo religioso e conhecedor da lei de Deus. Eu sei que ultimamente muitos correm para contar suas “incríveis” experiências com Deus; quantas coisas esse “Deus” tem feito por uma população tão cheia de fé e tão disposta a correr em busca de seus sonhos! Mas quanto engano! Eles não percebem que satanás em seus ardis tem se vestido com suntuosas vestes brilhantes com cores do céu.
         Caro leitor, a verdade é que o Senhor não mudou e seus santos ensinos continuam firmes e inabaláveis. Ele continua a ordenar aos pecadores para que todos se arrependem, que vejam suas misérias, suas imundícias no pecado de onde vieram; que eles saibam que enquanto se debatem na lama, mas sujos ficam; que os falsos mestres querem encobrir a situação deles. A ordem é que todos se humilhem vendo o amontoado de miséria, o que têm acumulado cada dia e cada instante de suas vidas; que saibam que nessa condição tão amaldiçoada pela lei, todos estão debaixo da ira de um Deus santo e puro e que se morrerem assim serão atirados para o fogo eterno.
         Caro leitor, também não há recurso nas religiões, mesmo que os homens deem seus dízimos e acumulem ofertas; mesmo que passem por todos os batistérios; mesmo que acumulem cargos religiosos e sejam vistos como zelosos e hábeis nas atividades de sua religião; mesmo que conheçam os ensinos teológicos e tenham certificados e diplomas mostrando o quanto são competentes no conhecimento bíblico; mesmo que estejam passando por sofrimento, provações e miséria; não há recurso dentro do homem, assim como não se pode extrair água limpa de um poço cheio de imundície. Nada disso pode livrar o pecador da corrupção de um coração maligno, depravado e ímpio.
         Caro leitor, o que a Palavra de Deus está fazendo? Ela está mexendo com a sujeira do coração que fica tão oculta no íntimo. A Palavra de Deus utiliza as mãos hábeis mãos da lei a fim trazer à lume as maldades do coração e despertar os homens ao arrependimento: “Arrependei-vos e convertei-vos, para serem cancelados os vossos pecados” (Atos 3:19). Tudo isso é para abrir os olhos da alma, a fim de que pecadores vejam o Salvador, que contemplem o Cordeiro imaculado que veio do céu, a fim de dar salvação eterna aos perdidos.

















quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O ESTADO DE IMUNDICIE DO HOMEM NO PECADO (10)




 “Mas todos nós somos como o imundo...” (Isaías 64:6

A VERDADE A RESPEITO DA NATUREZA HUMANA: “...somos como o imundo...”

         Caro leitor, entendamos bem o quanto a Palavra de Deus intensifica a condição imunda do homem no pecado. A Bíblia não olha o homem como nós, porque vemos o homem mais no aspecto externo; vemos as diferenças existentes no mundo. Mas o Senhor Deus vê todos em Adão, raça caída que decidiu abandonar o Senhor a fim de enlamear na imunda e podre lama do pecado. Quem ficou livre disso? Mesmo que olhemos para um porco e achamos que ele é limpo porque não entrou no mesmo lugar para onde outros já foram, eis que a verdade é que ele tem a natureza de porco e não vai demorar em que logo ele corra para o lugar onde tanto gosta.
         Digo mais que esse estado é visto em seus atos. Oh! Quanto somos enganados, pois pensamos que há diferença. Que olhemos o homem em seu coração, porque seus desejos infames pela imundície estão ocultos em seu íntimo, basta que Deus o solte, para que ele corra para aquilo que ele considera suas delícias. É assim caro leitor. Basta uma olhadela em Romanos cap. 1 e você verá ali o quanto isso é verdade, o quanto os homens estão aptos para se atirarem voluntariamente nos mais terríveis e abomináveis pecados. Considere bem esta declaração: “Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si” (Romanos 1:24). Pense bem, porque os homens não são empurrados para a imundícia, mas sim soltos e livres para aquilo que está em seus corações.
         Caro leitor, veja o que os homens gostam e buscam, não é verdade que se atiram com prazer para aquilo que tanto seus corações anseiam ter? Não é verdade que estão sempre em busca de seus vícios, de toda prática de imoralidade e aplicando-se a buscar ainda maiores perversões sexuais? Pense até mesmo nos crentes, naqueles que foram purificados e renovados no coração pelo poderoso trabalho do Espírito Santo. Nós os crentes ainda habitamos num corpo corruptível e se não for pela força da graça cairemos em terríveis pecados. Ora, os crentes amam santidade, correm para Deus e se aplicam à disciplina, no santo desejo de agradar ao Senhor. Mas não é isso com os homens que vivem sem Deus no mundo, porque na visão de 360 graus eles contemplam o mundo como o lugar adequadíssimo para armar suas tendas de prazeres e realizar seus sonhos.
         Digo mais que a própria lei de Deus mostra essa condição imunda dos homens. Por isso que foi dada a lei para mostrar que todos são igualmente culpados e amaldiçoados. A lei prova claramente nossa aptidão para correr para o mal. A própria lei de Moisés dada na sua maior parte em tom negativo revela essa verdade do estado imundo do homem. Seus “não matarás, não furtarás, não adulterarás”, etc. revelam a propensão natural do homem para irromper uns contra os outros em suas maldades.
         Caro leitor, tem no mundo alguma explicação para essa disposição tão imunda do homem no pecado? Não! Podemos nós tirar desse lugar onde reina o pecado qualquer porção de algo puro e santo? Claro que não! Não fosse a tão reveladora Palavra de Deus estaríamos atirados neste mundo como hienas à busca das carniças do pecado. O mundo jaz no maligno, está na mão do pai da mentira, o qual tem prazer em ver a multidão assim, festejando com ruidosa alegria suas práticas malignas e idolatrias. Então, não abrir a Palavra de Deus para mostrar essa tão triste miséria na qual se encontra o homem caído em Adão, é falta de amor e compaixão pelos perdidos.
         Mas tudo isso foi revelado a nós pecadores, a fim de mostrar que o perfeito Filho de Deus veio ao mundo para nos resgatar dessa imunda situação; veio nos purificar, mudar nossos corações, a fim de fazer dos pecadores homens e mulheres diferentes, justos e santos. É a história da graça de Deus; é a atividade compassiva de um Deus que aprouve salvar perdidos, e que por isso veio ao mundo para morrer em lugar dos pecadores contritos, arrependidos e que invocam Seu Nome para serem salvos.

        


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

O ESTADO DE IMUNDICIE DO HOMEM NO PECADO (9)




 “Mas todos nós somos como o imundo...” (Isaías 64:6

A VERDADE A RESPEITO DA NATUREZA HUMANA: “...somos como o imundo...”

                Prezado leitor, creio que agora devemos examinar o texto à luz daquilo que o próprio Deus está afirmando. Somos nós os alunos e nosso Senhor é o Sumo Professor. Devemos aproximar dessas Suas palavras com corações carregados de temor e tomados de santa gratidão por Ele ter usado de tamanha compaixão em nos mostrar tal verdade para nosso bem. Examinaremos o texto à luz de tudo o que o Espírito Santo nos mostra em Sua Palavra, e assim veremos como esse tema está em plena harmonia com a unidade das Escrituras.
         Primeiramente é Deus vendo o homem, e não o contrário. Entramos na sala de aula para ouvir acerca de uma matéria jamais ensinada neste mundo. Aliás, a escola deste mundo sempre procura ocultar os fatos mais importantes. Se quisermos que nossos filhos saibam dessas coisas, é preciso que nós lhes ensinemos, caso contrário serão levados pelo engano do pecado de que eles são bons e que podem ainda ser melhores. Se acreditarmos de fato que a Bíblia é Deus falando diretamente conosco, que tais palavras não são invencionices de um Isaías ou de outro, então estamos prontos para inclinar nossos ouvidos, e assentados aos pés do nosso Mestre ouvir tais verdades tão humilhantes para nosso bem. Não devemos tomar a Santa Palavra para ouvir o que nos interessa, tomando os textos mais importantes, na tentativa de esconder nossa real e maligna situação na qual nascemos (Salmo 51:5). Devemos ter a mesma disposição do pequeno Samuel que disse: “Fala Senhor, porque teu servo ouve” (1 Samuel 3:10). Estou sendo persistente nisso, porque em nossos dias é triste ver o quanto a soberba do pecado nos homens os tem levado à ousadia de querer que Deus seja o aprendiz deles, a fim de que suas vontades malignas sejam feitas por Deus. Caro leitor, fujamos desse terrível perigo e voltemos com corações de discípulos.
         Agora chegou o momento de analisar melhor a condição dos homens no pecado como imundos. Quero chamar sua atenção para Levítico 13 e 14, porquanto aquele texto nos mostra com clareza o que realmente significa aquilo que vemos agora em Isaías 64:6. Ali Deus estava dando as leis e regras para que a nação de Israel lidasse com a terrível lepra, doença muito conhecida naquele tempo e muito contagiosa. É claro que para a orientação foi primariamente dirigida a nação, que o propósito era físico. Mas temos que entender que Levítico faz parte da Bíblia inteira e que por isso seus ensinos devem ser vistos como “sombras” de realidades futuras. Então, temos na lepra a mais clara explicação do pecado. Notemos bem no cap. 13 que ao examinar se a pessoa tinha sido tomada por essa moléstia, o sumo-sacerdote examinava a cabeça.
         Caro leitor, que lição impressionante, porque quando a Palavra de Deus chega até nós, ela vem diretamente à nossa capacidade de pensar e entender. Deus fala ao entendimento dos homens: “...Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23). Tem algo mais terrível do que o pecado? Tem algo que mais causa nojo a Deus do que o pecado? Tem algo mais abominável a Deus do que o pecado? Tem algo que mais atrai a ira de Deus do que o pecado? Eis aí a razão por que muitos fogem desse confronto bíblico, porque não estão querendo ser examinados de forma penetrante pela verdade. O que acontecia quando a lepra era descoberta? O que acontecia com aquele pobre homem que era constatado estar infeccionado? Da boca do sumo-sacerdote saiam as terríveis palavras: “Imundo, imundo!”. Que situação!
         E não é isso o que Deus está falando? Não é o próprio Senhor declarando nossa condição de “Imundos, imundos!”? Ele está afirmando que não há como remediar, como tratar com nossos pecados, mesmo que estejamos encobertos com mantos de justiça própria. A miséria continua e essa terrível praga do pecado, tão amaldiçoada pela lei permanece, até que o pecado é levado até o sangue do Filho, para ser lavado e purificado.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

O ESTADO DE IMUNDICIE DO HOMEM NO PECADO (8)




 “Mas todos nós somos como o imundo...” (Isaías 64:6

A CONFISSÃO DESSA VERDADE: “Mas todos nós somos...”.

         Caro leitor, todo meu esforço tem em vista mostrar que o reconhecimento dessa verdade no íntimo vem de Deus, caso contrário os homens viverão elevados às alturas da vaidade do pecado. Tenho procurado mostrar que os grandes homens de Deus conheceram essa condição e confessaram isso. É impossível conhecer o Senhor sem conhecer a nossa própria miséria; sem perceber que a capa de justiça própria é arrancada e nossa condição é vista em sua maldade e vileza. Quando Jó pode conhecer seu Senhor, eis que imediatamente pode sentir sua própria abominação (Jó 42). O conhecimento do Senhor é para a natureza maligna do pecado uma bebida amarga, terrível.
         Porém, quão importante é isso! Sem conhecer minha própria indignidade, minha culpa e minha total disposição para viver na perversidade e impiedade, certamente jamais vou querer conhecer o Salvador e a salvação. A vida natural só é confortável enquanto o homem vive sem Deus no mundo (Efésios 2:12). A escuridão deste mundo é preferível para o pecador, porque a luz do evangelho é aterrorizante para aqueles que amam as trevas (João 3:20).
         Enfim, é somente perante a verdade chegando ao íntimo que o pecador pode confessar sua culpa, sua condição pervertida e longe de Deus, para alcançar assim a salvação (1 João 1:9). Tal confissão mostra o tipo de pessoa com quem Deus conversa e transmite Sua graça. Os grandes homens foram tão pecadores como qualquer um de nós; foram nascidos em Adão, no pecado assim como nós. Não há diferença (Romanos 3:22). Deixar os homens entregues a si mesmos, vivendo sob o orgulho do pecado é terrível e eterna punição. Conhecer seus pecados e sentir o horror de sua própria miséria é o majestoso trabalho da graça. Veja amigo, o quanto isso é salutar para os pecadores. Imagine alguém com um câncer sem, contudo saber de sua condição tão mortal. Um médico seria realmente perverso se não mostrasse ao seu paciente seu grave estado de saúde e lhe prescrevesse apenas um paliativo.
         Ora, o evangelho de Deus não faz isso. A lei de Deus funciona como um clínico geral, mostrando aos homens o estado de horror no qual se encontra seu coração e sua sentença merecida de um eterno condenado. Mas, que trabalho tão importante da lei, porque revela o que de fato somos, a fim de nos impulsionar à confissão perante o Salvador e Senhor Jesus Cristo. Nosso Senhor se agrada de pecadores assim; nosso Senhor veio ao mundo para tratar com o terror do pecado no coração; o Filho de Deus se manifestou para destruir as obras do diabo no coração. Então, quando o homem pela graça vê sua própria miséria, é porque o Salvador está perto. Quantos pregadores hoje querem esconder a situação dos pecadores! É triste isso, mas é pura verdade. Quando Pedro negou ao Senhor é claro que ele se arrependeu de fato, mas o Senhor não abrandou sua culpa. Ao aproximar em contrição, eis que Pedro conheceu a face de amor e de aceitação do Senhor (João 21).
         Caro leitor, nosso Senhor e Salvador é o honesto médico da alma. Ele não traz paliativos, não encobre a situação do pecador culpado. Ele é o Salvador bendito que tem consigo os perfeitos elementos da salvação conquistada na cruz. Ele não abranda a culpa de ninguém; Ele não lisonjeia o pecado, pois veio salvar homens e mulheres da escravidão e miséria do pecado, tirá-los da condenação merecida que lhes espera no inferno e levá-los para o céu. Isso significa que qualquer pessoa que encobre a sua condição, não achará o Senhor e Salvador. É satanás quem se aproxima de alguém assim, carregado de falsa humildade. Nosso Senhor não se aproxima porque alguém é espiritualmente cheiroso e agradável por causa de sua religião. Ele se aproxima porque é misericordioso, por isso Ele se achega aos pecadores que estão no pó, em confissão, em busca desse Salvador.



segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O ESTADO DE IMUNDICIE DO HOMEM NO PECADO (7)




 “Mas todos nós somos como o imundo...” (Isaías 64:6

A CONFISSÃO DESSA VERDADE: “Mas todos nós somos...”.

                Caro leitor, a seguir devemos considerar essa verdade como uma confissão: “Mas todos nós somos...”. Acredito que isso é de grandiosa importância, porque ninguém dirá tal verdade, a não ser em confissão de coração. Mesmo que Faraó tenha se considerado um pecador e até mesmo pedido que Moisés e Arão orassem por ele, a verdade é que não foi confissão, mas sim o resultado dos terrores de Deus sobre sua vida e sobre o povo egípcio. O orgulho do pecado impede que os homens reconheçam sua própria condição e cheguem a confessar isso perante Deus.
         Ora, grandes homens conheceram tal situação. Os pecadores devem saber que a grandeza dos homens vem com humilhação perante Deus. Enquanto os homens estiverem com seus corações encobertos e navegando nesta vida na soberba do pecado, jamais verão a ruína deles agora e a miséria eterna que lhes espera. O fato é que é impossível conhecer o Deus da revelação bíblica e ainda permanecer com seu coração sob o engano do pecado (Jeremias 17:9). Por essa razão homens conheceram o terror de sua condição tão vil e seu estado de imundície quando puderam conhecer de perto o Santo Deus. Pensemos num homem como Davi – homem segundo o coração de Deus. Mas quando Deus o soltou e Davi caiu na miséria do adultério e assassinato, eis que como resultado desse tombo espiritual surgiu o Salmo 51. É impossível ler esse Salmo sem reconhecer o que realmente significa o homem em sua miséria, desde sua concepção (Salmo 51:5). Também, é nesse Salmo que Davi afirma que Deus requer essa verdade no íntimo, coisa que ele não sabia, por isso tentou esconder a maldade do seu pecado por quase um ano.
         Podemos deixar um homem como Abraão de fora? Aquele amigo de Deus, que peregrinou aqui em sincera confiança no Senhor, pode sentir de perto a sua própria miséria, e isso ocorreu quando face a face com Deus pode interceder em favor de Ló e família que residia em Sodoma e Gomorra (Gênesis 18). Veja sua confissão antes de ver sua petição: “...Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza” (verso 27). O que é isso? A grandeza de um homem diante de Deus e tal grandeza é mostrada em sua confissão de que nada é e que nada merece. Estou mencionando isso porque sei o quanto o homem moderno tem se mostrado atrevido e presunçoso, mesmo afirmando crer em Deus. Acredito que isso tem acontecido e está acontecendo porque a pregação moderna tem falhado demasiadamente em apresentar a condição dos homens em Adão. Um homem de Deus afirmou: “Conhecer a Deus sem conhecer sua condição tão imunda no pecado é orgulho e conhecer o pecado sem conhecer a Deus resulta em desespero”.
         Caro leitor, estou me ocupando aqui em apresentar a necessidade de humilhação perante Deus em nossos dias, porque é nessa humilhação que Deus se manifesta para elevar o homem à posição tão exaltada na salvação. Subir às alturas sem ser humilhado perante Deus é ser elevado pela soberba do diabo. Já mencionei tanto o profeta Isaías, mas como podemos deixá-lo de fora? Foi aquela visão gloriosa do Senhor, conforme vemos no cap. 6 do seu livro, que fez Isaías sentir o terror da sua própria condição e sentir também o desespero de quase cair no abismo: “...Ai de mim, vou perecer...”. Foram essas  palavras desesperadoras que saíram da boca do jovem Isaías.
         Onde quero chegar? Quero mostrar aos meus leitores a tremenda importância desse conhecimento da nossa miséria em Adão, da nossa condição tão vil no coração, do engano no qual estamos nós aprisionados e ludibriados, a não ser que o Senhor use de compaixão para nos mostrar o que somos por natureza. Precisamos disso em nossos dias, porque é grossa a camada da soberba diabólica que envolve os homens em nossos dias. É uma situação de desespero, de calamidade e de manifestação de maldades e perversidades. Precisamos urgente propagar Isaías 64:6 em forma de pregação!