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sábado, 19 de julho de 2014

AQUELE QUE NOS LIVRA DA QUEDA



Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da Sua glória, ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos, amém” (Judas 24 e 25)
         Caro leitor, como os santos são exortados para adorar pela fé o Senhor deles! Somos exortados a adorar Aquele único que pode impedir de que venhamos a cair. Ora, a carta inteira mostra o quanto somos pessoas bem-aventuradas; o quanto fomos livres das garras das mentiras diabólicas, as quais tomam os corações dos mundanos. Somos um povo especial, para o qual Deus pôs Seus eternos cuidados e proteção.
         Amado leitor, esse Senhor é o mesmo que agora nos impede de sucumbir num mundo cheio de lugares perigosos. É claro que precisamos ser humildes, depender Dele, a fim de evitar essa queda. Estamos cercados de terríveis erros doutrinários e muitos deles aparecem lindamente vestidos de versos bíblicos. Eles parecem o mel puro da Palavra, mas não passam de melados cheios de veneno do inferno. Vemos erros espirituais como falta de amor pela verdade, falta de discernimento, descrença proposital, fanatismo e presunção. Somente o Senhor pode nos manter firmes, resolutos e cheios de perseverante fé.
         Cuidemos porque estamos cercados de terríveis pecados externos e muitos que pareciam firmes caíram neles. Não somos melhores. Basta um viver sem a Palavra, sem oração e distante de Deus e do Seu povo, para que sejamos deixados para curtir o peso de nosso orgulho e independência de Deus.
         Ninguém, fora do soberano Senhor pode impedir que venhamos a tombar num ambiente tão hostil à verdade. Certamente não podemos guardar a nós mesmos. Somos ovelhas, por isso precisamos desse Vigia que nos protege dia e noite. Somos tão frágeis e leves como pena, que somente o peso da graça para nos manter no lugar próprio. Todos os lugares onde pisamos, na igreja, na casa, no aposento de oração, são invadidos pela perigosa tentação. Hoje o mundo leva suas paixões para dentro dos nossos lares a fim de desviar os santos dos retos caminhos do Senhor.
         Também não há nenhum regulamento, nem qualquer regra religiosa que pode impedir nossa queda. Sabemos como em nosso orgulho gostamos de encobrir nossas maldades por meio de hábitos religiosos. Todo nosso problema está no coração e não podemos agir como tartarugas, escondendo a cabeça debaixo do casco.
         Somente o Senhor é poderoso para guardar Seus santos. Ele faz isso mediante Sua poderosa sabedoria. Ele faz nos admoestando com amor, mediante os ensinos da Sua Palavra. Ele o faz com Seus conselhos e chamando com amor e ternura nossa atenção. Ele o faz evitando que tomemos decisões erradas ou caminhos errados. Ele o faz mostrando como outros caíram e que nós também somos sujeitos à queda porque estamos em pé.
         Ele muitas vezes pela graça nos ergue de uma ou mais quedas. Com isso nos ensina a ser humildes e depender Dele. Esse soberano será nosso Guia até a morte. Ele é poderoso para nos livrar desse oceano de corrupção e mentiras. Ele sabe que somos pó, passou por onde trilhamos agora, por isso nos compreende perfeitamente e há de nos levar ao lugar de perfeição – no céu.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Meditação de Spurgeon



“Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.” (23:4)

       Estas palavras que nos descrevem a segurança experimentada no leito de morte, são muito doces. Quantas pessoas as têm repetido com intenso deleite nas suas últimas horas! Mas o versículo é igualmente aplicável às agonias de espírito no meio da vida. Alguns de nós, como Paulo, morremos diariamente por causa de uma tendência para a melancolia da alma.
       Na sua peregrinação, Bunyan põe o Vale da Sombra da Morte muito antes que o rio que corre no sopé das colinas celestiais. Alguns de nós temos atravessado o escuro e terrível desfiladeiro da “sombra de morte” várias vezes, e podemos dar testemunho de que só o SENHOR nos habilitou no meio dos seus pensamentos desvairado, dos seus horrores misteriosos e das suas terríveis depressões.
       O SENHOR tem-nos sustentado e tem-nos guardado por cima de todo temor real do mal, mesmo que o nosso espírito tenha estado afligido. Temos sido afligidos e abatidos, contudo, vivemos, pois temos sentido a presença do Grande Pastor, e temos tido a confiança de que o Seu cajado impedirá que o inimigo nos propine um golpe mortal.
            Se o tempo presente for obscurecido pelas asas do corvo de uma grande aflição, devemos glorificar a Deus por meio de uma tranquila confiança Nele.
António da Rocha