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segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

SALVAÇÃO, SANTIDADE E JUÍZO (11 de 11)


TEXTOS: Isaías 55:3. Mateus 11:28. Salmo 119. Mateus 7

TREMENDO JUÍZO (Mateus 7)

        Temos chegado agora ao juízo e o assunto é tão tremendo na bíblia quanto é a salvação e santidade. A razão é que o mesmo Deus que salva adverte aos homens do iminente juízo que virá. Onde há salvação, também aparece o juízo na mensagem. Onde há o privilégio da verdade da cruz, também ali está o fato que Deus há de punir os rebeldes. O mais que eu tente e me esforce em explicar isso, com certeza não serei tão bem claro como deveria ser. Digo isso porque o movimento evangélico de hoje tende a não falar aos homens sobre o juízo que há de vir. Satanás tudo tem feito para arrancar as mensagens de juízo que temos nas antigas músicas. Por que fazem isso? A razão é que quando a mensagem de salvação não é a mensagem verdadeiro, então não haverá santidade nem advertência aos homens acerca do juízo.

        Mas vamos agarrar agora à palavra de Deus, porque ela tem sua resposta a isso. Nosso Senhor jamais deixou de falar acerca do juízo; suas mensagens eram cravejadas de graça, verdade e juízo, por essa razão trazia alegria aos perdidos e fazia emergir o ódio dos inimigos. Nosso Senhor jamais deixou de encarar os hipócritas fariseus com a verdade que eles eram herdeiros do inferno. Foi essa a mensagem dos apóstolos também. Não podemos esquecer de Paulo trazendo uma mensagem na prisão e fazendo o governador Félix sair espavorido quando tratou da ira vindoura. Também, os que se convertiam manifestavam no viver um misto de alegria e temor ao Senhor. Os crentes da igreja da igreja em Tessalonicenses após a conversão pegaram seus ídolos e jogaram fora e passaram a servir ao Deus vivo e verdadeiro (capítulo 1 de 1 Tessalonicenses). Os profetas também foram batizados nessa mensagem de juízo que levaram ao povo, sempre erguendo a real advertência para que a nação de Israel, bem como outras nações receberiam sérios castigos da parte de Deus.

        Não serei prolixo nessa verdade, mas apenas sinalizo o fato que o Deus que está assentado no trono de misericórdia, também estará assentado no trono de juízo para julgar. O fato é que a humilhação do Filho não o trancou no mundo. Seu serviço perfeito fez com que o Pai O elevasse à glória de ter o Nome acima de todo nome. As palavras dirigidas aos quebrantados são poderosas para atrair os eleitos, porque eles pertencem ao Seu povo. As palavras dirigidas aos não eleitos serão poderosas para empurrá-los para a desgraça eterna. Aprendemos que na chamada salvadora há honras e bênçãos eternais. Por outro lado, na ordem de juízo haverá horror e terror para sempre. Devemos saber que o  Senhor que odiou a iniquidade aqui será assim para sempre. A mensagem da graça faz brilhar mais intensamente o juízo que virá aos perdidos. Os que creem têm a vida eterna e os que permanecem rebeldes têm sobre si a ira de Deus (João 3:36). Também, devemos saber que o mesmo amor que atuou em salvar, será o amor que jamais mudará para a eternidade.

        Diante da tremenda salvação qual é a sua atitude agora? Humilhação ou postura de orgulho?   O evangelho chega até aos homens, para que todos se humilhem, se arrependam dos seus pecados e se convertam ao Filho de Deus. O viver dos salvos deve demonstrar que foram salvos e que agora vivem em santo temor ao Senhor, agradando a Ele em tudo.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

SALVAÇÃO, SANTIDADE E JUÍZO (8)


TEXTOS: Isaías 55:3. Mateus 11:28. Salmo 119. Mateus 7

TREMENDA SANTIDADE: Salmo 6:8

        Amado leitor, meditemos na tremenda santidade do nosso Senhor, o Verbo que se fez carne e vemos para habitar em nosso meio. Temos visto o quanto Sua santidade não foi jamais manchada, porque Ele abominou os malfeitores porque amou a justiça e odiou a iniquidade. Sua gloriosa santidade via o homem no coração e percebia as provocações, rebeliões, hipocrisias, trapaças e manipulações dos homens. Essas atitudes eram vistas por Ele como dignas de reprovação e condenação. Por outro lado, em Sua santidade Ele via os pecadores chamados, como eles vinham à busca de justiça perfeita e como queriam contemplar e andar pelo caminho reto que conduz à vida eterna. Foi assim que os discípulos compreenderam a grandeza e glória do Filho em Seus ensinos e obras, por isso disseram: “Para onde iremos nós? Tu tens as palavras de vida eterna...”.

        Em Sua santidade, o Senhor também rechaçou toda oposição ferrenha contra a vontade de Deus. O que para os homens parecia amizade e até mesmo demonstração de amor humano, para o Senhor não passava de obstáculos do diabo. Em tudo o Senhor via o quanto satanás usava os homens, na tentativa de dissuadir o Mestre de tomar o rumo do Calvário. Em tudo homens e anjos caídos queria tirar o Senhor da rota em cumprir a vontade soberana do Pai. Então, vemos o quanto a santidade do Senhor era banhada do Seu amor e o amor Dele era batizado na Sua santidade. Então, podemos dizer que a santidade do Senhor transitou perfeitamente pelas vias da bondade, amor, justiça, retidão, prudência, sabedoria e separação. Nisso tudo estava o Senhor imbuído de Sua glória.

        Também, nessa santidade passou o mesmo Espírito de santidade aos salvos. Ao invés de conceder espada e outras armas usadas para combate terrestre, nosso Senhor encheu Seus discípulos Dele mesmo, na presença do Seu Espírito, a fim de que os santos pudessem entender esta verdade: “Cristo em vós, esperança da glória”. Ele dá poder aos santos para serem cheios de compaixão, sem se misturar com o mal. Eis aí a maravilhosa verdade que envolve a vida dos crentes em Cristo de um mistério insondável para o mundo. Como é que seres humanos podem transitar por este mundo, sendo vencedores em todos os aspectos da vida, até que enfrentem a morte de forma triunfante? É possível isso? Sim! Pelo poder do Espírito Santo Ele ensina os salvos a odiar o mundo, ofendendo ao pecado e oferecendo amor genuíno aos homens no pecado. Não é isso incrível?

        Os crentes em Cristo estão no mundo vivendo sob o poder do Senhor vivendo neles e por eles, e sendo eles, não como se fossem elementos de outros planetas. Os salvos os verdadeiros homens que deveriam ocupar o planeta. Eles são obras da nova criação de Deus postos no mundo para brilhar a luz do céu na terra. Eles são os elementos vistos como pessoas do céu na terra; são pessoas que não conhecerão a morte eterna e Deus afirma que é e será para sempre o Deus deles. Então, temos aí essas maravilhas dessa tremenda santidade do Senhor e os salvos participam dessa santidade, não por um imperativo terreno, mas porque nasceram de novo no Espírito de santidade.

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

SALVAÇÃO, SANTIDADE E JUÍZO (7)


TEXTOS: Isaías 55:3. Mateus 11:28. Salmo 119. Mateus 7

TREMENDA SANTIDADE: Salmo 6:8

        A santidade do Senhor é provada em sua vida como homem perfeito. O Senhor da glória foi e para sempre é perfeitamente santo. A glória da Sua santidade jamais foi conspurcada pela sua humanidade. Nada de sua natureza foi denegrida em face da sua postura de um humilhante Servo de Jeová. Nada, nada mesmo veio a alterar a glória do Sublime Rei da glória e isso o mundo não pode nem poder vislumbrar. Até mesmo dentre os discípulos, somente 3 tiveram o privilégio de subir com Ele ao Monte das Oliveiras, a fim de vê-Lo transfigurado. O rei Davi teve consigo milhares de soldados bravos que vieram ajuda-lo na conquista do reino (1 Crônicas 11 e 12), mas o Senhor não precisou nem um pouco de homens assim, porque nada nele o deixou enfraquecido, a ponto de precisar de ajuda, como Davi que com os anos foi sentindo seu enfraquecimento.

        Também, Sua humilhação não desmanchou Sua pureza. A pureza do Senhor não foi manchada, assim como nós manchamos uma casa limpa, quando entramos com nossos pés sujos. Nosso Senhor lidou com pecadores sem se manchar no pecado. A pureza do Senhor faziam com que os impuros se tornassem puros, apenas com Seu toque e sua palavra de ordem. Ao mesmo tempo que o Senhor podia assentar-se com os pecadores para leva-los à salvação, Ele também podia dizer: “Apartai-vos de mim”, aos arrogantes e hipócritas. Em absolutamente nada o Senhor foi atingido pela desgraça do pecado, nem foi expulso da comunhão gloriosa com o Pai.

        Também, Sua graça não desfez absolutamente nada de sua glória (João 1:14). Ao ser visto em Sua graça, Ele também foi visto em Sua glória. Graça em abundância e glória em Sua majestade. Foi isso que marcou profundamente o coração dos discípulos e os arrebatou em santa emoção. Nosso Senhor passou pelo caminho amaldiçoado, sem ser envolvido por essa maldição; ouviu os sons da maldição da lei, sem que fosse em nada tocado por uma consciência culpada e mantendo e mantido assim foi que Ele foi compungido de amor e na pureza de um Cordeiro até à cruz para se tornar maldição (não maldito) em lugar do Seu povo. Em Sua graça Ele manteve Seu sorriso e semblante de amor e aceitação aos perdidos; em sua graça Ele manteve Sua disposição de servir sempre, mas em Sua glória Ele manteve Sua separação de todo mal e em suas repreensões aos atrevidos e desobedientes, além de repelir sempre os ataques furtivos de satanás e dos demônios.

        Também o amor compassivo do Senhor não fez com que manchasse Sua santidade. No amor Ele foi sempre dinâmico, pois não teve medo de se entregar a Si mesmo; nunca se acovardou diante do perigo; nunca ficou com receio de perder Sua vida, pois veio suprido dessa santa e eterna disposição. Nosso Senhor mostrou constantemente Seu espírito de sacrifício, a fim de atender a todos, em todos os aspectos da vida. Tratou com enfermos, pobres, doentes, famintos, enlutados, mortos e em tudo jamais reteve sua mão para servir, ajudar, confortar e salvar. Foi nessa disposição que em tudo o Senhor mostrou tremenda Sua santidade.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

SALVAÇÃO, SANTIDADE E JUÍZO (6)

                     


TEXTOS: Isaías 55:3. Mateus 11:28. Salmo 119. Mateus 7

 TREMENDA SALVAÇÃO.

        Prezado leitor, até a mensagem anterior, pude mostrar o quanto a salvação bíblica é tremenda. Vimos isso em Isaías 55, onde os pecadores famintos e sedentos são convidados a sentar à mesa do banquete da graça, a fim de achar vida em Cristo. Para isso o texto ordena a inclinar os ouvidos para ouvir atentamente, a fim de que a alma possa viver. Vimos também que nessa tremenda salvação nosso Senhor convida para andar ao lado Dele. Nossa jornada é difícil e não podemos trilhar o caminho rumo ao céu. O Senhor se apresenta para carregar nossos fardos e passar para nós seus leves e suaves fardos. Ele quer que aprendamos Dele, porque não existe outro como nosso Senhor, manso e humilde de coração, o único capaz de dar descanso às almas.

        Mas temos outra preciosa lição que mostra quão maravilhosa é essa salvação, porque nosso Senhor chama os pecadores para que O sigam: “Vinde após mim...”. O primeiro chamado foi dirigido aos famintos e sedentos; o segundo chamado foi dirigido aos cansados e oprimidos e no terceiro chamado Ele convida os homens a segui-Lo. No primeiro chamado vemos Cristo em nós na figura do alimento e da água, porquanto é para que os pecadores obtenham vida. No segundo chamado vemos Cristo conosco, quando Ele nos chama para estar ao lado Dele, a fim de sentirmos aliviados na jornada. E na terceira chamada vemos Cristo adiante de nós, como ocorreu quando conduzia Israel pelo deserto. É o mesmo que Ele faz agora, mas mostrando nossa insensatez em querer andar sozinhos num mundo perigoso. Precisamos do Senhor à frente, porque Ele é nosso guia perfeito; Ele sabe o caminho por onde devemos andar; Ele sabe perfeitamente quem são os inimigos que querem nos destruir. Então Ele vai adiante de nós, rompendo as barreiras e cuidando incrivelmente de cada ovelha individualmente, sabendo das lutas e dificuldades que cada crente enfrenta. Cristo convida o homem para segui-lo; Ele guia o homem para ver o caminho que Ele mesmo preparou e como a vida cristã no mundo é cheia de lutas e provas. Além disso, Ele convida para ensinar os dissabores da jornada, como devemos tomar nossa cruz, ignorar as pressões deste mundo e seus convites a um viver folgado e desprezível. Nosso Senhor nos ensina como no caminho rumo ao céu devemos imitá-Lo em altruísmo, coragem, perseverança e ousadia. Ele também sabe como disciplinar cada uma de suas ovelhas, por isso normalmente vemos o Senhor nos exortando, buscando, aconselhando e disciplinando, a fim de que não tomemos rumos perigosos

-       Ele convida os homens, mostrando como são ovelhas no meio de lobos devoradores e que Ele é o que ampara Suas ovelhas. Em tudo o Senhor, em Sua linguagem procura por em relevância Seus ensinos ilustrativos em toda Escritura. Ele se posiciona como sendo o bom Pastor do Salmo 23 e de Ezequiel 34. Não é tremenda essa salvação? Afinal, o que está faltando para o homem salvo? Nada! Tem uma terceira bênção? Não! Tudo o salvo achou em Cristo nessa tão imensa e segura salvação. E sabe, nós entendemos muito pouco; sequer arranhamos o conhecimento impressionante acerca da tão segura e gloriosa redenção que há no filho.

terça-feira, 30 de novembro de 2021

SALVAÇÃO, SANTIDADE, JUIZO (4)


TEXTOS: Isaías 55:3. Mateus 11:28. Salmo 119. Mateus 7

TREMENDA SALVAÇÃO: “Inclinai os ouvidos e vinde a mim...”

        Notemos bem no texto quão grande salvação envolve a vida do crente, porquanto Deus está lidando com almas e não com aquilo que o mundo promete e que tanto a natureza carnal gosta e busca. Esse é o propósito do santo evangelho que emana do céu aos perdidos aqui. Jesus entrou na casa de Zaqueu e disse depois que houve salvação ali (Lucas 19:1-10). A salvação envolveu a alma daquele pobre pecador, de tal maneira que os grilhões que o faziam escravos, todos foram soltos, a fim de libertar Zaqueu, e seu modo de proceder foi profundamente mudado, que Ele passou a desejar servir. Quão grande salvação! Notemos também a vida dos habitantes de Tessalônica, os quais se converteram, pois Deus vivificou suas almas e doravante eles não quiseram mais saber de seus ídolos, porque queriam servir ao Deus vivo e verdadeiro (1 Tessalonicenses 1).

        Mas também essa salvação é tão tremenda que o Senhor não somente lida com as almas, como também o Salvador se apresenta para ser o amigo fiel ao lado do salvo. Vemos isso em Mateus 11:28, pois ali Ele convida o aflito: “vinde a mim!” Fantástico! Ele não somente é o Salvador que liberta as almas da opressão e da miséria do pecado, como também se põe ao lado dos salvos. Incrível lição que vem a nós numa linguagem bem fácil de entender, porque nosso Senhor se posiciona como alguém infinitamente manso: “...sou manso e humilde de coração”. Sabemos como o povo sempre sofreu com a liderança de homens malignos neste mundo. A sociedade religiosa de Israel naqueles dias sofria com a imposição cruel dos fariseus, os quais subjugavam o povo com pesados fardos, os quais eles mesmos tocavam. Eram eles realmente os hipócritas dos hipócritas.

        Mas ali estava alguém que veio ao mundo para sofrer como se fosse um boi de carga, o qual veio ao mundo para carregar nossos fardos. Que companhia incrível! Veja que Ele convida para tomar o jugo dele. Noutras palavras, ele está dizendo: “Ande comigo e aprenda comigo”. Mas, o que acontece é que uma junta de bois divide o fardo para puxar a carga. No caso de Cristo Ele diz que seu jugo é suave e seu fardo é leve. Que amor glorioso do Senhor pelos perdidos. Estamos num mundo onde só há amargura, decepção e falta de amor. Mas Ele veio para andar conosco, carregar nossos fardos e nos ensinar sobre Sua humildade, coragem e disposição de servir, enquanto andarmos em direção à cidade celestial.

        Notemos bem como Ele sempre encorajou servos dele, como Moisés, Josué e Paulo. Quantas vezes o Senhor apareceu a Paulo para dizer-lhe que não deveria temer, porque Ele estava ao seu lado para protege-lo. Aprendemos sobre a vida de Enoque, de Abraão, Noé e outros, os quais no meio dos perigos aprenderam a andar com Deus e foram vitoriosos. Podemos nós andar neste mundo sem esse companheiro tão fidedigno? Podemos nós achar que vamos passar ilesos sem sua companhia? Não há seres mais presunçosos do que nós, quando decidimos a fazer o que quisermos fazer sem Cristo. O “aprendei de mim” ressoa aos nossos ouvidos sempre, pois temos um amigo fiel que compadece de nossas fraquezas e nunca nos abandonará em quaisquer circunstâncias.