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sábado, 4 de julho de 2020

O PODER ATROZ DA MORTE (12 de 12)


                               
“Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer, e eu o ressuscitarei no último dia” JOÃO 6:44
ONDE ESTÁ A SOLUÇÃO PARA O PECADOR? “...e eu o ressuscitarei...”
        Hoje encerro meus comentários sobre esse tema, porém precisamos ver o quanto nosso Deus enche o cenário de tão gloriosa esperança e nós, pobres pecadores jamais poderíamos presenciar isso se não fosse a revelação de um Deus que Se compadeceu de nós num mundo amordaçado pelo pecado e liderado pelo pai da mentira. Não temos qualquer esperança sem essa luz que nos foi entregue, que é a palavra de Deus e fico tão triste em presenciar o quanto muitos, até mesmo os chamados crentes desprezam essa maravilhosa provisão que nos foi dada.
        Vamos ao texto, porque estamos lidando com Aquele que veio para enfrentar e derrotar de uma vez por todas o poder da morte. O próprio verso 37 nos posiciona perante a misericórdia do nosso Senhor: “Ninguém pode vir a mim...”. Nessas palavras podemos ver onde foi que o pecado nos deixou e visto que o resultado do pecado é sempre a morte, podemos compreender que nossa situação é de morte, porque se ninguém pode ir ao Filho é porque está morto. Veja que Ele diz: “Ninguém pode...”. Não é um caso de que a vida ficou fraca, espiritualmente impotente, ou mesmo na ignorância mental. O pecado nos jogou na desgraça de sermos perante Deus defuntos espirituais. É essa a terrível lição que vemos no capítulo 5 de João. Por que por natureza não podemos ir ao Filho de Deus? A razão óbvia é que nada há no pobre homem qualquer condição de chegar a Cristo, se não for pela obra graciosa de Deus. Ó como essa verdade nos mostra o quanto a salvação bíblica nos envolve num ato de pura compaixão de Deus em nosso favor. O crente é aquele que percebe que foi chamado por Deus, que foi uma alma bem-aventurada para alcançar o perdão de Deus e a justificação, conforme o ensino do Salmo 32:1 e 2.
        Também, o verso nos posiciona diante da verdade que, espiritualmente a morte nos desligou completamente da vida de Deus, que nessa condição não passamos de estranhos da vida que há em Cristo, que respiramos o mundo natural, a vida natural e desejamos ter aquilo que este sistema transitório nos oferece. Que vida miserável do homem no pecado! O que temos aqui nos traz essa vida que parece plena e satisfatória, mas que logo é tragada pela morte eterna, para uma miséria que jamais terá fim. Nem mesmo no inferno a morte nos desligará dessa triste condição, porque lá não é ambiente de vida, mas de morte; lá não há a vida que há somente em Cristo; a família do inferno é a família que o homem no pecado tanto ama aqui; lá é a cólera de Deus numa chama que jamais apagará.
        Mas a esperança aqui está no fato que o pecador pode sim ser despertado dessa vil condição onde o pecado lhe colocou. Deus é o Deus de compaixão; Ele é o Deus que se compadece da alma humilhada, daquele que é despertado por Ele mesmo. Não há um acontecimento mais maravilhoso para alguém do que ser abraçado por um Deus que amor perdidos na eternidade e que veio busca-los. Todo esse ensino visto em João 6:44 arranca qualquer esperança de poder confiar no homem. Quem me poderá salvar? Quem poderá tirar o homem da morte para a vida? O poder, domínio, força, energia majestade, glória, grandeza, pertencem a Deus.
        Eu me lembro de ver os restos mortais de minha mãe, no sepultamento do meu irmão. Eu nada podia fazer, não podia trazê-la à vida. Vejo agora milhares de homens e mulheres andando por este mundo como homens naturais, mas espiritualmente são defuntos para Deus. Como posso dar—lhes vida? Mas Deus chama os mortos pelo poder do evangelho. Ele é o único que chama à existência aquilo que não existe. Não é maravilhosa notícia? O que Ele fez por mim Ele fará também por outros. Glórias pois ao Seu grande nome!

quinta-feira, 2 de julho de 2020

O PODER ATROZ DA MORTE (11 de 12)



“Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer, e eu o ressuscitarei no último dia” JOÃO 6:44
O PODER ATERRORIZANTE DA SEGUNDA MORTE: “... e eu o ressuscitarei no último dia”
        Posso continuar esse assunto que considero de tremenda e insondável profundidade. Não devemos desanimar, porque estamos lidando com assuntos desconhecidos nesta vida, mas com atuação prática no mundo inteiro e relatado na  história deste mundo caído. Nosso Senhor afirma no texto acima que Ele veio ao mundo para lidar com a morte em todas as suas funções. Ele veio trazer a ressurreição espiritual, porque os homens no pecado estão mortos. Ora, este fato está bem esclarecido em todo capítulo 5 do evangelho de João e Paulo liga o mesmo tema em Efésios 2:1: “Ele vos deu vida estando vós mortos...”. Mas também nosso Senhor mostra que no último dia Ele lidará com a parte física dos que foram salvos: “...e eu o ressuscitarei no último dia”. Assim percebemos o quanto tratar sobre a morte é tão importante quanto tratar sobre o pecado. O propósito supremo da cruz era enfrentar e derrotar para sempre esses inimigos aparentemente invencíveis.
        Se analisarmos bem entenderemos que o pecado trouxe aos homens o mais trágico desespero que as almas experimentam aqui e vão experimentar após a morte. Toda luta da parte dos homens neste mundo é tentar derrotar a morte; todo esforço é anular os efeitos terríveis da maldição caída sobre toda raça. Não queremos morrer, não queremos nem sequer pensar nessa calamidade; não queremos encarar o fato que estaremos um dia deixando tudo aqui para enfrentar a casa eterna e nunca mais voltar. Paulo deixa claro em 1 Coríntios 15 que se Cristo não ressuscitou, os próprios crentes seriam os mais miseráveis existentes na terra. Se não houvesse alguém que viesse para derrotar a poderosa morte, quão miserável seria a vida aqui para os que creem, pois estariam labutando inutilmente.
        Vejamos melhor esse assunto, porque o pecado impôs seu poderoso decreto aqui, pois entramos nesta vida para morrer. O pecado pois uma porta de entrada e pôs uma porta de saída. Paulo elucida isso ao usar o termo grego “ayom”, que no singular é traduzido por “século”. A ideia que entramos no mundo para experimentar um breve período de tempo chamado de “século”. Esta palavra mostra o quanto é diferente a vida aqui quando comparada à vida eterna. Entramos no mundo para morrer e as consequências da morte são assuntos profundos e imperceptíveis ao entendimento dos homens naturais. Entregues às trevas os homens arriscam tudo por um viver melhor aqui, achando no íntimo que o sucesso nesta vida será como um pacto com a morte e com o além. Quando são forçados a encarar a vida após a morte, eis que as mais absurdas proposições são apresentadas, como a reencarnação, um suposto limbo, onde as almas ficarão por muito tempo até ser completamente purificadas, ou mesmo a aceitação de que “eu não sei, Deus sabe”.
        Ó, quão forte é o poder do pecado e do diabo em manter as almas enganadas! Há um triângulo maligno que opera nos corações com impressionante habilidade: O pecado, a morte e o diabo. O pecado trouxe aos homens um ambiente de paixão pela vida aqui presente, onde até mesmo satanás é iludido em achar que não haverá juízo. Satanás consegue estabelecer no mundo um sistema de vida que parece inigualável, no que diz respeito a um paraíso terreno e a morte serve também de consoladora aos corações. O Salmo 49 vem ensinar como a morte dá um nó nos pensamentos e emoções, fazendo com que os homens pensem que o que eles mais amam irão levar consigo na sepultura. Eles não percebem o quanto a famigerada morte vem abraçar, consolar falsamente e inutilizar tudo, a fim de destruir corpo, bens, sonhos e vaidades, porque sua meta é derrubar a alma no abismo, onde o inferno aguarda ansiosamente.


quarta-feira, 1 de julho de 2020

O PODER ATROZ DA MORTE (10)


                              
“Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer, e eu o ressuscitarei no último dia” JOÃO 6:44
O PODER ATERRORIZANTE DA SEGUNDA MORTE: “... e eu o ressuscitarei no último dia”
        Posso assegurar que não há em nós qualquer poder que possa nos levar a dominar a situação. Nem riqueza, força, poder, nome, etc. podem dominar o poder atroz da morte. Não fosse o poder de Deus que tem consigo as chaves da morte e do inferno, eis que a fúria dessa inimiga já teria esmagado toda raça e enviado como pacote para o inferno. Somente em Cristo é que os salvos conseguem discernir o nefando trabalho da morte. A presença dela em novos e velhos indica que ela é, de fato a prova cabal do resultado do pecado, conforme Romanos 5:12.
        Também, o trabalho da morte consiste em satisfazer os anseios da segunda morte. Ao derrotar a morte eis que a segunda morte foi pega de surpresa com o fato que milhões de pessoas jamais serão arrastadas pela segunda morte. O caminho de chegada foi interceptado pela vitória triunfante de Cristo e milhares jamais sofrerão os danos da segunda morte. Do lado de cá os crentes cantam e contam essa verdade triunfante, verdade inaudita e jamais explicada pelo mundo. Pobre mundo perdido, pois todas as suas conquistas na fama, progresso, cultura e bens, nenhuma arma possui para quebrar o poder da primeira morte. Todos os seus grandes feitos aqui terminam em pleno fracasso e o tempo deixa tudo marcado: “à frente parece o Éden, atrás tudo é tomado pelo fogo”.
        Além disso, até satanás que está sob o domínio do pecado é cruel em sua marcha violenta contra os homens. Ele é chamado de homicida porque sua função é matar. É impossível ser tomado pelas ambições terrenas de riquezas, domínio e fama sem se tornar assassino. O grande homicida tem erguido milhares de homicidas na face da terra. Se Deus soltar satanás para este aja como quer, o resultado será desastroso na terra, pois a função do pecado é matar e destruir. Quantos elementos como Hitler mataram milhares de pessoas na face da terra. E não há quem possa fazer outra coisa, se não for a mão de Deus os homens se tornam assassinos: “São os seus pés velozes para derramar sangue” (Romanos 3:15).
        O poder da morte não se acovarda ante os sistemas religiosos deste mundo. Os mais zelosos em religiões no mundo foram assassinos. Paulo zelava por seu sistema religioso de tal maneira que estava pronto a perseguir os crentes até à morte, aliás ele respirava esse oxigênio de perversidade (Atos 9:1). Tudo satanás faz para extinguir os justos da face da terra, por isso intentou contra Jesus e moveu milhares de corações assassinos contra o Filho de Deus. Os crentes na terra são os únicos que possuem vida eterna e o adjetivo “eterno” indica que não há como erradicar essa vida. Sua fúria contra os santos é tão grande que, assim que recebeu ordens de Deus para atacar Jó, imediatamente levantou os assassinos sabeus para matar os servos de Jó. Não demorou para arrancar fogo do céu, queimando servos e ovelhas. Logo a notícia veio que satanás suscitou os caldeus para roubar os camelos e matar os servos, e finalmente abriu o depósito de vento e com isso matou os filhos de Jó, fazendo com que a casa onde estavam caísse sobre eles (Jó 1:13-19).
        Estamos vivendo num mundo seguro? Claro que não! O porto seguro dos crentes é Cristo; o abrigo poderoso para a alma aflita é o Salvador e Senhor e a Torre forte é o Nome do Senhor Jesus para todo o que Nele confia.

terça-feira, 30 de junho de 2020

O PODER ATROZ DA MORTE (9 de 10)


                
“Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer, e eu o ressuscitarei no último dia” JOÃO 6:44
O PODER ATERRORIZANTE DA PRIMEIRA MORTE: ”Ninguém pode vir a mim... se o pai que me enviou não o trouxer...”
        Ainda tratando do poder operante da morte em nossos corpos, venho mostrar que o pecado mostra no corpo aquilo que predomina não o prazer, mas sim o sofrer. Como assim? É simples. A força da morte diz que ela domina e que o prazer é superficial e não o alicerce que domina a vida física aqui. Após a entrada do pecado os animais, bem como os homens passaram a lutar desesperadamente pela sobrevivência, caso contrário a morte há de ceifar a existência na terra. Se quisermos prazer teremos que lutar por ele; nosso corpo não espera, pois precisa de alimentos, se quisermos desfrutar da vida aqui. O prazer aparece superficialmente e logo desaparece para dar lugar ao sofrimento. A angústia da fome apareceu nos dias de José, e se não fosse a providência de Deus a população toda morreria.
        Assim vemos o quanto a morte domina e que o medo dela e o desespero pela sobrevivência fazem com que todos entrem em justa atividade, a fim de comer o pão de cada dia. Mesmo tendo tudo à nossa disposição, a morte continua com seu insano desejo de arrancar as almas dos corpos mortais, a fim de lança-las no inferno. Sabemos que todos os animais, pequenos e grandes, visíveis e invisíveis trabalham pela sua sobrevivência. Milhões de seres têm sede pelo nosso sangue e nossa carne. Tem enfermidades letais na terra, capazes de extinguir a população mundial da face da terra em pouco tempo e pasmos vemos o macabro trabalho pandêmico desse vírus letal que já matou milhares de pessoas na face da terra. Também, mesmo que tenhamos dias de saúde e prosperidades, tudo depende de um Deus misericordioso, porquanto a morte não desfruta de feriados em suas atividades. De repente somos tomados por enfermidades que nos pegam de surpresa. A morte não olha idade, beleza física, nem considera os cultos ou os ignorantes, os pobres ou ricos. Não há qualquer promessa de Deus em melhorar o mundo, pois o pecado, a morte e satanás continuam em suas obras de maldade na face da terra.
        Porém, em tudo isso aparece a vitória do Senhor, porquanto Ele tomou um corpo cheio de fraqueza, a fim de experimentar nossas terríveis fraquezas e na cruz derrotou a morte. A palavra de Deus não ignora os pavores da morte, não nos deixa baixa a guarda quanto aos perigos que nos envolve nesta vida. Não celebramos uma vitória inexistente, não cultuamos um corpo nédio e livre dos perigos da morte enquanto aqui vivermos, por essa razão Pedro diz em sua primeira carta: “Sede sóbrios...”. Lancemos fora essa super fé que quer em nome de Jesus cancelar todo sofrimento terreno. Os santos em toda história jamais pensaram assim, jamais se convenceram desse engano. Pela fé eles venceram reinos e desafiaram a morte; pela fé eles encararam as lutas e dores, porque miravam a ressurreição. Os santos de Deus consideravam a morte como derrotada, em face daquilo que eles esperavam após passar pelo vale da sombra dessa inimiga atroz. Foi pela fé que Paulo entendeu que seu corpo era como uma provisória casa de barro que um dia seria derrubada e ele, enfim alcançaria um palácio no céu.
        Nós os santos vivemos assim, cheios de convicta esperança, por isso nos entregamos ao trabalho do Senhor, porque nosso serviço, por mais duro e sofrível que seja, não é vão no Senhor (1 Coríntios 15:58)

segunda-feira, 29 de junho de 2020

O PODER ATROZ DA MORTE (7)



“Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer, e eu o ressuscitarei no último dia” JOÃO 6:44
O PODER ATERRORIZANTE DA PRIMEIRA MORTE: ”Ninguém pode vir a mim... se o pai que me enviou não o trouxer...”
        Estou persuadido que devo ser enfático sobre esse assunto, em razão de que somos propensos a atenuar o horror daquilo que é o inevitável resultado do pecado – a morte. A morte não mexeu em algumas partes do homem, mas envolveu todo seu corpo, alma e espírito. A morte não deixou que qualquer milímetro escapasse. Paulo diz em 2 Coríntios que a morte é a “terrível morte”. Nós estamos envolvidos por ela em todos os sentidos e horrores da dor física e da alma aqui nos acompanha, a fim de nos pegar com surpresas desagradáveis, foi por isso que nosso Senhor, envolvendo Sua tão grande salvação prometeu ressuscitar o salvo naquele dia: “...e eu o ressuscitarei no último dia”. Dou louvores ao Senhor pela perfeita maneira como Ele nos esclarece tudo o que precisamos saber em Sua Palavra, além do fato que nosso Senhor experimentou os horrores e flagelos da morte em Seu corpo de humilhação que aqui teve.
        Primeiramente quero tratar do poder da morte em nossos corpos mortais. É fato que nosso corpo é apenas a “casa de barro” onde habitamos temporariamente e no Éden Deus fez o homem usando o pó da terra e nada havia nesse pó que fosse contaminado com o vírus do pecado. Mas assim que o pecado entrou, eis que a morte passou a reinar para retroceder o homem para o pó: “ao pó voltarás”. Que lição humilhante para nós, porque agora fazemos o que todo reino animal, lutando para obter o sustento, a fim de não morrer logo. Assim sendo entendemos que a morte operou princípios de decomposição em nossos corpos, por esse fato envelhecemos e mesmo que tivermos muita saúde, nossos corpos seguem os princípios de envelhecimento, como ocorre com toda criação visível.
        Não temos qualquer controle quanto aos poderes da morte sobre nossos corpos, a não ser quando Deus opera seus milagres, assim como Ele fez e faz curando pessoas diretamente, ou indiretamente, usando médicos ou remédios, mas tudo provem da bondade desse Deus. Alguns nascem com problemas físicos sérios e levam consigo essas dificuldades, sem que haja qualquer intervenção divina. Paulo tinha aquele problema físico que ele intitula de “espinho na carne” e mesmo rogando a cura da parte do Senhor, este recusou fazê-lo na justa e santa vontade Dele para Seu servo. Eu mesmo já nasci com um problema de circulação no pé direito e parece que levarei comigo para a sepultura; pode bem ser que sofrerei, assim como sofreu dos pés o rei Asa até sua morte.
        Tudo satanás tem feito ultimamente para encobrir a realidade dos efeitos da morte em nossos corpos atingidos pelas desgraças do pecado. O culto ao corpo é, de certa forma celebrado até mesmo nos meios evangélicos. Qual a razão? Sem dúvida isso ocorre quando os prazeres sensuais envolvem homens e mulheres. Veja bem, não refiro apenas a assuntos sexuais (o tema dos nossos dias), mas sim a tudo aquilo que envolve beleza física, força e saúde. Em si nada disso é errado, mas quando isso toma posse do viver, então perigos terríveis ameaçam os homens. Já ouvimos de jovens que morreram na cirurgia, porque buscavam corpo mais bonito. Percebemos que quanto mais a sensualidade envolve homens e mulheres, mais são atraídos pela vaidade e trabalham em função de uma vida física mais apta para suas maldades. Porém, nada disso silencia a morte e é assim que ela trabalha silenciosamente e com mais charme, a fim de levar mais almas para a satisfação do inferno.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

O PODER ATROZ DA MORTE (6)


                    
“Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer, e eu o ressuscitarei no último dia” JOÃO 6:44
O PODER ATERRORIZANTE DA PRIMEIRA MORTE: ”Ninguém pode vir a mim... se o pai que me enviou não o trouxer...”
       Posso ir mais longe ao afirmar que sem o espírito vivo no homem, a ama é iludida em buscar descanso nela mesma. Mas o que cerca a alma dentro do próprio homem é a morte. Onde não há vida é porque a morte está presente. Há um silencia angustiante no homem interior; toda alegria que o homem tem vem de fora, como a luz da lua, ou mesmo de um farolete. Tudo o que a alma recebe é proveniente do mundo com suas festas, prazeres e promessas. Mas aqui tudo passa e as angústias vêm à medida que a alma fica sozinha. A perversa Jezabel procurou reunir toda felicidade, prazer e riqueza em torno dela e do seu reino, sem importar em punir inocentes; aquela alma tudo fez para fechar quaisquer portas de juízo, responsabilidade e culpa, mas quando na sua velhice encarou a morte, eis que não tinha nenhuma força nem interna nem externa para enfrentar o horror da ira de Deus que caiu sobre sua cabeça.
         A morte, também concede a alma momentos angustiosos, manifestando sua face cruel. Momentos após momentos as forças das trevas aparecem e são mais pesadas do que as angústias que o corpo pode sentir. Há o horror da solidão, porquanto no mundo toda companhia falha. Se o homem força em impor companhias fora daquilo que é justo e reto, logo as forças do mal fortalecem muito mais. Deus em Sua bondade tem dado aos homens a família, na companhia de um marido, esposa, filhos, amigos, etc. Veja bem que essas amizades lícitas vão embora para deixar a alma na solidão. Mas milhares hoje vivem forçando companhia. Uma mulher abandona seu marido e abre as portas para relações sexuais ilícitas, ela pensa que achou companhia, mas a verdade é que piorou, porque a solidão se torna mais forte, como resultado de uma consciência culpada.
        Outros utilizam os recursos que o mundo tem para alimentar mais felicidade, resultando em maior desgraça para a solidão e desespero da alma. O homem se entrega ao álcool ou às drogas na esperança de sentir no físico a felicidade maior, mas os resultados só pioram, atirando-o a uma maior escravidão e angústia. Os resultados do pecado serão sempre e continuamente a morte; quanto mais se atira ao pecado, mas a morte aparecerá forte e impetuosa como um furacão. Além disso, a morte atrai o poder e as tramas de satanás, levando a alma às ilusões religiosas. Satanás nunca para com suas manipulações, a fim de destruir os homens. Quanto mais os homens se entregam ao pecado, mais eles procurarão alternativas com suas religiões, chegando até ao ponto de uma literal adoração ao diabo. Veja a vida dos perversos reis de Israel, porquanto eles enchiam a nação de todo tipo de idolatrias, até mesmos com cruéis atividades, como oferecer seus filhos ao deus moloque, queimando-os no fogo.
        Meu amigo, o homem mudou? Claro que não! Ele é o mesmo, sob a força escravizante, dominadora e enganadora do pecado. Os resultados do pecado na alma são terríveis e até mesmo cruéis, pois quanto mais o homem se entrega à miséria do pecado, mais cruel ele fica. A morte põe armas perigosas nas mãos dos homens; a morte faz um homem voltar-se para seus amigos e parentes, a fim de eliminá-los. Não há conforto, alegria, amor verdadeiro e felicidade no pecado, pois ele só resultará na morte e suas cruéis manifestações no corpo e na alma. Somente Cristo Jesus, Salvador e Senhor para livrar de uma vez por todas os pecadores dessa aflição que começa aqui e perpetua pela eternidade.  

quinta-feira, 11 de junho de 2020

O PODER ATROZ DA MORTE (5)


                              
“Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer, e eu o ressuscitarei no último dia” JOÃO 6:44
        O PODER ATERRORIZANTE DA PRIMEIRA MORTE: ”Ninguém pode vir a mim... se o pai que me enviou não o trouxer...”
        Me esforço pela graça para mostrar o quanto a morte, à luz das Escrituras é vista como sendo morte em suas cruéis e malignas manifestações. Se formos guiados pelo mundo e por nossa natureza tão enganosa, realmente não poderemos sequer entender um pouco desse terrível que envolve os homens aqui. Num texto como esse de João 6:44, tão cheio das maravilhas da graça, nosso Senhor mostra o quanto a morte age como morte aqui no mundo, no aspecto físico, mental e espiritual, além de lançar milhares na sepultura profunda, chamada de inferno.
        Quero dizer mais que, tendo dominado os homens e matado espiritualmente os homens, eles estão agora sob o domínio de seres angelicais caídos. Em 1 João 5:19 é dito que o mundo inteiro jaz no maligno. Notamos como funciona esse sistema sob o controle da ferocidade do diabo, especialmente na área religiosa. Primeiramente vemos uma obra de engano, não porque os homens são enganados por questão de ignorância. Eles amam esse estilo de vida aqui, conforme nosso Senhor disse aos judeus em João 8:44: “...e quereis fazer os desejos do vosso pai...” (o diabo). Os homens estão sempre aptos para a idolatria e trabalho com ardor para criar e fabricar seus ídolos e mesmo que estejam cientes da verdade revelada na bíblia, eles se mantém em resoluto e firme propósito em servir seus ídolos. Foi essa verdade que Jeremias enfrentou com o povo mais pobre de Jerusalém que restou da destruição causada pelos babilônios (Jeremias 44).
        O domínio poderoso da morte, matando espiritualmente os homens, levou a agir com muito mais profundidade em seus atos cruéis nas práticas de idolatria. As nações antigamente fabricavam seus ídolos para as formas mais hediondas e vis de atividades religiosas, a ponto de muitos oferecerem seus filhos, queimando-os vivos no fogo, como era o caso do deus moloque. Hoje mesmo estão descobrindo tuneis que foram feitos para essas práticas cruéis de adoração satânica no mundo inteiro, onde elementos famosos oferecem em sacrifícios crianças que foram roubadas. Por que os homens fazem isso? Com a queda eles espiritualmente estão mortos, por isso adoram, prestam cultos aos ídolos e reverenciam satanás, são levados por mentiras e são supersticiosos por natureza.
        Além disso, há o poder da morte na alma. Tenho dito que a alma é a parte natural do homem. É a alma que pensa, que usa a parte física para sua comunicação. É a alma que faz o homem ser, o homem natural (literalmente dirigido pela alma). A morte age poderosamente na alma e esses resultados são vistos facilmente. O poder da morte traz aflições das mais diversas espécies e isso tem aumentado muito em nossos dias. Essas aflições são resultados de uma busca por atividades e prazeres físicos, conforme temos visto ultimamente. Essas ocupações resultam em terrível e esmagador peso. A alma no íntimo não tem ninguém por ela, não tem o serviço do espírito, a fim de buscar apoio em Deus, pois ela está sozinha e desamparada. Muitos tem se entregado a calmante, drogas e são levadas ao suicídio, devido à situação em que a alma não encontra socorro aqui. Muitas vezes o socorro vem de forma temporária, com aconselhamento psiquiatra e com atividades. Mas os resultados são passageiros, porque a alma, sem salvação continuará sozinha.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

O PODER ATROZ DA MORTE (4)


                       
“Todo aquele que o Pai me dá esse virá a mim e o que vem a mim de modo nenhum o lançarei fora”    JOÃO 6:44
        O PODER ATERRORIZANTE DA PRIMEIRA MORTE: ”Ninguém pode vir a mim... se o pai que me enviou não o trouxer...”
        Pretendo agora lidar com o poder atroz da morte no Espírito do homem. Creio que todos os crentes aceitam que o homem foi feito por Deus, corpo, alma e espírito. Não vou entrar nos pormenores desse assunto, porque em meus escritos no blogger tenho falado muito sobre esse assunto. Mas preciso enfatizar que pelo fato que Deus é espírito, então Ele fez o homem como um ser espiritual. Sendo assim entendemos que a parte espiritual do homem é a mais importante. Com a entrada do pecado o que realmente morreu foi o Espírito. O homem em seu estado natural não tem seu espírito funcionando porque está morto. O que funciona no homem caído é apenas a alma que está escravizada e controlada pela parte externa, o corpo. O homem sem o espírito é como um aparelho sem energia.
        Para ilustrar, neste exato momento estou com o computador ligado e digitando esta página, mas se a energia acabar, simplesmente para de fazer o que estou fazendo agora. Foi assim com a entrada do pecado, pois com a morte do espírito, eis que o homem ficou completamente desligado de Deus e sua atenção agora ficou focada apenas naquilo que é externo, por isso é chamado de homem natural (1 Coríntios 2:14). Visto que Deus é espírito, Sua comunicação com os homens é pelo Espírito. A comunicação entre os homens é pelo corpo, de modo que tudo isso cessa quando ele morre. Com o pecado entrou a morte e com a morte cessou a existência no tocante a Deus. É impossível para o homem, em seu estado natural servir a Deus, ouvir a voz de Deus, aprender de Deus, adorar a Deus e obedecer-Lhe e nem Deus espera que isso ocorra. Notemos bem o que Senhor Jesus diz à mulher samaritana: “Deus é espírito e importa que Seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (João 4:24).
        Quantos nem sequer compreender um pouquinho acerca dessa verdade. Quando falamos acerca da morte, entendemos o assunto de modo extremamente superficial. Mas a morte é a situação mais trágica onde o pecado colocou o homem. Sem esse entendimento toda verdade do evangelho bendito é lançada fora. Os homens no pecado nem sequer abrem um dos olhos para Deus. Morte é morte e ela afeta todos os detalhes acerca do homem. Tem outra passagem bíblica que nos ajudará ainda mais na compreensão do texto e está em João 5. Ali nosso Senhor cura o paralítico e com isso os judeus arrogantes e cruéis vieram acusa-lo de que ao curar aquele homem o Senhor estava quebrando o sábado. Mas o Senhor diz para eles: “Meu Pai trabalha até agora e eu trabalho também”. Essas palavras seriam suficientes para fazer aqueles cegos compreenderem que estavam diante do Criador.
        Nosso Senhor estava dizendo que Ele e o Pai na criação fizeram tudo em seis dias e descansaram no sétimo. Mas com a entrada do pecado e da morte os resultados foram tais que atraíram a compaixão de Deus, por isso essas Pessoas da divindade ainda estão trabalhando. E qual é o trabalho deles? Ressuscitar mortos: “Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão” (João 5:25). Ele estava dizendo que não veio ao mundo para consertar pés, braços, pernas e outras partes do corpo humano. Ele veio dar vida aos mortos. Marta e Maria não teriam nenhum interesse em ter Lázaro com seu corpo inteiro tirado da sepultura, mas ainda morto. Elas o queriam vivo. Com isso estou mostrando o quanto foi e é aterrorizante o poder da morte.

terça-feira, 9 de junho de 2020

O PODER ATROZ DA MORTE (3)


                     
“Todo aquele que o Pai me dá esse virá a mim e o que vem a mim de modo nenhum o lançarei fora”    JOÃO 6:44
        O PODER ATERRORIZANTE DA PRIMEIRA MORTE: ”Ninguém pode vir a mim... se o pai que me enviou não o trouxer...”
        É minha tarefa mostrar agora como foi que o pecado trouxe o aterrorizante poder da morte, porque as palavras: “Ninguém pode vir a mim...” expõe essa situação. Veja bem que o texto esclarece o real poder da morte. Nós sempre achamos que foi algo simples; que a morte é mostra sua força apenas no aspecto físico, no sofrimento, nas dores e outros tormentos experimentados nesta vida. Mas a bíblia vai muito mais profundo no assunto O resultado do pecado é sempre a morte, mas o que é mais trágico é que ela é explicada com seu real significado pelo fato que o homem caído não pode ir a Cristo: “Ninguém pode vir a mim...” Se não pode ir ao Filho é porque está morto.
        A definição mais comum acerca da morte e que ela mantem o pecador distante de Deus. Mas vejo o quanto essa definição é realmente vaga e posso mostrar isso no aspecto físico da morte. Quando eu morrer minha existência aqui findará, meu relacionamento com minha esposa não mais existirá; meus compromissos terrenos acabarão e ninguém mais me procurará para um conselho, ou mesmo amizade, etc. Creio que no tocante ao aspecto da morte física, morte significa que fisicamente deixei de existir para esta vida terrena. Na questão espiritual será que é diferente? A morte espiritual me mantém meramente longe de Deus de Deus, ou cancelou minha existência espiritual para Deus? Quando alguém possui vida espiritual é porque ele existe para Deus, pertence a Deus e voará para o céu após sua morte física. Mas sem a vida espiritual, ela simplesmente não existe para Deus. Existe como alma, como um ser que caiu, que desobedeceu e que prestará contas no juízo, a fim de ser lançada no castigo eterno.
        Minha esperança é que minha explicação seja realmente entendida. Morte é cessação de existência naquele aspecto no qual a pessoa morreu. Meus pais morreram e mesmo que eu vá na Bahia, busque a casa onde eles moraram, chame por eles, eles não me ouvirão, porque não existem mais. Esta existência terrena acaba com a morte. Lá no céu eu não me unirei mais com minha esposa e meus filhos não me terão mais como sendo pai deles. Assim é a morte espiritual. A morte espiritual não está dizendo que a pessoa está distante de Deus, ela simplesmente espiritualmente não existe; quando chegar o juízo muitos vão dizer que andaram com Deus, que falaram dele e que até mesmo fizeram milagres no nome do Senhor, mas o que o Senhor irá dizer? “Nunca vos conheci”. Esse é o sentido de morte.
        Digo mais que a única maneira de cancelar o poder da morte é se houver milagre. Para ter Lázaro de volta precisou do portentoso milagre do Senhor, quando chamou um morto da tumulo para a vida. Se não for isso, morte causa assombração. Ouvi de um acontecimento numa cidade aqui perto, quando um moço que tinha morrido apareceu para alguns; foi ao bar onde frequentava, visitou sua mãe, e depois desapareceu. Quando deram conta do que acontecera, eis que a população entre num estado de assombração. Se foi verdade ou não, isso apenas explica o quanto a morte realmente significa “cessação de existência”. Tudo isso explica o que o nosso Senhor quer dizer no texto de João 6:44: “Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer”. Por que? Porque está lidando com defuntos espirituais.
Obs. Nas duas páginas iniciais lidei com o verso 37 de João 6, mas foi engano de minha parte. Na realidade organizei o esboço no texto de João 6:44. Desculpe meu engano, apesar que aquele texto também pode explicar o mesmo assunto.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

O PODER ATROZ DA MORTE (2)


            
“Todo aquele que o Pai me dá esse virá a mim e o que vem a mim de modo nenhum o lançarei fora”    JOÃO 6:44
INTRODUÇÃO:
        Quero alongar-me um pouco mais na introdução, porque precisamos ver como a luz da graciosa graça há de brilhar mais perante nossos olhos, a fim de que compreendamos melhor o tema que proponho. Repito o que sempre digo em minhas exposições doutrinárias, que se não compreendermos o real significado do poder terrível do pecado e suas consequências, certamente será impossível compreender os espetáculos da graça de Deus na salvação. Mesmo que você não pode ver a doutrina do pecado texto de João 6:37, é possível detectá-la nas palavras: “Todo aquele que o Pai me dá...”. Se é o Pai que entrega o pecador a Cristo, vemos o fato que os homens não podem sequer dar um passo em direção ao Salvador. Então, atinemo-nos para as seguintes verdades concernentes a doutrina do pecado, conforme nos mostra o texto:
        1.     A entrada do pecado é a causa de toda tragédia que podemos ver agora com nossos olhos espirituais. O pecado não é um mero problema; não é um tipo de doença contagiosa, nem uma derrota que pode ser mudada em vitória. O pecado trouxe a morte! Precisamos saber disso e que isso não é brincadeira. Não estamos tratando aqui de mera morte, mas sim de morte em todos os aspectos que envolvem o homem. O pecado envolveu todos individualmente e isso significa que não sobrou ninguém para socorrer seu companheiro ou irmão. O texto nos mostra que a condição do homem em relação a Deus é tal, que se não for o trabalho forte e poderoso da graça, não há como tirá-lo dessa condição. O texto mesmo nos mostra que é Deus quem age; que é Sua força pegando o homem no pecado e levando-o ao Filho para a grande obra da salvação.
        2.     Há uma completa falácia no que tange aos homens em relação a Deus. Eles mesmos estão completamente perdidos. Não há esperança fora de Deus. No pecado eles se mobilizam para tudo o que se refere a esta vida terrena e passageira; o pecado lhes faz respirar esse oxigênio mundano e faz pensar que esta vida terrena é a mais preciosa vida que existe e que não outra que possa igualar. Até mesmo a morte é vista como um bem que virá, como se fosse um galardão que o coroará com descanso eterno.
        3.     O movimento que vemos no mundo não passa de inimigos invisíveis em plena ação. Paulo nos coloca a par dessa situação não visível em Efésios 2 “...espírito que opera nos filhos da desobediência”. Com a entrada do pecado o mundo se tornou um ambiente de homens não espirituais, mas sim de homens da natureza, voltados para a natureza, daquilo que eles veem, tocam, ouvem e sentem. Olhemos os homens no pecado, porque vemos um monte de massa rastejando neste mundo e tudo isso Deus denomina de “a carne”.
        4.     Enfim, o texto nos mostra que a ação de Deus é completa e totalmente de Deus. Como vemos num cemitério, o mundo é assim também, porque o pecado não trouxe vida, não deu meia vida e meia morte; não deixou o homem com apenas um pouco de interesse em Deus. Se não houver uma intervenção de Deus, não haverá ninguém que queira ser salvo. Se você for num cemitério, não ouvirá alguém no sepulcro pedindo para tirá-lo da cova. Caso isso ocorresse, seria motivo de terror. Então, onde há morte é sinal que não há vida, por isso o motivo de usar este texto para tratar sobre o poder atroz da morte. Precisamos conhecer o que está por detrás de toda essa aparência, desse burburinho constante. Precisamos saber que Deus não enviou o Filho para consertar este mundo, mas sim ressuscitar mortos. Por isso nosso Senhor diz no texto: “Todo aquele que o Pai me dá esse virá a mim...”

quinta-feira, 4 de junho de 2020

O PODER ATROZ DA MORTE (1)


                        
“Todo aquele que o Pai me dá esse virá a mim e o que vem a mim de modo nenhum o lançarei fora”    JOÃO 6:44
INTRODUÇÃO:
        Eu estou certo que a palavra da verdade e suas poderosas doutrinas são alimentos para os santos, como o maná que diariamente desce do céu; sei que são joias infinitamente valorosas, que adornam a alma do genuíno crente e sei que elas fazem nossa fé muito mais forte, à medida que mais avançamos nos santos ensinos que a graça traz a nós. O capítulo 6 desse evangelho de João, posso assegurar que nos traz benditas e profundas lições para nosso bem, porque vemos os espetáculos da maravilhosa graça, porquanto na doutrina da salvação aprendemos que onde abundou o pecado, superabundou a graça (Romanos 5:20). Apesar de algumas mensagens extraídas desse texto de João, posso afirmar que ainda sou um anão e não um gigante no conhecimento das palavras do grande Senhor nosso.            Convido os discípulos do Senhor a assentar-se comigo, e assim atinar-nos às coisas mais profundas que nos são ensinadas pelo Espírito. Vivemos num mundo enfeitado por satanás para parecer que o ambiente é festivo a fim de que não vejamos os horrores do pecado e da morte. A palavra de Deus acaba com a festa para mostrar a realidade das coisas. Um dos ensinos mais ricos em detalhes no texto de João 6:44 é o tema que trata da depravação total e essa poderosa verdade aparece nas palavras: “Todo aquele que o Pai me dá...”. Ora, isso significa que se não houver uma atuação de grandíssima força da parte de Deus, significa que não há uma pessoa sequer que pode dar um passo em direção ao Filho.
        Vocês podem ver que esse é um dos temas que mais trato em meu blog e a razão é que é o assunto disparadamente mais tratado na bíblia. Eu me lembro que meu filho mais velho, quando era criança afirmou para mim: “Pai, o Velho Testamento inteiro é o ensino sobre a depravação total” e ele estava certo e nosso Senhor traz esse ensino para emoldurar o lindo retrato da salvação pela graça. Nosso Senhor não guardou esse assunto, como uma joia num cofre, ele, por assim dizer, rasgou o pacote e mostrou a triste condição na qual o pecado nos jogou: “mortos em nossos delitos e pecados”.
        Diante desse fato é que trago o tema exposto no cabeçalho: “O poder atroz da morte”. Já lidei com os outros assuntos pertinentes ao texto, mas agora irei tratar com o assunto da morte, pois ela aparece implícita nas palavras: “Todo aquele que o pai me dá...”. Ao desfazer toda confusão que envolve nossa maneira vã de conceber as coisas referentes à graça, sem dúvidas nos ergueremos em louvor, a fim de dar glórias e graças ao Autor da nossa fé e dessa tão imensa salvação. Que o Senhor me encoraje nessa batalha, para a glória Dele.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

A RESISTÊNCIA NATURAL CONTRA DEUS




“Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim como fizeram vossos pais, também vós o fazeis” Atos 7:51).
        Essas corajosas palavras de Estevão dirigidas contra aqueles líderes religiosos de Jerusalém, não somente nos mostram como Deus enche Seu servo de zelo e ousadia nos momentos difíceis, como também nos trazem riquezas para fortalecer nossa santíssima fé na verdade. Estevão mostrou o quanto os homens estão dispostos a resistir a Deus. Estou trazendo uma explicação neste texto, porque sei que muitos utilizam esse verso para erigir o errado ensino de que os homens resistem a graça de Deus. Quanto engano!
        Notemos bem que o Espírito Santo não usou Estevão para pronunciar uma mensagem evangelística ali. O que aconteceu foi que aquele mártir da fé usou toda Escritura para mostrar àqueles homens, que não obstante o conhecimento que eles tinham da Escritura do Velho Testamento, eles estavam agindo em total oposição àquilo que eles afirmavam crer, por isso estavam com seus corações tão cheios de ódio e disposição de matar todos quantos defendessem a fé em Cristo, como de fato aconteceu com Estevão.
        É assim que acontece com os homens, porque entregues a si mesmos sempre hão de resistir ao Espírito de Deus. Note bem meu caro leitor, o texto não está tratando de resistência ao chamado da graça, porque é impossível para os pecadores resistir o chamado eficaz da graça, assim como ocorreu com Saulo de Tarso no caminho de Damasco. Não fosse o trabalho do Senhor ali, Saulo estaria entregue ao seu coração depravado e mau, prosseguindo em suas atividades para extirpar os santos do Senhor da face da terra.
        Por que os homens, à semelhança daqueles líderes religiosos resistem a Deus? Os homens resistem porque em seus corações são assim desde a queda. Mesmo tendo conhecimento bíblico eles odeiam o Senhor no coração; querem uma religião, menos Jesus no controle de suas vidas; querem se chafurdar no mundo, menos encarar a verdade salvadora.
        Os homens resistem a Deus, porque à semelhança de Caim sempre agiram assim, fugindo do Senhor e da sua presença compassiva. Os homens resistem ao Senhor porque não suportam a verdade que revela seus pecados, que mostra seus ideais pervertidos. Eles resistem ao Senhor dentro de uma igreja, fora da igreja, tendo pais crentes, tendo uma esposa crente ao lado, tendo um marido crente. Eles resistem o Senhor e procuram encobrir essa resistência com orações, louvores e outras atividades. Eles resistem ao Senhor e provam essa resistência ocupando em elogiar seus líderes religiosos e fazendo de tudo para que eles falem e preguem apenas aquilo que gostam de ouvir. Eles resistem ao Senhor mostrando intenso ódio contra os fiéis servos de Deus, estando aptos para tirá-los do caminho, de uma forma ou de outra, assim como fizeram com Estevão, sem sequer imaginar que o sangue daquele mártir foi a semente para a salvação de Saulo (Atos 9).
        Não há meio de lidar com os homens; não há como mudar corações que são oficinas de atividades do pecado. Só o Senhor faz isso pela Sua graça, porque em Seu poder o Senhor chega para tirar os homens das trevas para a maravilhosa luz. Os homens só param de resistir ao Espírito de Deus quando caem humilhados e estão com seus ouvidos prontos para escutar a doce mensagem do amor do Senhor.

sábado, 27 de dezembro de 2014

A CHAMADA EFICAZ (29 final)



 “porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.” Lucas 19 verso10

GRAÇA IRRESISTIVEL E SEU MINISTÉRIO


Finalizo esta série de mensagens sobre A Graça Irresistível na história de Zaqueu, para mostrar o alcance dessa Graça. Jesus afirma no texto, que veio buscar e salvar, quem? “O perdido.” Temos duas lições para aprender aqui, primeiro, é que nem todos os pecadores estão enquadrados nessa palavra “perdido”. A segunda lição que temos é que essa palavra fornece um facho de esperança para as almas que leem estas linhas e que sentem sua perdição.
Primeiramente, digo que nem todos os homens se encaixam na palavra “perdido” porque simplesmente eles não foram iluminados pelo Espírito para ver seu estado de perdição. São todos seres humanos, caídos no pecado, condenados à morte física e à morte eterna, estão vagando neste mundo e experimentam a cada dia o terrível efeito desastroso que o pecado trouxe a este mundo, mas não se veem perdidos. Estão contentes neste mundo sem saber dos perigos que ameaçam suas almas. Estão contentes e aproveitam bem do gozo transitório do pecado. A mensagem do evangelho é tratada com desprezo por eles, ignoram as advertências divinas; muitos estão contentes porque não podem enxergar tantos males assim em suas almas, porquanto não se vêem assim tão pecadores como muitos. Outros estão felizes, gozando esta vida perigosa, usufruindo do prêmio da injustiça que o pecado lhes oferece a cada dia e andam assim deslumbrados com o caminho largo e com a facilidade com que o mundo chega até eles, trazendo e colocando aos seus pés tantas luxúrias e prazeres. Esses pecadores não vêem seu estado de perdição, até que a morte chegue e ponha um ponto final em sua vã maneira de viver.
Mas, digo ainda, que tem no meio dessa massa humana os verdadeiros pecadores, não importando sua condição social, essas almas são convencidas pelo poder do Espírito Santo e da Palavra, elas reconhecem o vazio deste mundo e suas almas clamam por salvação. Essas almas têm sede da água viva e têm fome do pão celestial. Essas almas reconhecem que nada podem fazer para salvar a si mesmas, muitas já tentaram, mas descobriram que todo seu esforço foi em vão , então clamam pedindo como o carcereiro de Filipos: “...que devo fazer para ser salvo?” Cristo veio buscar e salvar essas almas, e Ele pela pregação do evangelho chama esses pecadores e eles vão  de todo coração ao Filho de Deus, e são salvos. Eis aí, a história bíblica a respeito da atuação da Graça Irresistível, que ainda está atuante neste mundo. Cristo está chamando pecadores perdidos. O Espírito Santo pode lhe conceder viva fé, para que você possa crer em Jesus agora mesmo para a Sua salvação eterna.