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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

A FAMÍLIA DO SENHOR (14 de 14)


“Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mateus 12:50).
A GLORIOSA E ETERNA FAMÍLIA: “...esse é meu irmão, irmã e mãe”
        Caro leitor, em 1 Pedro aparece mais dois detalhes com respeito à família de Deus e tendo mostrado essas verdades encerrarei o assunto. A família de Deus tem também uma posição de glória, pois é chamada de “nação santa”. Que família imensa, constituída de pessoas do mundo inteiro e de todos os tempos! Deus santificou Seu povo mediante a salvação, porque a salvação em Cristo traz consigo completa santificação. O povo é o povo de Deus, eleito de Deus, família de Deus, comprada por Deus, sendo assim é santificada, isto é, separada exclusivamente para Deus.
        Então, ninguém pode tocar no povo de Deus sem permissão de Deus. Neste mundo os crentes são odiados, perseguidos e tratados cruelmente por um mundo que odeia Deus. Mas, todos devem saber o quanto Deus tem Sua mão de proteção sobre Seus santos; Sua família é preciosíssima para Ele, porque é ela alvo do amor eterno de Deus. Mais do que isso, a família de Deus é o único povo que pode andar em santidade e é para esse povo que Deus ordena: “Sede santos porque eu sou santo” (1 Pedro 1:15). Aqueles que pela graça foram santificados são os que podem lutar e alcançar santidade no viver, com o único interesse em agradar a Deus.  
        Também, a família de Deus é chamada de “propriedade exclusiva de Deus”. Quando pagamos o preço por aquilo que queremos ter para nós, então consideramos como nossa propriedade particular aquilo que realmente compramos. A família de Deus foi adquirida com o alto preço de sangue; Deus enviou Seu cordeiro amado, a fim de dar Sua vida em favor dessa raça eleita. Portanto, a família de Deus é e será para sempre propriedade adquirida por Deus, para a morada de Deus em Espírito e para o uso exclusivo de Deus. E sabemos o quanto o Senhor ama esse povo; sabemos o quanto Ele disciplina, cuida, protege e vela por cada crente. Os santos sabem disso por experiência própria, e sentem de perto o quanto satanás luta para destruir suas vidas, assim como tentou fazer com o Jó.
                Finalmente, essa família tem um destino glorioso. Em João o Senhor prometeu aos Seus assustados discípulos que iria preparar lugar para eles na casa do Seu Pai (João 14:1-3). O mundo não o lugar dos salvos, pois eles estão conscientes que foram salvos para serem arrancados deste sistema transitório de vida; a esperança da glória é aquilo que enche seus corações de santo entusiasmo, a fim de trabalhar na firme certeza de que ao deixarem este mundo irão para a morada eterna. Por causa disso, Seus servos se entregaram ao serviço e enfrentaram os perigos na jornada; por causa dessa santa esperança que os santos do Velho Testamento, bem como do Novo encararam a ressurreição e nada temeram, nem mesmo a morte.
        Talvez algum leitor tenha tido seu coração aberto para essas verdades. Quero que saiba que todos os que entraram para essa santa família tomaram o caminho do arrependimento e da confissão. Em 1 João 1:9 o Espírito Santo nos mostra que o caminho seguro para o céu é a confissão dos nossos pecados. Ali mostra tudo o que o pecador precisa fazer, achegando pela fé ao Salvador, pois é Ele fiel e justo. Que Salvador bendito está à disposição das almas arrependidas! Nunca houve alguém que achegasse a Cristo em sincera confissão sem que fosse imediatamente salvo. Nosso Senhor afirma que está perto dessas almas.

        Então, nesse momento eis que Ele está perto; eis que Ele sabe perfeitamente de tudo o que passa num coração atribulado e angustiado, que anela Seu perdão e reconciliação com Deus. Então, ó alma, venha a Cristo agora mesmo. Ele prometeu salvar e de falta há de salvar você, e assim você fará parte para sempre dessa família. 

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A FAMÍLIA DO SENHOR (13)


“Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mateus 12:50).
A GLORIOSA E ETERNA FAMÍLIA: “...esse é meu irmão, irmã e mãe”
        Amado leitor, que seu coração venha receber essas maravilhas eternas; que você possa ver além desta vida aqui, além desse véu passageiro e descartável deste sistema mundano de viver. Tem uma família eterna, gloriosa e perfeita; tem uma família que o Filho de Deus conquistou pelo Seu sangue; têm filhos que Ele mesmo, por assim dizer, sentiu dores de parto, a fim de apresentá-los ao Pai um dia. Quero encerrar esse assunto tão precioso, com genuíno interesse em ver seu coração enchendo de alegria perante essas verdades que nos foram entregues.
        Além de ter um primogênito glorioso e um serviço que está além daquilo que o homem natural pensa, porque está desqualificado para tal serviço, eis que a família de Deus tem também uma origem gloriosa: “Mas vós sois raça eleita...” (1 Pedro 2:9). Deus elegeu esse povo antes que o mundo e todo universo fosse o que é agora; antes que os fundamentos de toda essa esplêndida criação fossem lançados. Que verdade tremenda! Estamos nós perante realidades eternas; estamos diante de fatos que ultrapassam qualquer entendimento e deliberação dos homens. A verdade é que antes de tudo, nosso Senhor escolheu em Cristo um povo para Si (Efésios 1:4), a fim de que enchesse o céu de filhos de Deus, nascidos de Deus, tendo a mesma natureza Daquele que um dia se tornou homem perfeito.
        Então, participar dessa família não pode ser um privilégio concedido aos que decidem por si mesmos, porque nada o homem pode fazer por si mesmo, a fim de entrar e gozar para sempre esses privilégios. Ora, entrar na família de Deus? Ser coparticipante da glória de Deus? Ter o nome escrito no Livro da vida? Quem é o ser humano que quer e ambiciona essas coisas? Ninguém! Os homens no pecado estão tão longe disso e nem sequer capacidade têm de imaginar essas coisas. A Bíblia trata isso de privilégio, de uma decisão da parte de Deus e afirma que aqueles que são chamados a essa família são pessoas bem-aventuradas.
        Ora, nosso Senhor deixa essa verdade bem clara em Mateus 11:27: “...Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. Veja bem, porque o final do verso mostra que de entrar e conhecer esse relacionamento da divindade é uma atividade da misericórdia de Deus e a decisão não é do homem, mas sim do próprio Deus: “...e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. Quanto engano quando os homens pensam que tudo depende agora da decisão deles! Quão altivo e arrogante fica o coração do homem, quando ele fundamenta vida cristã em sua decisão!
        Caro amigo, a Bíblia não lida com decisão do homem, mas sim com o poder atrativo da graça. Percebe-se com clareza que Zaqueu foi atraído por Deus (Lucas 19:1-10), caso contrário ele nem sequer pensaria nesse encontro que o levou à salvação. Então, entrar na família de Deus é um privilégio que vem aos homens; é uma atividade exclusiva da misericórdia e tem um Deus que afirma age com essa compaixão com quem Ele quiser ter compaixão (Romanos 9:18).
        Você leitor é agora participante dessa família? Que privilégio e quão bem-aventurado é você! Então, honre esse nome de “cristão”, porque você representa a família de Deus enquanto aqui viver. Lembre-se o que você era e o que é agora e quem fez essa diferença foi a graça e não você. Tudo isso é para lhe manter humilde e aquietado no amor do Senhor. Cuidado com a soberba, porque Deus lida com Seus filhos com severa disciplina, a fim de mantê-los humildes e dependentes Dele em todas as áreas de sua vida.






terça-feira, 10 de novembro de 2015

A FAMÍLIA DO SENHOR (12)


“Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mateus 12:50).
A GLORIOSA E ETERNA FAMÍLIA: “...esse é meu irmão, irmã e mãe”
        Amado leitor, mais do que um Pai eterno e glorioso, o qual nos ama, nos disciplina e nos aceita no Amado, temos também nessa família o Primogênito glorioso, conforme nos é apresentado em Romanos 8:29. Ele é o modelo entre todos os filhos de Deus; Ele é perfeito homem, no meio de homens que foram, pela graça aperfeiçoados Nele. Em Sua graça, perdão, justiça, redenção, etc. todos os salvos foram aceitos.
        Mais do que isso, esse Primogênito é amoroso e se se identificou conosco, pois aqui veio, sentiu nossa miséria, tomou sobre Si todos os nossos pecados, enfrentou a jornada mais aterrorizante, a fim de nos livrar dos terrores do inferno e da ira eterna de Deus. Aqui veio e comunicou conosco num amor inigualável; aqui viveu como homem, assentou conosco e cultuou a Deus conosco, orou por nós e aprendeu em tudo a obediência naquilo que sofreu, para ser Ele mesmo nosso mediador, conselheiro, perfeito exemplo e nosso guia até à morte.
        Nosso Primogênito é em tudo digno da nossa confiança. Nosso Senhor nos chamada “Seus pequeninos irmãos”, para mostrar o quanto está pleno e perfeitamente inteirado de nossa real condição enquanto aqui vivermos. Nosso Primogênito jamais se afasta, jamais nos ataca, jamais deixa de ser manso e humilde de coração. Nosso Primogênito dia a dia mostra Seu cuidado pelo Seu povo, intitula-nos de ovelhas Dele, porque quer realçar Sua proteção e cuidado contra satanás. Caro leitor, pode você entender essas verdades em seu coração? Onde estiver a família de Deus, eis que o Senhor está presente (Mateus 28:30), e Seu glorioso nome está nessa santa família que Ele adquiriu com Seu sangue e que há de levá-la toda para o céu, nenhum de Seus queridos irmãos ficará para trás.
        Mas essa família também tem um serviço glorioso: “Mas vós sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa...” (1 Pedro 2:9). Aqui na terra, enquanto a família de Deus estiver presente, eis que as funções de servir a Deus, prestar-Lhe adoração e pregar Sua santa Palavra, é serviço da família Dele, assim como no Velho Testamento em Israel haviam aqueles que eram designados por Deus para determinadas funções. Sobre o povo de Deus, a Sua família está a responsabilidade de exercer os três tipos de ministérios, conforme vemos nas Escrituras: o ministério profético, o ministério sacerdotal, e o ministério de governo. Ora, cabe aos santos de Deus exercer tudo isso, conforme Pedro nos mostra em Sua carta, no texto acima citado.
        Quais são esses serviços? Lembremos bem que somente os salvos podem oferecer a Deus sacrifícios devidos a Ele (Romanos 12:1). A família de Deus serve a Ele com seus cânticos espirituais. O povo salvo entende a redenção na cruz, por isso pode sim render glórias a Deus pela redenção; a música verdadeira brota num coração santificado e cheio de gratidão, e o Pai celestial tem prazer em ouvir as vozes de louvores daqueles que um dia foram arrancados das trevas para a maravilhosa luz (Colossenses 1:13). Os que pertencem à família de Deus, também servem e adoram a Deus com seus bens (Hebreus 13:16). Há alegria nos corações santos; há gratidão, há temor e nada eles fazem por força, por obrigação, mas sim porque são filhos obedientes.
        Meu amigo, veja a diferença em ser religioso e ser salvo. Veja a diferença em ser um mero frequentador de uma igreja e ser participante da família de Deus. Qualquer um pode fazer o que quiser em termos de ser um evangélico, mas ser participante da família de Deus é algo de Deus, pois é Ele quem chama e quem salva perdidos.




segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A FAMÍLIA DO SENHOR (11)


“Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mateus 12:50).
A GLORIOSA E ETERNA FAMÍLIA: “...esse é meu irmão, irmã e mãe”
        Amado leitor, vamos agora dar os toques finais nessas lições, colocando nelas o sabor doutrinário, caso contrário nada teremos, senão palavras ditas por homens e não por Deus. Comparemos bem a família de Deus com a família terrena, daqui. É claro que de cara sabemos que na família de Deus não há mãe. A Bíblia não tolera o ensino de Maria como mãe de Deus, porque em nada está condizente com a verdade bíblica, e tal ensino não passa de blasfêmia. Mas não quero deter-me com isso.
        A família eterna e gloriosa que irá encher a Nova Jerusalém, essa família tem um Pai glorioso. Note bem, caro leitor, que é especialmente no livro de João que Jesus trata desse assunto, justamente porque é nesse evangelho que Ele é apresentado como o Filho de Deus. É em João 3:16 que nosso Senhor é apresentado como o “Filho unigênito”, por que? A resposta claramente aparece após a Sua morte e ressurreição, pois em Romanos 8 Ele é apresentado como o Primogênito entre muitos irmãos. Veja que o Unigênito passa a ser o Primogênito, pois Sua intenção ao vir ao mundo foi para levar muitos filhos à glória (Hebreus 2:10).
        Então, os crentes são os legítimos filhos de Deus, pertencentes à família de Deus; foram arrancados da condição de escravos, filhos da ira, a fim de se tornarem filhos gerados por Deus, segundo a vontade de Deus e pelo poder do Espírito Santo e da Palavra (João 3). Outra passagem que nos traz maior esclarecimento quanto a isso aparece em João após a ressurreição do Senhor, quando Ele diz à Maria: “...mas vai ter com os meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus” (João 20:17). Essas são algumas passagens que esclarecem o fato que os crentes em Cristo, assim como os discípulos Dele são chamados por Ele de “meus irmãos”. E que o Pai Dele é chamado de “vosso Pai”.
        Ora, como essa verdade é tão esclarecedora! Deus não tem filhos adotivos, assim como acontece no sistema de adoção aqui no Brasil. Deus tem filhos gerados por Ele, mediante o poder Dele mesmo. No céu não há lugar para pessoas não nascidas de novo; na casa do Pai há moradas para Seus filhos. Então, é nesse espírito que os crentes tem completa autoridade para falar com Deus, chamando-O de Pai; pode agora experimentar Seu amor, Sua disciplina, Sua santidade, Sua provisão e Seu contínuo cuidado. Quem mais pode experimentar isso? Ninguém mais! Deus não tem promessas, a não ser para Sua família, para aqueles que foram comprados pelo sangue remidor do Filho.
        Então querido amigo, a primeira lição é que você precisa se livrar de qualquer tentativa de passar por cima do que está escrito. Não tente forçar a situação; não tente dizer que agora é um filho de Deus, se ainda não nasceu de novo; não pense que alguém é aceito por Deus, porque sente que é assim, porque frequenta uma igreja, ou mesmo porque nasceu numa família evangélica. Nada disso pode mudar o que está escrito. Nós, por natureza somos filhos da ira, fomos gerados no pecado e por isso somos filhos do diabo (João 8:44).
        O que o evangelho vem dizer aos pecadores? “Arrependei-vos!” Tem outra mensagem? Claro que não! Deus ordena a todos e em todos os lugares, que se arrependam (Atos 17:30). Por quê? Porque é no arrependimento que o Senhor desce para falar aos corações contritos e quebrantados. É nesse lugar de corações dilacerados pela culpa do pecar que Deus chega para falar e operar maravilhas de Sua tão grande salvação.

        Bem pode ser que haja alguém assim, e que agora mesmo pode ouvir a doce voz do Salvador a chamar-lhe à salvação.  

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A FAMÍLIA DO SENHOR (10)


“Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mateus 12:50).
A GLORIOSA E ETERNA FAMÍLIA: “...esse é meu irmão, irmã e mãe”
        Amado leitor creio que estou chegando ao final dessas mensagens com esse tema, creio eu tão importante e oportuno, especialmente porque em nossos dias cresce e tem sido enaltecido o programa ecumênico de satanás neste mundo. Vemos como esse espírito de fraternidade mundial tomou conta de todos, e até mesmo penetrou nos arraiais evangélicos, atraído pela mensagem humanista. Que fujamos desse tão terrível perigo, pois atrai a carne e envenena a mente e as emoções.
        Mas, para finalizar quero tratar da parte que creio eu ser a excelência do assunto: “A gloriosa e eterna família”. Estou certo que essa verdade é o tesouro absoluto do povo de Deus; que verdadeiros crentes no íntimo sabem disso, mas que se enchem de regozijo quando podem ver o quanto as Escrituras dinamizam esse assunto. Os santos não se associam com a mentira e nem se misturam com as impurezas religiosas deste mundo perverso. Também, os pecadores que buscam ansiosamente a salvação estão querendo beber a água pura e cristalina da verdade revelada. Os que estão com fome e sede da justiça vinda do céu não podem suportar o mau cheiro das mentiras proferidas pelos falsos mestres em nossos dias.
        Sendo assim entremos nesse assunto à luz das Escrituras, e logo vemos que Deus fala de um povo seu, um povo que constitui uma nação, conforme sua linguagem no Velho e no Novo Testamento: “...Bem-aventurada é a nação, cujo Deus é o Senhor” (Salmo 33:12), e compare o texto com 1 Pedro 2:9: “Mas vós sois, raça eleita, sacerdócio real, nação santo...”. Essa linguagem de Deus é a forma com a qual Ele se comunica com Seu povo em toda Escritura. Aliás, Deus fala com Sua família, Sua Palavra é dirigida tão somente aos que Lhe pertencem, aos que têm ouvidos para ouvir Sua voz. Quanto aos outros Ele mesmo vai dizer: “Nunca vos conheci”.
        Aliás, é assim conosco, porque se alguém desconhecido toca a campainha e quer entrar em nossa casa, certamente vamos dizer-lhe o que? “Não te conheço!”. Não é assim? E com Deus? Ele vai olhar para toda população do mundo e dizer para todas as pessoas que elas pertencem a Ele, que todas são Seus filhos? Claro que não! Nós bem sabemos o quanto o Senhor faz essa real distinção, conforme vemos um pouco mais nos versos que se seguem. Note a oração do Senhor Jesus: “É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus” (João 17:9). Também vemos essa clara distinção em 1 João 5:19: “Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no maligno”. E assim poderíamos ampliar bem esse assunto e o leitor verá que a linguagem celestial jamais será língua estranha para os que foram salvos, mas será completamente estranha para aqueles em quem não habita o Espírito de Deus (1 Coríntios 2:14).
        Além disso, nosso Senhor mostra com clareza, que participar dessa santa e eterna família não é algo que faz parte dos desejos naturais do homem: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer” (João 6:44); e mais, falando aos incrédulos e arrogantes judeus Ele afirma: “Vós sois do diabo que é vosso pai...” (João 8:44).  Entrar na família de Deus é um chamado do Pai e isso só pode ocorrer quando o Senhor, mediante a mensagem do arrependimento proclama Seu “vinde a mim!”.
        Então amigo, que os homens sejam humilhados; que as almas saibam que não há nelas qualquer mérito; que por natureza o homem é incrivelmente inclinado a seguir a voz daquele que no Éden atraiu a família adâmica para si – satanás. Deus chama quem Ele quiser chamar; tem compaixão de quem Ele quiser usar de compaixão; a liberdade é Dele e não do homem. Então, o momento agora é para que homens e mulheres se humilhem debaixo dessa potente mão salvadora.                                                                      

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A FAMÍLIA DO SENHOR (9)


“Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mateus 12:50).
CONHECENDO A VERDADEIRA FAMÍLIA DO SENHOR (versos 48-50).
        Caro leitor, que nossos corações sejam tomados dessa santa verdade que está acima da compreensão natural, que Deus tem Sua família aqui e que essa família é composta de pessoas que fazem a vontade Dele. Além disso, nosso Senhor não faz distinção entre judeus e gentios, pois afirma: “Porque qualquer...”. Isso significa que qualquer alma que de coração se converte a Cristo, certamente algo miraculoso, maravilhoso, eterno e incompreensível à mente humana está ocorrendo em sua vida, porque é impossível que o homem natural venha fazer por si mesmo a vontade de Deus.
        Então, quando uma alma se converte a Cristo, eis que se finda os laços terrenos e fortalecem os laços eternos. Na família do Senhor não há mais grau de parentescos, como de primos, tios, mãe, avôs, etc. Nosso Deus não possui netos nem sobrinhos. Ele é o Pai eterno e só tem filhos. Quando homens e mulheres se arrependem e se voltam à Palavra de Deus, eis que imediatamente surge uma cisão, porque a família natural não combina com a família espiritual. Foi assim com Rute, porque aquela alma convertida ao Deus de Noemi imediatamente se se desinteressou pela sua família, e assim a fé se dispôs a mudar definitivamente para Belém, a fim de ali viver com o povo de Deus, servir ao Deus de Israel e morrer com o povo santo.
        Foi assim também com Abel, pois quando conheceu a justiça de Deus mediante o sangue do Cordeiro, eis que achou pela frente o ódio mortal do seu próprio irmão, Caim (Gênesis 4). Tem sido assim a história do povo de Deus, porque não pode haver ligação entre o que é natural com aquilo que é eterno e espiritual. Mas eu sei que o leitor está pensando agora que os verdadeiros crentes terão ódio em seus corações contra seus familiares, a partir da conversão. Quanto engano! Nosso Senhor não mostrou tal atitude para com Sua mãe, nem para com Seus irmãos. Pelo contrário, na cruz Ele designou João para cuidar de Maria e esta se tornou uma fervorosa crente, participante da comunidade dos discípulos. Sabemos também que pelo menos alguns de Seus irmãos, após a ressurreição se converteram, reconhecendo que Jesus, de fato era o próprio Deus que se tornou carne.
        Então, creio que podemos ver a dimensão gloriosa e impactante dessa família do Senhor, pois é certo que as coisas eternas e santas fortalecem as coisas naturais. O que é santo vem para santificar aquilo que é impuro e passageiro. Por exemplo, José no Egito, ao invés de ter em seu coração um ódio e desejo de vingança contra seus irmãos, foi abrasado em seu coração um amor incrível por eles e um desejo de vê-los seguros e protegidos. Os salvos normalmente não guardam ira em seus corações, mesmo que sejam odiados e repudiados porque se tornaram crentes; os santos de Deus estão armados de amor, de compaixão, de oração, de santos desejos de ver seus queridos aqui conhecendo o que eles passaram a conhecer.
        Posso aqui lembrar de Paulo, porque quando era um fariseu severo e cruel, o que podia dar ao seu povo? Mas quando se converteu e conheceu seu Senhor, eis que seu coração foi tomado de uma intensa compaixão, a ponto de se tornar um intercessor perante Deus em favor do povo de Israel, por isso disse: “Irmãos, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para sua salvação” (Romanos 10:1). Eis aí o que significa a diferença entre o amor natural e o amor espiritual que habita no coração do povo salvo.
        Caro leitor, o que vemos aqui em termos de família é apenas algo simbólico, a fim de mostrar as realidades eternas. Todo amor familiar aqui passa. Então amigo, conheça agora em seu coração o amor salvador de Cristo, então tudo mudará.
style='font-size:14.0pt;font-family:"Arial","sans-serif"'>         Meu amigo, qual é a sua situação no momento? No íntimo você é ainda um rebelde contra o Filho? Se for esteja certo que está debaixo da terrível ira de Deus. Só há uma chance de escapar: é se humilhando perante a verdade, se arrependendo e se convertendo a Ele de todo coração.


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

A FAMÍLIA DO SENHOR (8)

“Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mateus 12:50).
CONHECENDO A VERDADEIRA FAMÍLIA DO SENHOR (versos 48-50).
        Amado leitor, aprendemos que participar da família do Senhor é a vontade de Deus em ação e não a vontade do homem. E quando o homem se converte a Cristo ele está realizando a vontade de Deus, conforme as palavras ditas pelo Senhor: “...qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste...”. É verdadeiramente uma lição preciosa acerca da soberana atuação no meio dos homens, realizando assim Sua obra salvadora e regeneradora no coração. É Deus chamando homens e mulheres mediante a pregação do evangelho, a fim de que eles sejam para sempre participantes da Sua família; é Deus tirando homens da filiação mundana, da ligação e parentesco adâmico, a fim de tornarem Seus filhos, herdeiros Dele em Cristo.
        Então, seguindo essa verdade poderemos conhecer melhor quem são os participantes da família de Deus; também percebemos que a conversão a Cristo, o arrependimento e a fé no Salvador e Senhor não são atos provenientes do homem, mas sim de Deus, conforme vemos em João 1:13. Que o Senhor venha nos dar Sua graça para distinguirmos a verdade do erro, especialmente quando agora estamos em meio a esse avanço do ecumenismo, o qual nega toda essa verdade do novo nascimento e da obra soberana de Deus.
        Também, sabemos que essa distinção é vista no viver, óbvio. Deus não coloca estranhos em Sua família; Deus jamais chamará um filho das trevas de filho Seu; Deus jamais prometeu que o ímpio e profano irá morar com Ele no céu, nem tampouco herdar a herança eterna; Deus jamais há de chamar um filho da desobediência (Efésios 2:2) de filho da obediência (1 Pedro 1:14), e nem se espera que um não salvo irá viver em santidade, porque é impossível. Enquanto um Nicodemos não nascer de novo, poderá ser ele um príncipe entre os fariseus, mas não um filho de Deus (João 3). Enquanto Saulo de Tarso não cai perante o Senhor Jesus a quem ele tanto perseguia (Atos 9:1,2), eis que ele poderá ser até mesmo um irrepreensível na lei de Moisés, mas jamais será chamado um filho de Deus.
        Caro leitor, levemos isso a sério, cultivemos em nosso ser o espírito de temor, não brinquemos com os “vasos santos” das doutrinas santificadas por Deus. Homens e mulheres, mesmo que sejam parecidos com crentes; mesmo que frequentem igrejas e por fora pareçam zelosos; mesmo que sejam emotivamente adoradores e com corações satisfeitos em todas essas atividades, mesmo assim o Senhor Jesus lhes dirá: “Necessário vos é nascer de novo” (João 3:7).
        O fato é que é pelo novo nascimento que nasce uma nova natureza, um novo coração é implantado e o temor do Senhor será visto para viver em santidade e agradar a Deus (1 Pedro 1:15). Como podemos conhecer os filhos de Deus? Como saberemos que este e aquele pertencem à família celeste? Ah! Eles estão revestidos de santos ornamentos (Salmo 110:3). Os homens podem carregar uma bíblia debaixo dos braços, mas é bom saber que Deus nada fala com os não salvos, a não que cada um se arrependa e se converta a Cristo. Deus não tem um plano B; Deus não lida com aqueles cujo coração pertence ao mundo e ama o mundo e suas paixões.

        Ora, neste mundo nós lidamos com nossos filhos, com eles tratamos, disciplinamos e somos achegados a eles. Isso ilustra o fato que Deus, semelhantemente só lida com aqueles que Ele salvou e chamou. Com eles o Senhor trata como um Pai trata os filhos (Hebreus 12:10). Então, a mensagem que agora levo aos meus leitores é que se há entre eles alguém que ainda não se arrependeu e se converteu a Cristo de todo coração, o momento agora é para que você confesse a Cristo e peça a Ele para lhe salvar.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

A FAMÍLIA DO SENHOR (7)

                                      
“Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mateus 12:50).
CONHECENDO A VERDADEIRA FAMÍLIA DO SENHOR (versos 48-50).
        Amado leitor, chegou o momento para checarmos a clara distinção mostrada pelo nosso Senhor no tocante à Sua família, pois nós precisamos saber o quanto tal verdade é de extrema importância para o aperfeiçoamento de nossa fé, a qual está sendo abalada pela terrível confusão humanista nestes dias tão maus. A Bíblia inteira faz clara distinção entre a família de Deus e aqueles que não pertencem à Sua família; as palavras do Senhor vêm de um firme fundamento que, qual rocha cria firme base para que possamos nossos pés e vivermos de forma inabaláveis neste mundo. Que saibamos que neste mundo só têm duas famílias para Deus: a família em Adão e a família em Cristo. Nosso Senhor não lida com os homens tendo como base nosso conceito de família, mas sim conforme aquilo que Ele mesmo vê e perfeitamente sabe.
        Note bem o que nosso Senhor apresenta nessa distinção: “Qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste...”. Pode o leitor perceber essa real distinção? Não está em voga a vontade do homem; não aquilo que os homens pensam e querem e determinam fazer; não se trata aqui da decisão de fulano ou sicrano para seguir a Cristo, mas sim a vontade soberano de Deus, o Pai: “...a vontade de meu Pai celeste...”. Que joia preciosa para os corações santificados! A história da salvação de pecadores neste mundo, desde o princípio é a história da soberana atuação da vontade de Deus. Nosso Senhor Jesus ressalta bem tal verdade, pois Ele mesmo diz em Mateus 7:21 que os que entrarão no reino de Deus são aqueles que fazem a vontade do Seu Pai celeste. Nenhum apóstolo ignorou tal ensino, pois João em sua primeira carta afirma que o que permanece para sempre é aquele que faz a vontade de Deus (1 João 2:17). Também Tiago afirma tal fato em sua carta: “...segundo a Sua vontade Ele nos gerou...” (Tiago 1:18).
        Então, podemos aqui afirmar que entrar na família de Deus e se tornar membro dessa santa e eterna família, não é decisão do homem, mas sim de Deus, assim como numa família terrena, a decisão para ter um filho pertence ao casal e não é do próprio filho que nem mesmo veio a existência. Em toda Bíblia vemos o quanto essa Soberana vontade é exaltada, e até mesmo o Senhor Jesus mostra que veio ao mundo para fazer a vontade do Seu Pai celestial, e Ele deixa isso bem claro perante todos os Seus seguidores e aqueles que paravam para ouvir Sua mensagem.
        Então, creio que é o momento agora para que estabeleçamos essa verdade de forma doutrinária. Quando é que começa essa atuação soberana da vontade de Deus? Como podemos nós saber que alguém se tornou partícipe da santa família do Senhor? Claro, começa na conversão. Não tratarei aqui dos planos eternos do Senhor, conforme fora estabelecido antes da fundação do mundo. A verdade é que desde a nossa queda todos nós nos tornamos filhos do diabo (João 8:44). Sei que os homens não gostam de ouvir sobre isso e a terrível soberba nem quer imaginar ser um participante da família cujo pai é o príncipe deste mundo. Mas foi exatamente isso o que nosso Senhor falou para os incrédulos e arrogantes judeus, pois eles mesmos achavam que eram salvos, somente porque eram descendentes físicos de Abraão (João 8:44). Então, é óbvio que se alguém pertence a uma família, não pode ao mesmo tempo pertencer a outra. Eu nasci na família Sena e terei esse sobrenome até à morte. Nascemos por natureza na família adâmica e não na família de Deus. Por isso precisa nascer de novo: “Necessário vos é nascer de novo” conforme nosso Senhor afirma em João 3.

        A pergunta crucial pode chegar ao seu coração agora: Você um dia nasceu de novo? Ouviu a Palavra da verdade e foi chamado do pecado para a  vida que há em Cristo?

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A FAMÍLIA DO SENHOR (6)


“Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mateus 12:50).
CONHECENDO A VERDADEIRA FAMÍLIA DO SENHOR (versos 48-50).
        Amado leitor, tomemos as palavras ditas por nosso Senhor, a fim de conhecermos Sua verdadeira e eterna família. Para os salvos é satisfação saber que pertencem a essa família, que foram escolhidos e chamados por Deus e para Deus, que um dia mediante a Palavra nasceram do alto e por isso amam a casa eterna, onde estarão para sempre com Cristo.
        Vamos agora compenetrar-nos em ver como Cristo faz a apresentação da Sua família: “Eis minha mãe e meus irmãos”. Notemos bem que nosso Senhor é rápido e definido em Suas palavras. Também vemos que Ele estava ali motivado no íntimo em ligar-Se à essa família Dele. O que Ele faz é apontar para Seus discípulos, assim como temos prazer de apontar nossos queridos aqui para os outros. Quando alguém chegam em minha casa procuro mostrar a foto dos meus filhos com suas esposas. Para mim isso é motivo de honras, pois amo muito meus familiares. Vejo no facebook o quanto as pessoas gostam de postar fotos de seus queridos. Nosso Senhor, na santa alegria da Sua missão terrena imediatamente apresenta aqueles que Seu Pai escolheu e que Ele mesmo amou na eternidade, e que por isso deixou o céu e veio à terra para buscá-los (Hebreus 2:10).
        Meu amigo, você já pensou nisso? Note bem que o Senhor simplesmente ignorou Seus irmãos de sangue e até mesmo Maria sua mãe. As ligações terrenas não lhes interessavam; a fraternidade desta vida não tinha qualquer efeito em Seus santos sentimentos. Nosso Senhor não veio costurar remendo pano velho com pano novo; não veio abençoar aquilo que fora atingido pelo pecado; não veio para abençoar aquilo que a morte havia tocado e que um dia é totalmente desmanchado pelo tempo. Vejo como o evangelho atual se gasta e desgasta com essas coisas terrenas; preocupa-se mormente com aquilo que é tangível e passageiro. Note bem que Jesus nem sequer pediu licença aos Seus discípulos para falar um pouco com Sua mãe. Sua missão estava fincada em pregar o evangelho, em anunciar aos pecadores a necessidade de crer Nele, como sendo Ele o Filho de Deus.
        Caro leitor, você já se tornou membro dessa maravilhosa família? Seu coração foi mudado? Você agora é alguém que está ligado ao patrimônio eterno? Sua Pátria está aqui, ou no céu? Sua esperança está neste mundo, ou sua herança está guardada no lugar eternamente seguro? Ora, a família de Deus pensa assim e age assim, mesmo que ainda nesta vida se ocupe com aquilo que é transitório. Enquanto aqui estivermos aqui negociaremos com justiça, santidade e retidão. Enquanto aqui vivermos mostramos o padrão de justiça celestial naquilo que Deus colocou sobre nós como nossa responsabilidade. Mas os santos de Deus agem com a mesma fé cheia de esperança que Abraão teve, pois sendo rico e abastado, mesmo assim não permitiu que os grilhões desta vida não prendessem seus pés, nem que as algemas das ambições mundanas ligassem suas mãos àquilo que passa e some com o tempo. Ora, Abraão aguardava a cidade permanente – a Nova Jerusalém (Hebreus 11:10).
        Então, para você que ainda vive esta vida sem qualquer esperança e sem Deus no mundo (Efésios 2:12), eis que agora é o momento para sua reflexão, para que você seja cheio de sabedoria, a fim de examinar o perigoso caminho por onde você, pois certamente esse caminho terminará no abismo. Agora mesmo humildade, confesse seus pecados ao Senhor e invoque o Nome Dele para ser salvo. Peça a Ele para ter misericórdia de sua alma, para que Ele perdoe e purifique seu coração perverso e lhe aceite na família Dele.
       
       


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

A FAMÍLIA DO SENHOR (5)


“Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mateus 12:50).
CONHECENDO A VERDADEIRA FAMÍLIA DO SENHOR (versos 48-50).
        Caro leitor, somente uma mudança no coração, feita pelo trabalho da graça pode fazer o homem tomar um rumo diferente neste sistema natural de relacionamentos. Nosso Senhor mostrou em Seus ensinos, que é digno Dele somente aqueles que O amá-Lo mais do que os pais, irmãos, filhos, amigos e odiar até a própria vida. Quando uma pessoa é salva eis que ela passa a ver a vida do ponto de vista vertical, num relacionamento correto com Deus. Mas, o que é mais impressionante em tudo isso é que, quando isso acontece, até mesmo os relacionamentos naturais tomam os seus devidos lugares. Quando o amor de Deus e o amor a Deus ocupam o lugar total no coração, eis que tudo passa a ter harmonia e o efeito é maravilhoso no viver. Note bem que a graça não desmancha as coisas naturais, mas sim as harmoniza e as santifica. Veja bem, caro leitor que não é o amor a Cristo em primeiro lugar, mas sim o amor total a Ele. Conforme o discipulado que parte de coração convertido, não existe esse relacionamento, vindo Cristo em primeiro, em segundo lugar vindo isto e aquilo.
        Tendo essas verdades em nossos corações e sentimentos, eis que podemos partir para conhecer ainda melhor a verdadeira família do Senhor, conforme Ele mesmo deixa claro nos versos 48-50 do texto em pauta. Note que quando Ele houve o recado, imediatamente Ele ergue a interrogação: "Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?". Conforme temos dito, é claro que nada havia de vergonha em Jesus pela Sua família terrena. O que Ele falou está claramente vinculado ao Seu ministério, àquilo que lhe fora ordenado a fazer pelo Seu Pai celestial. Noutras palavras nosso Senhor estava como que espantado; estava humanamente falando surpreso por ouvir aquelas palavras, porque jamais deixou de comunicar a todos o Seu ministério, sua função de vir ao mundo para buscar e salvar perdidos (Lucas 19:10), para salvar os descendentes espirituais de Abraão (Hebreus 2:16).
        Então, o que nosso faz imediatamente é apresentar Sua família. José apresentou seus irmãos e seu pai a Faraó (Gênesis 47:2). Nosso Senhor em profunda humildade e em objetivos santos e eternos apresentou também Sua família: "Eis minha mãe e meus irmãos". Ele é Aquele que sendo Deus eterno se tornou Homem, a fim de salvar homens. Ele é Aquele que veio para ser o Primogênito entre muitos irmãos (8:29) e Ele jamais teve vergonha de Seus santos, daqueles por quem Ele morreu. Nosso Senhor faz questão de apresentar Sua preciosa família, e devemos saber que Seu ministério esteve e está envolvido nesse propósito santo no mundo inteiro. A família do Senhor, ou o povo Dele é amado por Ele. Ele morreu não somente para salvar, mas também para santificar esses Seus irmãos; jamais Ele teve vergonha de lhes chamar de irmãos, mesmo aqueles mais simples, mais desprezados por este mundo (Hebreus 2:11).
        Digo mais, que nosso Senhor enquanto aqui esteve, se identificou com Sua família. Aqui Ele mostrou ser o Filho do Homem, porque pode conversar, sentir o que eles sentem, ver a miséria deles e associar-Se com sua miséria. Aqui Se uniu a eles, orou por eles, cantou com eles, como se Ele mesmo fosse um pecador. Tudo fez e em tudo atuou mais do que como um Homem, mas também como um Servo do Seu povo. Jamais Se mostrou irado como Moisés; jamais mentiu como Abraão; jamais enganou como Davi; jamais negou como Pedro, etc. O perfeito Homem em tudo Se envolveu em nossa miséria, a fim de apresentar esse povo salvo como Seu povo, Sua família, Seus pequeninos irmãos, e enfim, um dia apresentá-los no céu como sendo o povo Dele, comprado e purificado pelo Seu sangue.

        Amigo, se agora mesmo você se converter a Cristo de todo coração é certo que você também fará parte dessa maravilhosa e eterna família. 

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

A FAMÍLIA DO SENHOR (4)




“Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mateus 12:50).
CONHECENDO A VERDADEIRA FAMÍLIA DO SENHOR (versos 48-50).
        Amado leitor, entendamos bem o que nosso Senhor está querendo dizer no verso acima. Ele não está atacando ninguém, nem está recusando um contato natural com as pessoas. Ele está falando a verdade, porque Ele é a própria verdade e dos lábios do Senhor jamais pode sair qualquer mentira. Ele está apontando a sua verdadeira família e que fazem parte dessa comunhão espiritual aqueles cujos corações se deleitam em fazer a vontade do Seu Pai celeste.
        Então, desdobremo-nos no entendimento dessa verdade. Quando qualquer pessoa se converte a Cristo de todo coração, eis que imediatamente há um desligamento do relacionamento natural. Encaremos a vida da prostituta Raabe, conforme o relato visto em Josué 2. Note bem que quando ela recebeu os dois espias em sua casa, sua confissão de fé no Deus de Israel mostrou que ela não mais pensava como o povo dela pensava, que nada mais tinha de ligação com o povo de Jericó, porque seu Deus era o Deus de Israel, por isso seu povo agora era o povo de Israel. Veja bem que naquele momento ela tomou todos os passos certos que uma alma convertida toma, pois passou a guardar os espias e seguir exatamente a direção que deveria tomar em coragem e fé, a fim de escapar da destruição ela e toda sua casa.
        Caro leitor, Cristo veio marcar bem marcado essa divisão. Veja bem em sua Bíblia, no evangelho de Mateus cap. 10 versos 34-37. Ele afirma ali que não veio trazer paz a este mundo, mas sim espada. Incrível afirmação do Senhor. Como isso acontece? Não veio Ele para fortalecer a família? Não veio Ele para unir esse relacionamento fraterno, materno e paterno? Não! Acontece que o evangelho bíblico, em seus efeitos transformadores nos corações, imediatamente surge uma ruptura na família, conforme Ele mesmo afirma no verso 36: “E assim os inimigos do homem serão os seus familiares”.
        Caro leitor, meditemos bem nisso, porque houve isso na própria família onde nosso Senhor nasceu, pois seus irmãos de sangue não compreendiam o ministério do Senhor. O que acontece é que o evangelho transformador muda o coração natural para um coração espiritual, e mesmo num contexto tão importante e puro como é o contexto familiar, eis que de repente tudo muda. As melhores famílias que existem neste mundo, as mais unidas e harmoniosas na convivência, não passam de inimigas do Senhor, pois seguem o curso normal e natural deste sistema mundano. Então, quando uma pessoa se converte de coração a Cristo, ele muda de direção, seu caminho agora é diferente, suas ambições são outras e sua esperança está centralizada no céu. Por essa razão ela não será mais entendida pelos seus queridos e será até mesmo odiada.
        A história nos mostra inúmeras ilustrações, até mesmo na primeira família que existiu. Olha a forma como Caim tratou seu irmão. A conversão de Abel despertou o intenso ódio de um mundano e amante de si mesmo – Caim. Para o homem natural, como ele há de conviver com alguém cujo pensamento é diferente do dele? Como o orgulho natural pode conviver com a humildade cristã? Como as ambições por esta vida pode coexistir com aqueles cujos corações estão ligados à esperança da invisível glória eterna? Olhe a diferença entre Jacó e Esaú. Este amava e anelava as conquistas humanas. Esaú tinha um propósito na vida, que era o de instituir uma nação poderosa, enquanto Jacó era um homem chamado por Deus e guiado por Deus para os planos do Senhor neste mundo.
        Meu amigo, lembre-se que você não pertence à família do Senhor, se porventura não nasceu de novo, mediante a fé em Cristo Jesus.   

terça-feira, 27 de outubro de 2015

A FAMÍLIA DO SENHOR (3)




“Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mateus 12:50).
SUA FAMÍLIA TERRENA E SEU MINISTÉRIO
        Caro leitor, ainda estou na primeira lição que trata da família terrena do Senhor. Importa que saibamos desse assunto, a fim de que não sejamos levados pelo engano dessa natureza que se envolve afetuosamente com aquilo que faz parte da natureza, mas que é transitório. É perceptível o quanto o Senhor procurou deixar bem claro que Seu ministério em nada estava envolvido com esse sistema passageiro que nos liga fraternalmente com os homens. Nosso Senhor jamais deixou de amar Seus parentes aqui, mas tal amor foi o mesmo que Ele expressou por todos os homens.
        Outro detalhe é que Sua família não se envolveu em Seu ministério. É perceptível que Seus irmãos terrenos censuravam sua aparente indiferença à família e à pobreza deles. Mas o Senhor mostrou em tudo que Seu trabalho aqui não consistia de ganhar as coisas desta vida; Ele mesmo provou isso, pois jamais teve um teto para habitar de forma permanente, nem mesmo um lugar onde pudesse reclinar a cabeça. O ministério do Senhor foi clara demonstração de negação daquilo que tanto os homens buscam; Ele provou que estava inclinado e perseverante em caminhar para a cruz, em tomar a direção de Jerusalém, por isso tudo o que envolvia esta vida terrena foi colocado como coisas periféricas e até mesmo perturbadoras. Até mesmo Pedro tentou obstruir o caminho do Senhor de ir para a cruz a fim de ser sacrificado pelos Seus, mas logo foi repreendido pelo Senhor de forma veemente (Mateus 16:21-23).
        Caro leitor, quanto prejuízo temos na compreensão da verdade, se ligarmos o ministério do Senhor Jesus com este sistema carnal e passageiro! Se nossa visão não passar para uma visão eterna da salvação seremos sempre medíocres e humanistas em nossa fé. Olhe bem a forma como o Senhor Jesus passava Seus ensinos aos judeus e aos discípulos, pois sempre o Senhor envolvia a todos com os ensinos do Velho Testamento; Sua linguagem sempre manifestava estar bem temperado com aquilo que o Pai havia predito a Seu respeito. Somente a incredulidade cega não via isso e se enrascava com suas idolatrias e apegos a homens como Abraão, Moisés, Davi e outros. Em João 5:39 nosso Senhor diz aos judeus que eles examinavam sempre as Escrituras porque achavam que tinham vida eterna, mas nada percebiam que as mesmas Escrituras que eles liam e examinavam falavam Dele, daquele que estava ali perante eles.
        Então caro leitor, todo meu esforço até agora foi para mostrar que no ministério do Senhor Jesus, não há nenhuma ligação entre parentes no sangue com parentesco espiritual. Foi isso o que Ele quis dizer na frase de Mateus 12:50: “Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe”. Nosso Senhor não estava discriminando Seus parentes de sangue; não estava brincando com sentimentos dos homens. Ele estava falando a verdade com veemente amor. Ele estava dizendo que nada tinha a ver Seu ministério com esta natureza aqui; que Seus parentesco estava ligado, não com Sua mãe terrena, não com Seus irmãos consanguíneos, mas sim com homens e mulheres que Ele veio buscar e salvar. São esses que o Pai lho entregou antes da fundação do mundo; são esses que Ele mesmo amou e Se entregou para vir aqui e dar Sua própria vida a fim de resgatá-los da perdição eterna.
        Caro leitor, você entende isso? O fato que você nasceu no meio evangélico; que você tem seus pais crentes, ou mesmo aprendeu hinos e versos bíblicos quando era criança, em nada significa que você pertence à família de Deus. Só são contados os que nasceram de novo; os que um dia de todo coração creram nesse Bendito Salvador para o perdão de seus pecados.