Mostrando postagens com marcador impiedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador impiedade. Mostrar todas as postagens

sábado, 17 de maio de 2014

IMPIEDADE




“A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detém a verdade pela injustiça” Romanos 1:18.
                O mundo ímpio sempre foi e será marcado pela sua impiedade. A palavra traz consigo a idéia de não se importar com Deus; de não dar glória e honras devidos somente a Deus. A impiedade é claramente uma manifesta transgressão da lei Santa e Justa que ordena para que homens e mulheres amem somente a Deus de todo coração, de toda alma, de todo entendimento e de toda força. Do amor a Deus é que advém o amor ao próximo. Isso significa que a ausência desse temente amor a Jeová traz verdadeiros atos de ódios e até monstruosidades do homem contra seu próximo. O próprio texto lido nos mostra isso, porque ali que a impiedade traz a perversidade.
                A história deste mundo é uma história de ódio contra Deus e, com efeito, um ódio dos homens contra os homens. As nações tentam edificar uma sociedade mundial sobre um fundamento feito com o barro da transgressão à lei de Deus. As nações prosseguem assim tentando se estabelecer em meio ao lamaçal de atos iníquos, e assim indo de mal a pior até o juízo final.
                A impiedade deste mundo está engrossando o caldo ainda mais na sua tentativa de aniquilar de uma vez tudo o que é de Deus e da lei, para estabelecer anarquias. A impiedade tem cercado a igreja do Senhor para afastar deturpar a verdade e manchar o Caminho Santo. Quão perigoso tem sido isso para a igreja de Deus em nossos dias! Está acontecendo em nossos dias o que sucedeu com a nação de Israel na história do Velho Testamento quando reis iníquos faziam com que a nação se afastasse totalmente de Deus trazendo o castigo de Jeová para Seu povo. O afastamento de Israel começava sempre por meio da impiedade.
                A presença dos crentes nesta sociedade tão corrompida e maligna deve ser uma presença da santidade de Deus no meio do Seu povo. Que alegria me traz quando ouço de crentes resistindo a maldade e perversidade de homens e mulheres que lutam para declarar que a suas vidas iníquas estão certas e que a vida certa e justa dos crentes é errada. Que momento maravilhoso para que a Glória de Deus se manifeste nas vidas de homens e mulheres disposto a honrar o nome do Senhor no meio desta geração monstruosamente ímpia e perversa!
       

terça-feira, 5 de novembro de 2013

ENGANOSO CORAÇÃO




Se pecas, que mal lhe causas tu? Se as tuas transgressões se multiplicam, que lhe fazes? Se és justo, que lhe dás ou que ele recebe de tuas mãos?” Jó 35:6,7.
                Preciosas lições temos nessas palavras ditas pelo jovem Eliú ao dirigir-se a Jó. Elas vêm assegurar o quanto enganoso é o coração do homem tanto em suas práticas de maldades quanto naquilo que eles acham que estão fazendo de justiça. O enganoso coração exibe dia após dia seu viver ímpio e profano, com seu coração irregenerado e rebelde e ao mesmo tempo tenta cobrir suas maldades com atos de justiça. Entretanto, as palavras do jovem sábio aparecem para quebrar toda estrutura feita de barro pelo homem natural na sua tentativa inútil de manipular Deus.
                Se pecas, que mal lhe causas tu?” Os homens no pecado desconhecem o Deus da revelação bíblica. A mente ignorante das verdades espirituais tem seus deuses, conforme aquilo que é traçado dentro do fantasioso e corrompido coração. Eles em seu viver ímpio e profano acham que estão desarmando o trono celestial. Crêem no íntimo que suas armas iníquas apontadas contra os céus deixam a divindade desnorteada e o coração de Jeová abalado. Pensam que os anjos afugentam e que rapidamente a desforra virá.
                A impiedade sempre traz consigo justiça própria. Por isso Eliú pergunta: “Se és justo, que lhe dás ou que ele recebe de tuas mãos?”. Eis aí a impiedade tentando apaziguar a divindade com suas práticas de atividades justas. Eles correm de um lado para outro tentando fazer alguma coisa para Deus. Participam de uma religião e ali procuram fazer tudo o que as tradições mandam, mesmo que lhes custem sacrifícios; contribuem financeiramente para ajudar entidades filantrópicas; buscam obter o mais alto degrau da honestidade; procuram ao máximo se enfeitar da aparência de espiritualidade. Mas a pergunta de Eliú prossegue: “Se és justo, que lhe dás ou que ele recebe de tuas mãos?” O que o homem pode dar para Deus? Nada! Nem um pouco isso sobe ao céu. É como fagulha que sobe, mas que logo apaga e desaparece. A justiça humana não tem qualquer cheiro de sacrifício agradável ao Senhor, pois não parte de coração regenerado e santificado pela graça.
                 O coração descansado na justificação pelo sangue remidor não age assim. Deus é o Deus daqueles que foram a Ele com coração humilhado buscando no altar de holocausto da Cruz de Cristo o descanso para suas almas. São esses que vivem em santidade; que andam na luz; que adoram a Deus no espírito; que temem ao Senhor e que oferecem momento após momento o culto de ações de graças.
                E você leitor? O que você pensa a respeito de Deus é demonstrado em seus atos. Pois é, o Deus da bíblia em Seu coração de misericórdia é atraído para homens e mulheres que se humilham e invocam o Nome do Seu Filho buscando Nele a salvação de suas almas. Eis agora o momento oportuno para sua salvação!
                                      

domingo, 6 de outubro de 2013

EM EXTINÇÃO




“Socorro, Senhor! Porque já não há homens piedosos; desaparecem os fiéis entre os filhos dos homens” Salmo 12:1

                Que tremenda petição! Se não estivermos diante do trono de Misericórdia rogando algo assim, a própria Palavra de Deus se encarrega de tomar Suas devidas providências. Se não rogamos falando aos ouvidos do Todo-Poderoso a respeito de tal situação, as Escrituras estão proclamando em alto e bom som. Não é verdade que está faltando homens piedosos em nossos dias? Foi assim nos dias dos Juízes, é assim nos dias atuais; foi assim nos dias de Jeremias, está acontecendo o mesmo especialmente muito mais agora.
                Os lares sentem a necessidade desses homens piedosos! Homens que carregam o temor do Senhor em seus corações e que se postam como valentes à porta de suas casas não permitindo que a iniqüidade que anda solta venha a introduzir para fazer parte da sua família. Homens que amam a Palavra de Deus e que sejam exemplos para suas esposas e filhos. Faltam homens que pelo temor ao Senhor protejam suas esposas, filhas e filhos das maldades que tanto solapam a sociedade e a família em nossos dias.
                As igrejas carecem desses homens piedosos! Homens cujos corações já foram visitados pela obra da Misericórdia na salvação. Faltam homens que são verdadeiros discípulos e que, com efeito, aprendem da Palavra como ela é e que possam ser esteios dentro da igreja, servindo de exemplos para o rebanho. Faltam homens que não fogem quando a igreja está sendo atacada por lobos devoradores. Faltam homens que cercam o pastor com oração a fim de que o ministério seja cheio de fruto para a glória de Deus.
                O mundo precisa de homens assim! Está faltando homens de exemplos, de respeito, de coração puro e de mãos limpas. O mundo zomba da causa evangélica hoje, porque faltam homens que não vivem de aparência, mas sim do coração para seu Deus. O mundo precisa de homens destemidos que renunciam o conforto mundano, os interesses de prosperidade carnal, por causa da Glória de Cristo.
                O que precisamos fazer? Exatamente o que a Palavra de Deus já está fazendo! Pedir socorro! “Socorro, Senhor!” Está faltando homens que andem na luz. O mundo e a igreja estão cheios de “baratas e ratos” que se escondem com a luz da Glória do verdadeiro Evangelho de Cristo. Oremos pedindo essas bênçãos derivadas dos milagres da Soberana Graça. Grande é o clamor agora, porque se faltam os Valentes de Cristo, as igrejas, os lares e o mundo estarão à mercê dos atos covardes de Satanás através dos homens malignos.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

SALMO 10 (final) Spurgeon





Não há Deus em nenhum dos seus pensamentos. Entre os montões de palha não havia nem um grão de trigo. O único lugar onde não há Deus é nos pensamentos do malvado. Esta é uma acusação devastadora; porque ali onde não há o Deus do Céu, está reinando avassalador o senhor do Inferno; e se Deus não está nos nossos pensamentos, os nossos pensamentos levam-nos à perdição. C. H. S.
         Alguns leem: «Não há Deus em nenhum dos seus propósitos ardilosos e presunçosos»; outros: «Em nenhum dos seus pensamentos há Deus.Thomas Goodwin.
         Preocupamo-nos com as minúcias, porém, Deus não se acha absolutamente nos nossos pensamentos; raramente é o único objeto deles. Dedicamos os nossos pensamentos duradouros às coisas transitivas, e os pensamentos fugazes, ao bem perdurável e eterno. Stephen Charnock
Verso. 5. Os teus juízos os estão muito longe da sua vista. Este homem olha para cima, mas não o bastante. Tendo-se olvidado de Deus, também tem olvidado os Seus julgamentos. Não é capaz de compreender as coisas de Deus; antes pelo contrário, podemos esperar que um porco olhe por um telescópio para as estrelas, antes que este homem estude a Palavra de Deus para entender a justiça do Senhor. C. H. S.
Verso 6. Diz em seu coração: Não serei abalado, porque nunca me verei na adversidade. Oh impertinência sem sentido! O homem crê-se imutável e onipotente, também, porque nunca se há de ver na adversidade. C. H. S.
         A segurança carnal abre as portas para que todas as irreverências entrem na alma. Pompeu, quando tendo assaltado em vão uma cidade e não a podendo tomar pela força, engendrou um estratagema, fingindo a proposição de um pacto, disse-lhes que abandonaria o sítio e faria a paz com eles com a condição de que deixassem entrar na cidade uns poucos soldados débeis, doentes e feridos para que os curassem. Eles deixaram entrar os soldados, e quando a cidade estava segura, os soldados deixaram entrar o exército de Pompeu. Uma segurança carnal estabelecida vai permitir a entrada de todo o exército dos desejos carnais na alma. Thomas Brooks
         Vers. 7. A sua boca está cheia de imprecações, de enganos e de astúcia. Aqui não há pouco engano, senão que a sua boca está cheia dele. Uma serpente de três cabeças tinha escondido as suas presas e o seu veneno dentro do âmbito da sua boca negra. C. H. S.
         Vers. 8. Põe-se de emboscada nas aldeias; nos lugares ocultos mata o inocente. Os seus olhos estão espreitando o desvalido. Apesar das jactâncias deste homem vil e miserável, parece que é tão covarde como cruel. Os seus atos são os do salteador de caminhos que se lança sobre o caminhante que jamais suspeita de nada em qualquer lugar desolado do caminho. C. H. S.
         O bandido árabe espreita como um lobo entre os montões de areia, e às vezes salta subitamente sobre o caminhante solitário, rouba-o num instante, e logo desaparece entre as dunas, os altos e os baixos, onde é impossível persegui-lo. W. M. Thompson, D.D., in "The Land and the Book," 1859.
         A extirpação da verdadeira religião é o grande objecto dos inimigos da verdade e da justiça; e não há nada que os detenha na sua pesquisa por conseguir este objectivo. John Morison
         Verso 9 Arma ciladas no esconderijo, como o leão no seu covil; arma ciladas para roubar o pobre; rouba-o, prendendo-o na sua rede. A opressão faz dos príncipes, leões rugientes, e dos juízes, lobos rapaces. É um pecado ignóbil, contra a luz da natureza. Nenhuma criatura oprime os da sua própria espécie. Vê as aves de rapina, como as águias, os abutres, os milhanos, e verás que jamais atacam os da sua própria espécie. Vê as bestas da selva, como o leão, o tigre, o lobo e o urso, e acharás que são favoráveis aos de sua própria espécie; não obstante, o homem, contra o que é natural, faz presa de outros homens, como os peixes do mar, que tragam os que são menores em tamanho. Thomas Brooks.
         Verso 10. Encolhe-se, abaixa-se, para que os pobres caiam nas suas fortes garras. Verás a Sua Santidade, o Papa, com os peregrinos aos seus pés, se este estratagema for necessário para enganar a mente das multidões; ou vê-lo-ás sentado num trono de púrpura, se quiser assombrar e atemorizar os reis da Terra. John Morison
         Verso 11. “Diz em seu coração: Deus esqueceu-Se, cobriu o Seu rosto, e nunca isto verá.” Como no caso anterior, o mesmo acontece aqui; uma testemunha vai aparecer e testificar que esteve escutando pelo buraco da fechadura do coração. Este homem cruel consola-se a si mesmo com a ideia de que Deus é cego, ou pelo menos esquecido: uma fantasia enganosa, realmente. C. H. S.
         Os velhos pecados esquecidos pelos homens ficam recordados de modo permanente por um Entendimento Infinito. O tempo não pode apagar aquilo que Ele tem vindo conhecendo desde a eternidade. Por que teriam de ser apagados muitos anos depois de terem sido realizados, se já eram conhecidos previamente antes de serem cometidos, ou antes que o criminoso pudesse praticá-los? Seria dizer o mesmo como se Deus não conhecesse de antemão o que ocorrerá até ao fim do mundo, ou, como se Ele fosse esquecer-Se de algo que foi efetuado no começo do mesmo. Stephen Charnock
O homem abstém-se de se arrepender porque Deus Se abstém de castigar. A abelha dá mel de modo natural, mas pica quando se zanga. Thomas Watson.
         Como a justiça parece estar dormitando, o homem supõe que é cega; pelo fato de demorar o castigo, imagina que se nega a castigá-lo; porque nem sempre lhes reprova os pecados, supõem que os aprova. Porém, antes pelo contrário, saibam estes que a flecha silenciosa pode destruir até mesmo o canhão rugente. Ainda que a paciência de Deus seja duradoura, não é permanente. William Secker.
         Verso 13. Por que despreza o ímpio a Deus? Nestes versículos condensa-se a descrição dos ímpios, e a impiedade do seu caráter é desenhado segundo a sua fonte, ou seja, as suas ideias ateias a respeito do governo do mundo.
         No seu coração hão dito: Tu não o inquirirás. Se não houvesse Inferno para outros, teria que havê-lo para os que negam a justiça do mesmo. C. H. S.
         Como! Crês que Deus não recorda os pecados a que nós não damos atenção? Porque, quando pecamos, continua apontando-os na conta, e o Juiz anota tudo no índice das lembranças, e o Seu pergaminho alcança o Céu. Henry Smith
         Verso 14. Tu o viste, porque atentas para o trabalho e enfado, para o retribuir com tuas mãos. A maldade ousada vai receber o seu castigo em deplorável castigo, e os que albergam desdém, herdarão aflição. C. H. S.
         Verso 16 O SENHOR é Rei eterno; da Sua terra perecerão os gentios. Esta confiança e fé hão de aparecer ao mundo como estranhas e inexplicáveis. Se a história é verdadeira, é como o que os seus concidadãos devem ter pensado do homem do qual se disse que a potência da sua visão era tão extraordinária que podia distinguir bem a frota dos cartagineses entrando no porto de Cartago quando ele se achava em Lilyboeum, na Sicília. Um homem que visse a tal distância através do mar, podia deleitar-se na visão do que os demais não podiam ver!
         Da mesma maneira, também a fé se acha agora no seu Lilyboeum, e vê a frota desfraldada entrando com toda a segurança no porto desejado, gozando a bênção que está ainda distante, como se já tivesse chegado. Andrew A. Bonar.
         Verso 17. O desejo dos humildes escutas, oh Jeová; Tu confortas o seu coração, e tens atento o Teu ouvido. Há uma classe de onipotência na oração que é o prevalecer na onipotência de Deus. Soltou cadeias de ferro (Atos16:25, 26); abriu portas de ferro (Atos 12:5-10); abriu as janelas do céu (1Reis 18:41); esmiuçou os grilhões da morte (João11:40-43).
         Satanás tem três títulos nas Escrituras, que mostram a sua malignidade contra a igreja de Deus: dragão, para denotar a sua malícia; serpente, para denotar a sua astúcia; leão, para denotar a sua força. Mas à oração nenhum destes pode resistir e fazer frente. A máxima malícia de Hamã afunda-se ante a oração de Ester; o conselho ardiloso de Aitofel murcha ante a oração de Davi; o grande exército dos etíopes foge como um enxame de covardes ante a oração de Asa. Edward Reynolds, 1599-1676.
Tradução de Carlos Antônio da Rocha