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segunda-feira, 28 de julho de 2014

A MORTE DO SALVO E DO NÃO SALVO (13 de 13).




Como ovelhas são postos na sepultura; a morte é o seu pastor; eles descem diretamente para a cova, onde a sua formosura se consome; a sepultura é o lugar em que habitam. Mas Deus remirá a minha alma do poder da morte, pois ele me tomará para Si” (SALMO 49:14,15).
A MORTE DO SALVO: “Mas Deus remirá a minha alma...”
         Caro leitor, para encerrar esses comentários creio que devo aprofundar um pouco mais esse tema tão precioso acerca da “morte do salvo”. A próxima lição com a qual deparamos e que o próprio texto exala é que não cremos que nossas almas não ficarão aprisionadas na morte. Creio que isso é particular importância, porque alguns creem que após a morte nossas almas ficam no sepulcro aguardando ali em sono o dia da ressurreição. Mas o fato é que o intuito da morte é arrancar as almas do corpo, como uma lêmure enfia seu dedo num buraco da árvore, a fim de tirar sua comida.
         No caso dos ímpios, o inferno os espera com ardor e jamais diz “basta”. Mas no caso dos crentes, assim que a morte física paralisa seus corpos, é como a abertura de uma prisão, a porta é aberta e sua alma voa imediatamente para o céu. Notemos bem que Jesus disse ao ladrão na cruz: “...hoje mesmo estarás comigo no paraíso”. Também vemos como Paulo confirma isso em sua declaração feita aos Filipenses: “...tendo desejo de partir e estar com Cristo...” (Filipenses 1:23). Notemos essa verdade de forma prática na morte de Estevão, pois momentos antes de tombar morto, eis que ele viu o céu aberto e Jesus em pé, como que aguardando Seu servo. Qual foi a petição daquele mártir? “...Senhor Jesus, recebe o meu espírito” (Atos 7:59).
         Caro leitor, tem muito mais que poderia usar de textos bíblicos mostrando essa verdade acerca da ida dos salvos para o céu, imediatamente após a morte física. Também o ensino que as almas dos santos dormem aqui, aguardando a ressurreição é destituída de bom senso. Imagine os crentes que foram devorados por feras; suas almas estão dormindo aonde mesmo? E os que foram queimados e seus corpos feitos cinza? Onde estão dormindo? O que a bíblia fala é do sono do corpo e não da alma. Nossos corpos provam isso aqui, o quanto são frágeis, mortais e necessitados de descanso. Nossas almas não; elas não dormem. A linguagem bíblica acerca da morte dos crentes é que eles dormem: “Não queremos, porém irmãos que sejais ignorantes com respeito aos que dormem...” (1 Tessalonicenses 4:13). Dizem os estudiosos da língua original (grego), que o termo usado no texto para “dormir” é de onde surgiu o nosso vocábulo “cemitério”, que significa literalmente “câmara de dormir”.
         Finalmente, o texto acima nos mostra que nossa salvação é fruto do precioso trabalho da graça: “...pois Ele me tomará para si”. Ora, por que a salvação? O Senhor veio buscar e salvar um povo para Ele (Tito 2:14). Toda Sua entrega na cruz tinha em mira salvar perdidos e levá-los para a glória. Caro leitor, o poder da morte só pode ser vencido pelo Senhor, e Ele a derrotou, vencendo-a na cruz e na ressurreição. Veja como Ele tomou Enoque para Si; veja como Ele afirma que preciosa é para Ele a morte dos Seus santos (Salmo 116:15). A morte é fim da jornada terrena e o início da eternidade. A morte põe um ponto final nessa peregrinação. Ela simplesmente quebra a “casca do ovo”- nosso corpo. Ela desmancha a casa de barro, a fim de mostrar as maravilhas da eternidade.
         Meu caro leitor, o que será de sua alma quando partir deste mundo? Lembre-se que se você não foi salvo, purificado pelo sangue do Cordeiro de Deus, certamente sua alma está marcada para um destino de terror eterno, para enfrentar a ira vindoura. Os verdadeiros crentes estão plenamente conscientes de sua segurança eterna, por isso afirmam: “...Ele me tomará para Si”. Um soldado crente, ferido na guerra, em seu leito de dor, de repente disse a todos no quarto do hospital: “Silêncio! Estou sendo chamado para o lar”. Depois imediatamente fechou os olhos e partiu.
         Benjamim Parsons à beira da morte disse: “Minha cabeça descansa mui suavemente em três travesseiros – poder infinito, amor infinito e sabedoria infinita”.         


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

“A MAIS LETAL IGNORÂNCIA” (6)




                Por isso vos disse que morrereis nos vossos pecados; porque, se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados” (João 8:24).
         Caro leitor, o desconhecimento do verdadeiros Senhor, da glória do Filho de Deus e da verdadeira mensagem salvadora é realmente letal para as almas. O Senhor Jesus deixa isso bem claro para uma multidão de homens e mulheres religiosos e conhecedores das Escrituras do Velho Testamento.
         Devemos saber que o conhecimento do Senhor é algo que está além de qualquer compreensão humana. Ele é o grande EU SOU. A maior luta de satanás neste mundo tem como objetivo anular a glória de Cristo. Ele não combate contra um cristo mundano, simplório e carente da fé; ele não luta contra o cristo da prosperidade e da fraternidade mundial. Ele quer que as multidões sejam mantidas na ignorância, cheias de superstições e embaladas pela idolatria. Ele sempre trabalhou assim neste mundo e por muitos e muitos anos conservou milhares em contínuas trevas. Agora em sua marcha final neste mundo, satanás ousa usar poderosamente o nome de um cristo dele – o anticristo. Mas, meu interesse é mostrar aos meus leitores as glórias desse bendito Salvador, por isso prosseguirei trazendo a exposição desse texto.
         O que estava acontecendo com aqueles judeus é o que ocorre com milhares em nossos dias. Eles estavam mortos no pecado; estavam cegos e completamente imobilizados pela tirana morte espiritual. Por essa razão agiam sob o impulso do pecado e reagiam com intenso ódio ante a manifestação da glória de Cristo, mostrada em Suas palavras. Não há quem possa conhecer o Senhor da glória, a não ser por obra do Espírito Santo. As multidões gostam de festas religiosas, porque conseguem curtir suas paixões e nutrir suas ambições mundanas por meio superstições e idolatrias. Eles vão longe e gastam o que têm para que essa alegria banal seja mantida.
         Caro leitor, sem a fé genuína, o verdadeiro Salvador e Senhor será desconhecido para a alma. O maravilhoso Senhor veio ao mundo para revelar a glória de Deus (Romanos 5:2). Ele não veio para criar um mundo melhor aqui; para construir um sistema paradisíaco, onde reina o pecado, o diabo e a morte; para melhorar os caminhos dos homens, e fazê-los viver melhor em seus caminhos tortuosos. Cristo Jesus veio ao mundo para salvar homens e mulheres perdidos em seus pecados e arrancá-los deste presente século perverso (Gálatas 1:4). Para isso Ele foi à cruz e ali foi massacrado pela Ira de Deus, quando ocupar o lugar dos eleitos. Foi ali que Ele venceu a morte, o diabo, o mundo e o inferno, além do pecado e assim abrir o caminho para a glória eternal. Seus santos não são mantidos aqui neste vale de peregrinação, a não ser por pouco tempo, pois o lugar deles é o reino celestial, não o terreno.
         Ora, quem pode entender essas coisas? Elas estão completamente ocultas dos ouvidos naturais e não podem ser vislumbradas por corações enfeitiçados pelo mundo. As conquistas eternas do Filho de Deus estão infinitamente além da compreensão terrena. Digo mais, que elas são loucuras para ouvidos mundanos; que os homens no pecado não têm qualquer interesse por essas revelações dadas aos salvos. Cristo chega aos pecadores como o grande EU SOU. O mundo conhece o mero Jesus fabricado pelo ardiloso inimigo e os homens estão prontos a beber as águas cheias de veneno das invenções deste mundo.
         Mas, a mensagem santa traz até os pecadores a verdadeira mensagem do grande EU SOU, e quão pequeno é um David Sena diante dessa majestosa presença! Os judeus viam suas simples presença física, mas a fé mira além do véu; vê o Verbo que se fez carne e habitou entre nós (João 1:13). A fé contempla com admiração e adoração Aquele que deixou Sua glória e veio a este mundo vil, porque amou perdidos como eu; veio e aqui chegou à condição de um verme, a fim de os vermes não fossem atirados no lugar onde vermes não morrem. Veio para transformar herdeiros do lago de fogo em herdeiros da glória eterna!
                  

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

AS DUAS PROVAS DA REBELIÃO DO HOMEM (33)




Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram para si cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas  (Jeremias 2:13).
         Caro leitor, tendo mostrado como a raça na queda trocou a glória de Deus pela miséria, creio que devo prosseguir nesse tema tão dinamicamente abordado pelas Escrituras. Eles também trocaram a fonte de luz pelas trevas. O Deus da bíblia é o Deus da verdade. É dito a respeito Dele: “...Deus é luz e não há Nele treva nenhuma” (1 João 1:5). Andar com Deus é andar na luz (João 8:12); é estar consciente de tudo; é andar em santidade, pureza, amor, retidão, discernimento, sabedoria e plena convicção. O Deus da revelação bíblica é o Deus do sim, sim e não, não! Andar com Deus é andar em liberdade, porque a verdadeira liberdade requer plena verdade.
         Mas ao abandonar o Senhor, homens e mulheres foram atirados nas trevas; imediatamente passaram a habitar em densa escuridão, porque foram envolvidos pelo poder da mentira resultante do pecado; foram envolvidos também pela poderosa morte que amordaçou-lhes para que fossem atirados no inferno; ficaram agora subordinados ao império das trevas, montado pelo diabo para que, iludidos, enganados e fascinados pelo pecado pudessem servir neste mundo como escravos  (João 8:34).
         Na escuridão não conseguem perceber os perigos que lhes cercam, porque seus inimigos sutilmente os ludibriam; não percebem que estão sendo usados nas trevas para os planos malignos de satanás e que depois disso serão atirados fora, como trapos. Como escravos neste mundo homens e mulheres não desconhecem o fato que serão descartados. Não sendo filhos de Deus, nada têm de direitos aqui: “O escravo não fica para sempre na casa...” (João 8:35). Nesse reino de densas trevas homens e mulheres vivem em completa incerta, porque o cenário para eles é diferente, é natural e não espiritual. A luz que eles têm no ambiente natural é luz que facilmente apaga, como a luz de uma vela. Enquanto essa tênue esperança ainda brilha perante seus olhos, eles são mantidos em pé, firmados naquilo que lhes serve de fortaleza ao derredor. Não percebem que estão do lado de fora e que a verdadeira e eterna luz está dentro da casa de Deus, no reino de Deus onde habita o povo de Deus.
         Enquanto vivia no pecado Saulo era cercado por um facho de esperança que brilhava e incendiava seu coração de engano e perversidades praticados em nome de uma religião. Para ele essa luz era a verdadeira, não havia nada semelhante; estava pronto a morrer por um ideal sem base e sem qualquer documentação e aprovação de Deus. Ó quantos milhares vivem assim! Estão sendo levados como animais para o matadouro e não percebem, até que chegue o dia da matança. Mas mesmo assim para milhares a morte significa que a luz natural apagou e que ficará apagada para sempre. No pecado não pode haver realidades eternas, e mesmo que os homens ouçam acerca do juízo vindouro e da punição eterna, tudo isso é visto à luz do cenário onde eles vivem. Para o homem natural após a morte vem o descanso; seguirão seus atos de justiça e que Deus há de prover um lugar de descanso merecido. Ora, todos esses fragmentos do engano são retirados do império das trevas e eles pensam que são pensamentos de ouro, quando não passam de ilusões.
          Para as multidões no pecado não existe uma luz mais pavorosa do que a luz do evangelho. Por isso milhares fogem daquilo que revela o estado depravado de seus corações (João 3:20). Eles fazem suas festas com suas luzes, mas elas brilham tão pouco e logo estão envolvidos em suas dúvidas e aprisionados na falsa esperança de que haverá nova luz amanhã para encher seus corações dessa suposta felicidade.
         Não há qualquer possibilidade de homens e mulheres corram para a luz da glória de Cristo. Os mortos vivem na região da morte e ali desfrutam de um repouso tão perigoso, até que a ordem venha e eles são sacados desta vida para as trevas eternais. É o Deus de compaixão que chama os pecadores! É o Salvador bendito que se apresenta em compaixão, bondade e ternura para arrancar homens e mulheres das trevas. Ele está fazendo isso agora, a misericórdia Dele está plenamente acesa e Sua voz ecoa nesse cenário convidando homens e mulheres cansados e oprimidos pelo pecado para o doce e eternal descanso.

sábado, 20 de outubro de 2012

AS DUAS PROVAS DA REBELIÃO DO HOMEM (26)





Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram para si cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas  (Jeremias 2:13).
         Caro leitor é bom que vejamos em que condição o pecado deixou essa raça, tombada inerte no pecado! Veja como a morte domina cada ser humano! Veja essas verdades tremendas do ponto de vista de Deus! Encaremos o homem não de uma perspectiva mundana, carnal e incrédula, mas sim friamente considerando sua condição pecaminosa segundo as santas palavras inspiradas. Ó como somos tardios para compreender as coisas segundo a verdade que nos foi revelada! Ó quão grande é a nossa insensatez, porquanto vemos a morte sempre do ponto de vista físico! Caro leitor, a mais tremenda e poderosa morte – a morte espiritual que assumiu o controle do homem em Adão. O corpo inerte, frio numa tumba em nada pode ser comparado à condição do homem interior, do homem no coração, o verdadeiro homem visto por Deus, que foi atingido pelo golpe certeiro e letal da morte espiritual.
         Tomemos a palavra e com essa ferramenta que nos foi dada pelo Espírito examinemos bem os cadáveres espirituais. Primeiro, tomemos seu pulso. Veja como seu coração está espiritualmente parado, não há qualquer sinal de pulsação vindo do Espírito de Deus. Não há sangue do novo nascimento correndo em suas veias, por isso esse cadáver está frio, paralisado para Deus e para as coisas de Deus. Você fala, você grita, você chora, você clama, mas ele não ouve. Todas as doutrinas poderosas do pecado, do inferno, da culpa, da lei, da punição eterna, da responsabilidade do pecador, do seu merecimento do castigo, etc. nada disso pode despertar o perdido para Deus. Ele está alheio à vida de Deus, porquanto tudo o que funciona nele está ligado ao curso deste mundo (Efésios 2:2). É um cadáver que boia na correnteza deste mundo, sendo levado em direção ao abismo.
         Seus olhos espirituais estão parados, não há sinal de atividade. Mostremos a ele todas as maravilhas do Senhor, a glória de Deus, o amor inefável Dele, a bondade do Senhor e as riquezas da Sua misericórdia; pintemos em vívidas cores o cenário da cruz; mostremos o sofrer do Filho de Deus, como foi Sua entrega ali, sendo sacrificado pelo Pai e atingido pela Ira de Deus, a fim de ser o substituto perfeito dos pecadores. Mesmo assim, nada lhe traz qualquer emoção, nada pode lhe levar a amar e admirar tanto amor e tanta riqueza da graça e da misericórdia. Não há qualquer reação santa e humilde de sua parte; não há qualquer evidência de desejos por amar a Deus e viver por Ele.
         Olhe também seus pés, porque estão paralisados; não funcionam para andar pelo caminho da retidão que leva ao céu. Não há sinal de que há impulso para se erguer e se mobilizar com os santos em santo combate contra o mal. Não há um mínimo de desejo por obediência a Deus nas mais simples coisas desta vida, como ir adorar a Deus com o povo de Deus, como fugir do mal e batalhar contra a carne, o mundo e o diabo. Suas disposições estão ligadas a este mundo e recebe energia para descer com a multidão pelo caminho largo.
         Olhe também suas mãos, elas realmente se movem, mas para servir ao pecado. Estão aptas para oferecer sacrifício aos seus ídolos e com toda disposição estão separadas para a prática da maldade. Elas estão sujas, mas o morto não percebe essas imundícies. Veja a boca, porquanto dali procedem tantas maldades, infâmia, amargura e imoralidades.
         Caro leitor ao lidar com os homens estamos entrando no território da impossibilidade. Quem pode modificar o morto? Será que há alguma igreja capaz de recuperar o homem? Ora, sabemos bem que não há possibilidade de recuperar mortos, porque morto é morto. Somente Aquele que veio para dar vida aos mortos (João 5:24) é capaz de expor essas maravilhas ao mundo. Uma alma salva causa grande impacto no reino dos mortos! Uma alma que agora segue a Cristo é obra inaudita de Deus; é a força incrível da graça chamando pecadores ao arrependimento e transformando todo seu ser, vivificando o homem inteiro para Deus!