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sexta-feira, 7 de agosto de 2020

O PERIGO DA INCREDULIDADE (11 de 11)



“Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito” JOÃO 10:26
A RAZÃO DA INCREDULIDADE. “porque não sois das minhas ovelhas.”
        Hoje entro na parte final desta mensagem e sei que os que amam a verdade revelada a nós na palavra vão perceber que Cristo é o Pastor de um grande rebanho que o pai lhe deu, conforme já vimos em João 17:2. Observemos bem a linguagem de Cristo com os judeus, conforme o capítulo 10, a partir do verso 27. Cristo jamais comunicaria com outros povos usando essa linguagem de ovelha e pastor. Ele o faz porque aquele povo compreendia bem, a imagem de um pastor cuidando de ovelhas era bem conhecida na mente do judeu, especialmente porque eles eram familiarizados com a linguagem bíblica, acerca de Davi, o qual foi um pastor de ovelhas e com a linguagem inteligível do Salmo 23 bem como de outros Salmos, além de outras achadas nos livros proféticos, em especial no livro de Ezequiel.
        Sendo assim entendemos, à luz do capítulo 10 de João e do capítulo 17 de mesmo livro que Cristo tem um rebanho de ovelhas constituído por pessoas chamadas dentre os judeus e dentre os gentios, formando um só rebanho e um só Pastor. Na linguagem vista na oração do Senhor, Ele está referindo ao povo eleito que o Pai lhe entregou. A esse povo, a graça de Deus confere a benção de crer Nele, porque elas são as Suas ovelhas. Isso significa que quem não pertence as ovelhas do Senhor, entregues a Ele pelo Pai, não tem como crer Nele. O dom da fé salvadora vem de Deus, enquanto a incredulidade é inata no homem. Assim entendemos que os judeus e gentios que são salvos foram o mundo que Deus amou: “...para que todo que Nele crê...” (João 3:16). Assim biblicamente, na linguagem vista em João 3:16 temos um mundo condenado e um mundo salvo. O mundo condenado não faz parte da oração do Senhor em João 17, mas Ele roga pelo mundo que Ele veio salvar: “...rogo pelos que me deste...”.
        Posso aprofundar um pouco mais mostrando que Cristo se deu por essas ovelhas e é esse o ensino exposto em todo Novo Testamento, conforme vemos em Efésios 5 e em Tito 3. Mais do que isso, essas ovelhas são levadas ao Filho pelo Pai: “Todo aquele que o Pai me dá esse virá a mim...” (João 6:37). Seguindo esse raciocínio, vemos que a mais poderosa bênção recebida neste mundo é a bênção da fé em Cristo. Isso é motivo de louvor, porque a fé verdadeira significa que todo ser do homem foi modificado. O crer bíblico indica que agora a boca falará de Deus e dará louvores a Ele; que as mãos ficaram livres para servir ao Senhor e ao próximo nesta vida; na mente agora a luz da verdade fez tudo brilhar, removendo toda escuridão; as emoções são libertas para expressar todo sentimento de amor, alegria, exultação e outras expressões achadas somente na graça; os pés agora são fortalecidos para seguir a Cristo por veredas santas. Afinal, o que aconteceu? Por que esse milagre? É que o homem é tirado da morte para a vida, conforme João 5:24)
        Meu amigo, a sua incredulidade mostra a situação de um coração revoltado contra Deus, mas nada disso pode mudar o trono celestial. A incredulidade só trará prejuízo a você mesmo. Mesmo que você seja uma pessoa que se acha justa, bondosa e honesta aqui, tudo isso só trará louvores aqui mesmo. As honras e louvores da incredulidade dos homens em nada altera a condição deles na justa e perfeita balança divina. A incredulidade marca a trajetória do seu viver, para onde você está indo. Mesmo que o caminho pareça bonito, agradável e florido aqui, no final dará em caminho de morte. A permanência numa obstinada rebelião contra a verdade revelada só declara que um destino de horror eterno está se aproximando cada vez mais.
        O que fazer? Humilhe-se diante de Deus. Recuse outra coisa a não ser se humilhar, pois quem sabe o Senhor usará de compaixão com sua alma. Quem sabe, em Sua graça Ele lhe levará a conhecer a glória da tão grande salvação que Ele tem em Cristo, Seu Filho.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

O PERIGO DA INCREDULIDADE (10 de 11)


“Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito” JOÃO 10:26
A RAZÃO DA INCREDULIDADE. “porque não sois das minhas ovelhas.”
        Tendo mostrado o que realmente significa a vil incredulidade, os sinceros crentes devem se humilhar perante a revelação bíblica, porque se chegamos a crer um dia e hoje cremos no coração, sabemos que essa disposição não veio de nós mesmos. No texto o Senhor deixou claro que para ser ovelha Dele tem que haver uma obra poderosa, feita pelo próprio poder da graça no coração. Como um incrédulo vil e transgressor pode chegar a crer no Deus da revelação bíblica? Isso não é algo natural, tem que ser Deus rasgando o coração, arrancando o coração de pedra e dando um novo coração. Foi essa a radiante promessa feita desde o Antigo Testamento pelo Deus que ali manifestou Sua graça.
        A seguir creio que preciso mostrar essa verdade, porque em João nosso Senhor deixa essa lição estampada perante a testa de ferro daqueles homens e mulheres. O próprio verso mostra isso: “...porque não sois das minhas ovelhas”. Será que enxergamos isso? Nessa declaração o Senhor expõe o braço forte da soberana graça em plena atuação, porque, o que Ele faz é tornar as feras do pecado em mansas ovelhas que Lhe seguem e que são apascentadas e protegidas por Ele. As lições que Ele traz a partir do verso 27 é de encher nossos olhos espirituais, mas não é meu propósito tratar dessas verdades aqui. Focalizarei no tema sobre o perigo da incredulidade.
        Notemos no próprio texto o quanto o Senhor enfatiza isso, pois afirma que os que creem Nele são rebanhos tirados dentre os judeus e os gentios, formando um só rebanho que tem um só pastor. Essa foi sempre a graciosa promessa que brilhou nos escritos proféticos do Velho Testamento e Paulo corrobora essa verdade em Romanos 9. O Senhor também deixa essa verdade ainda mais esclarecida em João 17:2, quando em Sua oração sacerdotal Ele diz ao Pai: “Assim como lhe deste poder sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste”. Veja nas palavras do Senhor que Ele recebe poder do Pai (ou autoridade), a fim de dar vida eterna.
        Como alguém poderá crer em Jesus se não receber vida? Como um coração incrédulo poderá mirar Jesus como Senhor e Salvador, com a disposição de confessar, crer de todo coração e com a disposição de segui-Lo? Essas coisas não acontecem naturalmente. Como um coração empedernido crerá no Salvador? Como homens e mulheres amantes do pecado terão essa disposição de se humilhar perante o Senhor da glória. A incredulidade vil faz o homem marchar de forma arrogante neste mundo. A incredulidade vil é capaz de se ajoelhar perante qualquer coisa que seja foco de suas ambições idólatras. Diante do Senhor da glória o pescoço fica duro, os olhos faiscantes de ódio, os joelhos enrijecidos, a língua muda e todo ser armado contra o Senhor.
        Não há como mudar o coração duro. Por fora poderá parecer crente; poderá se tornar membro de um clube religioso; poderá ter a bíblia e até se sentir envaidecido por uma suposta certeza de salvação. Mas não pertence ao Senhor, não é Sua ovelha. Então a atitude será de enfrentar o Senhor. Poderá dizer que não, mas o fará sim diante dos pregadores fieis, assim como os judeus rebelavam e assassinavam os profetas; assim como fizeram com os apóstolos e outros na história. Crer em Jesus é milagre; mostrar perante o mundo que foi chamado por Deus para receber vida, seguir a Cristo e caminhar rumo ao céu é milagre. E isso é tão verdadeiro que o próprio mundo fica pasmado e passa a perseguir tal pessoa.
        Meu desejo é que agora mesmo almas sejam despertadas para essa fé em Cristo Jesus o Salvador e Senhor, a fim de serem salvas para sempre.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

O PERIGO DA INCREDULIDADE (9)



“Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito” JOÃO 10:26
A TERRIVEL INCREDULIDADE: “Mas vós não credes...”
        A vil incredulidade vil prefere escorregar-se na lama do pecado e receber o salário ilusório. A fé olha para o invisível, a incredulidade encara o que visível. O mundo para o coração incrédulo é seu lugar de atração; ele não tem um coração focado nas realidades eternas, mesmo aquele que frequentou uma igreja, foi de uma família crente ou mesmo aprendeu muito das doutrinas bíblicas. Nada disso move um coração incrédulo para Deus. Às vezes conhecimentos e práticas religiosas funcionam como processo de maior endurecimento. Muitas vezes olhamos as pessoas porque são pobres, simples e aparentemente religiosas, mas Deus não vê as coisas assim. Sem dúvida na sinagoga em Nazaré havia muitas famílias aparentemente piedosas, mas todas se ergueram com ferocidade contra Jesus, assim que Ele abriu o rolo e explicou a verdade (Lucas 4)
        O coração endurecido não tem porta nem janela. Ali é um lugar de plena escuridão e está pronto para canalizar suas maldades para a boca. A incredulidade é resoluta em prosseguir sua jornada mundana e ímpia. Ela poderá até buscar recursos religiosos, como oração, versos bíblicos e apoio de líderes religiosos, mas ela tomará tudo isso para firmar os pés na busca por obter seus anseios aqui mesmo. A incredulidade tem olhos, mas não veem a glória de Deus; sua boca transborda das vaidades da vida terrena; sua boca silencia quando trata e não pode mexer muito, tentando perfurar o coração com palavras, porque a incredulidade sente dores fortes e pode se levantar para o ataque, ou mesmo para a fuga.
        Também, a incredulidade é completamente surda para ouvir o chamado do Senhor. Ela pode ouvir as batidas de advertências, mas não a voz graciosa do Salvador a chamar à salvação. Há um silêncio mortal num homem incrédulo. Ele crê em Deus, mas não crê naquele que foi enviado por Deus para ser o Salvador. Ele crê num criador, devido as evidências expostas perante seus olhos, mas não pode conceber a ideia de um Deus conosco, presente e pronto para agir em salvar. A incredulidade pode ter evidentes provas de salvação em sua família, mas essas luzes acesas ficam expostas do lado de fora do coração e não fará qualquer diferença. Às vezes a incredulidade parece acordar para a situação, mas não significa que houve um despertamento de Deus. Foi algo temporário, assim como um besouro que fica rodeando em torno de uma lâmpada acesa e logo morre.
        Acontece é que a incredulidade está marcada para jamais poder crer: “Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas”. Nosso Senhor mostra ali que Ele nada espera da incredulidade, porque é uma situação permanente: “...não credes porque não sois...”. É como explicar que um leão não come ervas porque não é ovelha. O Senhor não está esperando que aqueles judeus façam uma decisão para Ele; que abram a porta para Ele entrar. A incredulidade não pode mudar-se em credulidade; um coração de pedra não pode ser derretido ante quaisquer evidências de bondade, sinais e maravilhas. Se não houver um milagre, a vil incredulidade permanecerá como ela é até a morte e depois da morte.
        Esperar que a incredulidade tem poder na vontade em voltar para Deus é uma espera inútil. Quando oramos por um incrédulo, não esperamos uma decisão dele, mas sim uma decisão de Deus. Ele é o Deus que ressuscita mortos, portanto, não tem algo mais marcante do que esse milagre de tirar o coração de pedra e por um coração que teme a Deus. É assim que Deus opera em Suas ovelhas. Ele faz com que o leão passe a ter atitude de ovelha. Será que não ficamos impressionados com isso? Pois os anjos ficam e fazem festa!

sexta-feira, 31 de julho de 2020

O PERIGO DA INCREDULIDADE (8)



“Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito” JOÃO 10:26
A TERRIVEL INCREDULIDADE: “Mas vós não credes...”
        Conhecendo melhor o trabalho sutil e malicioso de um coração incrédulo, posso afirmar que a incredulidade vil se enfeita de adornos da justiça própria. Ela trabalha de forma escancarada, publicando a todos e todos presenciando e saudando esses atos de justiça própria. A incredulidade se posta como capaz e digna de toda aceitação, porque continuamente ela está dizendo que não precisa dos recursos divinos, nem das revelações gloriosas e perfeitas de Deus na palavra. A incredulidade simplesmente se coloca como surda, recusando a santíssima provisão pelo sangue do Justo Cordeiro. A incredulidade de Caim é a modelo perfeita de como a incredulidade atua neste mundo. O pecado acalenta sua própria justiça e declara que a justiça de Deus não serve. Ela não quer ir para o céu, porquanto não tem qualquer aspiração pela Nova Jerusalém. A incredulidade vil, cega e surda segue seu caminho e se arma contra todos quantos se opõem a ela, assim como Caim resistiu seu irmão.
        Precisamos ir longe nisso? Claro que não! A incredulidade não morreu, ela sempre se desponta em cada ser que aqui nasce, e como serpente que saiu do ovo ela já se sente pronta para se virar sozinha com seu veneno. A incredulidade vil exibe o seu “guarda-roupa”, e mostra o quanto é abarrotada de vestimentas diferentes. Tem até vestes com as quais ela se mostra disfarçada de pastores, padres e charlatões espirituais. Mas o alvo dela é seguir a vida por este mundo e se houver caminhos melhores para atingir suas metas de prosseguir no mundo de um modo que lhe agrada, ela irá tomar as vestimentas que servirem. Ela quer passar como boa, justa e zelosamente religiosa; facilmente se curvará para aquilo que a fará mais egoístas. A incredulidade tem ouvidos prontos a ouvir suas e melosas palavras que enfeitam seu coração; ela se encanta com charmes religiosos e se abarrotará de costumes e modos que a farão mais encantada e atraente com tantos belos trajes da justiça própria.
        Quer ver a encantadora incredulidade? Veja a grande babilônia, a famosa meretriz que aparece no capítulo 18 de Apocalipse. Como aparece religiosamente linda, porque a grande e famosa meretriz é a reunião de todas as incredulidades. Ajunte todas as mentiras religiosas e verá o quanto todas as incredulidades darão as mãos para celebrar uma divindade desconhecida. Examinemos um pouco as atividades da incredulidade vil numa igreja, porque ela consegue dissimular-se bem e passar como autêntico crente. Ela consegue definir um credo religioso e se estabelece como alguém de fé e zelo. Mas tudo vai bem até que a verdade do evangelho vem perfurar seu coração e deixa-lo amedrontado, pelo fato que está caminhando para a perdição eterna.
        Porém, não há quem possa curar um coração tomado por essa moléstia do pecado. A incredulidade chora, faz pacto de andar certo, toma algumas decisões que parecem espirituais, mas como ela vive da aparência, logo essa nuvem se dissipa e sua face destruidora aparece para reagir. Não há como tentar acender a luz da verdade num ambiente evangélico porque a maliciosa incredulidade vai apaga-la. Assim como os judeus incrédulos tiraram seus disfarces e se revoltaram contra o próprio Senhor encarnado. A incredulidade não se levanta contra os adornos santos que aparecem na construção do tabernáculo do evangelho. A incredulidade odeia a glória do Senhor da glória e quer fugir dali. A mensagem santa descobre seu perverso coração e fere sua visão mundana. A mensagem santa tira a incredulidade do seu conforto, porque a luz é forte e a faz fugir.
        Não há como lidar com a incredulidade, ela é imutável em seu propósito e anseia em seu plano de arrancar a glória da tão grande salvação. A incredulidade não tem parte com as ovelhas, porque estas creem no Senhor, porquanto são elementos cujos corações foram mudados para temer ao Senhor e segui-Lo.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

O PERIGO DA INCREDULIDADE (7)



“Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito” JOÃO 10:26
A TERRIVEL INCREDULIDADE: “Mas vós não credes...”
        Todo meu esforço consiste em descobrir pela palavra de Deus o quanto é perigosa e letal a incredulidade, porque ela é inata ao coração. Nosso Senhor não amenizou a situação dos judeus arrogantes; Ele não teve nenhuma compaixão da incredulidade daqueles elementos que sempre O interpelavam, pois Ele conhecia perfeitamente a condição do homem no pecado. Para Deus não há mais terrível e proveniente do coração do homem do que não crer Nele. A incredulidade mostra o quão destruidor foi o pecado; como arruinou a criação em todos os aspectos da vida e como lançou o homem no poder da morte, tornando-o cego, surdo, mudo e paralítico. Nas palavras do Senhor vista no capítulo 10 de João mostra que não há absolutamente nada que se possa extrair do homem, a fim de leva-lo a Deus. Eles não criam em Jesus porque faltava entendimento; porque precisava um pouco mais de paciência na abordagem evangelística do Senhor. Segundo o Senhor, eles não criam porque não pertenciam às Suas ovelhas.
        Notemos essas verdades na prática. A incredulidade se prontifica a buscar qualquer recurso material no egoísmo do coração. A incredulidade tem consigo mesma seu modo de crer e em quem deve por sua confiança. Sua atitude hostil é contra Deus e não admite sua intromissão A incredulidade está dizendo que ela crê em si mesma. A incredulidade é louca e segue a loucura, porquanto, mesmo vendo as palavras documentas de Deus, ainda assim não as tolera.  A incredulidade tem consigo o desenho feito no íntimo de sua própria divindade. As matérias da incredulidade são corrompidas e não há qualquer luz que direcione o viver no íntimo; tudo é buscado conforme seus interesses voltados para si mesmo; todas as bênçãos buscadas pela incredulidade visa seu sucesso material.
        Que situação terrível se encontra o coração endurecido do homem. Já mencionei tanto Esaú, mas a vida dele vem a calhar quando tratamos de  uma mensagem com este tema. Em seu coração não havia qualquer coisa, senão interesses voltados para esta vida; seus planos estavam voltados para a formação de uma nação desenhada em seu coração. Ele acreditava no Deus do seu pai Isaque, mas o negava no viver. A confiança de Esaú estava fixada nele mesmo e queria que as bênçãos do seu pai caíssem sobre sua cabeça; queria que o Deus de Abraão fizesse uma aliança com ele, aliança totalmente diferente da que fora feita nos planos eternos. Estava ali um ímpio que marchava impiedosamente para seus planos pervertidos de construir uma nação sem Deus no mundo.
        No caso de Jacó a situação foi diferente, porque pela escolha o trabalho da graça deveria operar algo que somente a graça podia fazer, que era dar àquele homem um novo coração. Se não houvesse essa intervenção espiritualmente cirúrgica na vida de Jacó, certamente ele agiria com as mesmas disposições incrédulas e perversas do seu irmão, mesmo em circunstâncias diferentes. Se Deus não arrancar o coração feito de pedra pelo pecado, realmente é impossível para qualquer homem crer sinceramente no Deus da aliança. O incrédulo quer negociar com o Deus da criação e tenta imobiliza-lo em suas manobras perversas. Foi assim com aqueles judeus de João 10, pois com seus corações altivos e presunçosos marchavam para a eternidade, achando que tudo estava certo; que eles eram corretos em suas religiões e que certamente mereciam estar no Paraíso com o papai Abraão.
        Mas, quem estava perante eles? O Deus da aliança – o Senhor da glória. Ele conhece que o homem no coração nada quer com Ele, por isso Ele veio ao mundo buscar Suas ovelhas e reuni-las todas em Seu aprisco santo.

quarta-feira, 29 de julho de 2020

O PERIGO DA INCREDULIDADE (6)



“Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito” JOÃO 10:26
A TERRIVEL INCREDULIDADE: “Mas vós não credes...”
        Posso assegurar que a incredulidade se dispõe a obedecer a toda e qualquer fantasia da idolatria natural do coração. A idolatria é o coração fechado, obstinado, resistente, que continuamente desafia a Deus. Podemos notar que nas palavras de Raabe acerca do seu povo em relação a Deus (Josué 2), ela mostra o quanto toda população de Jericó com suas autoridades já sabiam quem era o Deus de Israel; sabiam que Ele abriu o mar vermelho e fez Israel passar. O povo não era ignorante acerca do todo poderoso. Era seus corações arrogantes, presunçosos e dispostos a continuar em seus pecados que fizeram deles pessoas fugitivas, tentando se ocultar de Deus, achando que a muralha era capaz de lhes dar proteção. A conversão de Raabe foi um ato misericordioso da parte do Senhor.
        Foi a incredulidade que fez o povo de Israel agir, como sempre age um coração endurecido. O incrédulo sempre raciocina de um modo natural; ele vê a vida do ponto de vista da natureza, por isso o povo olhou para as alturas do Monte Sinai e não viu nada do homem Moisés. Eles não olhavam pela fé, vendo o Deus que lhes tirou do Egito. O incrédulo ignora a bondade e os atos poderosos de Deus. Essas coisas não são levadas em conta em seu viver. Um homem viu uma serpente congelada, ficou com dó dela e a levou para aquecer. Uma vez aquecida a cobra voltou a agir e picou envenenando o homem que agiu com bondade para com ela. É assim que faz o homem no pecado. A vida do incrédulo é desenhar o destino do ponto de vista natural. Por essa razão a providência do povo foi fazer o bezerro de ouro e aproveitar a “liberdade” que jamais tivera no Egito, a fim de curtir a vida.
        Todo problema do homem está no coração. Se estiver lacrado e obstinado contra Deus ele agirá assim, disposto a ser hipnotizado pela mentira. Judas, nem mesmo vendo todas as maravilhas da graça ao andar com Jesus e com os apóstolos, pode deixar ser dominado poder dominante do amor ao dinheiro. O incrédulo não desconhece a Deus, ele sabe tanto acerca do Deus da bíblia que não O quer por perto. Seu coração é fechado, pois tem outro poder que o domina ali. O incrédulo nada tem para dar a Deus em adoração, amor, serviço, ações de graças e consagração. O incrédulo vê Deus de longe e diz: “Fique por aí, não venha perto de mim!”. O crê do incrédulo é igual ao crê dos demônios, pois quanto mais perto chega a luz ele grita: “O que queres de mim?”. Quando um incrédulo é descoberto pelo evangelho, sua reação é a mesma de Acabe em relação ao profeta Elias: “Porventura me achaste inimigo meu?”.
        A incredulidade é achada em todo coração que jamais se arrependeu. É achada num Judas traidor, mas também é achada num religioso Saulo de Tarso. É achada no povo assassino e perverso, o povo Caldeu, mas também é achada nos religiosos e fanáticos judeus. Por onde passarmos veremos os atos da incredulidade em toda sociedade. Mesmo diante de tantas verdades despontadas perante seus olhos, eis que a incredulidade estará bajulando os homens e xingando a Deus; disposta a oferecer seus cultos aos ídolos e pronta a negar culto solene e santo ao Deus vivo e verdadeiro, o qual lhes enche de bênçãos materiais dia a dia.
        A incredulidade vil é assim, sempre pronta a se enfeitar, cantar, falar versos, orar e até mesmo trabalhar para Deus. Mas veja os atos da incredulidade, porque ela há de negar as Escrituras. Ela tem forças para manter a bíblia fechada, calada e luta para aniquilar toda pregação bíblica. A incredulidade é forte e poderosa para suas maldades, porque diante dos homens ela sabe bem como manipular, enganar e mentir e acha que Deus pode ser tratado da mesma maneira, como faz com os homens.

terça-feira, 28 de julho de 2020

O PERIGO DA INCREDULIDADE (5)



“Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito” JOÃO 10:26
A TERRIVEL INCREDULIDADE: “Mas vós não credes...”
        Nem podemos imaginar o quanto o poder do pecado sempre leva o homem a descer rumo aos mais tortuosos caminhos da descrença em Deus e da confiança naquilo que é simplesmente nulidade. Nestes dias em nosso país, quanto mais parece que evoluiu o culto religioso, na realidade a incredulidade aparece bem trajada de suas profundas superstições. Quanto mais o mundo parece mais belo e agradável, mais aumenta a descrença num Deus sobrenatural, que se revelou em Sua Palavra. Notemos bem como os homens estão sempre prontos a engolir as piadas evangélicas de nossos dias, porque foi sempre assim, os filhos do diabo se aproximam dele, a fim de receber suas orientações mentirosas. A incredulidade se adere bem a qualquer elemento religioso onde as mentiras aparecem bem trajadas de servas dos homens. Quanto mais os homens puderem saciar o egoísmo, eles se agarrarão às mentiras.
        Nosso Senhor arrancou a capa religiosa que encobria o coração dos judeus e declarou a eles que a liberdade externa que eles usufruíam escondia o fato que não passavam de pobres escravos. Nosso Senhor estava dizendo a eles que a escravidão do Egito foi apenas sombra daquilo que envolvia suas almas e que era desconhecido aos seus olhos. No capítulo 10 nosso Senhor mostra a cruel manifestação de incredulidade que fazia seus corações extremamente endurecidos: “...vós não credes porque não sois das minhas ovelhas”. Ele não diz que eles não criam porque não foram bem informados, porque ignoravam os ensinos acerca Dele.
        Ora, as obras, a vida e os ensinos do Senhor provavam o fato que Ele era o Filho de Deus. Os discípulos viram as obras do Senhor e testificaram ser Ele o Filho de Deus. Aqueles homens eram ovelhas sim, mas ovelhas errantes, cada uma seguindo seu próprio rumo. Como Caim, eles amavam o mundo; como Balaão amavam as riquezas terrenas e como Coré ambicionavam uma posição melhor aqui. Esse trio humanista, mundano e egoísta fazia parte daqueles corações que por várias vezes tentaram matar o Senhor. O Senhor estava cercado de inimigos. Eles eram ovelhas na fragilidade diante dos lobos invisíveis, mas eram leões na natureza perversa e extremamente corrompida pelo pecado. Tinham aparência de piedosos, mas por dentro eram fanáticos pelos caminhos idólatras, como procederam seus pais em toda história de Israel.
        Que diferença há com os homens de hoje? Nenhuma. O coração do homem é tão embrutecido na incredulidade hoje quanto foi o coração de Caim, de Balaão e de outros nomes conhecidos. Se Deus não poupa uma fé pequena dos seus servos; se Ele chamou os discípulos de “homens de pouca fé”, quanto mais a incredulidade é vista por Ele como a atitude mais terrível, assombrosa, criminosa e desafiadora da parte dos homens. Alguns dizem: “Eu creio em Deus”. Outros dizem coisas semelhantes, mas o que é isso? Que tipo de fé é essa que até os demônios possuem? A incredulidade é como uma parede de pedra, onde os homens gravam o nome de Deus juntamente com seus ídolos. Ora, eles refletem isso nos seus lábios, porque a mesma boca que transmite coisas boas, também pronunciam as maldades que procedem de seus corações.
        Ó, que triste situação dos homens na incredulidade. A incredulidade diz que tem fé, que crê em Deus. Mas esse crê é a atitude de inimigos que fogem, que se escondem, que se armam querem também atacar. A incredulidade é lisonjeira, porque Deus aparece para tirar-lhe do seu conforto e bem-estar. A incredulidade é vil, zombeteira, caluniadora, falsa conselheira e pronta para atacar toda verdade, assim que aparece a oportunidade.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

O PERIGO DA INCREDULIDADE (4)


                
“Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito” JOÃO 10:26
A TERRIVEL INCREDULIDADE: “Mas vós não credes...”
         O tema exige que eu continue nessa investigação acerca da perigosa incredulidade e já pude mostrar que tudo teve início na queda. Os homens não nascem crendo em Deus, mas sim com seus corações empedernidos e revoltados contra Deus. Incredulidade significa que no íntimo o homem nem sequer se ocupa com Deus, nem com suas palavras. A incredulidade ignora Deus e não significa que os homens no pecado não acreditam Nele, mas sim que não há temor suficiente que envolva suas vidas em obediência e submissão. O que neles é um medo que, dependendo das circunstância poderá leva-los a fugir, assim como os companheiros de Saulo fugiram da luz que o cegou (Atos 9). Não existe uma ignorância total acerca de Deus, o que existe é completa indiferença.
         Outra verdade que precisamos conhecer é o fato que a incredulidade mostra que há uma ligação com o pai da mentira – satanás. Os homens no pecado precisam de um ser supremo; o que há de alguém espiritual para eles, esse alguém é satanás, que é chamado de pai deles. Realmente os homens precisam dessa divindade, porque satanás espertamente se oculta e inventa meios idólatras para que possa ser adorado de forma indireta. Sempre satanás fez assim com as nações no mundo e faz em nossos dias. Cada ser humano que ser livre, independente e sentir-se feliz neste mundo para experimentar o melhor que o mundo pode oferecer. Assim como elevou Jesus às alturas, a fim de que ser adorado pelo filho de Deus, satanás também infunde nos corações um desejo de ser igual a Deus. O amor pelo dinheiro e o desejo por riquezas é o passo principal para outros malignos desejos, e não há nada que possa dissuadir os homens de suas reais intenções hostis a Deus em sua jornada por esta vida.
         Assim, essa ligação íntima com o deus deste sistema existe e é uma portentosa ligação que vai às mais profundas atividades religiosas criadas pelo reino das trevas. Tudo isso indica onde a incredulidade vil chega. A incredulidade inata trabalha a todo vapor na tentativa de acabar com os cultos dirigidos pelos fieis. Deus tomou Ezequiel em espírito e o levou ao templo em Jerusalém para mostrar ao profeta o que os sacerdotes faziam no templo, adorando ídolos, em total afronta ao Senhor e Sua glória (Ezequiel 8).
         A incredulidade também revela a arrogância derivada de um coração enganoso, em achar que é livre. Para o coração incrédulo tudo o Deus fala não é digno de crédito, a bíblia é posta de lado e seus ensinos tratados com indiferença. Para o leviano coração a vida consiste de encarar o viver aqui e ganhar esta vida. Mesmo o mais religioso, cujo coração não foi mudado mantém sua atitude de não acreditar em Deus e suas promessas. A incredulidade pode saber da salvação, mas esse assunto não é levado em conta e como Caim ele prossegue, tendo em vista seus planos. Como Esaú, a incredulidade quer as bênçãos e normalmente depende de um elemento humano, no qual pode por sua confiança. Foi assim com Saul, porque após ter desobedecido a Deus, mostrou sua atividade cruel de um homem incrédulo. O que ele fez foi buscar apoio de Samuel. O incrédulo é sempre assim, pois sempre estará precisando de uma “muleta” humana. A incredulidade cai perante os homens, buscando socorro, enquanto a fé cai perante o Deus da revelação bíblica.
         Ó pobre alma incrédula, até onde irá? Eu sei o quanto satanás ousa colocar nomes divinos nas bocas dos homens; eu sei o quanto ele que usar o nome de Deus e de versos e cânticos bíblicos, na tentativa de dar paz e calma ao coração incrédulo. Mas o fato é que ninguém pode mudar o incrédulo, mesmo que apareça trajado de religioso e bondoso, ele é o mesmo, incrédulo e autoconfiante.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

O PERIGO DA INCREDULIDADE (3)


                               
“Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito” JOÃO 10:26
A TERRIVEL INCREDULIDADE: “Mas vós não credes...”
        Prossigo mostrando o quanto é terrível a incredulidade e como todo pecado procede dessa atitude perversa do coração. Sabemos que a incredulidade é resultado da queda no Éden e que nessa atitude de rebelião todos nós tornamo-nos servo do pecado em todas as suas manifestações. Se é servo do pecado, então não é servo de Deus; se todo sentimento, pensamentos e decisões pertencem ao domínio do pecado, então é certo que nada disso será oferecido a Deus para Seu serviço e louvor. Um Labão incrédulo, mesmo sendo advertido por Deus em sonhos, ainda assim terá seu coração endurecido e rebelde contra Deus (Gênesis 31)
        Também, a incredulidade do coração revela que há desobediência a Deus e obediência à voz do pai da mentira. Mesmo tendo conhecimento das Escrituras do Velho Testamento, os judeus mostraram que odiavam o Senhor e amavam satanás. Nem um pouquinho eles simpatizaram o Filho de Deus, nem sequer pararam para examinar Suas obras e Seus ensinos. Eles queriam ter o Senhor como o milagreiro, a fim de melhorar a vida deles na terra; eles eram humanistas na religião, por isso confiavam em Abraão, a fim de entrar no céu, mas no tocante ao grande EU SOU, eles estavam prontos a mata-Lo por apedrejamento.
        A incredulidade mostra o quanto o homem no íntimo é orgulhoso e a soberba no íntimo é a essência do pecado, porque o resumo de tudo é que pecado é não dá a Deus a glória que é devido a Ele só. O coração endurecido é totalmente lacrado e está longe de reconhecer que Deus é Deus em todas as atividades desta vida. A incredulidade declara que somos ferventes de amor por nós mesmos; que sou habilidoso para cuidar da minha vida e buscar meus interesses. Os homens no pecado são individualmente pessoas que se veem como deuses; cada um segue seu próprio caminho, pensa o que quiser, usa as emoções para envolver a si mesmo na felicidade que busca e acha que tem o livre-arbítrio para seguir na direção que achar melhor.
        A incredulidade declara que não precisa de Deus; a incredulidade não crê num ser onipotente, onisciente e onipresente. Isso nem mesmo é levado em consideração. A ausência desse santo temor que é visto somente nos salvos é a manifesta loucura da incredulidade. A incredulidade nem mesmo cede aos sinais das manifestações da ira de Deus. As pragas do Egito vinham, assombravam o Faraó, mas não demorava e o arrogante monarca achava que devia voltar ao que era antes. Às vezes conseguimos espantar uma mosca, mas não demora e ela retorna. Passa o calor do medo e quando as ameaças de juízo somem, eis que logo a incredulidade ergue sua cabeça e movimenta todo seu ser na direção daquilo que sempre quis e quer. A incredulidade permanece em sua obstinada jornada pelo caminho do mal e nem mesmo as chibatadas da vida farão com que a incredulidade vil abandone sua residência no coração.
        A bíblia fala sobre os milhares de Israelitas que morreram no deserto, sem que pudessem entrar na terra prometida. Diz Hebreus que eles não entraram por causa da incredulidade. Ó quanto ódio Deus tem da hostil incredulidade! Mesmo os crentes devem fugir dessa atitude de ser levados pela influência da carne. Aqueles discípulos do caminho de Emaús estavam tão levados pela atitude de achar que Jesus não passava de um profeta, que seus olhos simplesmente estavam cegos. Mesmo com o Senhor ao lado deles, caminhando com eles, ainda assim não conseguiam ver a realidade daquilo que a própria bíblia falou a respeito da vinda do Messias. “Ó tardos de coração!” Essas palavras do Senhor mostram o quanto Deus jamais há de justificar a incredulidade. Nossa atitude deve ser firme na meta de confiar em nosso Deus em qualquer circunstância desta vida, porque a nota que Deus dá para a incredulidade é zero.

quarta-feira, 22 de julho de 2020

O PERIGO DA INCREDULIDADE (2)


                                     
“Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito” JOÃO 10:26
A TERRIVEL INCREDULIDADE: “Mas vós não credes...”
         Não há dúvida que o poder do pecado gerou homens com corações endurecidos e embrutecidos contra Deus. Quando a bíblia fala da incredulidade, é exatamente sobre essa reação em não submeter-se a Deus e à Sua palavra. Foi isso que mostrou ser os judeus, pois nem mesmo o conhecimento da lei e da história narrada no Velho Testamento veio quebrantado diante de tantas atividades do Senhor no meio deles. O capítulo 10 é o resultado do que ocorreu no capítulo 9. Jesus restabeleceu a vista do cego e isso era o suficiente para que eles caíssem em louvor a Deus, reconhecendo que Aquele homem era o Messias prometido. O homem que fora curado entendeu isso e no final do capítulo anterior, vemos como ele rende aos pés do Senhor para adorá-Lo.
         Naquela conversa vemos a animosidade daqueles homens contra o Senhor. Os milagres não foram suficientes para abrir os olhos deles, mas o Senhor, com profunda compaixão encara aqueles homens, mostrando que o coração deles estava endurecido pela incredulidade; eles não cria no Senhor, o próprio Filho de Deus, por essa razão eles morreriam em seus pecados, conforme havia falado no capítulo 8 verso 24.  É sobre essa inerente incredulidade que desejo pregar. Nosso Senhor diz: “...vós não credes...” Eram religiosos incrédulos; eram doutores na lei de Moisés, mas analfabeto na verdade revelada. Seus corações eram vistos por Deus, conforme Deus mesmo havia falado acerca de Israel nos dias de Jeremias: “O pecado de Judá está escrito com um ponteiro de ferro e com diamante pontiagudo, gravado na tábua do seu coração e nas pontas dos seus altares” (Jeremias 17:1).
         Que triste situação! Hoje vejo o quanto o evangelismo que mostra uma graça barata tem sido disseminado e seus efeitos têm trazido mais homens e mulheres endurecidos contra Deus, do que genuínos e piedosos crentes. O nome “crente” em nada combina com o estilo de vida que chamados “evangélicos” professam hoje, porque o termo “crente” significa “aquele que continuamente crê e que está de acordo com o famoso verso de Habacuque 2:4: “...o justo viverá da fé”. Tudo isso vem nos dizer que o coração do homem moderno precisa ser descoberto, como nosso Senhor o fez com aqueles judeus, conforme o texto de João 10. Se o coração estiver endurecido é porque obviamente não foi quebrantado por Deus.
         A nossa pergunta é: “Por que o homem em seu estado natural não crê no Senhor Jesus?” Veja bem, não estou dizendo que não crê em Deus, o Criador, porque todos os homens acreditam nesse Deus. Estou referindo à fé em Cristo, o Senhor da aliança. Aqueles judeus criam e professavam crer no Deus de Abraão, Moisés e estavam certos que iriam para o Paraíso celestial. Mas quanto engano dominava seus corações! Nosso Senhor deu a eles a resposta clara e inequívoca: “Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas”. Nosso Senhor definiu a condição deles nessas palavras; mostrou que a fé que eles afirmavam ter não era a fé verdadeira, pois eles estavam rejeitando o próprio Deus encarnado, então tudo o que eles professavam na religião judaica era mentira religiosa.
         Nosso Senhor estava perante homens e mulheres terrivelmente incrédulos quanto a condição deles; eram eles pessoas que criam na aparência; tudo funcionava na alma e no corpo, mas não passavam de defuntos espirituais e revelavam isso pela dureza e obstinação dos corações; estavam ali prontos para atacar o Senhor da glória e com toda disposição assassina, a fim de apedrejar, somente porque não aceitavam as verdades expostas por Cristo a respeito Dele mesmo, como sendo o próprio Deus. Que lição temos para nós em nossos dias!

terça-feira, 21 de julho de 2020

O PERIGO DA INCREDULIDADE (1)


                               
“Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito” JOÃO 10:26
       INTRODUÇÃO:
        Sempre estamos indignados e sem qualquer resposta quanto as atitudes de incredulidade dos homens. Sabemos biblicamente o quanto o coração é por natureza incrédulo no tocante a Deus e tal incredulidade é tão profunda que nem mesmo sabemos como explicar. Nossas tentativas sempre resultarão em explicações superficiais, e não raro em respostas mentirosas. A exposição perfeita acerca da incredulidade do coração humano é dada por Deus, e Ele o faz mostrando tal verdade com o povo com quem Ele se comunica. Em Oséias Ele fala que Seu povo Israel faz oração a um pedaço de pau, e obtém resposta.
        O pecado da incredulidade é exposto por Deus como o assunto mais pavoroso, absurdo e que causa espanto, porque o pecado levou o homem a duvidar de Deus, descrer Nele e achar que Ele não é Deus. A bíblia é o livro onde Deus não somente nos mostra quem Ele é, como também nos livra desse grande perigo. Não fiquemos a pensar que Deus trata meramente da incredulidade dos pagãos espalhados pelo mundo afora. Em João 10 o Senhor está lidando com o povo judeu, elementos que deveriam sim, por toda confiança no Deus do Velho Testamento, mas que agora, diante do Messias prometido estão revelando serem mais perigosos do que os incrédulos não judeus. Até mesmos pessoas crentes, como os discípulos foram advertidos pelo Senhor por causa da idolatria: “Homens de pouca fé”, foram eles tratados assim pelo Senhor. Homens como Elias e mesmo João Batista, tiveram momentos difíceis, quando a incredulidade tomou posse dos seus corações.
        Por que temos essa tendência para descrer no Deus da bíblia? Nós mesmos somos pegos constantemente em atitudes perversas de incredulidade de nossa parte, por isso Deus está sempre a nos corrigir, disciplinar e repreender. Outra razão, olhando do ponto de vista do conhecimento, é porque não conhecemos a situação do homem no pecado em Adão, e o domínio do pecado no coração. O evangelho moderno tão moldado por sentimentalismos e por humanismo tem deixado suas marcas de fracasso no transcorrer dos anos, com elementos que realmente não creem no Deus da bíblia. Se não houver conhecimento da natureza pecaminosa, ardilosa e maliciosa dos homens sempre acharemos no íntimo que o cego vê e o surdo ouve; sempre acharemos que o morto pode se mover e reagir por eles mesmos, ante as nossas súplicas. ]
Porém, nosso Senhor que é perfeito conhecedor da situação do homem nunca ficou sobressaltado ante a reação dos homens no que tange à decisão de ir a Ele para receber vida. É verdade que como homem Ele chorou em razão da dureza e obstinação do povo de Israel.
        No texto de João 10:26 temos a causa e o efeito da incredulidade. Nosso Senhor encara os corações endurecidos e embrutecidos dos judeus. Eles estavam contestando o Senhor; estavam dizendo que o que Ele fazia era religiosamente errado. Nosso Senhor encara com amor, sabedoria e coerência aqueles homens. Ele não pergunta mas faz afirmações. Ele começa com o efeito e termina com a causa. Ele está afirmando que o eles não criam Nele, sendo Ele mesmo o Messias prometido. Mas nosso Senhor mostra que a causa da incredulidade deles era o fato que eles não eram pertencentes, ou do grupo das ovelhas Dele: “Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas”. A causa estava no fato que eles não eram ovelhas que Lhe pertencia e o efeito era visto no fato que eles não criam Nele. Impressionante! Nosso Senhor, como que, abriu as páginas de Ezequiel 34, mostrando que Ele mesmo viria arrebanhar Suas ovelhas, e também, de certa forma estava expondo o Salmo 23:1: “O Senhor é o meu Pastos, nada me faltará”.
       

quinta-feira, 5 de abril de 2018

A ORAÇÃO PERSISTENTE (7 de 7)



“Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á. Porque todo aquele que pede recebe; o que busca, encontra; e o que ao que bate, abrir-se-vos-á”   MATEUS 7:7,8
O QUE SIGNIFICA “PEDIR”: “Pedi, e dar-se-vos-á...”.
        Quando somos estimulados a pedir, não há dúvidas de que Deus está falando aos que creem. Aliás, Deus sempre se comunica com seu povo. Ele sabe de nossas fraquezas e de nossas eventuais dúvidas num mundo tão cheio de incertezas. Por essa razão nosso Senhor nos cerca de promessas, nos assegura de sua presença e do fato que ele há de responder nossas orações. Aliás, ele sempre faz isso, mas nós não percebemos, por causa da nossa incapacidade de ver as coisas do ponto de vista dele. Ele está mais interessado em nosso bem eternal, do que em dar aquilo que nossa natureza rebelde tanto deseja possuir. Quantas vezes pedimos mal! Quantas vezes nossas petições não exibem piedade! Deus está sempre dizendo “não!” para muitos, porque ele sabe o quanto seremos prejudicados com nossas ambições terrenas.
        Se aprendermos humildade perante ele, certamente estaremos no caminho certo das orações. Se dispusermos em conhecer nosso Deus, agradar-nos dele, então entenderemos o real significado daquilo que ele nos outorga aqui. Às vezes nossas petições mostram que realmente estamos mais interessados em que Deus alargue nosso caminho e nos deixe mais folgados. Por exemplo, uma senhora pode pedir pela salvação do seu marido, mas seus interesses estão mais voltados nela mesma do que na glória de Deus em responder aquilo. O rei Ezequias pediu ao Senhor que ele prolongasse mais sua vida aqui. Deus lhe deu mais quinze anos, mas aquele tempo a mais resultou no nascimento de Manassés, talvez o pior rei que assentou no trono em Jerusalém.
        Notemos bem as petições de Davi, porque foram nos dias quando ele mais foi perseguido por Saul que, do seu coração brotou grandes e preciosas petições. A fé bíblica é humilde e quer depender de Deus, porque vê que aquilo que emana de sua bondade é exatamente aquilo que precisamos. Quando ele responde nossas orações, porque vê que nossos interesses estão de acordo com sua vontade perfeita, então essas respostas chegam como “pacote” de bênção, recheado de bondade, justiça e santidade. Quem espera com paciência do Senhor é porque sabe o que realmente quer e porque conhece seu Deus. Quem não tem a paciência de esperar, certamente vai tomar a dianteira e resolver tudo de acordo com seus planos, achando que foi Deus quem respondeu.
        Meu amado leitor, estamos cercados de motivos para que nossos lábios não fiquem trancados. Olhemos este mundo, porque não passa de ser um pequeno salão, cheio de bugigangas. Contemplemos as riquezas celestiais, porque os tesouros de lá são inesgotáveis. Requer que cheguemos com temor e confiança perante nosso Deus. Ele não nos concede nada sem que primeiramente estejamos realmente convictos de que estamos pedindo o que é certo, que precisamos e que há de glorifica-lo. Ele não é como os pais terrenos, os quais, sem sabedoria vão jogando presentes nas mãos dos filhos. Ele prometeu que se pedirmos com fé teremos a resposta: “...dar-se-vos-á...”. Não há um “não!” da parte do Senhor, porque o reino da graça é assim, cheio desse ambiente que reflete o dom de Deus.
         Ouso estimular você a pedir, e que momento tão oportuno para isso! O mundo atual desconhece as maravilhas que vem do céu, porque o povo de Deus não tem orado com poder e sabedoria. Nosso Deus prometeu atender seu povo e fazer coisas extraordinárias, para que seu Nome seja glorificado!






quarta-feira, 4 de abril de 2018

A ORAÇÃO PERSISTENTE (6)



“Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á. Porque todo aquele que pede recebe; o que busca, encontra; e o que ao que bate, abrir-se-vos-á”   MATEUS 7:7,8
O QUE SIGNIFICA “PEDIR”: “Pedi, e dar-se-vos-á...”.
        A orgulhosa e altiva natureza humana odeia a ideia de depender de Deus. Por natureza preferimos depender dos homens; preferimos cair aos pés de meros mortais. O ambiente mundano hoje é terrivelmente contagiado pela moléstia da autossuficiência, por isso os cultos de oração normalmente são vazios, porque são poucos os que querem chegar ao trono de graça e depender exclusivamente de Deus. Mas o fato é que não há outra esperança para a igreja nem para o mundo, se realmente fugirmos dessa santa e preciosa atividade. Aliás, é imensamente grande o perigo que nos assalta, se continuarmos nessa indolência, confiando em nossos recursos e abandonando esse santo lugar onde devemos estar sempre.
        Deus deu aos crentes suas promessas e ele enche sua palavra de ilustrações maravilhosas, mostrando que ele age conosco na base de seus milagres. Para nós é milagre, mas para ele é o modo normal de agir. Ele ensina aos seus santos que o mundo inteiro é dele e que tudo está ao seu dispor. Jonas precisou de alguns dias de pavorosa experiência, a fim de saber dessas coisas. Deus fez com que seu servo ficasse enclausurado num recinto bem estranho – o ventre de um grande peixe, e foi ali que ele realmente orou. Foi num palácio de ímpios, de adoradores de deuses estranhos, distante do seu povo e do templo que Daniel e seus três amigos aprenderam a orar e depender de Deus. Então, se o conforto diário, com tudo ao nosso dispor nos afasta de uma vida de oração e adoração ao Senhor, então é claro que ele poderá nos confinar num ambiente não agradável à nossa natureza.
        O reino de Deus é diametralmente oposto a este sistema mundano de vida aqui. Neste mundo temos que trabalhar, ganhar nosso sustento, a fim de comprarmos o que precisamos. No reino de Deus temos que pedir. O dom de Deus é dar; seu trabalho é gracioso, porque ele é dono absoluto de todas as coisas. Os seus súditos precisam dele e toda criação expõe o fato que esse Deus estende sua mesa farta. Os crentes devem saber que para tudo o que precisam, tanto espiritual, como material depende inteiramente de Deus e é conquistado em oração. Quão precioso é esse ambiente de pedintes espirituais! Como o Senhor se compraz em dar! Aquele que não poupou seu próprio Filho prometeu cuidar de nós e atender em tudo o que é perfeitamente bom e precioso.
        O que temos de fazer? Não é aprender a pedir, bater e buscar? Afinal, não conhecemos nosso Deus? Não é Ele o Deus vivo e verdadeiro? Veja como os mundanos buscam seus ídolos! Veja como ele utiliza todo mecanismo de superstição, a fim de atrair a atenção dos seus ilusórios deuses! Eles fazem isso sem base, dizem que creem, mas não têm documento que os habilite a buscar com insistência aquilo que precisam. Mas nós os crentes temos o mais poderoso documento – as Escrituras e elas são suficientes para nós, porque cremos que Deus fala; cremos que ele não nos deixou órfãos; cremos que ele cuida constantemente dia e noite e trabalha para nós enquanto dormimos (Salmo 127).
        Que essas palavras motivem meus leitores! Que o Senhor venha a usar de compaixão por nós! Que não venhamos a nos esconder em nossas desculpas esfarrapadas, achando que somos vítimas da época. Somos crentes e somos conhecidos como os que creem. Que aprendemos a erguer nossas vozes, sermos firmes em perseverar em oração, pois temos um Deus que prometeu atender as súplicas do seu povo!