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sexta-feira, 26 de abril de 2013

PERSEGUIDOR IMPLACÁVEL (2)




Mas se não fizerdes assim, estareis pecando contra o Senhor; e estai certos de que o vosso pecado vos há de achar” (Número 32:23).
         Prezado leitor, minha tarefa consiste em mostrar o quanto o pecado é um implacável perseguidor para aqueles que ousam continuar brincando com ele. Alguns anos atrás um jovem veio ao meu escritório. Ele havia basicamente destruído uma família que tanto confiava nele, mas por causa de imoralidade provocou um caos, trazendo desunião e desespero. Pude perceber naquele moço que seu coração estava duro e obstinado, sem querer confessar a maldade, por isso tentava tanto justificar seu ato tão perverso. Notei pelas suas palavras que ele aguardava que o tempo sepultasse todo aquele passado sujo, assim ele estaria pronto para recomeçar a vida. Procurei mostrar para ele o quão maligno e pervertido foi seu pecado e que não adiantava fugir, porquanto o seu pecado iria achar-lhe onde estivesse. Aquele moço saiu dali com seu coração ainda mais endurecido. Mais tarde fiquei sabendo que ele estava ficando quase louco.
         Os homens de hoje não sabem o que significa o terror do pecado, por isso até mesmo dentro das igrejas tratam o mal como se fosse o bem. Foi assim com Israel, nos dias do profeta Isaías. O cap. 5 descreve a condição apóstata daquele povo. Havia muita prosperidade material, mas aquele gosto pelo engordar do corpo não passava motivação para gastar com seus prazeres carnais. A religiosidade deles não era algo do coração, porque por fora parecia que buscavam a Deus, mas por dentro odiavam o Senhor e Sua lei. O cap. 1 mostra a aversão do Senhor por toda aquela aparência de piedade. No cap. 5 vemos como o Senhor adverte a nação contra suas maldades: “Ai dos que puxam a iniqüidade com cordas de falsidade, e o pecado como com tirantes de carros!” (verso 18). Este verso mostra a maneira como eles se agradavam em ter mais e mais pecados como motivos para suas diversões. No verso 19 vemos como eles desafiam o próprio Deus, uma vez que nada de errado estava acontecendo com eles naquele viver profano. O verso 20 salienta a familiaridade e parentesco com a prática da maldade: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que põem as trevas por luz, e a luz por trevas, e o amargo por doce, e o doce por amargo!”.
         Amigo leitor, não é essa a situação social de nossos dias? Por isso, as Escrituras devem abrir sua boca e gritar advertindo aos homens a respeito da destruição que lhes espera. Os brados da Palavra de Deus devem alertar especialmente aqueles que são intitulados de crentes, para que não brinquem com o pecado; que acordem, a fim de que andem no temor do Senhor e não venham a rastejar em sofrimentos nesta vida, como consequência dos males praticados em desobediência a verdade revelada. No momento que chamamos o mal de bem, certamente o bem será odiado e repudiado. Se odiarmos a luz, imediatamente as trevas serão nosso lugar de habitação e como consequência passaremos a perseguir a luz.
           Meu amigo tenho como propósito que você conheça o Deus de misericórdia, salvador e Senhor. Mas para conhecê-Lo toda nossa formação natural no pecado é, como que, desmontada. Foi assim com o profeta Isaías assim que teve a visão da glória de Deus. O terror apoderou-se dele e presenciou o próprio abismo à sua presença, por isso gritou: “Ai de mim! pois estou perdido...”. Foi ali que seu coração foi desbravado e toda depravação veio à tona: “... sou homem de lábios impuros, e habito no meio dum povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos exércitos!” (Isaías 6:5). O jovem Isaías passou a conhecer seu estado em Adão, seu destino merecido e a necessidade que tinha da misericórdia de Deus. O evangelho chega para mostrar a preciosidade de Cristo, como é Seu perdão e salvação para todos os que arrependidos invocarem o Seu Nome para serem salvos.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Cuidado com o caráter



“A estultícia do homem perverterá o seu caminho, e o seu coração se irará contra o SENHOR.” (Provérbios 19:3)
            Não há um livro de psicologia como a Bíblia. Permite-nos penetrar na conduta humana como não o poderíamos conseguir com nenhum outro instrumento. No versículo de hoje, por exemplo, é descrito um homem que faz naufragar a sua vida por causa de um capricho. Não obstante, em vez de aceitar a sua culpa, volta-se contra Deus e descarga sobre Ele o seu rancor.
            Tão certo como isto é, quando fazemos referência à vida! Conhecemos muitos que professam ser cristãos, mas que chegaram a cair em formas vis de imoralidade sexual. Isso levou-os à vergonha, à desgraça e à ruína financeira. Mas, arrependeram-se? Não, antes se voltaram contra Cristo, renunciaram à fé, e converteram-se em ateus militantes.
            Mais frequentemente do que nos damos conta, a apostasia tem as suas raízes no fracasso moral. A. J. Pollock relata o seu encontro com um jovem que começou a vomitar toda classe de dúvidas e a negar as Escrituras. Quando Pollock lhe perguntou: “Com que pecado está você condescendendo?” O jovem, destroçado, relatou uma escandalosa história de pecado e libertinagem.
            A gravidade deste assunto está no modo perverso como o Homem se enfurece contra Deus quando sofre as consequências dose seus próprios pecados. W. F. Adeney dizia: “É monstruoso acusar a providência de Deus por padecermos as consequências de ações que explicitamente Ele proibiu.”
            Que certo é que: “ Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.” (João 3:20) O apóstolo Pedro recorda-nos de que os escarnecedores que “caminham segundo os seus próprios desejos maus”, são “voluntariamente ignorantes.” Pollock comentou: “Isto deixa claro a importante verdade de que a incapacidade e oposição para aceitar a vontade de Deus é em grande parte de caráter moral. Os homens desejam continuar nos seus pecados. A carne tem uma aversão natural contra Deus. O que ofende os homens é o caráter penetrante da luz, e a influência restritiva da Bíblia. Não é tanto a cabeça a que tem a culpa, mas o coração.”
William MacDonald

sábado, 18 de agosto de 2012

UM SALVADOR CHEIO DE COMPAIXÃO (3 de 3)



 “E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o, dizendo: Senhor, se quiseres, podes purificar-me” Mateus 8:2.

Ontem abordei a maneira que aquele leproso se aproximou de Jesus. Ele chegou com toda confiança diante do Grande Senhor. Essa é a fé verdadeira. Deus não honra qualquer fé. Alguém disse certa vez: “Basta ter fé e isso é suficiente”. Isso é verdade em parte. A fé bíblica sempre mira a pessoa certa. Alguém pode ter fé que determinado santo pode salvar, mas é uma fé cega, entorpecida, que está andando no escuro. Vá a um armário, com os olhos fechados e pegue qualquer bebida, ou qualquer produto dizendo: “Creio que isso vai me curar de tal enfermidade”. Se você tomar um vidro que contenha veneno, se for ingerido lhe levará à sepultura.
         Não, meu amado, se você afirma ter grande fé, mas essa fé não lhe impulsionou a confiar unicamente em Cristo Jesus para sua salvação eterna. Sua fé não é fé, mas incredulidade. Mas você poderá replicar, dizendo: “eu tenho fé em Jesus”. Mas de que forma? Ele já lhe salvou? Seja foi a Ele de todo o coração, reconhecendo sua culpa, sua condenação merecida; reconhecendo a enormidade do pecado; se aproximou-se Dele reconhecendo que só Ele salva, purifica, perdoa, então, você já é um salvo.
O Senhor dá certeza. A certeza, a confirmação vem ao íntimo e é pelo Espírito Santo quando o pecador recebe o Salvador Bendito, então é lhe dado o Espírito de Deus. Veja meu amado, se a fé que possui é verdadeira fé. Se ainda anda na dúvida da salvação; se ainda não tem a convicção no íntimo; então ainda não se aproximou do Senhor. Está separado do Deus Vivo! Sofre no íntimo o vazio da alma! Ainda está condenado! Você poderá correr de um lado para outro; procurar ambientes religiosos! Cantar músicas religiosas! Participar de programas religiosos! Ler a Bíblia todo dia, fazer suas preces! Fazer confissão! Abandonar determinados vícios feios, mas continua condenado! Ainda não recebeu o Espírito Santo. Em Romanos é dito que se o indivíduo não tem o Espírito Santo, então não pertence a Deus. Está debaixo do pecado! Não tem abrigo nenhum! Está em perigo eterno! Perigo mortal! É escravo do pecado! É inclinado a acreditar na mentira! Terá ódio pela verdade! Amará o pecado!
Meu amigo, aquele homem leproso, não somente aproximou-se de Jesus, Ele também adorou-o. Que testemunho da verdadeira fé! A fé que subjuga o Eu e entroniza o Senhor da Glória. Aquele leproso não somente viu o Senhor como alguém capaz de purificar seu corpo marcado pela lepra, ele aproximou-se do Santo Senhor reconhecendo a Sua divindade. Ó meu amado, saiba que somente Deus pode ser adorado! Deus é o único! É idolatria adorar outro que não seja o Grande Deus! Ele não transfere para outro a glória que lhe pertence. Somente ao Senhor Deus adorarás! Essa verdade é para sempre imutável. Inclinar ante uma imagem para prestar honra, é idolatria! Inclinar-se ante uma estátua para reverenciá-la, é idolatria! Inclinar-se ante a um homem ou mulher para adorá-lo(a) ou reverenciá-lo(a) como um ser superior, é idolatria.
         Deus não mudou! Ele declara que os idólatras serão lançados no lago de fogo. Mas aquele leproso aproximou-se de Jesus e o adorou. Que grande fé! A fé que viu o Grande Deus encarnado! A fé que contemplou o Filho Eterno do Deus Vivo. O Senhor Jesus é o Deus encarnado! Ele é a imagem do Deus invisível. O apóstolo Pedro, um dia, foi visitar Cornélio e este, quando viu o grande apóstolo ajoelhou-se para adorá-lo mas Pedro disse: “Não faça isso. Sou homem igual a você”! Era um horror para os santos de Deus receber adoração, pois pertence tão somente ao Deus Vivo! O leproso adorou o Senhor! O apóstolo João, quando estava na ilha de Patmos, recebeu as visões do Apocalipse. Um anjo foi enviado para lhe narrar as cousas concernentes ao futuro. João ajoelhou-se para adorar o anjo, mas esse lhe disse: “Vê, não faça isso, sou apenas um servo, adore a Deus”.
Amigo leitor, um anjo recusou veementemente adoração. Pertence a Deus toda honra, glória, louvor, poder, majestade, soberania. Ai daquele que tentar tomar isso para si. O maior e mais inteligente dos anjos, recebeu a sentença eterna de juízo no lago de fogo, pois tentou roubar a posição que pertence tão somente ao Deus Eterno. O leproso aproximou-se do Senhor Jesus e o adorou. Essa é a fé que contempla o Senhor Jesus mais do que um mero homem. Ele é Deus. Toda glória para Ele! Ele é o Senhor da Glória! Que grande amor Ele mostrou por nós pecadores! Que Graça Maravilhosa! O Deus Glorioso deixou os céus e veio aqui para nos arrancar da maldição do pecado! O pecador humilhado, contrito, arrependido chega a Ele com aquela confiança singular, crendo no seu grande amor! Certo que Ele o aceita. O pecador o adora e diz: “Senhor, eis-me aqui”. O Senhor contempla o meu estado de condenado! Sei que tu Senhor, vieste ao mundo por minha causa! Sem eu merecer queres me salvar! Eu quero te honrar agora. Glória ao teu nome.
Meu amigo, do jeito que se você se encontra; carregado de pecado , chegue ao Senhor pela fé e descanse Nele! Seja salvo para sempre! Prostre diante de Sua Majestade e aceita o seu amor redentivo e eterno. Amado, um dia, esse mesmo Senhor, descerá dos céus, não para salvar, mas para julgar. Se você ainda não é salvo; se recusa recebê-lo, saiba que ouvirá dos seus lábios um dia: “Apartai-vos de mim malditos para o fogo eterno”;. “Apartai-vos de mim, vós que praticai a iniquidade”.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

ESCRAVOS DO PECADO



“Em verdade, em verdade vos digo: Todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” João 8:34.
        Os judeus de modo nenhum aceitavam o ensino de Cristo revelando que eles não passavam de pobres escravos do pecado, estando no mesmo nível dos gentios. Seus olhos cegados impediam de ver esta tão dramática verdade que está oculta aos corações de milhares.
        Os homens têm o maior prazer em ouvir que são livres, e até mesmo acrescentam que Deus respeita a liberdade humana. As Escrituras, entretanto, proclamam em alto e bom som a escravidão do homem no pecado. O homem saiu das mãos criadoras de Deus com liberdade, mas ao decidir ouvir a voz da serpente e desobedecer ao amoroso Deus, desde então toda raça passou a um viver de completa escravidão: “...sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça” (Romanos 6:16).
Em Adão toda raça obedeceu à tirania do pecado: “...porque todos pecaram” (Romanos 5:20); em Adão o homem no pecado curva continuamente diante do cetro daquele que reina no seu coração. O homem no pecado não está, como que, numa encruzilhada sem saber a quem servir ou a Deus ou ao pecado. Sua decisão já foi tomada no Éden por ocasião da queda.
O Senhor Jesus prova tal verdade de forma clara no texto: “... Todo aquele que comete pecado...”. Ele não está mostrando no texto que tipo de pecado cometido. Simplesmente diz: “comete pecado”. Sem salvação o pecado reina assentado no trono do coração e dali comanda as atividades do homem a serviço daquilo que o pecado quer. Ser escravo do pecado é simplesmente viver neste mundo para servi-lo. Estando a serviço do pecado não tem lugar para servir a Deus ao mesmo tempo: “Ninguém pode servir a dois senhores...” (Mateus 6:24).
Que triste escravidão! Sua mente, boca, olhos, mãos, pés, enfim todos os membros do corpo prestando serviço ao pecado. Será assim dia após dia trabalhando para o fogo! No pecado mesmo aquilo que parece ser atividade religiosa, atraente e beneficente aos homens, em nada terá qualquer valor aos olhos de Deus. No pecado todo serviço ficará aqui neste mundo e morrerá aqui, nada tendo de valor para a eternidade.
O que o Senhor Jesus mostra para o escravo do pecado? Ele afirma que: “O escravo não permanece para sempre na casa...” (João 8:35). Que triste situação para a alma que ainda não foi salva! Termina toda sua atividade neste mundo e parte daqui sem saber para onde vai após a sua morte.
Meu amigo, o Senhor mostra a resposta aos pecadores: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32). Diante daqueles judeus incrédulos e arrogantes estava o Bendito Salvador. Ele veio ao mundo para arrancar pecadores dessa triste escravidão. As pessoas que são salvas ficam livres, completamente livres a fim de servir a Deus. Peça agora a Jesus para ser o seu Salvador e Senhor!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O SALÁRIO DO PECADO É A MORTE (3)



 Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” Romanos 6:23.
         Caro leitor, convido-lhe a encarar comigo a extensão do trabalho da morte no império das trevas. O mundo moderno escarnece da verdade ao brincar com o pecado, achando que nada há de errado, crendo que a vida de paixões da carne deve ser aproveitada o melhor possível. A cultura moderna pensa que pode ser esperta e não sabe que age com loucura, ignorando a verdade bíblica a respeito das tristes conseqüências do pecado e da morte aqui e na eternidade.
         Na segunda meditação pude mostrar que quando a bíblia trata do salário do pecado refere-se à morte em toda extensão do seu macabro trabalho. Vimos que os homens no pecado estão mortos em relação a Deus, e que tudo neles funciona somente e tão somente para o pecado. No pecado o homem não possui a vida que há no Filho de Deus; no pecado possui apenas o que a bíblia chama de vida natural, ligada à natureza, nada podendo entender daquilo que pertence a Deus, ao Espírito de Deus e à Palavra revelada. E não importa se tem uma bíblia, se freqüenta uma igreja ou não, se faz caridade ou nada tem feito de bondade aos outros, a verdade é que se não possui a vida que há somente em Cristo, para Deus está morto, espiritualmente inerte como um defunto, entregue ao curso deste mundo (Efésios 2:2) e caminhando rumo à morte eterna. Cristo Jesus veio ao mundo para conceder vida aos mortos, e ele o faz por meio da mensagem do evangelho chamando pecadores da morte para a vida (João 5:24).
         A partir de agora procurarei entrar nas conseqüências imediatas do pecado, visto que o salário pago pelo pecado é sempre a morte, e para isso é necessário que o leitor tenha um sincero comprometimento com a verdade bíblica como ela é.  O que quero afirmar aqui é que sempre as conseqüências de qualquer ato pecaminoso é morte. Notemos bem o que o engano do pecado promove numa alma iludida pelos prazeres. A mentalidade é que a pessoa ao aproveitar a vida realmente está vivendo, que essa é a verdadeira vida, que esse é o sentido de vida a cada momento que obedece àquilo que a natureza pecaminosa quer. Porém, o fato é que o salário de todo ato pecaminoso, quer seja na mente, em palavras ou em atos não é mais amor, mais felicidade, mais honra e vida, sempre será a morte. A recompensa quem recebe é a morte para que ela mostre seu macabro trabalho por meio daquele instrumento usado pelo pecado.
         Notemos bem que há uma plena harmonia entre o pecado e a morte. A diferença no trabalho feito pelo pecado e pela morte é que o serviço do pecado é feito enganosamente e articulado com dolo, astúcia. O pecado encobre o veneno com um delicioso glacê do prazer; adorna o ego com flores da lisonja e acaricia a soberba. O pecado expõe um verdadeiro paraíso perante os olhos do pecador, sem que perceba que não passa de ilusão; deifica seu coração de arrogância e afasta da mente qualquer sentimento de ódio, juízo e punição contra a maldade praticada. Foi dessa maneira que o pecado conduziu Judas. Ele amou a riqueza e caminhou em busca disso. Ele não podia ver qualquer engano, qualquer perigo à frente, e após a traição recebeu aquilo que tanto esperava; suas mãos estavam abarrotadas com o peso das trinta moedas de prata. Sua alegria estava ali, afinal conquistou aquilo que tanto ambicionara; estavam ali os motivos de júbilo, regozijo e prazer; ali estava a paixão dos olhos, da carne e a soberba da vida (1 João 2:16).
         Entretanto, o serviço feito pela morte consiste em revelar a realidade, assoprando a vela acesa do pecado e mostrando o que fica. Tomemos Judas como exemplo. Imediatamente sua felicidade foi desfeita pelo remorso; imediatamente a aprisionou-o, mostrando toda corrupção, injustiça, perversidade e ganância. Essa leoa faminta chamada morte aprisionou-o com as algemas do medo, da covardia, da fuga e em fim lançou-o no abismo eterno.
         Caro leitor, acorde para sua situação, porquanto não vai demorar para que os resultados trágicos e eternos da morte manifestem em seu corpo e em sua alma. Agora é o momento de arrepender e humildemente confessar a Cristo sua situação e pedir-Lhe que Ele perdoe seus pecados e purifique seu coração.