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terça-feira, 1 de dezembro de 2020

“PAZ E SEGURANÇA” (10 de 10)


“Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar a luz; e de nenhum modo escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3)

A MENSAGEM DO EVANGELHO COMUNICA PAZ E SEGURANÇA EM CRISTO

        Oh! Que possamos entender o que o mundo pensa, sente e fala, tudo à luz da verdade que nos foi entregue. O mundo inteiro quer sentir “paz e segurança”, mas não naquilo que Deus oferece aos perdidos em Cristo Jesus. Cuidemos, porque satanás tudo fará para que a mensagem de “paz e segurança” que ele oferece pareça igual àquilo que em Cristo Deus dá aos salvos. Que não brinquemos com essas aparências do pai da mentira; que não confundamos o ouro bíblico com mera bijuteria entregue aos perdidos. Que não confundamos a mensagem que veio do céu aos nossos corações, com a mensagem que vem desta atmosfera terrestre, tão envenenada pelo pela morte.

        Cuidemos, porque a “paz e segurança” que o mundo oferece explode nas mãos dos ímpios, trazendo indizível sofrimento. Ter “paz e segurança” aqui, sem ter a paz com Deus é a grande e letal mentira de satanás, a fim de que os pecadores não percebem os perigos que lhes cercam e que pairam sobre suas cabeças. Para Judas, a “paz e segurança” estava em obter as riquezas terrenas e seu coração palpitou de alegria ao receber as trinta moedas de prata. Mas logo o peso de uma consciência culpada por ter traído o Filho de Deus lhe arrastou para o abismo como toneladas. Para Herodes, ouvir o povo lhe chamar de deus era confortante, mas logo ele sentiu o fuzilar da flecha de Deus lhe atirando ao chão e a ordem divina ordenando aos vermes que o devorassem.

        Meu amigo leitor, a mensagem afirma que há verdadeira e permanente “paz e segurança” que vem da cruz. É a paz que os santos de Deus não somente experimentam dia a dia, como também confessam: “Que segurança, sou de Jesus!”. Eles não acharam segurança no homem aqui, ou numa igreja, ou numa benção material recebida. Eles acharam tão somente no Cordeiro que foi entregue na cruz para morrer por perdidos. Foi essa a mensagem que Paulo pregava e que sabia que era suficiente para encher os corações dos santos de fervor e contentamento: “Seguro estou não tenho temor do mal, sim guardado pela fé em meu Jesus”.

        Também, venho avisar que os pecadores que querem a salvação estão aflitos à procura da genuína “paz e segurança”. Eles são como a mulher sozinha narrada em Cantares 3, que procura Seu Amado, mas não o acha, então ela sai à procura dele, até achar. Os que buscam a “paz e segurança” que vem do Deus de toda compaixão não hesitam em procurar a verdade até achar, porque já estão cansados de ouvir as mentiras inventadas pelos falsos mestres.

        A mensagem do evangelho arranca os falsos fundamentos postos por aqueles que se tranquilizam no pecado. O evangelho bíblico mostra o caminho certo, aniquila a falsa paz e mostra que não há qualquer lugar de segurança neste mundo. O evangelho bíblico mostra que o pecador é realmente culpado e grande inimigo de Deus e que somente pelo Cordeiro da cruz que Seus pecados podem ser cancelados com o arrependimento.

 

 

 


sexta-feira, 27 de novembro de 2020

“PAZ E SEGURANÇA” (9)

                    

“Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar a luz; e de nenhum modo escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3)

“PAZ E SEGURANÇA” À LUZ DAS NAÇÕES

        Tenho mostrado o quanto as nações no mundo sempre buscaram e buscam “paz e segurança”, desde que não seja proveniente de Deus. O texto de 1 Tessalonicenses 5:3 mostra o que ocorrerá no fim, quando o mundo inteiro será pego de surpresa com a retirada dos crentes e a chegada fulminante dos juízos de Deus sobre a face da terra.

        A história das nações foi sempre dessa inútil “paz e segurança”. Deus que é longânimo em misericórdia estende Seus impressionantes atos de bondade, proporcionando tempos de fartura, para depois fazer descer Sua ira. Já mencionei acerca do povo edomita, descendente de Esaú, mas vale a pena repetir o fato que os propósitos iníquos de Esaú em erguer uma forte posteridade foram concedidos por Deus. Em Josué 24:4 vemos essa demonstração de bondade de Deus: “A Isaque dei Jacó e Esaú e a Esaú dei em possessão as montanhas de Seir...” Notemos bem que Deus concedeu a Esaú exatamente o que ele tanto queria. Ele quis erguer uma nação forte e próspera e a arqueologia tem provado o quanto o reino dos Edomitas foi por muito tempo de riquezas e fama. Noutras palavras Deus deu “paz e segurança”, mesmo sendo aquele povo mui cruel. Mas o fato é que no tempo de Deus, Ele arrancou toda prosperidade e destruiu os edomitas para sempre.

        Também, Deus permite que a inútil “paz e segurança” das nações seja arrancada por meio de elementos perversos. Muitas nações que confiaram em seus ídolos e viveram atirados em suas iniquidades, de repente foram massacradas pela ira de Deus, permitindo que homens maus se erguessem para essas façanhas. Os que governam este mundo não veem a mão de Deus, como ele retira Sua bondade e deixa que reis perversos entrem e tomem o poder, massacrando, destruindo e tomando tudo. As nações que ocuparam a terra prometida ficaram ali por muito tempo gozando certa “paz e segurança”; eram povos perversos, idólatras e tremendamente iníquos. Mas quando chegou o momento de Deus vingar-se, então toda “paz e segurança” que eles achavam que tinham, confiando em seus muros e em suas armas, foi tirada e foram extirpados da face da terra.

         Também, as nações tentam a todo custo conquistar uma paz mundial. Hoje há uma organização em todo planeta que trabalha tendo essa meta. Eles são líderes perigosos, criminosos e provam isso no anseio por matar mais da metade da população do planeta. Não quero discutir o assunto escatológico disso aqui, quero apenas mostrar as ousadas investidas desses elementos, os quais desconhecem os atos de Deus. Quando os homens se erguem em seus planos arrogantes e perversos, eis que Deus entra em ação. Quando os homens se acham tão importantes, a ponto de querer destruir a todos, sem qualquer respeito a dignidade de Deus, então o Senhor entra em ação para esmaga-los. A ordem divina é: “Não se exaltem os rebeldes”. Não foi assim com Senaqueribe? Quando seus infames queixais foram erguidos para desafiar os céus, então Deus mostrou que o reino era do Senhor e não de um mero verme mortal.

-       Religiões buscam isso, o mundo trabalha para isso e satanás prepara para isso.


quinta-feira, 26 de novembro de 2020

“PAZ E SEGURANÇA” (8)


“Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar a luz; e de nenhum modo escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3)

“PAZ E SEGURANÇA” À LUZ DAS NAÇÕES

        Uma vez que as nações desconhecem o fato que é Deus em Sua bondade que lhes concede dias de paz, prosperidade e segurança, que bênçãos terrenas vêm de Deus e não dos homens, então é certo que as nações não vão perceber que “paz e segurança” aparecerá como algo potencialmente perigo, assim como um campo minado, aparentemente parece ser um lugar de paz e segurança. O que para o mundo parece muitas vezes ser algo maravilhoso e próspero, na realidade é um lugar de real perigo para todos. Ora, presenciamos isso continuamente na terra, porque, quando todos pensam que as coisas estão indo bem, de repente tudo é transformado em tragédia, dor mortes e desespero.

        O problema é que as nações querem essa “paz e segurança” sem qualquer participação de     Deus. As nações querem fazer do mundo o seu lugar paradisíaco e realmente é impossível neste sistema mundano. Voltemos novamente ao livro de Jó para vermos que quando Deus ordenou que satanás maltratasse Jó, imediatamente o diabo abriu seus arsenais de guerra. Ele abriu o depósito de vento, de terroristas caldeus e de outros elementos. O deus deste século não tem qualquer coisa boa para dar aos homens, porquanto ele é chamado de homicida (João 8:44).

        Não pensemos que Israel era uma nação melhor que as outras. Eles se tornaram mais culpados, pois receberam de Deus o que as outras nações jamais haviam recebido. Mas mesmo assim, diante de tantas grandezas de Deus e de Sua mão de poder contra os inimigos do Seu povo, Israel ainda se levantou para pedir a Samuel um rei, conforme as nações tinham, o que foi um tapa na face de Deus. Todos nós sabemos o quanto as consequências foram nefastas para Israel durante o reinado de Saul.

        O que as nações querem? Elas caminham e trabalham por um mundo pacífico em seus pecados. Aliás sempre foi assim em toda história. Já vimos isso no Salmo 2 e hoje nós podemos ver os planos da globalização e as organizações que trabalham tendo em vista tirar Deus e Suas leis da face da terra. Sinceramente, não sou um estudioso desses assuntos internacionais, mas posso pelo menos ver o que está acontecendo à luz daquilo que a bíblia ensina. Claramente vemos que as nações lutam diariamente contra os fatos bíblicos, contra um Deus soberano em tudo. O mundo não pode sobreviver sem seus pecados; o mundo respira suas iniquidades, por isso aumenta a iniquidade e aquilo que é santo e puro aos poucos tendem a desaparecer.

        O que Deus faz? Ele sabe perfeitamente como lidar com as nações. Ele é misericordioso e nessa imensidão de compaixão o Senhor segura Sua ira. Para o mundo inteiro Ele derramará Seu furor naquele período chamado de “grande tribulação”, conforme a narrativa de Apocalipse, a partir do capítulo 6. O que Deus faz agora é conceder bênçãos de fartura, mas é comum que Deus retire essa fartura. Os planos perfeitos de Deus seguem rumo aos Seus propósitos estabelecidos na eternidade. Desconhecendo essas maravilhas advindas do trono soberano, eis que as nações são pegas de surpresa com os juízos de Deus, os quais caem aqui e ali, conforme vemos no caso do Egito naquele período de fartura e fome.


quarta-feira, 25 de novembro de 2020

“PAZ E SEGURANÇA” (7)


“Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar a luz; e de nenhum modo escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3)

“PAZ E SEGURANÇA” À LUZ DAS NAÇÕES

        Tomei o texto para mostrar o que realmente significa “paz e segurança” do ponto de vista dos crentes e dos não crentes e minha esperança é que eu tenha sido claro na explicação desse assunto tão importante. De fato preparei uma mensagem temática, o que não costumo fazer, mas espero que ela tenha sido útil para os que puderam ouvir. Os pregadores nem sempre mostram a composição de determinados alimentos e sua importância para a saúde espiritual daqueles que venham a se alimentar. O que eles fazem é simplesmente cozinhar e depois oferecer a todos quantos estão com fome.

        Vou chegando ao término desta mensagem, mas quero voltar ao texto de 1 Tessalonicenses 5:3, porque Paulo está ali tratando daquilo que todas as nações vão experimentar, antes que o Senhor apareça como ladrão da noite, sem que ninguém espera. Quem são e o que fazem as nações? Elas são basicamente aquilo que o mundo pode oferecer aos homens. No mundo inteiro, do ponto de vista bíblico presenciamos a mesma coisa: “O mundo inteiro jaz no maligno” (1 João 5:19). Esta verdade é matemática em todo lugar do planeta. Em qualquer nação, rica, pobre, raça, culta ou ignorante a verdade é todos os homens no pecado jazem nas mãos do diabo. Quem lidera essas nações? Quem encabeça tudo, para que tudo funcione conforme suas mentiras? Não é o pai da mentira? Em qualquer nação vemos o pecado e suas manifestações que aparecem em forma de maldades, violências, roubos, impureza, assassinatos, mentiras religiosas e corrupções generalizadas.

        As nações são formadas por indivíduos e cada ser humana pertence à raça caída; todos têm igualmente os mesmos pensamentos e intenções em relação a Deus e ao seu próximo. Eles jamais poderão amar a Deus, por isso não podem oferecer o amor devido ao seu próximo. As nações caminham a passos largos para o juízo eterno, assim como a descendência maligna de Caim caminhou para o dilúvio que veio e sepultou a todos. Assim como o homem, individualmente falando sente “paz e segurança” no pecado, as nações também sentem. O que elas fazem? Elas criam suas leis e nessas leis elas sentem “paz e segurança” sob o comando dos seus líderes.

        As nações no mundo inteiro não se importam nem se atinam com as tragédias e suas consequências; elas não param para analisar as coisas do ponto de vista de Deus, porque não creem no Deus da bíblia nem sabem que Ele reina no céu e na terra. O reino das nações sob a liderança do diabo é visto naquilo que o pai da mentira opera em oposição ao reino de Deus, que reina em misericórdia, verdade, justiça e juízo. Para o mundo o reino de Deus não tem qualquer valor. Eles veem as coisas do ponto de vista natural; morte e tragédias são contadas como coisas normais da vida, por isso eles buscam “paz e segurança” naquilo que eles mesmos acham que poderão conquistar através da liderança que escolheram. É exatamente isso o que Paulo fala em 1Tessalonicenses 5, porque no tempo do fim o mundo será mergulhado nessa aparente calma de que as coisas estão indo bem; que tudo funciona com eles querem e que não há qualquer sinal de perigo à vista, assim como foi a manhã daquele dia de juízo que destruiu as duas cidades da campina – Sodoma e Gomorra.


terça-feira, 24 de novembro de 2020

“PAZ E SEGURANÇA” (6)


“Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar a luz; e de nenhum modo escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3)

“PAZ E SEGURANÇA” À LUZ DA MENTALIDADE INCRÉDULA.

        Digo mais, que para o ímpio, “paz e segurança” envolve esta vida aqui. Os homens não salvos desconhecem outra vida fora a vida que eles adquiriram por meio do nascimento natural. Esperar que o ímpio entenda o reino espiritual é a mesma coisa que  esperar que um peixe sobreviva fora do seu habitat natural – a agua. Por essa razão os homens no pecado procurarão melhorar constantemente este mundo, para que tudo funcione em conformidade com o que eles gostam e querem. Os ímpios jamais vão tentar descobrir o que está por detrás deste véu que se finda com a morte. Os ímpios têm suas religiões, onde eles podem conjecturar acerca de assuntos relacionados a vida após a morte, mas tudo será visto a partir do que eles pensam e raciocinam segundo a natureza.

        Para o ímpio “paz e segurança” envolve o momento. Visto que tudo aqui passa, então os homens mundanos vão viver daquilo que experimentam agora e isso ocorre em todos os aspectos da vida. É claro que milhares têm planos para o futuro, por estudam e trabalham para isso, mas tudo tem em vista o viver no momento. Qualquer situação que vem tirar a “paz e segurança” do momento simplesmente desmancha o prazer e arranca os fundamentos da vida facilmente. Os ímpios querem paz e segurança a fim de usufruir no mundo a vida como bem     querem. Assim, os ímpios vão fazer de tudo para desmanchar o que pode ser a presença de algo que virá como praga.

        Devido ao pecado o ambiente neste mundo nunca estará funcionando como todos gostariam. Tudo pode acontecer agora mesmo para remover o estado de paz no qual os ímpios querem desfrutar. Eles vão estar cercados de todo tipo de divindade que eles possam imaginar, de todo tipo de superstição e de toda linguagem que possa manter a “paz e segurança” do momento. A luz que os mundanos têm vem daqui mesmo; suas esperanças estão naquilo que eles veem e ouvem; os ímpios não têm outra fonte de informações, a não ser naquilo que vem das próprias mentiras extraídas das trevas.

        Se algo ameaça a vida dos agora, eles tudo farão para que aquilo seja tirado. Eles querem viver, curtir a vida, ter amizades, ganhar a vida, porque querem sentir que têm essa paz e essa segurança. Para o rei Acabe, seus profetas eram tudo para ele, porque falavam e profetizavam do jeito que ele queria, porque trazia “paz e segurança” do ponto de vista dele para seu reino. Notemos bem que os ímpios se armam contra os que se levantam para mostrar a situação perigosa na qual eles se encontram. Para o rei Acabe, o profeta Micaías era um pesadelo, porque suas palavras vinham com torpedos, a fim de arrancar daquele rei perverso todo sentimento de “paz e segurança”.

        Mas mesmo assim, os homens no pecado estão sempre aflitos, porque qualquer sinal de perigo atordoa suas vidas. O cerco que o Acabe montou para trazer “paz e segurança” em seu reino não lhe dava fundamento, pois sempre estava querendo saber se tudo estava bem. Pobres almas, pois não há o firme fundamento da verdade debaixo dos seus pés; seus caminhos são de destruição e eles não sabem que na estrada por onde andam há perigos traiçoeiros que podem arrancar suas vidas a qualquer momento.


sexta-feira, 20 de novembro de 2020

“PAZ E SEGURANÇA” (5)

                               

“Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar a luz; e de nenhum modo escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3)

“PAZ E SEGURANÇA” À LUZ DO VIVER DO CRENTE

        Seguindo a mentalidade dos crentes com respeito à verdadeira “paz e segurança”, posso afirmar que os salvos não viram problemas meramente passageiros desta vida. A conversão traz o homem a contemplar a vida da maneira correta. Notemos a vida de Zaqueu, porque após a conversão, imediatamente os olhos foram abertos e passou ele encarar a vida como deve ser vivida; ele passou a conserta os caminhos tortuosos nos quais sempre andou. Os salvos viram que estavam longe de Deus e andando por caminhos tortuosos, por isso “paz e segurança” era vista na base das circunstâncias ou daquilo que o mundo podia oferecer.

        Posso afirmar também, que para os salvos, “paz e segurança” envolve suas vidas em todo sentido. Uma vez que a vida é vista agora de uma forma vertical; visto que agora há consciente paz com Deus, então não há mais perigo. O evangelho mostra o homem salvo andando com Deus, justamente porque a conversão mostra que sua vida estava impressionantemente exposta aos perigos. A vida natural em seu sentido normal é aparentemente bela e segura, mas quando os olhos da alma são abertos, o homem passa a enxergar perigos que jamais vira; que desde sua infância a pessoa estava ameaçada de ser lançada no fogo eterno. Na conversão a pessoa olha para seu passado e entende que está vivo porque foi a misericórdia de Deus que o conduziu.

        Para o crente, a paz com Deus resultou no fato que não há mais perigo. O perigo vinha de um Deus irado, mas que pela justiça essa ira foi arrancada dele. Antes sua visão era limitada apenas ao que via e entendia abaixo do sol. Ele via o mundo com seus sonhos, desejos e realizações. Até mesmo a morte era vista como uma participante comum na vida. Ele corria em busca de seus lauréis terrenos e era isso que lhe dava “paz e segurança”, mas agora não, pois a mensagem lhe abriu os olhos e o portal da eternidade foi aberto perante seus olhos. Ele viu que a caminhada neste mundo é muito mais do que aquilo que a visão terrena pode checar. Ele viu à luz da palavra de Deus que inimigos invisíveis chefiam este mundo e que ele não passava de uma ovelhinha sendo ameaçada de morte a qualquer momento.

        Também, a paz com Deus trouxe a segurança que há um Deus que me guia pelo caminho rumo ao céu. Veja bem que a vida cristã que não tem seu início com oração e confissão não é realmente vida cristã. Quem nunca conheceu arrependimento não levará a vida cristã como deve. Uma alma arrependida e convertida percebe logo que não pode andar sem Deus no mundo. Vejo muitos chamados crentes hoje como ovelhas sem pastor e demonstra isso diariamente em sua vida e em sua igreja. O salvo é cheio de defeitos e atitudes que evocam a disciplina de Deus. Mas o salvo sempre quer andar com o Senhor; o salvo entende oração dinâmica, que avança mais e mais.

        A segurança dos salvos está no fato que o Senhor está presente e não nas circunstâncias desta vida passageira. Para os salvos, “paz e segurança” resultam em poesia, triunfo e grandes conquistas num mundo marcado por perigos e enquanto o mundo contabiliza suas derrotas, os santos avançam em triunfo contra toda e qualquer circunstância adversa, tendo seu Deus com ele, até o fim da jornada terrena.


quinta-feira, 19 de novembro de 2020

“PAZ E SEGURANÇA” (4)

                              

“Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar a luz; e de nenhum modo escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3)

“PAZ E SEGURANÇA” À LUZ DO VIVER DO CRENTE.

        Para os salvos, “paz e segurança” são efeitos da justificação e reconciliação com Deus: “Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1). Notemos bem que a noção que o crente tem de “paz e segurança” é completamente diferente daquilo que o mundo pensa e sente. Para o crente tudo parte do relacionamento com Deus, tudo vem do céu e não de mera condição de tranquilidade e calma na terra. Várias religiões modernas surgiram ultimamente, partindo dos fundamentos espiritas, trazendo paz e certa segurança, num relacionamento com a natureza e com uma divindade diferente, fabricada na mente dos homens. Tudo isso nada tem de qualquer valor, pois tudo passa e é desfeito.

        Examinemos os crentes, pois eles entenderam que antes eram inimigos de Deus, mas que foram reconciliados por meio do sangue do Filho de Deus. Veja bem que tudo está ligado com o que está escrito. Eles não arrancaram textos da bíblia, a fim de alcançar suas supostas conquistas aqui, como fazem as religiões modernas. A fé bíblica é poderosa e eficaz em se fortalecer na verdade, porque só ela consegue vislumbrar as verdades da tão grande salvação que nos foi dada em Cristo. Se sairmos desse ambiente seguro e firme da palavra de Deus seremos empurrados fatalmente para buscar um sistema de “paz e segurança” conforme os homens pensam e buscam.

        Segue-se que “paz e segurança” que os crentes experimentam é resultado de um trabalho maravilhoso e perfeito realizado na cruz. Os crentes foram arrancados de um sistema enganador que faz os homens viverem do momento e das circunstâncias. A salvação iluminou tudo, enquanto o mundo vive de fachos de luz aparecem trazendo toscas emoções. Para os salvos, “paz e segurança” é um efeito vertical, porque agora estão livres da ira de Deus. É essa verdade que traz conforto, paz e segurança aos salvos.

        Os crentes foram arrancados dos sonhos e fantasias onde estavam; a fé bíblica, firmada na verdade trouxe consistência ao viver, assegurando a eles a realidade das coisas. Tem um sistema de vida cristã que parece ser verdade, mas não é. Esse sistema é fundamentado nas emoções criadas por uma fé antibíblica. É aquela que ignora a realidade das coisas e tenta pintar as circunstâncias da vida com uma super fé. É a fé que quer pensar positivamente em tudo e que declara que tudo vai dar certo. Não é esse o estilo de vida cristã. Nosso Senhor nunca estimulou seus santos a buscar uma fé que ignora a realidade da vida. Ele mostrou a verdade acerca de tudo o que está ao nosso derredor e sempre exortou a confiar em Deus, crendo em Suas promessas.

        Ao entrarem no reino de luz os santos não foram retirados da vida que levam aqui. Eles usam as verdades escritas acerca do reino de Deus, a fim de entenderem a verdade daquilo que presenciam e enfrentam aqui. Eles foram acordados dos sonhos e das fantasias deste mundo e estão aprendendo que “no mundo passais por aflições...”. O mundo se espanta com a atitude dos crentes enquanto os crentes agora entendem a razão porque os incrédulos agem como agem, como diz a mensagem de um antigo hino: “Bem longe de Deus eu andava, um pobre perdido fui eu”


terça-feira, 17 de novembro de 2020

“PAZ E SEGURANÇA” (3)

 

“Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar a luz; e de nenhum modo escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3)

“PAZ E SEGURANÇA” À LUZ DO VIVER DO CRENTE.

        Primeiramente quero examinar “paz e segurança” à luz do viver normal do crente, como ele entende isso e como é completamente oposto aos pensamentos deste mundo. (Vou colocar “paz e segurança” na linguagem aqui como se fosse uma coisa só) Para os não crentes, “paz e segurança” é visto nos sentimentos da incredulidade e não da fé bíblica; é vista sob o pensamento daquilo que eles esperam do ambiente onde vivem e das circunstâncias. Os incrédulos querem curtir a brisa da paz que para eles resulta em segurança. Depois quero tratar sobre isso com mais dedicação, porquanto agora, seguindo o roteiro, vou explicar o que é isso à luz da visão dos crentes em Cristo.

        Para os crentes, “paz e segurança” é vista dentro do contexto bíblico, onde a fé está firmada. A fé bíblica tem a palavra de Deus como poderoso e eficaz fundamento, fora disso nada tem valor permanente. Assim, para os crentes em Cristo há diferença nítida entre o que eles veem aqui e o que eles veem nas sagradas letras. Eles não ignoram a paz e segurança achadas aqui; eles veem isso como valor, mas não se firmam nisso, porque sabem que tudo aqui passa. A fé se prepara para os acontecimentos terrenos à luz do que eles veem nas Escrituras. Para os crentes têm dois reinos, o reino terreno, natural e transitório e tem o reino celestial, duradouro, perfeito e que permanece para sempre.

        Assim, os salvos não dizem: “paz e segurança” só por falar. Os momentos agradáveis desta vida são fatores importantes, mas eles consideram que tudo está sob o controle de um Deus que tudo rege, tendo em vista a glória Dele e o bem-estar do Seu povo. Nota-se que os salvos sempre põem os acontecimentos terrenos à luz do que está escrito, pois não estão fiados na história terrena, nem nas circunstâncias. Para Pedro, sua “paz e segurança” não estava num ambiente de segurança entre os irmãos, por isso pode dormir tranquilo na prisão, tendo dois guardas lhe cercando (Atos 12). O que importa para a fé é o que Deus diz e os santos operam nesta vida assim, sob bonança ou na tempestade.

        Então vemos que a fé difere completamente da visão que os incrédulos têm. Não significa que a fé não enfrenta perturbações e temores aqui. O que Deus manda em Sua ira para os incrédulos, os santos também enfrentam, pois eles estão debaixo do mesmo teto da casa de Deus. Os santos enfrentam medo? Claro! Mas eles transformam o medo como matéria usada por Deus para ampliar a fé: “Em me vindo o temor, hei de confiar em Ti!”. A fé dos santos está sendo aperfeiçoada neste vale de provações, por isso vemos os crentes muitas vezes chorando, clamando e suplicando ao seu Deus. A fé sente os tufões da vida e transforma tudo num palco de louvor e adoração ao Senhor.

        Vejamos bem como a situação é diferente aqui, porque quando tudo está indo bem aqui, para os incrédulos a vida é maravilhosa, porque querem curtir o momento. Mas não assim com os crentes. Para eles há entendimento do que está acontecendo. Eles caminham bem pelo caminho estreito e entende o que é o caminhos ímpios e veem que não vai demorar para que os ímpios venham a escorregar, enquanto isso a vereda do justo vai brilhando mais e mais, até ser dia perfeito.


sexta-feira, 13 de novembro de 2020

“PAZ E SEGURANÇA” (2)

 

                                

“Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar a luz; e de nenhum modo escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3)

.“PAZ E SEGURANÇA” À LUZ DO VIVER DO CRENTE.

        Ontem pude introduzir o assunto e creio que foi suficiente para servir como ponte de acesso à mensagem propriamente dita. Quero tratar sobre esse tópico olhando do ponto de vista dos crentes, porque todos os salvos têm essa confissão no coração. Quero também tratar de “paz e segurança” olhando do ponto de vista da incredulidade dos homens, porque é sobre isso o que Paulo está tratando no texto. Vou tratar da “paz e segurança” olhando coletivamente na história das nações, como Deus agiu com isso e como será no final, conforme Paulo relata no texto de 1 Tessalonicenses 5. Por fim falarei sobre como o evangelho apresenta verdadeira “paz e segurança” aos pecadores.

        Seguindo nossa rota veremos como funciona essa verdade na vida dos que foram resgatados do pecado, a fim de se tornarem salvos e pertencentes a Deus, por meio de Cristo Jesus. É claro que nossa linguagem é completamente estranha para este mundo, porque o grupo dos salvos trata-se daqueles que se tornaram participantes de uma tão grande salvação. Não podemos combinar equacionar a paz e a segurança que os crentes têm em Cristo, com a paz e segurança que o mundo afirma ter. Toda vez que os crentes tentam harmonizar essas coisas, elas vão trazer confusão. O mundo vê paz e segurança de modo completamente mundano e carnal, enquanto os crentes veem paz e segurança do ponto de vista das Escrituras Sagradas. Não tentemos harmonizá-las, porque elas não andarão juntas.

        Outro detalhe importantíssimo é que se olharmos do ponto de vista bíblico, à luz da experiência da fé cristã, em nada vai parecer que os crentes possuem paz e segurança no viver. Sem entrar nos detalhes, os crentes são pessoas que enfrentam contínua guerra aqui no mundo e na caminhada deles rumo ao lar celestial. É impossível ler as Escrituras tanto do Novo, quanto do Velho Testamento, veremos que os verdadeiros crentes, de fato sofrem contínuas perseguições e aflições no mundo. E isso parece contradizer as verdades relacionadas à paz e segurança.

        Sem querer aprofundar no assunto agora, digo e asseguro que essa diferença é de grande importância no entendimento das coisas, do ponto de vista de Deus. Deus nos mostra tudo à luz daquilo que pertence ao reino Dele e que vai diretamente às nossas almas. O mundo mostra tudo do ponto de vista terreno e transitório, nada relacionado à alma e ao bem eterno dos homens. Olhando de outro ângulo vemos no mundo a vida natural, relacionada com a sabedoria terrena e que tem seu ponto final com a morte. No tocante aos crentes as coisas são diferentes.

        Os salvos veem a vida espiritual, eterna, cheia da sabedoria de Deus e isso faz uma diferença incomparável. Notamos essa verdade nas palavras do Senhor: “No mundo passais por aflições...”. Nós sabemos que “aflições” não trazem “paz e segurança”, quando vistas do ponto de vista mundano. Mas Ele também disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou, não dou como o mundo a dá...”. Assim percebemos a notável diferença naquilo que quero tratar aqui. E minha esperança é que meus leitores sejam ricos das promessas dadas aos crentes enquanto eles transitam na peregrinação rumo ao lar.

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

“PAZ E SEGURANÇA” (1)

 

“Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar a luz; e de nenhum modo escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3)

INTRODUÇÃO:      

        Amado leitor, como me sinto honrado em pregar a palavra de Deus e isso sinceramente não me cansa. Quando andamos pelas “avenidas e ruas” da palavra percebemos que tudo é ouro e pedras preciosas que a graça tem para dar aos santos os ornamentos que eles precisam no viver, e eu sei que todos os crentes sentem profunda alegria quando deparam com a verdade que lhes foi dada na revelação escrita. Mas também a palavra de Deus mostra as poderosas armas de juízo que Deus tem em Sua palavra, e essas armas foram destinadas a todos quantos não se arrependem. Assim a bíblia é um livro que abre suas portas e nos mostra as maravilhas da graça, como também as armas de justiça de Deus. As duas coisas andam juntas, conforme o que vemos na palavra – Misericórdia e juízo, por isso devem os pregadores pregar tanto o juízo como a misericórdia.

        Com sinceridade não sou muito capaz para pregar assuntos que envolve escatologia. No meu blog vocês não vão perceber que lido com esse tema facilmente. Não que eu seja ignorante do assunto, mas sim porque creio que a mensagem mais poderosa e importante a ser pregada trata-se do evangelho da glória de Cristo. Para mim os pecadores devem saber qual é a situação deles agora, hoje, porque o amanhã se tornará perigosíssimo, caso não houver arrependimento e conversão a Cristo. A conversão hoje liquida o juízo de amanhã. Aliás, se examinarmos o livro de Atos veremos que aqueles homens que foram enviados a pregar sempre trataram com os pecadores assim. Assim será a forma como manejarei com o verso 3 do capítulo 5 de 1 Tessalonicenses.

        Espero poder, pela graça de Deus pregar nesse texto, porque sei que é rico em seus ensinos, como também está carregado de advertência aos homens nestes dias que marcam o fim dos tempos. Paulo citou esse verso no final de sua tão amada carta de 1 Tessalonicenses e o tema central dessa carta é a volta do Senhor e ele alude a isso muito mais nos últimos dois capítulos. Paulo está falando no contexto, como será surpreendente a vinda do Senhor, porque ele pegará de surpresa milhões e milhares e no texto Paulo mostra que tudo ocorrerá nos momentos mais tranquilos que os homens do mundo gostam de desfrutar, tempo de “paz e segurança”. Tomo esse texto para mostrar como isso envolve a vida dos salvos no mundo, visto no formato da salvação e como envolve a vida de milhões no mundo, no formato da perdição.

        Minha oração é que Deus tome Sua palavra e venha despertar os corações dos crentes contra os perigos dessas “altas horas da noite” deste mundo, a fim de acordar os santos para estarem vigiando e orando, até que o Senhor volte. Mas quero também poder alertar a todos acerca dos perigos que envolvem a “paz e segurança” que toma o coração de muitos hoje e será assim coletivamente quando estiver chegando o momento final para a manifestação da ira de Deus sobre este mundo.

        Louvamos ao Senhor pela forma como Ele, em Sua palavra tem trazido para nós essas maravilhosas informações que nos alertam e nos enchem da verdadeira paz e da real segurança que somente os crentes usufruem neste mundo perverso.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

PERIGOS DE UM VIVER REBELDE CONTRA DEUS (12 de 12)



“Com tudo isto ainda pecaram, e não deram crédito às maravilhas. Por isso consumiu os seus dias na vaidade e os seus anos na angústia” (Salmo 78:33)
OS HORRORES VISTOS NOS ANOS: “...e os seus anos na angústia”.
        Os anos na angústia, porque a vaidade terá o controle, a fim de pensar que tudo vai muito bem. Os rebeldes contra Deus sempre vão achar que Deus está lhes abençoando e mesmo em meio às angústias seus corações endurecidos não percebem que estão cercados da ira de Deus. Nos anos da angústia vem apatia; vem um consolo mortal envolver toda alma; vem um espírito de satisfação com os momentos aparentemente melhores. Quando Deus colocou Coré, Datã e Abirão no lugar onde sofreriam o castigo merecido, eis que imediatamente toda compaixão que antes os envolvia foi tirada. O patíbulo onde será executado nem sempre é visto e reconhecido pelos rebeldes. Nem mesmo a velhice e a chegada de Jeú com sua tropa foi suficiente para acordar uma mulher cercada pela ira de Deus (2 Reis 10). Nem mesmo a terrível dor que afligiu Jeorão até à sua morte abalou sua vida, despertando para o arrependimento.
Também, os anos serão envolvidos na angústia porque a alma lá dentro começará a sentir a solidão e a miséria. Ao abandonar o Senhor, rejeitar Sua liderança e procurar fazer o que bem quer fazer, eis que imediatamente os sonhos da vaidade são desfeitos e em lugar deles aparecem os pesadelos. A vida vira uma miséria porque todo fundamento do viver começa a desmoronar. Os homens com quem se alegrava ficam distante; os prazeres que envolvem o corpo vão sumindo; os desejos normais da vida dão lugar às enfermidades e não há como escapar dessas coisas. A angústia que envolve a alma nessa condição começa a mostrar que a morte está chegando e que os inimigos, antes invisíveis começam a se aproximar para zombar do fracasso e do terrível destino que se aproxima. Seus consoladores chegam para jogar vinagre em suas feridas; as mensagens de conforto serão apenas de alguns momentos. A noite virá para atormentá-lo e o dia será um refresco provisório, declarando que está perto o dia mau.
Na angústia, porque a presença da morte começará a chegar e anunciar         que terá que enfrentar o horror do juízo de Deus. Oh! Que tristeza!  A felicidade, que tanto procurou está lhe deixando desamparado, postando-se de longe e dizendo-lhe Adeus! Tudo está indo embora para sempre e que o que esperava de um paraíso terrestre é rasgado para mostrar que ele há de enfrentar a face do grande Juiz. Ora, não ouviu a palavra de Deus, então, aquilo que foi idolatria lhe não mais lhe traz felicidade. As preciosidades achadas nesta vida não vão livrar-lhe da desgraça que está chegando. Agora ele percebe tardiamente que a vida é uma miséria e que há ameaças constantes em tudo.
Só angústia envolve sua alma, porque a vaidade lhe roubou as forças e que agora
 não tem nada que possa lhe fazer forte ante o terror da enfermidade e da morte. Aconteceu que antes brincou com Deus, zombou Dele, desconfiou de Sua liderança e recusou Suas provisões. O que lhe espera agora? Não é miséria? Eis aí o horror de um viver agarrado ao egoísmo e ao prazer, sem se humilhar perante o Senhor, buscando dele a salvação.
Mas há esperança para os arrependidos, porque as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos. A mulher adúltera percebeu pela graça o quanto foi louca a sua decisão de servir ao pecado, mas foi logo atraída pelo amor de Deus e recebeu Dele o perdão e salvação.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

PERIGOS DE UM VIVER REBELDE CONTRA DEUS (11)



“Com tudo isto ainda pecaram, e não deram crédito às maravilhas. Por isso consumiu os seus dias na vaidade e os seus anos na angústia” (Salmo 78:33)
OS HORRORES VISTOS NOS ANOS: “...e os seus anos na angústia”.
        Como Deus consome os anos dos Seus inimigos na angústia? Sem dúvida precisamos examinar com temor e tremor essas verdades à luz das Sagradas Letras. Que saibamos que os princípios de Deus são eternos; significa que o mesmo que Ele fez com aquele povo rebelde no deserto, há de fazer com os rebeldes agora. O que os homens querem em seus corações, certamente terão. Os rebeldes agarrarão aquilo que tanto caçaram aqui, mas o fato é que eles verão o quanto essas coisas transformarão em angústias no final. Não foi assim com Judas? Não foi fato que ele passou todo tempo procurando meios de alcançar seus ideais? Ele queria dinheiro, fama e prestígio aqui, mas no final percebeu tardiamente o quanto aquilo que tanto buscara se tornou o peso atroz que o empurrou ao abismo.
        Tomemos a vida de Urias, um dos mais incríveis reis de Judá. Ele queria fama, sucesso, glórias e grandes conquistas. Deus permitiu que tudo o quanto ele desejava fosse alcançado, mas no final viu seus anos sendo corroídos na angústia de um leito numa enfermidade mortal – a lepra – que o levou à morte (2 Crônicas 26). O coração endurecido não percebe que os anos vão deteriorando a vida aqui. Tenho percebido o quanto a vaidade e os desejos sensuais estão destruindo a vida de milhares aqui no Brasil. A busca por paixões ocupou o coração de homens e mulheres, de tal maneira que eles não querem admitir que a velhice chegou; os cabelos brancos não são vistos como mensageiros de sabedoria. Homens e mulheres cujos corações estão endurecidos não conseguem ver quaisquer perigos à volta. Eles querem a alegria em desfrutar das festas, noitadas, romances sexuais; eles estão prontos a gastar fortunas com cosméticos, para que a velhice fique distante. Eles não percebem o quanto as angústias estão batendo às portas.
        Logo chegam as angústias. E como elas aparecem? Tentarei mostrar aqui o quanto isso funciona na sabedoria da ira de Deus. Primeiramente a vida fica sem direção, sem uma meta, porque a vaidade fez com que a alma perca todo senso de sabedoria. O que Deus fez com aquela multidão de rebeldes, foi que eles ficassem rodeando pelo deserto, até que todos morressem ali. Não era isso o que queriam? Foram rebeldes e não quiseram marchar em obediência à voz de Deus, sob o comando do grande Senhor que os libertou do Egito; foram arrogantes a ponto de desafiar o todo-poderoso. E agora? Deus não os matou de uma vez; Deus concedeu o que eles queriam, mas fez com que rodeassem o deserto até que seus corpos virassem estrumes nas areias. Deus estava ali? Sim! Mas não em bênçãos e sim na ira Dele.
        Milhares estão vivendo nessa condição, até que as angústias apareçam. Logo percebem que estão sozinhos. Parentes, amigos e prazeres vão embora, dando lugar as dores, gemidos, solidão, desprezo. A miséria de um coração endurecido será mostrado numa revolta contra Deus, num espírito de amargura e num desespero para que tudo mude. Os bens que possui serão usados, num desejo de comprar a vaidade de volta. As vaidades aparecerão para debochar da pessoa; elas rirão como hienas e mostrarão o quanto foi horrível a decisão de não obedecer a Deus. As ameaças de uma morte súbita deixarão a pessoa em suspense num ambiente indigno de confiança.


sexta-feira, 13 de setembro de 2019

PERIGOS DE UM VIVER REBELDE CONTRA DEUS (10)



“Com tudo isto ainda pecaram, e não deram crédito às maravilhas. Por isso consumiu os seus dias na vaidade e os seus anos na angústia” (Salmo 78:33)
OS CASTIGOS DE DEUS QUE APARECEM COMO BÊNÇÃOS: “...fez que os seus dias se dissipassem num sopro...”.
        Como Deus visita homens e mulheres em Sua Ira? Como Deus faz com que os dias de alguém sejam consumidos na vaidade? Foi isso o que Ele fez com Israel no deserto, porque tentaram a Ele, ao invés de simplesmente obedecer. Deus faz com que os dias sejam cheios de coisas agradáveis nos relacionamentos; haverá muitos amigos, muita felicidade aparente; muitos elogios, etc., mas por outro lado virão inevitáveis problemas. O povo da cidade de Siquem encheu o coração de Abimeleque de orgulho e vaidade, quando pediu para ele ser o rei. Mas não demorou para que Deus mesmo transformasse o sonho em pesadelo e todo povo se moveu contra Abimeleque. Quando nossos corações não são inclinados para Deus somente, eis que nossos relacionamentos são transformados em miséria aqui. Deus sabe como encher todo ambiente de raízes de amarguras; Deus sabe como transformar os dias em motivos de sofrimentos e não mais de felicidades.
Significa que a própria vaidade chegaria para esmagar o viver, detonar a humanidade e detonar o futuro. Foi assim com Jezabel, pois Deus não lhe arrancou a vida na mocidade, pelo contrário Deus alongou sua vida e permitiu que ela desfrutasse de bons momentos na liderança da nação ao lado do seu frágil e covarde marido. Deus concedeu prosperidade a Jezabel, mas não demorou em que a vaidade detonasse seu viver. Quando isso acontece os dias passam sem serem notados e dá a impressão que eles jamais terão seu final; as cãs (cabelos brancos) chegam e a pessoa não percebe. Quando Deus transforma os dias em vaidade, eis que os princípios de valores desaparecem e a vida é levada por aquilo que é sempre agradável. Quando os dias são mergulhados na vaidade, eis que a pessoa ignora os verdadeiros fundamentos de sabedoria, caráter, pureza e santidade. Tais virtudes são atiradas fora como se fossem lixo.
Oh! Quão perigosa é essa jornada, quando homens e mulheres recusam submissão à palavra de Deus. Tenho visto isso em nossos dias. Vejo mulheres (até mesmo as chamadas de crentes), as quais têm sido levadas pelo programa enganoso dos direitos da mulher. Com isso elas não percebem que seus dias estão foram entregues à vaidade; elas estão convencidas que estão certas, de que Deus está errado em mantê-las submissas aos seus maridos. Elas recusam isso e saem para a chamada de liberdade. Elas aparentam felicidade, mas na realidade é uma felicidade carnal. Elas não estão aptas para construir famílias, edificar um lar, serem conselheiras para os filhos e construir caráter. Os dias foram atirados à vaidade em ganhar dinheiro, ter o poder aquisitivo melhor, passear, comprar coisas, manipular o marido e desfrutar de uma religião firmada em emoções e não na obediência à verdade.
        Os dias atirados na vaidade não podem aceitar os princípios do reino de Deus não toleram o tomar a cruz e seguir a Cristo. É por isso que os resultados são trágicos e a miséria vem se aproximando paulatinamente. É por isso que elas fazem festas com a vaidade, se tornam conquistadoras e são levadas para os perigos nas armadilhas feitas por satanás ao longo do caminho largo por onde trilham.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

PERIGOS DE UM VIVER REBELDE CONTRA DEUS (9)



“Com tudo isto ainda pecaram, e não deram crédito às maravilhas. Por isso consumiu os seus dias na vaidade e os seus anos na angústia” (Salmo 78:33)
OS CASTIGOS DE DEUS QUE APARECEM COMO BÊNÇÃOS: “...fez que os seus dias se dissipassem num sopro...”.
        O que Deus fez com aquele povo que tentou o Senhor no deserto? A resposta é que Ele fez com que seus dias fossem dissipados na vaidade. É essa a lição que trago aos que aqui vivem desafiando a Deus, achando que Deus vai subordinar-se aos seus caprichos terrenos. Estas verdades solenes devem encher nossas almas de santo temor. Quando Deus faz com que os dias de alguém sejam dissipados na vaidade, eis que todo interesse se volta pelas coisas terrenas, pelas ambições da vida aqui; pelas alegrias passageiras;   pelas aprovações dos homens; pelo espírito de engano em achar que a vida vai muito bem; pelos sentimentos de que estão sendo abençoados. Ora, essa isso o que a pessoa queria; ela desprezou as coisas eternas, desprezou no coração as maravilhas da graça salvadora, ignorou os caminhos eternos e as promessas celestiais. Então, a pessoa passa a ter o que realmente queria ter.
        Os dias são gastos na vaidade dos relacionamentos também. Quando desprezamos o Senhor e as maravilhas eternais da graça, eis que imediatamente ocupamo-nos com os interesses humanos. Ao desprezar a Deus, seus conselhos e caminhos, eis que aparece um despertamento por relacionamentos aqui. Logo o interesse é voltado à amizade e todo sistema de julgamento é tirado; os princípios de juízo de Deus passam a serem tratados com desdém. Nota-se isso quando Deus julgou Coré, Datã e Abirão, abrindo a terra e fez com eles descessem vivos para o abismo (Números 16). Logo a reação do povo contra Deus apareceu, atacando Moisés e Arão, dizendo que eles estavam matando o povo de Deus. Quando a alegria dos homens está voltada para os interesses desta vida, imediatamente aparece o desprezo a Deus.
Mas a verdade é que os resultados desse corporativismo carnal são dramáticos, pois o verso acima deixa claro que os efeitos de perturbação surgem. Não foi assim com Abimeleque? (Juízes 9). Ao matar seus irmãos e se aliar ao povo de Siquém, esperou apenas 3 anos e a situação de amizade ficou invertida com o ódio do povo contra ele e o ódio dele contra os siquemitas, terminando em terrível matança de ambos os lados.
Estamos vivenciando isso em nossos dias, quando a multidão, tão voltada aos interesses desta vida passageira se aliaram uns aos outros no ataque à verdade. O que importa hoje é o que eles sentem e não a verdade revelada. Vemos o quanto os dias dos homens hoje estão entregues aos caprichos das vaidades deles. Mas os resultados têm sido dramáticos. Elementos fantasiados de pastores têm dominado a vida deles, expondo aquilo que eles gostam de ouvir. Os relacionamentos de “amor, amizades, sociabilidade, etc.” têm destruído a família, os bons conceitos de criação de filhos, da posição da mulher e do homem, os princípios de uma liderança piedosa da parte do homem, bons costumes e respeito, e assim por diante. O mundo encontrou rachaduras no casco do navio e assim as aguas lamacentas desta vida têm entrado e destruído as coisas de valores. O sorriso e felicidade banal tentam ocultar os fracassos e as festas, divertimentos vêm ocupar o ambiente.
Essas coisas vêm encobrir o fato que os dias estão sendo consumidos pela vaidade. Que o Senhor em Sua compaixão venha livrar esta sociedade desses tão terríveis perigos!


sexta-feira, 30 de agosto de 2019

PERIGOS DE UM VIVER REBELDE CONTRA DEUS (8)



“Com tudo isto ainda pecaram, e não deram crédito às maravilhas. Por isso consumiu os seus dias na vaidade e os seus anos na angústia” (Salmo 78:33)
OS CASTIGOS DE DEUS QUE APARECEM COMO BÊNÇÃOS: “...fez que os seus dias se dissipassem num sopro...”.
        Quero persistir, tratando dos castigos de Deus, os quais aparecem como se fossem bênçãos. Para Esaú, suas conquistas e o crescimento do seu povo e reino foram exatamente aquilo que tanto queriam; para ele tudo isso era bênção. Normalmente, quando Deus derrama Sua ira primeiramente endurecendo o coração e é nessa condição que os homens e mulheres são normalmente enganados ao pensar que tudo está indo bem. O que Deus está mostrando no texto é que aquele povo endurecido e rebelde Ele iria consumir seus dias na vaidade. Ao fazer isso, a impressão que dá aos homens é que Deus está abençoando, porque o que eles querem eles passam a ter.
        Significa que os homens passam a ser envolvidos no coração pelas ondas da paixão. Seguindo esse caminho, eis que os homens perdem a rédea da vida; passam a viver não mais envolvidos na razão, mesmo naquilo que é comum no viver. O que ocorre é que os fundamentos da vida são tirados da frente; os verdadeiros valores são postos de lado, tudo isso para que a vida passe a ser uma aventura em busca daquilo que a vida e o mundo oferecem. Sendo assim, as coisas que têm valor se constituem perigo ao derredor. Para o rei Jeorão, ao assumir o trono de Judá, seus irmãos representavam perigo para ele, por isso mandou mata-los (2 Crônicas 21).
        Meditemos um pouco sobre essas paixões e como tudo passa a ser concentrado nessas ambições da carne. Notemos bem que Deus entrega as pessoas exatamente naquilo que a natureza da carne quer e gosta. Isso significa que as vaidades ocuparão o lugar daquilo que vale a pena. Vemos isso acontecendo aqui no Brasil. Há tanta, pois vemos como Deus tem posto Sua mão que parece ser abençoadora, mas que na realidade é Sua ira. Há um anseio forte por prosperidade, paixões carnais. Vemos hoje uma busca por alimentação; a vida hoje gira em torno de como posso ganhar mais para comer melhor; como posso desfrutar deste ou daquele restaurante; como não vejo chegar aquele dia do churrasco, para convidar amigos e parentes para aquela festa. Notemos como Deus consome os dias da pessoa nessa vaidade, numa busca ansiosa por esse viver. Nada contra uma boa alimentação, mas o perigo jaz no fato que eu posso estar sendo empurrado na vida por aquilo que passa; que o meu deus é o ventre e que é isso que dá sentido a vida.
        Notemos também como Deus consome os dias na vaidade; como Ele permite que os dias sejam impactados por coisas banais. Vemos isso no que tange à vida sexual. Notemos que todo linguajar de homens e mulheres giram em torno do sexo em nossos dias. Eles não pensam noutra coisa. Quando os dias são consumidos na vaidade, eis que homens e mulheres procuram divertimentos naquilo que é proibido. Deus criou o sexo como bênção dentro do contexto matrimonial, mas usado fora disso constitui-se numa arma mortal. Homens e mulheres olham para o mundo como se fosse um paraíso do sexo. Foi assim nos dias de Jeremias, quando homens viviam à busca das mulheres de seus companheiros. Hoje o viver está assim, quando vemos mulheres à busca dessas aventuras com os homens. O que tudo isso vem dizer? Encaremos o Salmo 78. Não é verdade que Deus está permitindo que homens e mulheres arruínem e destruam seus dias na vaidade?

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

PERIGOS DE UM VIVER REBELDE CONTRA DEUS (7)



“Com tudo isto ainda pecaram, e não deram crédito às maravilhas. Por isso consumiu os seus dias na vaidade e os seus anos na angústia” (Salmo 78:33)
OS CASTIGOS DE DEUS QUE APARECEM COMO BÊNÇÃOS: “...fez que os seus dias se dissipassem num sopro...”.
        O que realmente significa as palavras ditas pelo Senhor? “...fez que os seus dias se dissipassem num sopro...”? A verdade é que Deus iria injetar vaidade nos dias  daqueles elementos que no deserto se rebelaram contra a liderança, cuidado e proteção de Deus. Deus pegaria seus dias e faria com o que fazemos com a carne quando colocamos tempero. Às vezes minha esposa pega a carne e fura toda, a fim de que o tempero possa agir por dentro. Que situação terrível para os pecadores, quando Deus consome seus dias! Nossos dias devem estar cheios das bênçãos de Deus; cheios de sabedoria, utilidade, fruto e outras coisas que são úteis no viver. Aqueles que são guiados pelo Espírito de Deus eles sabem o quão valioso é saber usar bem seus dias, e como podem traçar planos de maturidade, santidade, amor e compaixão aqui.
        Tudo é diferente na vida daqueles que querem viver em rebeldia contra Deus, porque a vaidade ocupa o lugar daquilo que é benefício para a alma e que é instrução de sabedoria. O que acontece é que a vaidade toma posse de tudo o que é significa paixão física, tudo o que o mundo pode oferecer para aquilo que a carne quer e tanto gosta. Na página anterior pude falar das paixões sexuais, como homens e mulheres são simplesmente entregues a esses desejos, os quais vão se tornando cada vez mais infames e destruidores.
Por causa dessa ansiosa paixão por prosperidade terrena tenho visto como mulheres têm se envolvido por desejos abomináveis. Vaidade significa que todo esforço, trabalho, pensamento, emoções e investimento terão em vista o curtir esses prazeres. Deus permite que homens e mulheres vão longe; que eles dilatem suas paixões; que vivam de meras paixões para aquelas que são piores. Entregues na vaidade, homens têm consumido seus dias nesse caminho feio; seus filhos e filhas presenciam tudo isso e muitos até mesmo veem motivos para envolver em trazer desgraças para a vida de outros. Famílias têm perdido o padrão de bons costumes, porque a imoralidade entrou ali, com pais permitindo que seus filhos se envolvam sexualmente com namoradas dentro de suas casas. Homens e mulheres já idosos, os quais poderiam ser bons exemplos para as crianças, adolescentes e jovens, agora expõem suas atividades perversas com palavras imundas e maldades em seus atos.
O que está acontecendo? Não querem prosperidade? Eis aí o rumo que tomam! Não querem a verdade da cruz; não querem ouvir das mensagens sobre o juízo de Deus nem sobre as maravilhas celestiais. Querem curtir um deus melhor e mensagens que inflamam suas vidas com as perspectivas de dias melhores aqui. O que Deus faz? Ele simplesmente solta as multidões, deixando que elas curtem suas paixões, sem que percebam que seus dias estão sendo consumidos na vaidade. Muitos acordam tarde demais. Visitei um moço que estava à beira da morte; não podia falar mais e com a face cheia de terror pude ver sua angústia ao saber que estava caminhando para o juízo. Sua seu estilo de vida foi assim, consumindo seus dias na vaidade.
Mas esse mesmo Deus é cheio de compaixão com as almas que se humilham e que se arrependem, buscando a salvação em Cristo Jesus.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

PERIGOS DE UM VIVER REBELDE CONTRA DEUS (6)



“Com tudo isto ainda pecaram, e não deram crédito às maravilhas. Por isso consumiu os seus dias na vaidade e os seus anos na angústia” (Salmo 78:33)
OS CASTIGOS DE DEUS QUE APARECEM COMO BÊNÇÃOS: “...fez que os seus dias se dissipassem num sopro...”.
O que Deus faria com aquele povo que agiu teimosamente, em rebeldia contra Ele? Ele fez com que experimentassem o horror do castigo dele entregando a   todos à vaidade. O que seria o castigo nisso? Apenas uma entrega à vaidade? “Vaidade” significa que seus dias seriam usados, não como bênçãos de sabedoria,        de temor, de pureza e santidade, mas de completa inutilidade. Um coração incrédulo e endurecido nem sequer há de meditar nisso, porque não achará qualquer problema. Mas a ideia embutida no texto é que eles seriam envolvidos no coração pelas ondas da paixão. Eles ficariam soltos para o pecado e suas desgraças; eles não teriam as bênçãos de Deus, para livrá-los do mal, a fim de que eles escapassem de perigos que tanto envolvem as pessoas no mundo.
Milhares não sabem das terríveis consequências que envolvem as almas que são entregues por Deus para viverem aqui na vaidade. Significa que as paixões passam a dominar o viver e eles passam a serem controlados por tais paixões. Quando homens e mulheres mantêm seus corações obstinados e rebeldes contra Deus, eis que seus olhos não são abertos para a realidade de um viver em sabedoria; para eles o conceito de vida é aquilo que podem obter em satisfazer suas paixões, pelos interesses terrenos, pelas ambições da vida aqui, pelas alegrias passageiras, pelas aprovações dos homens, pelo espírito do engano em achar que a vida vai muito bem e pelos sentimentos de que estão sendo abençoados.
Muitos são induzidos pelo espírito da paixão sexual e não conseguem se desvencilhar dessas atividades que dominam a mente e as emoções. O que acontece é que a vida só tem sentido pelo sexo. Eles trabalharão para conquistar seus anseios, viverão a buscar isso e nunca estarão satisfeitos. Seus olhos estarão fechados para qualquer perigo, porque essa vaidade desnorteia a razão, toma o controle de suas emoções. Na mente a alma entregue a isso achará que tudo é seu direito; o espírito de engano alimenta o engano no íntimo em achar que é seu direito e até mesmo crerá que tem sido abençoado com saúde e com sucessos. O espírito que controla a mente com paixões sexuais é extremamente envolvente e declara no íntimo que seus pecados não serão vistos nem sequer odiados e seguirá assim no viver e nem mesmo a presença da morte arrancará esse sistema enganador e maligno; não haverá lugar para arrependimento e fé para a salvação.
Entregues à vaidade, homens e mulheres são entregues às paixões daquilo que são coisas normais da vida, como o alimento. Vejo em nossos dias quantos milhares estão entregues a esses desejos. Homens e mulheres cujos dias são entregues à vaidade vivem de comida e nunca estão satisfeitos. Eles sempre estão em busca de novidades e ficam cheios de alegria quando há festas e convites para comida. Nota-se que estão prontos a sacrificar qualquer coisa espiritual, mas estão sempre dispostos a esses prazeres. A comida pode ser o sinal claro de que a alma está entregue à vaidade, pois vivem do estômago e nada querem saber da verdade, sem perceber que perigos terríveis rondam suas almas que aos poucos são envolvidas por perigos de coisas passageiras.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

PERIGOS DE UM VIVER REBELDE CONTRA DEUS (5)



“Com tudo isto ainda pecaram, e não deram crédito às maravilhas. Por isso consumiu os seus dias na vaidade e os seus anos na angústia” (Salmo 78:33)
OS CASTIGOS DE DEUS QUE APARECEM COMO BÊNÇÃOS: “...fez que os seus dias se dissipassem num sopro...”.
        Caro leitor, consideremos essa frase: “...fez que os seus dias se dissipassem num sopro...”. Os castigos de Deus não aparecem como nós pensamos; entendemos a ira de Deus como sendo sempre as manifestações de Suas fúrias e cóleras; pensamos num Deus nervoso e irritado, que age como muitos homens, de repente levanta e esmaga Seus inimigos e todos quanto O irritam. Devemos lembrar que a ira de Deus é cheia de sabedoria, assim como é o amor Dele. Quando Ele deu comida ao povo que tanto queria comer carne no deserto, eis que o castigo veio com eles sofrendo os efeitos de uma resposta de Deus dada na ira Dele. Nem todos morreram, mas a maior parte sofreu terrível consequência daquilo.
Como havia já dito, em Sua ira Deus permite que homens e mulheres vivam muitos anos no mundo, mas o que Ele faz é com que os dias dos Seus inimigos sejam marcados pela vaidade. O que os homens mais querem neste mundo é viver mais, ter saúde e dinheiro, a fim de gastar com aquilo que ama e venera. Mas eles não sabem que um viver de longos dias sobre a terra pode vir marcado pela ira de Deus e não por bênçãos. Foi exatamente isso que Ele fez com aquele grupo de milhares de israelitas, os quais rebeldes contra Deus desafiaram, zombaram e tentaram o Senhor, assim como vemos os homens fazendo em nossos dias. O que Deus fez com eles? Deus não tirou a vida deles imediatamente, mas sim deu a resposta que eles tanto queriam. Eles queriam prosperidade, abundância de bens terrenos, luxúria e prazeres, ao invés de andar submissos ao Senhor até chegar à terra prometida.
Creio que vale a pena examinar esse assunto. O que significa consumir os dias na vaidade? Não temos outra resposta senão com o fato que Deus sabe lidar com nossos dias; que eles vêm para nós ou como bênçãos ou como tormentosas maldições. O salmista no Salmo 90 pediu que o Senhor lhe ensinasse a contar os dias, de tal maneira que ele alcançasse coração sábio. Ele queria viver aqui, mas sabendo o quanto esta vida é traiçoeira e perigosa, ele viu que a única forma de viver os brevíssimos dias na face da terra seria enchendo o coração da sabedoria, que vem do temor ao Senhor (Provérbios 1:7).
Porém, no tocante aos rebeldes, a situação é diametralmente oposta, pois Deus faz com que a ira Dele entre em cada dia de um viver rebelde. Não é uma terrível e horrenda notícia? O que Deus estava dizendo àqueles israelitas rebeldes no deserto? “Vocês estão querendo coisas que jamais prometi? Vocês querem curtir a carne e os prazeres que tinham no Egito, mesmo sob intensa escravidão? Então, eu vou dá o que vocês querem; vou deixar vocês viverem, curtirem seus dias na vaidade e os anos na angústia”. Noutras palavras, eles não seriam abençoados, com as bênçãos advindas de um Deus que transporta Seu povo em amor, cuidado, sabedoria, prudência, e por fim em maravilhas eternas. Aqueles homens e mulheres curtiriam o mal, pensado que aquilo era o bem; curtiriam perigos, pensando que estivessem em segurança; eles seriam fortalecidos no mal, mesmo tendo tudo o que queriam. É exatamente isso o que Deus faz com os que se mantêm rebeldes contra Ele e contra Sua Palavra.