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sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

“A MAIS LOUCA DECISÃO DO HOMEM” (5)

           

“Amou a maldição; ela o apanhe; não quis a bênção; aparte-se dele” (SALMO 109:17)

AMOU A MALDIÇÃO.

        Estou tentando mostrar aqui biblicamente que amamos a maldição porque foi essa a escolha que tivemos desde nossa queda, conforme descreve a bíblia. Muito mais, tudo agora prova na prática o quanto foi terrível nossa escolha e como agimos baseado naquela escolha do Éden. Por essa razão devo acrescentar que mantemos nossa a disposição em estar cegos e surdos diante de tanta majestade da criação perante nossos olhos, revelando a bondade e o poder de Deus. A terra inteira, bem como o universo é tremenda sala de aula que revela a grandeza do nosso Criador e é o palco que deveria ser usado por nós para constante adoração ao Senhor. Mas eis aí o terror da maldição do pecado que tomou todo nosso ser, a fim de ignorar e viver seguindo nossas inclinações ateístas, como se Deus não existisse. A maldição do pecado produziu isso e estamos aí prontos os ídolos e prestar submissão ao pai da mentira.

        Veja o resultado da maldição do pecado, conforme Paulo diz em Romanos 3:23: “Pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. Será que entendemos esse verso? Será que nossos olhos estão tão tapados para não ver a tragédia que nos acometeu? Veja bem o que significa “...destituídos da glória de Deus”. Significa que saímos do jardim de Deus; significa que fomos expulsos da comunhão; significa que saímos de um lugar de luz, de glória e entramos caprichosamente num ambiente de escuridão. Não há algo mais espantoso do que estarmos pisando o solo da criação e não adorar o Senhor diante de tanta majestade e milagres da Sua criação. Não há loucura maior do que estar perante a criação que em cada detalhe mostra a divindade e o poder de Deus, é sinal do horror da maldição do pecado que tomou todo o ser do homem caído.

        Também, é importante que todos saibam que não há desculpas. Queira ou não, o homem é indesculpável pela sua situação e a ordem é que toda criação seja o palco para que homens criados à imagem e semelhança de Deus venha a adora-Lo. Sendo assim, todo ser humano é responsável em dar a Deus a glória que lhe é devida, em todos os máximos e mínimos detalhes do viver. Caso não haja isso o perigo é terrível. O homem criado por Deus agora em função de um viver no pecado? O homem criado para a glória de Deus, pisando no mundo para afrontar Deus e utilizar a criação para seus prazeres da carne e à serviço do diabo?

        Então, em poucas palavras creio que pude mostrar o que significa amar a maldição no viver prático. Tem algo mais a falar sobre isso? Sim! Terei mais. Mas quero terminar esta página mostrando aos meus leitores o grande cenário da graça salvadora em Cristo. Talvez tenha alguém que ao ler essas páginas ficou desconsolado e aflito, ao saber que essa é a sua situação. Mas sabe, todo desespero termina ao saber que Cristo levou sobre Si as terríveis maldições da lei, a fim de nos livrar dos terrores eternos. Olhe amigo, mire a cruz pela fé e veja o Cordeiro de Deus que ali foi trilhado pela ira de Deus, recebendo o castigo que nossos atos merecem. Que resposta! Se você é uma alma que busca livramento eterno, eis que o Filho de Deus, o Salvador está perto de você, pronto para te salvar agora.

        “Olha para Jesus, contempla Seu rosto de amor e verás a luz divinal brilhar, com fulgor resplendente sem par”

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

“A MAIS LOUCA DECISÃO DO HOMEM” (4)


“Amou a maldição; ela o apanhe; não quis a bênção; aparte-se dele” (SALMO 109:17)

AMOU A MALDIÇÃO.

        Prezado leitor, andemos nessa longa avenida desse assunto tão importante sobre a maldição. A maior parte das Escrituras sagradas trata sobre esse tema, porque a escura maldição toma forma especialmente na lei. Temos que considerar a lei de Deus, não porque temos que guarda-la, porque já foi provada nossa ineficácia no tocante a isso e Cristo veio justamente para cumprir toda lei por nós e inclusive Ele se tornou maldição em lugar do Seu povo. Porém se focarmos na lei, conhecendo nosso Senhor nela, certamente haveremos de saber quem é nosso Deus.

        Do ponto de vista do homem natural, a lei constitui um terror. Do ponto de vista do homem espiritual, a lei revela as perfeições de um Deus santo e o homem crente ama a lei. Note bem, não estou falando daquelas leis cerimoniais, como guarda do sábado e outras atividades tão tomadas a sério pelos hipócritas nos dias do Senhor. Mas os santos de Deus viram na lei a glória de um Deus santo. Vemos isso no modo de viver de Jó e como aplicou santas atitudes no viver dele, estribados na lei de Deus. Vemos o Salmo 119 como a lei de Deus é vista em santa admiração a Deus e em santos desejos por querer aplica-la no viver.

        Mas quero considerar a lei do ponto de vista de suas maldições, porque ela vai diretamente ao coração do homem e ali mostra o problema sério – a cobiça. Até certo ponto tudo é visto do lado externo, mas quando aparece o termo “cobiça”, então tudo muda e a lei dirige seus “gritos” me chamando de “maldito”. A lei de Deus tem sua função de revelar o que o homem é no coração; ela é a professora que dá nota zero para seus alunos e diz que ela não tem resposta. Ela funciona como um médico que vê a doença letal e que diz não ter solução. Mas nós precisamos ouvir a lei, por isso ela cobre a maior parte da bíblia e serve de condutor para ligar o homem à necessidade do Salvador – Cristo Jesus.

        Mas voltando ao texto, a lei tornou nossa maldição ainda mais absoluta, mais terrível, mais pujante. A lei grita aos nossos ouvidos e nos trata como malditos e tal maldição nos apanhou para nos lançar em desespero; ela nos tapou a boca para declarar que ninguém poderá escapar, a não ser que corra para Cristo. O que Cristo veio fazer? Ele no Sermão do Monte mostrou o quanto não há esperança, porque nosso real problema está em nossos corações depravados e perversos.

        Foi ali no Sermão do Monte que o Senhor mostrou o que veio fazer, que veio cumprir a lei em nosso lugar e nos livrar desses terrores. Os judeus que se converteram, conforme registra o livro de Atos, logo confessaram que a lei foi um jugo insuportável e que esse jugo foi tirado na salvação que obtiveram em Cristo (Atos 15:10). Então amigo, não há como escapar dessa maldição que paira sobre a cabeça do homem que não convertido. Nossa recusa em ouvir a lei de Deus e não nos humilhar diante do fato que a lei nos condena à mais profunda miséria é o passo certo para a deplorável condição que aguarda o pecador na punição eterna. Não condene a lei, ela faz um trabalho brilhante. Ela não anestesia a consciência, ela a desperta; ela faz o homem sentir as terríveis dores por estar longe de Deus, por ser grande devedor e ser um réu condenado.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

“A MAIS LOUCA DECISÃO DO HOMEM” (3)

              

“Amou a maldição; ela o apanhe; não quis a bênção; aparte-se dele” (SALMO 109:17)

AMOU A MALDIÇÃO.

        Já pudemos ver que amamos a maldição desde nossa decisão ali no Éden: “Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte...” (Romanos 5:21). A morte é a prova clara da maldição que abraçamos em Adão e provamos isso agora em nosso viver. Mas provamos isso muito mais em nosso viver. O que é que amamos? A maldição! Escolhemos o bem? Escolhemos santidade, justiça, amor real e todas as virtudes que homens criados por Deus deveriam escolher? Claro que não! Entramos no mundo para mentir as mais terríveis mentiras contra Deus (Salmo 58:3).

        Temos que nos humilhar perante o que dizem as sagradas letras, que não há quem faça o bem, nem um só (Romanos 3:12) e ainda afirma que não há quem busque a Deus (Romanos 3:11). Será que tais verdades não nos humilham diante do fato que por natureza amamos a maldição? Temos as mesmas intenções malignas, como confessou Isaías: “...sou homem de lábios impuros...” (Isaías 6:5). Temos em nossos lábios os desejos por dar louvores ao Senhor em santo temor a Ele? Claro que não! Somos por natureza inclinados a mentir, falar palavras torpes, mostrar amarguras e outras manifestações da carne. Todo nosso ser, por natureza proclama que amamos a maldição, porque Deus mesmo já mostrou em Sua palavra o quanto nossos corações são carregados das mais tremendas forças pecaminosas.

        Digo mais que já provamos em nossa vã maneira de viver mostra nossa procedência amaldiçoada. Somos melhores que Caim que amou a maldição e recusou a benção do paraíso de Deus? Somos diferentes dos moradores de Sodoma e Gomorra, os quais, movidos pelas paixões infames da carne foram varridos da terra pela ira de Deus? Não fosse a misericórdia graciosa de Deus, certamente Jacó teria seguido o mesmo rumo de Esaú, seguindo suas paixões e interesses mundanos. Ó, quanta insensatez no pecado! Vendo todos os espetáculos da grandeza de Deus, de seus milagres na criação, da Sua mão de poder, revelando Sua divindade, mesmo assim nossos olhos são mantidos cegos e nossos lábios emudecidos, a fim de não conceder louvores a Ele. Porque amamos a maldição é que recusamos ouvir a voz de Deus em Sua palavra; o livro Dele é mantido fechado e se queremos algo da verdade é somente aquilo que precisamos, a fim de sentir abençoados em nosso viver pecaminoso.

        Veja amigo, se amamos ou não amamos a maldição! E não há como segurar a maldição numa mão e a bênção na outra mão. Se amamos a maldição é sinal claro que rejeitamos a bênção. Maldição e bênção, ambas não podem andar juntas, porque não há acordo. Todo meu ser será dado àquilo que escolhi para amar e servir durante meu viver. Se amei a maldição, como de fato aconteceu, então é à maldição que darei toda minha consagração e serviço. É amando a maldição que vou buscar sentir-me “abençoado” e até mesmo criarei uma divindade que venha me proteger . Que tristeza! Mas é assim o homem nesse infernal caminho largo. O amor à maldição faz o corpo se sentir num paraíso, enquanto a alma seguirá aprisionada e empurrada para o fogo aterrorizante do inferno.

terça-feira, 30 de novembro de 2021

“A MAIS LOUCA DECISÃO DO HOMEM” (2)


“Amou a maldição; ela o apanhe; não quis a bênção; aparte-se dele” (SALMO 109:17)

AMOU A MALDIÇÃO.

        Procurei não ser prolixo na introdução, mas quis deixar o assunto bem atrativo para meus leitores. Precisamos saber o que significa “amar a maldição”.  Vou repetir aqui que esse termo em nossos dias além de não ser compreendido é rejeitado porque a mentalidade que transmite a ideia de conexão com demônios e azar. Mas temos que nos ligar com a verdade bíblica, porquanto o assunto é eminentemente um fato que teremos que encarar. Ora, estamos lidando com a poderosa palavra de Deus e no Salmo 109 o Espírito Santo está tratando sobre esse assunto: “Amou a maldição...”. Certamente a bíblia nos guiará em toda verdade, ela não nos deixará pusilânimes, se humildemente encararmos a linguagem que Deus tem no texto.

        Afinal, quando foi que amamos a maldição? Amar a maldição é um assunto de escolha no dia a dia? Maldição está ligada a alguma palavra ou frase que falo? O Salmo é um livro bem prático e muito confrontador, mas nenhum Salmo pode ser compreendido sem uma análise à luz daquilo que é ensinado em toda Escritura. A primeira lição que deve despontar perante nosso entendimento é que nosso viver prova se somos abençoados ou somos malditos. O nosso andar, falar, pensar, sentir, agir, o que somos no lar e até mesmo na vida religiosa, tudo isso vai indicar se somos benditos ou malditos.

        Sem delongas devo entrar no assunto, mas vendo tudo à luz da doutrina da queda do homem. À luz do ensino da queda, ou o homem é bendito, ou é maldito, não há meio termo. Quando foi que o homem amou a maldição? Claro que foi na queda. Tomemos esse assunto porque ele é de grande relevância em toda bíblia. Observemos como Paulo trata esse assunto em Romanos 3, 4, 5 e 6; como ali o Espírito Santo mostra como judeus e gentios estão caídos na mesma maldição e terrores do pecado. Sem essa visão bíblica acerca da queda, como iremos entender esse assunto? Nós sempre no íntimo tentamos abrandar nossa situação; achamos que a queda foi algo simples, que ocorreu naquela ocasião, mas que agora todos nós estamos livres. Achamos que temos pecado, mas que o assunto não é tão alarmante.

        Mas a verdade é que a história é contada a partir dali e que nós, não importa a raça, a cor, a religião, os costumes, etc. todos nós estávamos ali em Adão e a decisão de nosso pai foi a nossa decisão. Contemos também com a prova maior – a morte. Ela está aí bem presente em nosso corpo mortal e ela não se apoderou de nós quando ficamos mais velhos. A morte veio como resultado do pecado e nós experimentamos suas atividades de horrores em nós mesmos e em toda raça espalhada na face da terra. O que realmente aconteceu ali debaixo da árvore? Não foi ali a louca decisão que tomamos de amar a maldição e rejeitar a bênção? Claro! A decisão de amar a maldição foi clara, porque deixamos para trás o bondoso Criador e todas as maravilhas da perfeição, da comunhão com Ele e das bênçãos de desfrutar das suas maravilhas num paraíso Edênico. Entendemos isso? Não é fato que nos levantamos com orgulho e na audácia de querer desafiar o próprio Deus? Não é fato que elegemos satanás como nossa divindade e que tornamos submissos a ele, a fim de desfrutar suas mentirosas e ilusórias promessas?

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

“A MAIS LOUCA DECISÃO DO HOMEM” (1)

 

“Amou a maldição; ela o apanhe; não quis a bênção; aparte-se dele” (SALMO 109:17)

INTRODUÇÃO: 

        Incrível esse Salmo 109 e se todos vocês observarem, verão que é um Salmo jamais procurado e venerado. Mas sua mensagem é tão importante quanto qualquer mensagem achada noutro Salmo. Impressionante como o humanismo corre a bíblia inteira para achar os textos bíblicos que os homens mais gostam e veneram. Estão sempre querendo ouvir: “O Senhor é meu pastor e nada me faltará”. Querem ouvir o Salmo 37, o Salmo 91 e outras passagens que expõem promessas que serão usadas em suas atividades supersticiosas. Mas nunca veremos uma busca pelo Salmo 109 e outros semelhantes, porque eles não têm nada que os homens consideram relevantes para esta época. É a tendência da época escolher o que gosta e os evangélicos modernos estão sempre dizendo: “Gostamos dessa mensagem, mas desta outra não”.

        Mas não importa, o Salmo 109 é a palavra de Deus, por isso precisa ser pregado. Este Salmo fala de benção e maldição, mas eu sei que o povo hoje quer ouvir de bênção, mas não de maldição. Segundo alguns, o que devemos pregar hoje é somente graça e o povão quer ouvir de “graça sobre graça”. Mas, por que não de maldição também? Há uma incrível concordância nos ensinos bíblicos. As doutrinas funcionam como sangue correndo pelas veias e que mostram como a Palavra de Deus é viva e eficaz, além de penetrante. Tomemos o Salmo 109 e coloquemos perante a luz do evangelho bíblico e veremos como o Espírito Santo fala a mesma linguagem que o homem no pecado precisa ouvir. Fala sobre maldição? Fala sim! E sua explicação é clara! Os homens precisam ouvir das bênçãos em Cristo e também da maldição.

        Este Salmo foi escrito por Davi, mas claramente vemos que é um Salmo profético, pois mostra a atitudes dos inimigos do Senhor contra Ele. É claro que Davi enfrentou a hostilidade dos inimigos dele também, especialmente quando sem qualquer motivo Saul mobilizou seus soldados para capturarem Davi. E lembramos bem o quanto Davi em determinada situações tipifica o Messias.

        Tomo esse Salmo para mostrar o ódio natural do homem contra o Senhor, mesmo em face de tanto amor que Ele demonstrou aos pecadores, para salvar dos pecados. Em seguida veremos o que acontece quando os homens continuam firmados nessa louca decisão. De novo estamos presenciando a louca decisão do homem em rejeitar a mensagem de Deus, para sua destruição eterna. Ora, estamos diante da poderosa verdade acerca do estado depravado do homem no pecado. Porventura, o homem ama a maldição? Sim! E continuará amando sempre. Quando eles falam de amar a bênção, eles estão referindo às bênçãos terrenas.

        Do monte do Calvário emana a bênção da salvação, pois Cristo foi feito maldição em lugar do Seu povo. Então, tem maldição para os que rejeitam a salvação, porque amam o mundo e querem se extravasar em seus pecados. Não querem a bênção, porque ela está em Cristo. Se as bênçãos vierem por meio de um pastor, de um herege, de algum ídolo, então eles querem receber. Mas não querem a fonte das bênçãos que é Cristo. O que há de esperar com isso? Tomemos esse Salmo e examinemos essas maravilhas da graça e os horrores da lei.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

AS ARMADILHAS DO PECADO ( 12 de 12)



“Portanto, eu os julgarei, cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus. Convertam-se e afastem-se de todas as suas transgressões, para que a iniquidade não lhes sirva de tropeço” (Ezequiel 18:30)
A GRANDE DESCOBERTA
        Oh! Quão terrível é a armadilha do pecado! Israel nos dias de Ezequiel não viu, por isso foi levado para o cativeiro. No profundo poço do pecado os homens não conseguem ver o propósito da tão grande salvação; que Deus é o grande Salvador, cheio de misericórdia que se manifesta aos pecadores. O amor pelo pecado é tão terrível que os homens não percebem que perigos mortais e eternos rondam suas almas a todo instante, à semelhança do homem que com uma corda conseguiu alcançar os ovos de uma ave rara, num lugar alto. Assim que ficou perante os ovos e pronto para pegá-los, descobriu que havia soltado a corda e que ficaria preso naquele lugar, sem poder escapar da morte certa. Preocupado, percebeu que a corda que havia soltado estava voltando, e ele, num esforço incomum conseguiu escapar da morte.
        Conforme o Salmo 40 o Salmista percebeu que estava num profundo poço do pecado e que somente o Deus de amor poderia tirá-lo de lá. Pobres almas! Muitos lutam na vã tentativa de escapar desse buraco onde estão, mas todo esforço é inútil, é como mexer numa areia movediça, porque se afunda mais. O nosso Senhor, mesmo justo, perfeito, sem mácula, pode entender a condição do homem, pois voluntariamente veio e assumiu nossa miserável condição, a fim de levar nossas culpas e pecados sobre Si. Ele viu a miséria do pecado e até clamou ao Pai para livrá-Lo (Salmo 22). Somente o poder da graça compassiva pode mostrar aos homens a miséria, assim como Deus mostrou aos moradores de Nínive (Jonas 4) e eles puderam clamar ao misericordioso Deus de Israel.
        E você, meu amigo? Já pode perceber a realidade da queda? Será que ainda está vivendo nas alturas da soberba, sem imaginar que perigos eternos rondam sua alma? Será que está pronto a continuar transitando na escuridão, atraído pelas paixões e achando que nada há de errado? Será que, como Saulo de Tarso, está achando que é capaz de ser religioso por si mesmo e ainda encontrar o paraíso após a morte? Acha que pode fugir da verdade, pensando como Félix que haverá outra oportunidade? Acha que é poderosamente capaz de fazer aliança com a morte e com o inferno, sem perceber que poderá ser a próxima vítima? Por que não ouvir o Senhor? Por que brincar de surdo, achando que pode manipular Deus e passar despercebido nesta vida? Enquanto o homem brinca, eis que satanás se diverte em dominar a mente com seus truques religiosos. Tudo o esperto pai da mentira fará para que o pecado não seja visto como tragédia; tudo ele fará para que o mundo pareça melhor, mais belo e com a estrada para o inferno bem enfeitada e cheia de atrações.
        Como o Senhor se manifestou para Israel naqueles dias, da mesma forma ele se manifesta aos pecadores em todos os lugares e em todos os tempos: “Convertam-se e afastem-se de todas as suas transgressões, para que a iniquidade não lhes sirva de tropeço”. Essa mensagem aos homens jamais mudou, porque a condição dos homens é a mesma. Deus está chamando os pecadores ao arrependimento porque só Ele mesmo vê os perigos eternos que rondam as almas, como uma perigosa e venenosa serpente oculta; como um leão à espreita. É para fugir para Ele, porquanto Ele mesmo é o socorro e livramento para os que O buscam de todo coração. Ele mesmo afirma no texto que não tem prazer na morte do ímpio, pois Ele sabe o horror eterno que espera a alma impenitente. Eis agora o dia da salvação! Eis agora a oportunidade que é dada aos pecadores para que sejam salvos! Eis o Salvador bendito, Aquele que desceu do céu e veio à terra, a fim de dar-Se a Si mesmo, para livrar homens e mulheres do sofrimento merecido!