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quarta-feira, 29 de março de 2017

PLENA SATISFAÇÃO EM CRISTO (10 de 10)

“Alegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos os que sois retos de coração” (Salmo 32:11)
AMPLIANDO A SATISFAÇÃO NA SANTIDADE DE DEUS: “...exultai vós todos os que sois retos de coração”.
        Para encerrar essas breves explicações sobre esse tão rico e precioso texto, quero ampliar ainda mais o que realmente significa essa satisfação em Deus. Digo e afirmo que quando os retos de coração acham em Deus todo e total motivo para exultação, até mesmo o viver social participa dessa maravilha que enche de prazer o coração santificado. Fomos chamados a iluminar o mundo da doçura do Senhor; fomos eleitos para cobrir silenciar as trevas e fazer o mundo sentir o efeito da presença do céu aqui, assim como os cativos judeus cantavam hinos, enquanto caminhavam para o exílio, fazendo com que seus algozes pedissem que eles entoassem mais os cânticos de Sião. Sabemos que o mundo vai de mal a pior; sabemos que este sistema maligno não vai mudar; que satanás tem seus escravos em sua mão e que manipula as mentes e emoções dos homens no pecado. Mas sabemos por outro lado que essa alegria do céu na terra faz com que os homens olhem os crentes como pessoas incríveis, diferentes e dignas de confiança. Um viver de justiça num mundo injusto, combinado com os louvores de um coração satisfeito, sem dúvida alguma trazem ao mundo as verdadeiras cores do real sentido de viver.
        Também, até mesmo a criação sente a felicidade do Criador no viver dos salvos. Não há mais lugar para a miséria, indignação, desgostos, amarguras iras, vingança, gritaria e outras atividades resultantes do pecado. No céu tudo é gozo, regozijo e verdadeira festa da glória dos salvos. Aqui se torna um pedacinho do céu na terra, quando os salvos desfrutam da alegria do seu salvador. Significa que agora tudo é belo ao derredor e que tudo se fez novo; que toda criação bate palmas e exibe suas cores derivadas da criação santa. Notemos que quando Jesus estava no barco, bastou que ele ordenasse e o mar se aquietou imediatamente. Bastou que ordenasse sua bênção sobre os pães e os peixes para que multiplicassem, vindo a alimentar aquelas milhares de pessoas.
        Também, significa que agora tudo é motivo de júbilo e de intensa alegria. Basta o real entendimento da tão grande salvação, para que tudo mude na vida do povo de Deus. Eles são as estrelas do céu na terra; eles são os filhos de Deus no meio dos filhos do diabo; eles são os herdeiros dos céus, num mundo cheio de homens e mulheres que vivem na miséria, sob o engano e mentiras do diabo. Eles são os proclamadores da verdade, num mundo infestado de mentiras. Então, quando os santos entendem no coração o real significado da salvação, não há dúvida que todo esse sistema enganador é abalado. Israel tirado do Egito abalou o mundo naqueles dias; a igreja primitiva abalou a sociedade e mundo, colocando tudo no seu devido lugar. Por que não agora? Não precisamos de nenhuma motivação externa para sermos cheios de júbilo e de exultação, transmitindo isso no viver e nos cultos.
        Finalmente, digo e afirmo que tudo isso é conquistado pela fé. Não há lugar para a carne e a entrada do fogo estranho deste mundo. Os santos arrancam a felicidade, o júbilo e exultação nos fatos da tão grande salvação; eles olham as Escrituras e ouvem com prazer a mensagem da cruz; eles crucificaram a carne com suas paixões; eles abandonaram o mundo com seus prazeres, a fim de mirar aquele que veio ao mundo para torna-los povo seu. Não é bela essa história? Não é maravilhoso o fato que Deus está chamando pecadores arrependidos, a fim de que conheçam essa história da salvação em suas vidas, pelo perdão e purificação de seus pecados? Não é o momento para que o povo de Deus venha a se erguer em júbilo e fazer tremer esse reino de trevas, a fim de que o reino de Deus mostre ao mundo o quanto é maravilhoso o Senhor em suas obras no meio dos homens?

sexta-feira, 24 de março de 2017

PLENA SATISFAÇÃO EM CRISTO (9 de 10)

“Alegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos os que sois retos de coração” (Salmo 32:11)
AMPLIANDO A SATISFAÇÃO NA SANTIDADE DE DEUS: “...exultai vós todos os que sois retos de coração”.
        Afirmo mais que a salvação santificou a vida dos salvos. Não foi uma mera salvação; não foi um mero ingresso dado para que as pessoas pudessem entrar no céu após a morte, mas que vivessem aqui como mundanos e carnais. A salvação é uma obra completa na vida do salvo; ele se torna mais do que um cidadão do céu, como também um filho de Deus pelo novo nascimento; ele também passa a ter uma nova natureza que o impele a amar a justiça e odiar a iniquidade; ele também passa a ter seu corpo como o lugar de habitação do Espírito Santo, o qual lhe guiará em toda verdade e na verdade. São tantas bênçãos em Cristo (Efésios 1:3), que não há palavras que possam descrever as maravilhas da graça que envolvem a vida do crente para todo sempre. Então, é certo que tudo isso chegando a um coração regenerado, sem qualquer dúvida há de ser motivo de exultação para o salvo: “...exultai vós todos os que sois retos de coração”. Só não pode haver exultação se a alma não foi visitada pela obra salvadora da graça; se o coração ainda permanece endurecido e obstinado contra Deus e contra sua verdade que nos foi revelada.
        Posso assegurar também, que agora o viver social há de participar dessa exultação. Olhemos a festa deste mundo; vejamos a alegria, o prazer que os mundanos encontram naquilo que simplesmente passa. Veja como eles estão prontos a gastar naquilo que devolve só tristeza, separação, solidão e morte, porque tudo aqui passa. Mas quando os salvos se exultam naquilo que receberam em Cristo, eis que o mundo sente as bênçãos dessas maravilhas. Estou certo que o aroma da santidade é a maior riqueza que os salvos podem oferecer ao mundo. Onde há homens e mulheres retos de coração, sem dúvida tudo transmite sinais de verdadeira vida e os homens sentem seguros. O que acontece em nossos dias é que a corrupção trazida pelo pecado faz os homens perversos e felizes na maldade e malícia. Mas os atos perversos dos homens são lançados fora quando os retos se manifestam em coragem e intrepidez.
        Os verdadeiros fundamentos do viver começam a surgir e tudo o que é bom é erguido no palco deste mundo, quando os retos se manifestam. Mesmo que foi lançado no cárcere, não há dúvida que José, mediante a graça lançou o firme alicerce da retidão, da pureza e da justiça na casa de Potifar (Gênesis 39). O rei Dario percebeu a importância de Daniel em seu reino, por isso não hesitou em punir aqueles que com mentiras queriam a morte do servo do Senhor. A retidão daquele amado crente trouxe um reinado de justiça para Dario, porque ele pode confiar num homem que manifestou sua retidão e coragem para servir a Deus.
        Sendo assim, eis que os crentes sinceros têm motivos para celebrar essa santa festa no coração. Eles são as pessoas mais felizes do universo; eles entenderam que em Cristo são os reis e príncipes, os quais um dia vão reinar com Cristo. Não são escolhidos pelo mundo para reinar e nem mesmo querem as honras desta vida. O Senhor um dia voltará, a fim de por um ponto final no reinado de miséria e dor do diabo. Um dia o Senhor há de estabelecer a justiça no universo e há de lançar no lago de fogo todos os instrumentos do mal, tanto os homens perversos e incrédulos, quanto os anjos caídos.
        Agora é o momento de nossa exultação! Agora a nossa festa no coração faz com que cantemos os hinos de louvores ao Senhor! Agora marchamos para Sião com nossos corações cheios de júbilo, porque o Senhor nos salvou e nos tornou herdeiros seus pela graça!

quinta-feira, 23 de março de 2017

PLENA SATISFAÇÃO EM CRISTO (8)

“Alegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos os que sois retos de coração” (Salmo 32:11)
AMPLIANDO A SATISFAÇÃO NA SANTIDADE DE DEUS: “...exultai vós todos os que sois retos de coração”.
        Mas o Espírito de Deus nos leva às profundezas dos mistérios da graça salvadora, porque agora veremos que além da justiça, fomos também santificados: “...vós que sois retos de coração”. A justiça de Cristo nos proporcionou a bênção maior de conhecer o fato que a retidão dele foi posta em nosso coração; que agora sim, amamos a justiça e odiamos a iniquidade. A perfeita e grandiosa salvação realmente purificou nossos corações e limpou nossas mãos, de tal maneira que poderemos sim mostrar ao mundo que somos diferentes no viver; que a retidão faz parte da nossa vida; que agora nossas mãos servem para servir; que agora nossos lábios não proclamam mais a mentira e que nossos pés provam sim que andamos por caminho santo.
        Digo mais, que os justos são retos de coração. Antes tentávamos ser por fora o que não éramos por dentro. Mas nossos lábios eram nutridos do veneno proveniente do coração, nossas bocas era um poço da perdição, mesmo tentando ser religioso e praticando o bem. A alma lá dentro se achava tão torta, por isso que nosso andar era como de um bêbado, pois nossos caminhos provavam essa condição tão triste do nosso coração. Mas a salvação em Cristo realmente santifica o homem com a perfeita provisão da cruz, de tal maneira que nada mais é necessário. Tudo provém das riquezas adquiridas pelo cordeiro de Deus ali. O homem justificado tornou-se reto de coração. Ele não está brincando; o mundo deixa o tempo passar para ver se o que ocorrera com Saulo é verdade, até que ele comece a pregar em Jerusalém que Cristo é o Filho de Deus. Ali está aquele homem tão acostumado a mentir, a ser depravado e cheio de intenções impuras no coração. Mas agora todos percebem que algo incrível aconteceu, pois seu modo de andar é de alguém que avança dia a dia num caminho diferente – o reto caminho; todos percebem que a vida dele é assim e que ele não muda.
        O que realmente aconteceu? Foi algo realizado pelo Deus que opera milagres, a fim de que ele mesmo seja glorificado. Como pode! A santidade de Deus passou a fazer parte de alguém que antes odiava santidade. Deus imprime na vida de homens e mulheres a vida que há somente no Filho. Em Adão tudo o que vemos é miséria, num caminhar que aos poucos a iniquidade vai mostrando o quanto transborda o coração de maldade. Em Adão os homens revelam o quanto o mundo é um lindo lugar, tão favorável às aplicações das energias dadas pelo pecado. Em Adão o homem é alguém adaptado para andar nesta vida, transbordando de vaidade. Mas em Cristo tudo mudou e agora o viver assemelha a do Filho de Deus.
        Ora, toda essa verdade é ajuntada no coração e funciona como luzes que fazem a festa do coração funcionar diariamente. Eis aí a festa feita pelos retos de coração: “Exultai, vós todos os que sois retos de coração”. Ninguém mais é convidado para esse acontecimento na alma, só os retos de coração. Eles são participantes da santidade de Deus; eles são os que conhecem as maravilhas da formosura de Deus; eles sabem o quão maravilhosa é a graça que lhes salvou; o quanto a face de Deus é cheia de bondade, ternura e misericórdia. Por essa razão eles exultam. É uma festa de humildade; é a alegria do Senhor que lhes dá força e eles então estão prontos para brilhar e irradiar essa retidão de Deus mundo. Como este mundo está de parabéns! Como este mundo pode sentir de perto as preciosidades da Nova Jerusalém! Como os santos de Deus podem mostrar que a presença deles no mundo faz com que a corrupção é arrancada e assim todos usufruem dessa presença bendita do Senhor, por meio dos salvos.

quarta-feira, 22 de março de 2017

A ALMA SE SATISFAZENDO EM CRISTO (7)

“Alegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos os que sois retos de coração” (Salmo 32:11)
ENCONTRANDO MOTIVOS NA JUSTIÇA PARA A SATISFAÇÃO:         “...regozijai-vos, ó justos...”
        Há motivos grandiosos na justiça de Cristo em nós, para que regozijemo-nos no Senhor. Sei que minhas palavras são tão débeis para explicar essas maravilhas que a graça nos concedeu. Mas farei todo esforço, a fim de entusiasmar a fé dos crentes, para que pensem, meditem e se atirem nessas riquezas da tão grande salvação. Fomos colocados neste mundo para servir ao Senhor na justiça (Romanos 6:18). Não é nossa justiça, ela foi descartada e colocada fora como trapo. Os santos foram espiritualmente despidos de todo vão pensamento e de toda religiosidade vã; suas emoções controladas pela carne e embasada pelas mentiras religiosas foram queimadas como palhas secas, assim que conheceram o precioso ensino de que foram aceitos na justiça de Cristo. Esse assunto brilhou tanto no coração de Paulo que ele desembaraçou-se de tudo aquilo que pensava e como vivia anteriormente, a fim de conhecer seu Senhor e Salvador de uma forma mais aprofundada (Filipenses 3).
        Também, a justiça de Cristo nos santos na salvação resultou no fato que agora eles são chamados de filhos de Deus (João 1:12), por isso são os herdeiros do reino celestial. Que privilégio dado aos santos! Nem mesmo os crentes sabem o que realmente lhes aguarda na glória; nem sequer imaginam as maravilhas achadas na tão grande salvação. Essas honras são celestiais e não terrenas. Eles representam os cidadãos do reino eterno e não dessa morada transitória e perecível deste mundo. Os mundanos se enchem de regozijo, porque só acham felicidade aqui. Eles vibram quando se esbarram nas riquezas, assim como Judas sentiu alegria ao receber as trinta moedas de prata. Mas os santos de Deus não vivem de promessas inúteis, como os mundanos. Eles foram aceitos no Filho, portanto, o que é do Filho de Deus é deles também. Por isso a fé encontra base sólida e inabalável na palavra para regozijar no Senhor.
        Veja bem o que a salvação trouxe ao povo eleito! É verdade que o mundo tenta fechar o cerco contra os santos; é verdade que eles se tornaram motivos do intenso ódio do pai da mentira, mas a verdade é que essas disposições carnais voltadas contra eles só realçam o regozijo ainda mais. Os sofrimentos e angústias deste mundo servem para extrair mais felicidade. Veja os crentes na aflição, porque parece que brilham mais. O que eles são na salvação o mundo não pode entender, mas eles entendem pela fé. As verdades recebidas da palavra não evaporam com o tempo; aquilo que é ensinado pelo Espírito e recebido no coração tende a santificar o coração e renovar a alma. Ora, tudo aqui, até mesmo o ambiente tão hostil deste mundo, tudo vem para assegurar o fato que os crentes pertencem a Cristo para sempre e que há imensa alegria registrada em seus corações. O falso crente sempre vive saudando o mundo e declarando que seu coração está grudado nele. Por essa razão não demora que ele abandona o ambiente cristão e foge para saudar o presente século.
        Então, ó justos, não há milhares de motivos para seu regozijo no Senhor? Não há motivos santos e inabaláveis para que vocês sejam as pessoas mais alegres aqui? Não há motivos maravilhosos para viver diariamente nessa certeza da segurança que vocês têm no Filho? Vejam bem que Deus o Pai não poupou o Filho, a fim de obter vocês; que na cruz foi tanto amor que agora nada pode separar vocês do amor de Deus? Não há razão suprema para que vocês deem o melhor de vocês para que ele seja glorificado através de suas vidas?

terça-feira, 21 de março de 2017

PLENA SATISFAÇÃO EM CRISTO (7)

“Alegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos os que sois retos de coração” (Salmo 32:11)
ENCONTRANDO MOTIVOS NA JUSTIÇA PARA A SATISFAÇÃO:        “...regozijai-vos, ó justos...”
         Mas o texto nos leva mais longe em achar satisfação somente em Cristo. Veja a ordem que nos é dada pelo Espírito Santo: “...regozijai-vos, ó justos...”. Que lição maravilhosa! Agora o texto mexe com todos os crentes em Cristo; todos os que realmente creram em Jesus e que foram salvos são despertados para olhar para seu salvador e mirar sua glória e a grandeza dessa salvação. Os crentes são chamados de justos: “...ó justos”. Não fazem parte dessa festa os meros religiosos; não são chamados os hipócritas nem incrédulos, porque eles não podem e nunca vão achar em Jesus qualquer motivo para regozijar. Não há fé neles para essa festa; seus olhos espirituais estão fechados e seus corações lacrados pela obstinação e dureza. Eles têm o mundo e a religião mundana, a fim de promover aquilo que eles acham que é motivo de alegria e prazer, mas que lida apenas com a euforia enganosa da carne.
         No texto eis que o Espírito da glória convoca os salvos, os que acharam a paz com Deus, porque foram reconciliados mediante o sangue e estão para sempre livres da ira vindoura. São eles os que receberam vida eterna, por isso pertencem a Deus como filhos e ao reino de Deus como herdeiros. Então, a ordem faz sentido: “Regozijai-vos, ó justos...”. Que festa! Tudo agora é visto pela fé na verdade, por essa razão esse regozijo não pode ser visto nem entendido pelos mundanos. A fé mira o invisível e os crentes podem meditar e entender tudo o que ocorreu com na redenção. A nossa história está sublinhada na cruz; miramos aquilo que para o mundo é loucura, porque vemos que nosso Salvador, o Justo Senhor morreu em nosso lugar, tornando assim nosso legítimo substituto, para que pudéssemos estar completamente livre da condenação eterna. A justiça dele nos foi imputada, de tal maneira que Deus nos aceitou como inocentes, livres de qualquer acusação, como diz a frase de um antigo hino: “Eu salvo das penas eternas já sou!”.
         Como justos, agora podemos entender que estamos livres, que os grilhões do pecado e da morte foram arrancados de nós pelas chaves da redenção. Agora os santos estão livres do grande acusador, daquele que antes nos mantinha aprisionados em seu mundo, mas que ficava de tal maneira oculto, disfarçado, não permitindo que víssemos quem ele realmente era. Antes achávamos que éramos inocentes e que Deus era culpado; antes críamos que havia em nós poder e graça, além de capacidade para nos erguer neste mundo em felicidade. Estamos livres da ira de Deus, porque o próprio Filho nos amou tanto, a ponto de ocupar nosso lugar, para sofrer sobre si a terrível fúria de Deus ali na cruz. Foi ali que o Cordeiro foi assado sob a fúria da ira santa e justa do Senhor. Quem pode contar esse amor?
         Também, os justos foram libertos para sempre das maldições da santa lei. Ela, tão perfeita fez seu perfeito trabalho em mostrar o quanto  estávamos aquém da glória de Deus e quanto realmente merecíamos ouvir seus gritos de “malditos!” Aquele que não conheceu pecado entrou em nosso lugar, viu nosso desespero e sofreu sobre si as maldições da lei, tornando ele mesmo maldição em nosso lugar. Eis aí os justos! O mundo pode escrever a história deles? Não! O mundo odeia essa justiça, da qual estão revestidos e nem sequer pode tolerá-los. Incrível, mas homens e mulheres que antes eram marcados como filhos da ira, agora foram feitos em Cristo herdeiros do céu. Então, diante dessas verdades reveladas, eis que eles podem sim, com toda segurança e determinação regozijar no Senhor. Não há neles mesmos qualquer motivo para regozijo, mas no Senhor eles podem achar. Então, podem começar a festa agora mesmo.

segunda-feira, 20 de março de 2017

A ALMA SE SATISFAZENDO EM CRISTO (5)

“Alegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos os que sois retos de coração” (Salmo 32:11)
ENCONTRANDO A FONTE DA SATISFAÇÃO EM DEUS: “Alegrai-    vos no Senhor”
        Que alegria é essa que deve irradiar o coração do salvo na verdadeira e eterna felicidade? As razões são abundantes, e os salvos devem parar e ponderar tudo, avaliar todas as riquezas recebidas na salvação em Cristo. É a alegria por saber que nada, nada mesmo pode nos afastar do amor de Deus em Cristo, conforme Paulo afirma em Romanos 8:39. Pode haver uma riqueza maior do estar completa e totalmente cercado e protegido pelo amor de Deus? Eu sei o quanto estamos tão envolvidos com esse espécime de amor tão apregoado e badalado por este mundo, de tal maneira que não paramos para sondar o que realmente significa o amor bíblico.
        Mas, não estamos dependendo das nossas emoções, a fim de gerar essa alegria, porque os santos vivem da fé e a fé supera toda energia passageira que faz a natureza humana agir. O justo viverá da fé é a fé tem toda habilidade para extrair da palavra aquilo que a alma precisa para viver. A fé traz a alegria verdadeira à lume e promove a verdadeira festa no coração. A fé se fortalece na graça e assim pode fazer brotar a radiante felicidade desse amor que nos envolve e que declara que para sempre pertencemos a Deus, por meio de Cristo Jesus. Por essa razão a ordem é para que alegremo-nos no Senhor e não noutra coisa. Ele nos deu toda instrução e comunicou, como comunica diariamente esse seu amor pelo seu povo por meio da sua palavra. Resta que venhamos a sondar, examinar e com humildade ouvir suas lições.
        Porventura, tem um povo mais amado do que o povo salvo? Moisés declarou a Israel, pouco antes da sua morte, que não havia um povo mais feliz, mais bem-aventurado que aquele povo, porque braços eternos tomavam aquele povo, como os braços de um pai amoroso carregam e protegem seu filhinho. Assim é o amor de Deus em Cristo em favor dos que foram salvos. Se alguém que afirma ser crente não tem prazer nisso e não pode ser enriquecido nessas maravilhas, então é de duvidar que essa alma foi realmente convertida. Não temos que buscar felicidade fora da palavra; não temos um Cristo extra bíblico. Se houver insistência em buscar qualquer coisa fora daquilo que Deus entrega ao pecador na salvação, então, certamente satanás há de se manifestar como anjo de luz e enganando corações que amam a mentira.
        Outra razão para achar satisfação somente em Deus está na paz que nos foi dada – a paz com Deus: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus...” (Romanos 5:1). Que paz é essa paz? É a paz em saber que nossa culpa foi removida pelo sangue; que agora não há mais inimizade; que Cristo pagou totalmente nosso terrível débito e que Deus não nos vê mais como inimigos. Essa paz não pode ser gerada por homens; não pode conquistada numa religião e está longe, distante de qualquer esforço da carne. Muitos acham uma paz momentânea após um culto, após alguma atividade religiosa ou mesmo alguma obra feita em favor de alguém. Ah! Quanto engano satanás joga nos corações! Tudo o que é achado aqui nada tem de valor, é como o ouro de tolo, parece ouro mais nada tem de valor. Tudo o que o mundo e a carne oferecem tem valor transitório. O coração enganoso do homem não pode lhe assegurar paz por muito tempo, porque não consegue ocultar as malignidades ocultas.
        Mas não é assim com a alma que realmente achou em Cristo Jesus a paz com Deus. Não houve outro mediador nisso, porque foi uma obra feita apenas por Cristo: “Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, Homem” (1 Timóteo 2:5). A paz com Deus mediante o sangue não tem parentesco com os atos da carne nem com o mundo. A verdadeira fé em Cristo toma posse dessa verdade e consegue entender isso no coração. Isso não é, de fato uma base sólida e inabalável para a satisfação da alma?

sexta-feira, 17 de março de 2017

PLENA SATISFAÇÃO EM CRISTO (4)

“Alegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos os que sois retos de coração” (Salmo 32:11)
ENCONTRANDO A FONTE DA SATISFAÇÃO EM DEUS: “Alegrai-    vos no Senhor”
        Ao penetrar no texto, eis que imediatamente vemos que a fé é chamada à ação: “alegrai-vos no Senhor”. Que comunicação de amor! Como os santos são privilegiados! Como a salvação é grandiosa, porque é mais do que perdão, purificação e segurança eterna, é também uma riqueza infinita à nossa disposição, a fim de que andemos aqui desfrutando daquilo que está infinitamente distante dos pensamentos e sentimentos deste sistema mundano. Vejo o quanto muitos que afirmam ser crentes ignoram isso, porque não entendem que a salvação nos posiciona no caminho de bênçãos eternais, mesmo que seja contrário àquilo que nossa carne tanto deseja. Mas é a fé que passa a agir e se não houver a fé que é operada no coração pelo Espírito Santo, então toda essa lição será estranha.
        Como sabemos disso? O que nos leva a entender que não somos estranhos nessa convivência santa? Vemos essa verdade claramente mostrada logo no início desse Salmo: “Bem-aventurado aquele...”. Notemos bem que a graça declara que o homem visitado na salvação bendito é a mais feliz de todas as criaturas existentes, tudo porque Deus diz que ele é uma pessoa bem-aventurada. Ele foi chamado para a salvação e essa salvação vem de Deus e não do homem. Ele agora é uma pessoa que confessa que um dia foi achado pela graça e que foi perdoado e aceito em Cristo. Ele agora é uma pessoa vista por Deus como sem culpa legal e que está para sempre livre de toda e qualquer condenação. Agora ele está desfrutando da paz com Deus, conforme o ensino de Romanos 5:1.
        Que entendamos bem que não é uma mera salvação, mas sim uma tão grande salvação (Hebreus 2:3); que não foi uma decisão do homem mas sim de Deus (João 6:44); que não foi a boa vontade do homem, mas sim a soberana e atuante vontade de Deus. É claro que esse ensino nos humilha, nos põe no pó e até mesmo nos põe tremendo, porque é na graça que os homens entendem eles são o que são porque Deus usou de misericórdia para com eles. Mas é nessa humilha que somos erguidos na bem-aventurança. É assim que a vida em Cristo começa. A graça primeiramente nos empurra no pó pela lei, depois nos ergue em Cristo. A verdadeira felicidade procede de um firme fundamento onde a fé genuína pode descansar nos grandes feitos de Cristo.
        Preciso afirmar também que essa ordem: “Alegrai-vos no Senhor...”  não é algo banal, surgido dos sentimentos religiosos. Não lidamos com fogo que se apaga; não levamos ao Senhor fogo estranho, aceso pela infame carnalidade. O Espírito de Deus arde a verdade salvadora em nossos corações, e a santíssima fé se apoia tão somente naquilo que está escrito. Queremos sentimentos? Queremos estar envolvidos nessa santa alegria, a fim de que todo nosso ser, nos pensamentos e nas emoções? Então, necessário é que a fé se envolva com a verdade escrita. Estamos vivendo num mundo cheio de luzes da religião carnal, fabricada pelos ardis do nosso inimigo. Que não caiamos nessa euforia passageira e viciosa.
        Devemos lembrar que fomos achados em Cristo, que sua morte na cruz foi porque ele nos amou e assim pagou nossos terríveis débitos. Que saibamos que fomos aceitos nele – no Amado do Pai. Nossa alegria parte dessa fé conquistadora, porque o salvo ama a palavra e entra nela para conquistar essas riquezas, tomando-as para si. Busquemos esses santos ornamentos da nossa felicidade em Cristo e assim caminharemos nesta jornada, cheios do gozo e da exultação, esperando aquele momento encantador, quando sairemos dessa caverna pavorosa, a fim de entrar no gozo eterno da nossa santa morada – o Monte Sião.

quinta-feira, 16 de março de 2017

A ALMA SE SATISFAZENDO EM CRISTO (3)

“Alegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos os que sois retos de coração” (Salmo 32:11)
INTRODUÇÃO:      
        Ainda estou na introdução, mas o propósito e realçar bem a importância desse tema no viver de cada crente em dias tão conturbados, como nossos dias. Se não voltarmos à palavra e à fé firme, sem dúvida alguma seremos envolvidos pela imensidão deste programa maligno, com título de “evangélico” dominando o cenário religioso no mundo. O pai da mentira não descansou em seu propósito de encher o mundo de mentiras, para que a maldade seja implantada. É o que Paulo chama em 2 Tessalonicenses de “mistério da iniquidade”. O mundo jamais poderá dar aquilo que é verdadeiro e que tranquiliza e fortifica os corações. Sem Deus os homens só descem às mais profundas manifestações de escravidão, e toda alegria que eles dizem ter é rasgada diariamente, levando-os à busca de novidades.
        É o momento para que examinemos de perto o Salmo 32. Para mim esse é o Salmo da felicidade, mas é a felicidade que contraria toda expectativa da carne. O Salmo 32 não é conhecido como o Salmo 23, ou o Salmo 91, porque essas palavras não trazem qualquer significado aos homens enganados e enganosos, assim como uma mina de ouro não interessa a um abutre que ali pousa. A felicidade mundana não tem qualquer fundamento eterno, por isso os homens mundanos são infelizes, mesmo tendo tudo aquilo que eles pensam que é o alicerce desta vida. Examinemos superficialmente as lições principais que compõem esse maravilhoso Salmo:
1            A base da felicidade está na salvação mediante o perdão e a purificação, conforme Deus misericordiosamente concede aos pecadores pelo sangue do seu Filho (verso 1). Além disso, essa convicta salvação é experimentada no íntimo, porque o salvo está certo que a culpa foi tirada e o relacionamento com Deus agora está correto (verso 2).
2     A infelicidade do homem consiste em manter o pecado oculto no coração, sem confissão (versos 3-5). Milhares pensam que seu coração é purificado quando fazem obras religiosas, ou meramente pedem perdão. Milhares pensam que seus pecados se perdem, como acontece com rastros na areia da praia. Enquanto não houver confissão a miséria há de continuar e o pecado surge para mostrar sua força e seu domínio sobre os homens.
3            A jornada de uma vida feliz consiste em andar com Deus (versos 6-9), não mais fazendo o que quer e submisso à liderança do Senhor. Muitos pensam que ser crente é fazer uma decisão para que Jesus seja seu salvador e pronto. Ele agora acredita que vai para o céu porque recebeu o certificado dessa salvação. Mas seu viver prova que jamais conheceu confissão e invocação de seus pecados; jamais conheceu sua própria miséria no íntimo, por isso anda como quer e faz o que quer fazer na vida.
4            A fé bíblica é o único instrumento capaz de nos levar a conhecer o Senhor e saber que ele é a fonte dessa felicidade; que é andando com ele, gozando da sua presença bendita, ouvindo seus conselhos, conhecendo sua glória, conforme Sua palavra nos mostra e desfrutando do seu amor.
        Eis aí a felicidade verdadeira á disposição dos homens! Eis aí o segredo de viver na excelência, conforme Deus conquistou para nós, por meio de Cristo! A felicidade não está na criação, mas sim no Criador; não está na salvação, mas sim no Salvador; não está na dádiva, mas sim no doador. Ele se manifestou aos homens para ser conhecido e mostrar o quanto é maravilhoso em seu amor, graça e bondade. A oração de Paulo sempre foi para que conheçamos nosso Deus, por meio de Cristo Jesus. Então, que meus leitores tenham alegria e satisfação neste maravilhoso estudo nesse verso 11 do Salmo 32.

quarta-feira, 15 de março de 2017

PLENA SATISFAÇÃO EM CRISTO (2)

“Alegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos os que sois retos de coração” (Salmo 32:11)
INTRODUÇÃO:      
        Devo permanecer um pouco mais na introdução, porque preciso firmar os leitores no firme fundamento desse assunto tão prático e tão necessário em nossos dias. Nunca houve um período na história quando satanás tem procurado levar os homens a buscar felicidade aqui. O mundo sempre foi assim, mas agora esse espírito de engano tem envolvido até mesmo as igrejas e tem usado a bíblia tendo em vista essa finalidade. O mundo tem gritado aos ouvidos dos crentes que a felicidade se achar aqui; que o homem tem direito de ser feliz e que Deus trabalha para que essa felicidade mundana e carnal seja alcançada.
        Ultimamente é raro ver o povo à busca das Escrituras; é raro ver um anseio por Deus e uma disposição de viva fé em estar envolvido com os santos ensinos acerca da salvação e de tudo o que envolve essa tão grande salvação. O povo procura até mesmo na bíblia assuntos que tratam da felicidade aqui e até mesmo as doutrinas elas devem falar que eu sou feliz aqui com um viver mundano e que terei uma felicidade eterna no céu. Os que se dizem crentes não querem nada que implica em temor ao Senhor, em humilhação, arrependimento e confissão. Nada quer daquilo que trata da triste condição do homem no pecado e da suficiência da graça na salvação e no viver diário. Os cultos devem estar envolvidos em sensacionalismos que resultam em sentimentos de bem-estar. Então, devemos saber que:
        1.     O mundo está sempre gritando aos nossos ouvidos, como uma lavagem cerebral, dizendo que não há outra fonte de felicidade fora dele. O mundo tem oferecido tudo o que significa uma vida melhor aqui, pois todos agora têm conforto, carros, comida e amizades. Os não crentes vivem sob essa euforia e estendem a mão aos crentes, como que dizendo: “paz! Vamos nos alegrar juntos”.
        2.     O mundo procura demonstrar isso de forma prática, pela forma como que os ímpios mostram estar felizes em suas arrancadas no pecado. O ambiente mundano diz que é proibido proibir; que tudo agora é lícito; que aquilo que antes era condenável, agora até mesmo Deus está declarando que não é mais errado. Para isso o mundo promoveu grande número de falsos pastores, os quais chegam para aliviar as consciências culpadas com as “santíssimas bênçãos do alto”.
        3.     O mundo aproveita nossas fraquezas e nossas oscilações, a fim de nos arrastar para aquilo que o mundo mesmo diz que é nosso direito. Vemos hoje quanto falta de homens e mulheres que têm uma firme fé; quanto falta de crentes convictos, os quais não se curvam perante as seduções mundanas. Quando vemos alguns crentes que mostram traços de firmeza, logo a fé é testada, provando que são levados por qualquer um que chega apresentando na face sinais de felicidades. Não é verdade que tudo isso está acontecendo? Não é verdade que muitos dentro das igrejas estão prontos até mesmo pagar caro para que desapareçam os valores eternos e os mundanos ocupem o lugar?
        O que significa ser feliz? O cristianismo pode trazer felicidade que está infinitamente acima daquilo que o mundo propõe? Será que aqueles que aqui caminham pelo caminho estreito; que vivem vidas santas e separadas para Deus; que fogem das paixões mundanas e dedicam ao serviço do Senhor; será que essas pessoas são felizes? Ou estão se camuflando numa religião? Podemos nós, os crentes mostrar ao mundo o quanto somos felizes, com uma felicidade duradoura, eterna e que está acima de toda essa euforia e miséria vistas aqui? Vamos examinar o texto, porque ele responderá, conforme o faz toda Escritura com plena verdade.

terça-feira, 14 de março de 2017

PLENA SATISFAÇÃO EM CRISTO (1)

“Alegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos os que sois retos de coração” (Salmo 32:11)
INTRODUÇÃO:      
        Não há dúvida que precisamos ouvir as verdades que envolvem a vida com Deus, mas na forma como a bíblia nos mostra. Estamos cercados hoje de doutrinas de demônios, por isso a superstição e sentimentalismo têm ocupado o lugar da razão e do bom senso bíblico. Satanás tem lutado de forma incessante para desviar levar todos a não pensar nas coisas bíblicas, mas sim a sentir e é nesse perigoso caminho que milhares são iludidos, pensando que estão amando e adorando a Deus, quando realmente estão perante a face invisível do pai da mentira, o qual aparece disfarçado de anjo de luz. Por essa razão, preciso tomar esse verso do impressionante Salmo 32, a fim de edificar na fé os santos de Deus de tal maneira que possam ser elevados à verdadeira felicidade em achar satisfação apenas em Deus.
        Não vemos essa busca em nossos dias; não vemos homens e mulheres cujos corações estão inflamados de ardente desejo por conhecer melhor o Senhor. O que vemos é uma busca egoísta por felicidade aqui; por ambientes onde encontram prazer no homem, na carne e no mundo. Parece que estão buscando a Deus; falam muitos versos e cantam muitos louvores, mas tudo isso tem como finalidade sentir que estão sendo abençoados com uma suposta presença de Deus em tudo o que fazem. Não é comum ver igrejas cheias de almas humilhadas, mas felizes em Cristo. Não é comum ver corações que desprezam o mundo e seus prazeres, a fim de conhecer melhor aquele que um dia comprou um povo para si mesmo e que está preparando esse povo para ser apresentado a ele naquele grande dia. Então, o assunto do Salmo 32 é de grandiosa importância e está em pleno acordo com a exortação de Paulo em Filipenses 4:4: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos.”
        Estou bem ciente de que não sou capaz de desenvolver um tema como esse, mas conto com a preciosa graça que nos enche de poder, a fim de que Cristo seja proclamado como sendo ele a única fonte de verdadeira alegria, exultação e de gozo. Os crentes sinceros precisam saber disso e amam conhecer essa verdade que nos foi revelada. Não fomos salvos para guardar no bolso nosso ingresso no céu. Fomos salvos para que conheçamos a glória de Deus, nós que estávamos completamente fora dessa glória (Romanos 3:23). Fomos salvos para desfrutar das maravilhas e riquezas dessa tão grande salvação. É claro que somos bem limitados aqui, que jamais seremos perfeitos enquanto estivermos peregrinando neste mundo. Mas estamos ligados ao Senhor e ele está mui perto de cada um dos seus. Somos convidados a participar dessa doce comunhão com ele, desse real prazer de desfrutar daquele que é a fonte de toda bênção.
        Então, que venhamos a nos despir de todo interesse mundano e carnal; que nossa meta seja conquistar o que nos foi dado em Cristo. Que aprendamos que jamais o mundo nos fez felizes; que fomos iludidos no pecado e que o mundo é enganador e que satanás não cessou com suas trapaças. Que fujamos dessa ilusão religiosa dos últimos dias e que venhamos a por nossos pés na Rocha. Fomos chamados para ser um povo alegre, feliz, cheio de regozijo e de exultação. Lutemos por essa conquista; comecemos bem com humildade e com santo desejo de conhecer a verdade. O Senhor está perto, ele nunca se distanciou dos seus. Somos nós que afastamos, desviando nosso olhar para esse horizonte mundano. Suas disciplinas vêm para nos manter focados nele e aprendendo dele.
        Minha esperança é que mais leitores desejem conhecer a real felicidade. Usei o termo “real” porque a felicidade que há em Cristo pertence à realeza, ao povo de Deus, aos que foram santificados na salvação e que agora são chamados de filhos de Deus.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

“Você está descontente?”



         por Erik Raymond



Cristãos devem ser pessoas contentes. Nós vemos isto demonstrado nas Escrituras através da vida do apóstolo Paulo (Fp 4.9-11). Também vemos que isso nos é ordenado em Hebreus 13.5. Bom, o que é contentamento? Eu defini da seguinte forma: Contentamento é o tranquilo espírito interior que alegremente se submete à providência de Deus.
Como você sabe que está Descontente?
1. Você está murmurando sobre o Presente?
        Se nós estamos reclamando sobre algo que estamos passando no presente momento, então estamos discutindo com Deus. Estamos dizendo que nós não deveríamos estar passando pelo que estamos passando. Nossas experiências presentes nos servem como um ímã para puxar a nós ou o nosso descontentamento ou o nosso contentamento. Se estamos murmurando, então podemos ter certeza de que nós não somos contentes. Estamos essencialmente dizendo que Deus está fazendo algo errado.
Devemos perceber que tal descontentamento questiona a sabedoria, bondade, e poder de Deus.
2. Você tem amarguras por causa do Passado?
        Todo mundo já passou por dias difíceis. Alguns sofreram mais que outros, mas todos já sentiram o aguilhão do pecado e dor que nosso mundo decaído nos dá. Muitas pessoas vivem sob a nuvem de suas experiências passadas e se tornam cada vez mais amarguradas. Com o passar do tempo, nós revisitamos e analisamos as situações a partir da perspectiva de uma vítima, somente para alimentar a nossa amargura. Não podemos estar contentes no presente quando estamos alimentando amargura a respeito do passado. Estamos essencialmente dizendo que Deus fez algo errado.
Devemos perceber que tal descontentamento questiona a sabedoria, bondade, e poder de Deus.
3. Você está preocupando com o Futuro?
        O que vai acontecer amanhã? Como saberei que realmente tudo vai estar bem? Onde vou trabalhar? Com quem casarei? Podemos fazer centenas de outras perguntas acerca do futuro, mas a conclusão é que nós não sabemos. E não podemos saber. Infelizmente, muitas pessoas sentam-se no cativeiro da preocupação a respeito do futuro e perdem o gozo do contentamento no presente. Jesus diz que isso é a característica do incrédulo (Mt 6:25-34) e não do crente, que conhece e confia em Deus. Se estamos nos preocupando, então estamos essencialmente dizendo que Deus fará algo errado.
Devemos perceber que tal descontentamento questiona a sabedoria, bondade e poder de Deus.
Como aconselhamos a nós mesmos?
1. Lembre-se da Doutrina da Providência.
        Providência basicamente significa que Deus está trabalhando cumprir todas as coisas que devem acontecer. Ele está envolvido nos detalhes; por meio dela, com as Sua mãos, Ele sustenta e governa todas as coisas (como diz o catecismo). Isto significa que qualquer coisa que aconteceu, está acontecendo ou acontecerá vem com sanção divina. E mais, cristãos em especial devem ser encorajados a lembrar que a providência divina significa que ele está operando todas as coisas de forma que elas contribuam juntamente para a Sua glória e o nosso bem (Rm 8.28). Quando eu estou insatisfeito a respeito do passado, presente ou do futuro, então eu estou lutando contra o governo de Deus, questionando Sua sabedoria e duvidando do Seu amor. Se estamos insatisfeitos, então devemos nos lembrar da confortante doutrina da providência de Deus.
2. Lembre-se da Bondade de Deus.
        Estar descontente é questionar a bondade de Deus. Lembremos que as coisas não estão “boas” porque dizemos que elas estão boas. As coisas estão “boas” porque elas estão consistentes com quem Deus é e com o que Ele diz que é bom. Ele é o juiz da bondade. “Tu és bom e abençoador” (Sl 119,68). Enquanto nós, como crentes, podemos ter dificuldades em aceitar o rótulo de Deus daquilo que é bom (Rm 8:28) nós podemos ter certeza de que a dificuldade não é com a definição de Deus, mas com a nossa percepção do que é bom. Nós podemos diagnosticar e aconselhar muito dos nossos problemas pessoais se interpretarmos nossas circunstâncias à luz do caráter de Deus ao invés de interpretar o caráter de Deus à luz das nossas circunstâncias. Ele é bom.
3. Lembre-se da cruz
O mais importante remédio que temos para nossas almas é a cruz. É o colírio que remove a irritação dos olhos das nossas almas e focaliza a nossa vista com clareza baseada na verdade. A cruz nos faz lembrar o que nós merecemos. Nós não merecemos misericórdia, mas a recebemos. Deus interviu na nossa eterna celebração egoísta e pregou o nosso pecado na cruz (Col. 2:14). Não podemos jamais falar daquilo que merecemos quando estamos debaixo da sombra da cruz. A cruz nos lembra que Jesus recebeu o que nós merecemos e nós recebemos o que Jesus mereceu. É difícil murmurar e reclamar quando você lembra que merece o inferno.
        Mas a cruz também nos lembra que Deus é confiável. Não é este o maior problema para nós? Você pode confiar em Deus? Bem, coloque-se novamente sob a sombra da cruz e deixe o apóstolo interpretá-la para você a aplicá-la às experiências da nossa vida:
“Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes, o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” (Romanos 8:32)
        Se você pode confiar em Deus para cuidar dos maiores problemas (pecado/morte) então você pode confiar que ele vai cuidar de você em coisas secundárias (tudo mais).
Se desejamos aprender a ter contentamento, então temos que ser capazes de reconhecer o descontentamento. Se estamos murmurando, amargurados ou preocupados então podemos ter certeza de que estamos descontentes. Devemos correr de volta ao Deus da Palavra e à Palavra de Deus para sermos relembrados da verdade.