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terça-feira, 1 de outubro de 2013

ENRIQUECENDO-SE COM A BÍBLIA ( 19) Pink



AS ESCRITURAS E A ALEGRIA.
Os ímpios vivem na busca incessante da alegria, mas, sem nunca a encontrarem: ocupam-se e exaurem-se em sua procura, mas, tudo em vão. Visto que os seus corações se afastaram decididamente do Senhor, olham para este mundo em busca de alegria, ainda que aqui ela não exista; rejeitando a substância, correm diligentemente após as suas sombras, somente para serem escarnecidos por elas.
Faz parte dos Decretos soberanos dos céus, que coisa alguma pode tornar felizes aos pecadores, senão Deus, na pessoa de Jesus Cristo. Mas, é exatamente nisso, que os incrédulos não creem pelo que também vão de criatura a criatura, de uma cisterna rota para outra, perguntando onde se pode encontrar a melhor alegria.
Cada coisa terrena que os atrai, promete-lhes: "A alegria só pode ser achada em mim.". Mas, logo ficam desapontados. Não obstante, não cessam de procurar a alegria, hoje, naquilo que ontem, os tinha enganado. Se, após muitas tentativas eles descobrem a futilidade de um conforto promissor, voltam-se para outro qualquer, dando-se com eles o que disse o Senhor Jesus: "Quem beber desta água tornará a ter sede". (João 4:13).
Voltando-nos agora para o outro extremo: Há certos crentes que imaginam que, regozijar-se é um pecado. Não duvido que muitos de vocês se surpreenderão, ao ouvir o que diremos agora; mas, que esses se mostrem gratos ao Senhor, por terem sido espiritualmente criados em um ambiente mais ensolarado, suportando tolerantemente, aqueles que foram menos favorecidos. Alguns crentes têm sido ensinados – principalmente, pela força do exemplo, ou como um subentendido, e não por ensinamento direto – que o seu dever, é viverem na melancolia. Esses imaginam que os sentimentos de alegria são produzidos pelo diabo, que se disfarçada em anjo de luz. Concluem eles que, a felicidade, em um mundo de pecado, como este em que vivemos, é praticamente uma espécie de iniquidade. Julgam ser uma presunção, se regozijarem no conhecimento do fato de que os seus pecados foram perdoados; e, se porventura, veem novos convertidos se regozijando no Senhor, não se demoram a dizer-lhes, que em breve estarão flutuando no Poço do Desânimo. A todos quantos concebem tais pensamentos, exortamos, sob oração, que ponderem sobre o assunto durante os minutos seguintes. "Regozijai-vos sempre". (I Tessalonicenses 5:16).
Sem dúvida, não pode ser inseguro, fazer aquilo que Deus nos ordenou. O Senhor nunca estabeleceu qualquer embargo contra a alegria. Não, mas, é Satanás quem se esforça, por fazer-nos dependurar as nossas harpas. Não existe qualquer preceito nas Escrituras, que nos ordene: "Entristecei-vos no Senhor sempre: uma vez mais o digo, entristecei-vos". Pelo contrário, há uma exortação vazada nos seguintes termos: "Exultai, ó justos, no SENHOR! Aos retos, fica bem louvá-Lo". (Salmos 33:1).
Prezado leitor, se você é um crente verdadeiro, (já é tempo de você submeter-se ao teste das Escrituras, certificando-se sobre esse particular.), então Cristo lhe pertence, e tudo quanto se acha Nele também é seu. Ele lhe ordena: "Comei e bebei, amigos; bebei fartamente, ó amados". (Cantares 5:1). O único pecado que alguém pode cometer contra o banquete de amor do Senhor, é ficar encolhido a um canto. "Ouvi-me atentamente, comei o que é bom, e vos deleitareis com finos manjares". (Isaías 55:2). E essas palavras não foram ditas para aqueles que já se encontram nos céus, e, sim, para os santos, que ainda vivem à face da terra. E isso permite-nos dizer que:

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

ENRIQUECENDO COM A BÍBLIA Pink



6. Tiramos real proveito da Palavra, quando esperamos com paciência, pelo cumprimento das promessas de Deus.
 Deus prometeu a Abraão um filho; mas, Abraão teve de esperar por muitos anos, até que essa promessa tivesse cumprimento. Simeão recebeu a promessa, de que não provaria a morte física, enquanto não visse ao Ungido do Senhor (Lucas 2:26). Contudo, essa promessa só se cumpriu, quando ele já estava praticamente com um dos pés no sepulcro.  Geralmente ocorre um longo e difícil inverno, entre o tempo da semeadura da oração, e a colheita da resposta. O próprio Senhor Jesus ainda não recebeu plena resposta para a oração que fez, e que se acha registrada no 17o capítulo do evangelho de João, embora a tenha feito há quase 2000 anos.
Muitas das melhores promessas Divinas para o Seu povo, não receberão Sua mais rica realização enquanto não Se acharem os remidos já na glória. Aquele que tem a eternidade inteira à Sua disposição, não precisa de pressa. Com frequência Deus nos faz esperar, a fim de que a paciência seja "aperfeiçoada"; não devemos, pois, desconfiar Dele. "Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas, se apressa para o fim, e não falhará; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará". (Habacuque 2:3). "Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas, vendo-as porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra" (Hebreus 11:13).
Neste versículo podemos perceber o escopo inteiro da fé – conhecimento, confiança e aderência amorosa. As palavras "... de longe...", se referem às realidades prometidas; essas os santos antigos "viram" com a mente, discernindo a substância existente por detrás da sombra simbólica, descobrindo nesta última, a sabedoria e a bondade de Deus. E também "saudaram-nas", porque estavam "persuadidos" a seu respeito. Não duvidaram, mas antes, ficaram convictos de que haveriam de participar daquelas promessas, sabendo que não ficariam desapontados. Essa palavra também expressa o deleite e a veneração que tiveram, em que seus corações se aferraram às promessas com amor, saudando cordialmente às mesmas.
As promessas foram o consolo e o arrimo daquelas almas crentes, em suas peregrinações, tentações e sofrimentos. Várias finalidades são alcançadas por Deus, quando Se demora na execução de Suas promessas. Não somente a nossa fé é submetida a grande teste, de forma que assim transparece mais claramente o seu caráter genuíno; não somente a paciência, ou constância se desenvolve, e à esperança é conferida a oportunidade de exercitar-se; mas, também a submissão à vontade Divina é fomentada.
"O processo de desligamento ainda não se cumpriu por essa altura: ainda almejamos pelos consolos que o Senhor deseja que ultrapassemos. Abraão muito festejou quando Isaque, seu filho, foi desmamado; e talvez nosso Pai celestial faz outro tanto conosco. Deita-te, coração orgulhoso. Abandona os teus ídolos; esquece-te dos teus feitos queridos; e a paz prometida te será conferida". (C. H. Spurgeon).

7. Tiramos real proveito da Palavra, quando nos utilizamos corretamente de suas promessas.
Em primeiro lugar, em nosso relacionamento com o próprio Deus. Quando nos avizinhamos de Seu trono, isso deveria ser feito para pleitearmos alguma de Suas promessas. Elas formam não apenas o alicerce de nossa fé, mas, também, a substância dos nossos pedidos. Precisamos fazer nossas petições de conformidade com a Vontade de Deus, se quisermos ser ouvidos; e a vontade do Senhor acha-se revelada naquelas boas coisas que Ele declarou que há de nos dar. Portanto, compete-nos tomar posse das certezas que Ele nos confere, expondo-as perante Ele e dizendo: "Faze como falaste". (II Samuel 7:25). Observamos como Jacó pleiteou certa promessa, no trecho de Gênesis 32:12; como Moisés, o fez, na narrativa bíblica de Êxodo 32:13; como Davi agiu, segundo se lê em Salmo 119:58; e como fez Salomão, conforme se aprende em I Reis 8:25. Quanto a você, prezado leitor, aja por semelhante modo.
Em segundo lugar, utilizamo-nos corretamente das promessas de Deus, segundo a forma de vida, que vivermos neste mundo. Na passagem de Hebreus 11:13, lemos que, os patriarcas não somente discerniram as promessas Divinas, confiando nelas e saudando-as de longe, mas, também somos informados acerca dos efeitos que essas promessas produziram sobre eles: "... Confessando que eram estrangeiros, e peregrinos sobre a terra", O que significa que, se manifestaram publicamente acerca de sua fé. Reconheceram eles (e demonstraram-no através de sua conduta), que os seus interesses, não estavam fixados nas coisas deste mundo; antes, sua porção satisfatória, era as promessas de que se tinham apropriado pela fé. Seus corações se voltavam para as realidades celestes; pois, onde estiver firmado o coração de um homem, aí estará igualmente o seu tesouro. "Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne, como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor do Senhor.". (II Coríntios 7:1).
Esse é o efeito que essas promessas devem produzir em nós; e assim sucederá, de fato, se nossa fé apossar-se delas. "... Pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas para que, por elas, vos tomeis coparticipantes da natureza Divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo" (II Pedro 1:4).
Ora, quando o evangelho e suas preciosas promessas são graciosamente conferidos, e poderosamente aplicados, exercem profunda influência sobre a conduta, e sobre a pureza de coração, ensinando os homens a negarem a impiedade e as concupiscências mundanas, a fim de que vivam sóbria, justa e piedosamente.
Estes são os poderosíssimos efeitos das promessas contidas no evangelho, debaixo da influência Divina, o que leva os remidos a se tomarem participantes, no íntimo, da própria natureza Divina, e para que, externamente, se abstenham das corrupções prevalecentes, e evitem os vícios que caracterizam os homens em seus dias.