“Se
porém, andarmos na luz como Ele na luz está temos comunhão uns com os outros, e
o sangue de Jesus, Seu Filho nos purifica de todo pecado” (1 JOÃO 1:7)
É UMA VERDADE PODEROSAMENTE OPERANTE: “nos
purifica de todo pecado.”
Caro
leitor, quero concluir meus comentários em torno dessa tão preciosa e
maravilhosa frase de João 1:7. Não esqueçamos que toda riqueza da tão grande
salvação está na conquista do Filho na cruz; tudo o que o pecador arrependido
precisa está nesse poderoso sangue do cordeiro de Deus. Tudo está aí à
disposição de qualquer pecador que anela essa verdade e busca esse tesouro
precioso para sua alma.
O sangue
é triunfante, porque trata com todo pecado. Todo pecado no que tange à
quantidade. Os pecadores nem sequer imaginam quantos são inúmeros seus pecados;
nem sequer podem cogitar isso porque acham que seus pecados são aqueles que
foram mais feios, mais notórios e os que eles conseguem lembrar, ou que ficaram
marcados em sua lembrança e consciência. Caro leitor, nossos pecados são vistos
por Deus; eles estão perante a face daquele que é santo e são milhões e
milhões, milhares e milhares. Nossa ficha criminal é tão extensa e precisa da
eternidade no castigo eterno para pagar por tudo aquilo que fizemos de ofensas
contra Deus. Lembre-se que o castigo de Deus não tem fim; eternidade é para
sempre, então partir deste mundo sem salvação é algo aterrorizante. Mas, eis
que o sangue trata com todo pecado de todo viver do pecador, desde sua
concepção até sua morte. A providência do sangue é de tal maneira que nada fica
descoberta; nenhum pecado será mais visto para todo sempre, a fim de trazer
descanso, calma e paz ao coração, na plena certeza que a ira foi retirada de
uma vez por todas e todo favor de Deus é para sempre manifestado ao pecador.
O sangue é
triunfante no que tange ao poder do pecador. É para sempre anulado o
poder que tornou o pecado um sentenciado à morte eterna. Nunca mais haverá
qualquer medo do inferno e da morte; nunca mais haverá qualquer nuvem do mal
pairando sobre a cabeça daquele que outrora estava marcado para ser um réu para
a eterna punição. Também é tirado o poder que fazia do pecador um pobre
escravo; que o mantinha sempre agrilhoado às determinações desse poder que lhe
fez tão afeiçoado aos prazeres e iniquidades que seguia sempre as ordens do
pecado. Esse poder é quebrado e anulado; esse poder é posto fora, a fim de que
Cristo seja o piloto do viver do salvo. Antes era uma escravidão contínua, mas
agora a alma é livre, livre para servir ao Senhor, livre para amar seus
semelhantes, e livre para viver segundo os padrões da reta justiça.
Finalmente,
o sangue é triunfante no que tange ao tempo. Uma vez salvo, o pecador
agora vê que para sempre é salvo. Nunca haverá um momento sequer que terá qualquer
interrupção; nada, nem mesmo as trevas deste mundo anulará a esperança da
glória. Nada terá qualquer força para desfazer, nem mesmo um segundo o favor da
graça e do afeto que Deus tem pelos Seus remidos. Enquanto estava no pecado, o
viver como escravo só aumentava a iniquidade, só ampliava o mal, só o levava da
maldade para maiores maldades. Mas agora tudo mudou, porque tudo avança de um
facho de luz, para uma iluminação maior, até que a perfeita glória apareça.
Mesmo neste mundo a graça faz do salvo uma gloriosa obra de arte da
santificação. Olhe o salvo, ei-lo crescendo mais e mais em força, em poder, em
triunfo, em alegria, em domínio-próprio, etc. Olhe o salvo, aparentemente
fraco, mas quem pode vencê-lo? Ninguém! Ele está agora ligado a Cristo, não
mais ao velho Adão; é agora um cidadão do céu, não deste mundo.
Meu caro
amigo diante de um texto como esse, como você prefere ignorar tão preciosa
notícia? Como você pode passar de largo e levar seu viver tão despreocupado?
Não é o momento agora para sua salvação? Não é o momento agora para
humildemente encarar essa provisão da cruz como o mais precioso tesouro já
achado? Não é o momento agora para desprezar o mundo com todo seu aparato de
poder e vantagens, a fim de agarrar-se àquilo que você tem e que não pode
perder, caso contrário será prejuízo eterno?
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