segunda-feira, 17 de setembro de 2018

A FALSA CONFISSÃO (7)



“Nem todo o que me diz: Senhor! Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está no céu” (Mateus 7:21)
O SIGNIFICADO DA VERDADEIRA CONFISSÃO:
        Não há lugar para uma falsa confissão quando a fé é verdadeira, porque logo será vista como algo que não veio de Deus. Em todos os aspectos da salvação a obra é Deus e de nunca o homem terá qualquer participação. As honras serão dadas totalmente a Deus, porque a Ele toda glória. E quando falamos dessas honras à divindade entendemos sim que as três Pessoas as recebem individualmente, porque cada uma delas participa ativamente dessa obra salvadora, conforme vemos em 1 Pedro 1:2). A conhecida passagem de João 6:44 mostra a verdade disso: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer...”.
        Então, o que acontece na salvação? Há uma invocação ao Nome do Senhor: “Todo o que invocar o Nome do Senhor será salvo” (Romanos 10:13). Eis aí o que acontece, porquanto quem é o pecador que possa tomar tal atitude? O homem no pecado mantem firme sua postura de independência; segue varonil e forte no caminho largo e está firmemente preparado no coração para lutar contra a verdade e contra o Deus da verdade. Toda ação é de Deus, porque quando o evangelho chega em seu poder avassalador, eis que aquele que se acha tão poderoso e livre para viver como quer viver, há de cair por terra. O homem jamais se erguerá para Deus se primeiramente não cair; não nascerá um novo homem se primeiro não morrer o velho homem em Adão. Se tentarmos conciliar os homens com Deus, sem que Deus opere em seus corações a chamada irresistível, é certo que resultará no terrível ecumenismo que hoje se alastra pelo mundo.
        Então, é certo que há uma invocação ao nome do Senhor para a salvação, mas isso é feito em arrependimento e fé. Essa é a confissão que vem de um coração regenerado. Não há nada bombástico aqui; não estamos lidando com frenesi religioso, mas sim com o trabalho normal do Espírito de Deus. Quando Filipe assentou-se ao lado do Eunuco para explicar-lhe Isaías 53, ali estava uma alma achegada à verdade e um coração clamando para recepcionar Aquele Salvador visto no precioso livro de Isaías. Mas não foi obra do acaso que levou Filipe Àquele incidente, pois o próprio Espírito Santo quem levou o evangelista aquele encontro. O trabalho de Deus nem sempre será perceptível por fora, mas será sempre real e frutífero no coração.
        Também posso afirmar que a confissão genuína difere da falsa confissão, devido ao fato que o verdadeiro crente sempre está pronto a confessar onde estiver. Ele não precisa fazer alarde, mas é firme e determinado. O que mais vemos hoje é a ausência de crentes determinados em agradar a Deus, ao invés dos homens. Os mundanos sempre estão checando a nossa fé e testando se somos ousados no que cremos ou não. A verdadeira fé habita no coração e seguindo firme a verdade ela cresce e se torna dinâmica à medida que conhece mais o Senhor. Mas, no tocante à falsa confissão, nem mesmo o mais profundo conhecedor da bíblia consegue vencer, pois sempre será superado pelo mundo e pelas solicitações da carne. Quem não tem a genuína confissão no coração jamais será vencedor aqui.
        Quero encerrar esta página, mostrando que a confissão verdadeira difere da falsa, devido ao fato que o verdadeiro crente sempre há de depender do Nome do Senhor em oração e petição secreta. A confissão do coração é uma arma poderosa sempre à disposição do crente, porque seu Senhor está perto. A confissão sincera será permanente enquanto o crente estiver aqui; ele será impulsionado pela necessidade da graça; ele odiará o mal e amará a justiça, por isso clamará sempre pelo contínuo poder de Deus em sua vida.

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