terça-feira, 4 de setembro de 2018

A FALSA CONFISSÃO (4)



“Nem todo o que me diz: Senhor! Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está no céu” (Mateus 7:21)
CONHECENDO UMA FALSA CONFISSÃO “Nem todo que me diz...”
        Cuidemos com a falsa confissão, porque nosso Senhor Jesus afirma que pode ela aparece sim: “Nem todo o que me diz: Senhor! Senhor...” Isso significa que da boca dos homens pode sair essas palavras: “Senhor! Senhor!”. Conheço um grupo de religiosos que fala: “Oh! Senhor Jesus!”. Eles falam apenas porque é costume, sendo que seus ensinos distorcem a verdade do evangelho e pregam assim salvação por obras. O nome “Jesus” pode estar em lábios paroleiros e escritos em vários lugares, apenas porque os homens utilizam com fins supersticiosos. As emoções religiosas são peritas em utilizar o nome do Senhor, porque as emoções fazem isso como sentimentos momentâneos.
        Cuidemos porque os falsos mestres são elementos perigosos, aparentemente espirituais e sutis com o uso do nome: “Senhor!”. Conheço alguns que são hábeis em suas orações, mas encobrem bem suas intenções avarentas. Alguns se tornaram milionários com esse empreendimento no uso do nome do Senhor. Eles sabem como manipular a mente e as emoções da multidão. Parece que Balaão era  um artista nisso, porque usava o nome do Senhor para seus lucros materiais (Números 22) e Simão queria também usar com espertezas o nome do Senhor para extorquir os bens da população em Samaria (Atos 8). E mesmo sendo advertido, parece que ele deu continuidade nessa arte pervertida chamada de “Simonia”.
        Não esqueçamos que os demônios confessaram e confessam o nome do Senhor, porque eles conhecem Jesus muito mais que os homens conhecem. Quando depararam com o Senhor eles ficaram atemorizados e muitos fugiam deixando os corpos humanos onde queriam residir. Posso afirmar com certeza que os homens podem falar “Senhor, Senhor!” numa mera atitude religiosa e porque há um elemento de superstição nesse nome. Ultimamente tenho percebido o quanto tem crescido o fanatismo e superstição em torno do nome do Senhor. Aliás, satanás tem “ungido” tudo o que pode ser usado para seus fins em enganar e manipular as multidões. Se tomam “sal ungido, óleo ungido, água ungida” e qualquer outro elemento, basta apenas adicionar o nome de Jesus, dizendo que tudo vai ser abençoado ali.
        Alguns creem que o nome “Jesus” pode guardar e proteger o carro, sua casa, seu negócio, etc. Que triste é a situação da multidão na cegueira do pecado! Elementos travestidos de pastores aproveitam para extorquir os incautos. Quanto mais os homens se entregam ao pecado, mais atrativos serão nomes e objetos que trazem o nome de “Jesus”. Eles querem prosperidade nesse nome e vão atrás disso, assim como os judeus foram buscar Jesus, porque Ele havia multiplicado os pães (João 6). Essa devoção tão enganadora não é de agora, mas veio sim da queda. A fim de ganhar o mundo os homens fazem de tudo para conquistar o que desejam seus corações. O Salmo 78 conta como foi a atitude daqueles israelitas no deserto, os quais vendo a bênção da liderança de um Deus compassivo, mesmo assim provocavam o Senhor. Que situação miserável deste mundo!
        Será que as coisas mudaram? Claro que não! Provei isso com algumas experiências já narradas acima. Quando vemos o que parece ser um avivamento, o povo enchendo os templos em nossos dias, na realidade não passa de uma busca frenética por bênçãos materiais. O povo é louco por isso; os homens no pecado são fanáticos pelo mundo e sonham pelos tesouros terrenos. Para obtê-los estão prontos a fazer qualquer atividade religiosa. “Senhor, Senhor!” só tem validade quando homens e mulheres arrependidos, quebrantados utilizam para invocar o Nome do Senhor para a salvação de seus pecados, conforme diz Romanos 10:13: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”.

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