“Mas, com
inundação transbordante, acabará de uma vez com o lugar desta cidade; com
trevas, perseguirá o Senhor os Seus inimigos” (Naum 1:8).
PROVADO
NA CONSTITUIÇÃO PECAMINOSA DO HOMEM.
Caro
leitor, os homens no pecado são também inimigos nas emoções. Ora, Paulo
afirma que é um anátema alguém que não ama o Senhor (1 Coríntios 16:22). Então,
a ausência de amor por Cristo é sinal de que os homens são sentimentalmente
inimigos do Senhor. O cristianismo atual tende a encobrir a perversidade dos
corações por meio dos cultos e cerimônias sentimentalistas. As emoções são as
mais perigosas artes usadas pelo inimigo e pelo engano do pecado, a fim de
maquiar os corações. É no ardor dos cultos emocionais que homens e mulheres
afirmam que amam a Jesus, mas quando essas emoções são derretidas perante a
realidade do viver, eis que a verdade prática revela ser outra.
Caro
leitor, não há possibilidade de amar o pecado e ainda amar o Senhor. O Deus da
revelação bíblica exige o ser total do homem em amor a Ele. Ele exigiu isso de
Israel na aliança da lei, ordenando que a nação inteira afugentasse de si todo
e qualquer sistema de idolatria conforme praticavam as nações vizinhas. Foi por
causa da idolatria que Deus derramou impetuosamente Sua fúria contra Seu povo,
conforme vemos ocorrendo várias vezes na história de Israel no Velho
Testamento.
O
fato é que a inimizade contra Deus é manifestada numa harmonia com a iniquidade
e é assim que vivem os homens. Mesmo que eles falem de Deus; mesmo que eles
afirmem que amam a Deus; mesmo que por fora pareçam ser religiosos e piedosos.
O fato é que são inimigos no coração. Não pode haver qualquer harmonia entre
Deus e qualquer iniquidade tolerada no coração. Nosso Senhor há de ordenar
naquele grande dia que todos os que amam e praticam a iniquidade sejam
apartados Dele (Mateus 7:23).
O
verdadeiro sentimento de amor ao Senhor não é mostrado num ambiente de um culto
barulhento, mas sim num viver de um coração que foi transformado pela graça.
Somente os salvos podem manifestar isso, porque seus corações foram descobertos,
purificados e feitos habitação do Espírito Santo. Creio que Paulo advertiu a
igreja de Corinto sobre o perigo de não amar o Senhor, porque o ambiente ali
estava carregado do veneno da hipocrisia e maldades eram praticadas, sem que
houvesse da parte dos irmãos qualquer pessoa que levantasse para punir e julgar
essas maldades (1 Coríntios 5,6). Sempre Deus levantou no meio do Seu povo
alguém com zelo suficiente para arrancar da Casa do Senhor todas as
manifestações de invasões inimigas.
Caro
leitor, não pode haver mistura no amor a Deus e porque Ele não tolera isso, Ele
mesmo afirma que disciplina Seu povo, a fim de que sejam mais santos e
separados para Ele. No coração inimigo não há qualquer sentimento de temor. Os
inimigos do Senhor não conseguem obedecê-Lo. Saul provou que não passava de um
astuto inimigo; que tinha como meta fazer dele mesmo um centro de atração em
Israel, caso não fosse arrancado dali pela fúria de Deus (1 Samuel 15). Os
homens vivem nessa constante inimizade porque Deus está fora de seus corações;
Deus é alguém visto apenas do lado de fora quando buscado por seus interesses.
A
verdade é que os inimigos andam sem Deus porque O excluíram de suas vidas. Esse
Deus da Bíblia somente estorva seus intentos; Sua luz vem para denunciar as
corrupções latentes na alma. Os inimigos têm seu lugar próprio de habitação –
nas trevas. Os inimigos querem sua zona de conforto – as trevas. Os inimigos
têm como alvo guerrear contra Deus enquanto vivem e seus planos é desarraigar
essa Bendita Presença da face da terra. No Salmo 2 vemos ali o quanto os
inimigos se associam com esse objetivo. Eles são amigos e íntimos, quando se
ajuntam como exército da mentira contra Deus. Eles jamais vão mudar, nem podem
mudar, a não ser que sejam derrubados do orgulho, mediante a compaixão do
Senhor (Salmo 45).
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