quarta-feira, 10 de setembro de 2014

REAL ESPERANÇA (7)



“A eles Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, a esperança glória”. Colossenses 1:27
A REAL ESPERANÇA TEM UMA SÓLIDA BASE: “...Cristo em vós...”
         Caro leitor, vemos que a real esperança só pode ter sentido no viver se houver o “...Cristo em vós, a esperança da glória”. Caso contrário não há esperança, porque o coração não foi mudado, a fim de ser o lugar da habitação do Senhor. Não há ninguém que possa amar e desejar o lar celestial enquanto não for salvo. A esperança do homem é a mesma de Esaú, porquanto quer ter o mundo inteiro e espera esse sucesso chegar. Mesmo que os homens falem que irão para o céu, o fato é que o lugar da glória de Cristo, em nada é desejável aos corações não santificados pela graça salvadora.
         Digo mais que se fosse possível para um homem natural contemplar o lugar das moradas dos santos, não haveria qualquer prazer de estar ali, porque não é o lugar que lhe convém. Isso é observado aqui no mundo, porquanto homens aliados a este viver terreno preferem o mundo que a companhia do povo de Deus. Se o Senhor da glória é rejeitado aqui, como será ambicionado para a vida além? Caro leitor, é necessário que haja uma obra da graça realizada por Deus nos corações, caso contrário é impossível aspirar aqui a atmosfera da Nova Jerusalém. Se o coração foi santificado mediante a presença do Espírito, eis que a real esperança é acesa ali e nada apaga. Se a glória da cruz brilhou para uma alma arrependida, eis que doravante ele há de mirar esse lugar; eis que agora passou a ser, na prática um peregrino.
         Notamos isso nas vidas de todos os santos. Uma irmã em Cristo, uma noite antes de morte pode ter da parte de Deus uma visão antecipada da morada celestial, que lhe encheu o coração de profunda alegria e anseio por estar logo lá. Um soldado ferido de guerra jazia moribundo no meio de tantos outros soldados no hospital. Eis que de repente ele disse a todos: “Silêncio!” Todos pararam e ouviram quando ele disse: “Estou sendo chamado ao lar”. Depois disso veio a falecer. Ora, podemos multiplicar aqui o testemunho dos santos que já partiram e passaram pelo portal da Nova Jerusalém. Não pensemos apenas nos santos que enfrentaram aqui a pobreza, solidão, sofrimentos e misérias. Homens que foram eminentes aqui, como Abraão, Jacó, Moisés e outros viveram com essa real esperança, como tocha permanentemente acesa em seus corações. Eles olharam a vida aqui a partir do céu; eles contemplaram este mundo como um lugar vil e perigoso; nada fizeram para amontoar tesouros neste lugar de escuridão, porque sabiam que o galardão verdadeiro estava lá.
         Caro leitor, quando tratamos da Real Esperança, lidamos com a obra transformadora da graça nos corações. Ora, quando Cristo salva o pecador, Ele mesmo passa a habitar em seu coração. Por essa razão todas as moléstias do pecado são expulsas dali para que a festa eterna tenha início. A Real Esperança enche os corações de alegria; enche o ser de coragem para enfrentar a realidade dessa vida aqui sem qualquer medo. Foi a Real Esperança que tornou homens medrosos em homens que enfrentaram a morte, porque viram esta vida aqui como uma caixa de papelão, pronta para ser rasgada.
         E você meu amigo, onde está sua esperança? Quando homens são empurrados pela verdade para enfrentar o fato de um destino que para eles é incerto, eis que o pavor aparece. O que muitos fazem é fugir dessa realidade. Mas, alguns se humilham e querem obter a resposta, a fim de achar essa convicta esperança no Salvador e Senhor.

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