“Pelo
que sinto prazer nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas
angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte”
2 Coríntios 12:10
Paulo,
em sua experiência na vida cristã bem como em seu ministério apostólico resume
em poucas palavras o que significa o viver de um genuíno crente neste mundo: “...
Quando sou fraco, então, é que sou forte”. Que lição impressionante! Digna das
mais sérias observações de nossa parte. O mundo não ensina isso, porquanto é
algo vindo diretamente de Deus para Seu povo. O homem natural achará que tal
declaração não passa de ser produto de uma mente insana, e que somente um louco
poderia falar algo assim. Mas para aqueles que nasceram de novo essas palavras
são sábias e as recebem em seus corações, pois o que Paulo experimentou, tem
chegado como pacote celestial para o viver de todo genuíno crente neste mundo
tão perigoso.
É óbvio que a vida cristã
começa assim: “Quando sou fraco”. A graça atua onde há fraqueza. Deus é o Deus
do “aflito e abatido de espírito e que treme da Sua Palavra” (Isaías 66:2). O
Altíssimo “... habita também com o contrito e abatido de espírito...” (Isaías
57:15). Deus fala com o homem quando este está no pó, no lugar de
arrependimento, e é ali onde o Senhor encontra com o perdido, dando-lhe Sua
misericórdia e eterna redenção. A salvação vem quando o pecador vê sua própria
fraqueza e miséria conforme a maldição da lei, assim a graça mostra Sua força,
e é nessa circunstância que o Bendito Salvador manifesta Sua tão grande
Salvação.
Mas a vida cristã continua na
dependência da atuante graça: “Educando-nos para que, renegadas a impiedade e
as paixões mundanas, vivamos no presente século, sensata, justa e piedosamente”
(Tito 2:12). Todo verdadeiro crente está matriculado na escola da Graça de Deus
e suas lições são diariamente aplicadas na vida. O viver do crente neste mundo
é debaixo da disciplina graciosa do Senhor tirando de nós tudo aquilo que é
mundano, carnal, vaidade, etc., a fim de mostrar em nós e através de nós o
Poder de Deus que opera em nossa fraqueza.
Somos fracos, irmãos. Oh! Quanto
ignoramos isso constantemente em nossos corações! Achamos que somos leões
capazes de assustar nossos adversários, quando não passamos de frágeis
ovelhinhas, pratos prontos para os lobos. Achamos que temos toda aptidão em nós mesmos
para viver; achamos que temos muita habilidade para enfrentar nossos poderosos
inimigos espirituais; ainda não entendemos que fomos tirados das potestades das
trevas mediante o poder de Deus e que é pelo Seu poder que Ele atua em nós para
que sejamos capazes de prosseguir nossa jornada até à Nova Jerusalém. Deixados
sozinhos cairemos fatalmente ante o poderio do nosso adversário. Nossa carne
tem prazer em nossa queda nos mais terríveis pecados. Queremos como pavão
mostrar nossa imponente formosura, esquecendo da feiúra de nossos pés sujeitos
aos terríveis tropeços.
Paulo aprendeu através da
escola da vida que a confissão cristã é esta: “... Quando sou fraco, então, é
que sou forte”. Que o Senhor na Sua misericórdia venha nos ensinar que é
exatamente essa a nossa confissão de vida até a morte.
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