quinta-feira, 16 de março de 2017

A ALMA SE SATISFAZENDO EM CRISTO (3)

“Alegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos os que sois retos de coração” (Salmo 32:11)
INTRODUÇÃO:      
        Ainda estou na introdução, mas o propósito e realçar bem a importância desse tema no viver de cada crente em dias tão conturbados, como nossos dias. Se não voltarmos à palavra e à fé firme, sem dúvida alguma seremos envolvidos pela imensidão deste programa maligno, com título de “evangélico” dominando o cenário religioso no mundo. O pai da mentira não descansou em seu propósito de encher o mundo de mentiras, para que a maldade seja implantada. É o que Paulo chama em 2 Tessalonicenses de “mistério da iniquidade”. O mundo jamais poderá dar aquilo que é verdadeiro e que tranquiliza e fortifica os corações. Sem Deus os homens só descem às mais profundas manifestações de escravidão, e toda alegria que eles dizem ter é rasgada diariamente, levando-os à busca de novidades.
        É o momento para que examinemos de perto o Salmo 32. Para mim esse é o Salmo da felicidade, mas é a felicidade que contraria toda expectativa da carne. O Salmo 32 não é conhecido como o Salmo 23, ou o Salmo 91, porque essas palavras não trazem qualquer significado aos homens enganados e enganosos, assim como uma mina de ouro não interessa a um abutre que ali pousa. A felicidade mundana não tem qualquer fundamento eterno, por isso os homens mundanos são infelizes, mesmo tendo tudo aquilo que eles pensam que é o alicerce desta vida. Examinemos superficialmente as lições principais que compõem esse maravilhoso Salmo:
1            A base da felicidade está na salvação mediante o perdão e a purificação, conforme Deus misericordiosamente concede aos pecadores pelo sangue do seu Filho (verso 1). Além disso, essa convicta salvação é experimentada no íntimo, porque o salvo está certo que a culpa foi tirada e o relacionamento com Deus agora está correto (verso 2).
2     A infelicidade do homem consiste em manter o pecado oculto no coração, sem confissão (versos 3-5). Milhares pensam que seu coração é purificado quando fazem obras religiosas, ou meramente pedem perdão. Milhares pensam que seus pecados se perdem, como acontece com rastros na areia da praia. Enquanto não houver confissão a miséria há de continuar e o pecado surge para mostrar sua força e seu domínio sobre os homens.
3            A jornada de uma vida feliz consiste em andar com Deus (versos 6-9), não mais fazendo o que quer e submisso à liderança do Senhor. Muitos pensam que ser crente é fazer uma decisão para que Jesus seja seu salvador e pronto. Ele agora acredita que vai para o céu porque recebeu o certificado dessa salvação. Mas seu viver prova que jamais conheceu confissão e invocação de seus pecados; jamais conheceu sua própria miséria no íntimo, por isso anda como quer e faz o que quer fazer na vida.
4            A fé bíblica é o único instrumento capaz de nos levar a conhecer o Senhor e saber que ele é a fonte dessa felicidade; que é andando com ele, gozando da sua presença bendita, ouvindo seus conselhos, conhecendo sua glória, conforme Sua palavra nos mostra e desfrutando do seu amor.
        Eis aí a felicidade verdadeira á disposição dos homens! Eis aí o segredo de viver na excelência, conforme Deus conquistou para nós, por meio de Cristo! A felicidade não está na criação, mas sim no Criador; não está na salvação, mas sim no Salvador; não está na dádiva, mas sim no doador. Ele se manifestou aos homens para ser conhecido e mostrar o quanto é maravilhoso em seu amor, graça e bondade. A oração de Paulo sempre foi para que conheçamos nosso Deus, por meio de Cristo Jesus. Então, que meus leitores tenham alegria e satisfação neste maravilhoso estudo nesse verso 11 do Salmo 32.

quarta-feira, 15 de março de 2017

PLENA SATISFAÇÃO EM CRISTO (2)

“Alegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos os que sois retos de coração” (Salmo 32:11)
INTRODUÇÃO:      
        Devo permanecer um pouco mais na introdução, porque preciso firmar os leitores no firme fundamento desse assunto tão prático e tão necessário em nossos dias. Nunca houve um período na história quando satanás tem procurado levar os homens a buscar felicidade aqui. O mundo sempre foi assim, mas agora esse espírito de engano tem envolvido até mesmo as igrejas e tem usado a bíblia tendo em vista essa finalidade. O mundo tem gritado aos ouvidos dos crentes que a felicidade se achar aqui; que o homem tem direito de ser feliz e que Deus trabalha para que essa felicidade mundana e carnal seja alcançada.
        Ultimamente é raro ver o povo à busca das Escrituras; é raro ver um anseio por Deus e uma disposição de viva fé em estar envolvido com os santos ensinos acerca da salvação e de tudo o que envolve essa tão grande salvação. O povo procura até mesmo na bíblia assuntos que tratam da felicidade aqui e até mesmo as doutrinas elas devem falar que eu sou feliz aqui com um viver mundano e que terei uma felicidade eterna no céu. Os que se dizem crentes não querem nada que implica em temor ao Senhor, em humilhação, arrependimento e confissão. Nada quer daquilo que trata da triste condição do homem no pecado e da suficiência da graça na salvação e no viver diário. Os cultos devem estar envolvidos em sensacionalismos que resultam em sentimentos de bem-estar. Então, devemos saber que:
        1.     O mundo está sempre gritando aos nossos ouvidos, como uma lavagem cerebral, dizendo que não há outra fonte de felicidade fora dele. O mundo tem oferecido tudo o que significa uma vida melhor aqui, pois todos agora têm conforto, carros, comida e amizades. Os não crentes vivem sob essa euforia e estendem a mão aos crentes, como que dizendo: “paz! Vamos nos alegrar juntos”.
        2.     O mundo procura demonstrar isso de forma prática, pela forma como que os ímpios mostram estar felizes em suas arrancadas no pecado. O ambiente mundano diz que é proibido proibir; que tudo agora é lícito; que aquilo que antes era condenável, agora até mesmo Deus está declarando que não é mais errado. Para isso o mundo promoveu grande número de falsos pastores, os quais chegam para aliviar as consciências culpadas com as “santíssimas bênçãos do alto”.
        3.     O mundo aproveita nossas fraquezas e nossas oscilações, a fim de nos arrastar para aquilo que o mundo mesmo diz que é nosso direito. Vemos hoje quanto falta de homens e mulheres que têm uma firme fé; quanto falta de crentes convictos, os quais não se curvam perante as seduções mundanas. Quando vemos alguns crentes que mostram traços de firmeza, logo a fé é testada, provando que são levados por qualquer um que chega apresentando na face sinais de felicidades. Não é verdade que tudo isso está acontecendo? Não é verdade que muitos dentro das igrejas estão prontos até mesmo pagar caro para que desapareçam os valores eternos e os mundanos ocupem o lugar?
        O que significa ser feliz? O cristianismo pode trazer felicidade que está infinitamente acima daquilo que o mundo propõe? Será que aqueles que aqui caminham pelo caminho estreito; que vivem vidas santas e separadas para Deus; que fogem das paixões mundanas e dedicam ao serviço do Senhor; será que essas pessoas são felizes? Ou estão se camuflando numa religião? Podemos nós, os crentes mostrar ao mundo o quanto somos felizes, com uma felicidade duradoura, eterna e que está acima de toda essa euforia e miséria vistas aqui? Vamos examinar o texto, porque ele responderá, conforme o faz toda Escritura com plena verdade.

E O REINO PERTENCE A DEUS (9)

“Mandará o Filho do Homem os seus anjos, que ajuntarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai” (Mateus 13:41-43).
O TEMPO CERTO DO JUIZO NO SEU REINO.
        A igreja e o mundo precisam saber que o reino pertence a Deus e não aos homens e que tudo está sob o controle do Senhor e que ele há de agir no tempo certo, mesmo que agora não entendamos muito e achamos que tudo está sob o controle dos homens perversos. Vemos o quanto os escândalos têm surgido e trazido afrontas ao nome do Senhor. Não são poucos os elementos que têm aproveitado a suposta liberdade, a fim de usar o nome de Deus em vão. A internet tem mostrado tanta barbaridade feita por elementos perversos bem disfarçados de servos de Deus, que é feio divulgar essas coisas.
        Nosso Senhor chama a atenção daqueles que promovem escândalos: “Ai daqueles pelos quais vem o escândalo”. Muitos são aqueles que ousam tomar o nome de crentes, ou de evangélicos, a fim de esconder seus atos perversos. Não faz muito tempo que estava distribuindo folhetos, quando um homem e sua esposa recusaram veementemente a receber a mensagem. Ele alegou que não dava crédito a nenhum pregador, porque frequentou uma organização “religiosa” e viu ali o quanto os obreiros eram ladrões e fornicários. Para aquele casal toda igreja evangélica e todos os pastores agiam assim com intenções perversas e maliciosas com todos. Em nossos dias o nome de “pastor” é sinônimo de charlatão, de elementos aproveitadores da ingenuidade do povo, a fim de enriquecer ilicitamente.
        Os escândalos têm acontecido aos montes dentro das igrejas, com casos de pastores caindo em adultérios e outros casos envolvendo membros de igrejas. E muitas igrejas e pastores não têm qualquer condição de julgar essas coisas, deixando as coisas como estão. Essa é a situação da igreja em nossos dias e quando há pastores e igrejas que querem agir conforme as Escrituras mandam, eles são chamados de cruéis e que não têm amor. Tudo satanás tem feito para levar os homens dentro das igrejas a acreditar que punir o pecado é uma atitude cruel, e com isso as abominações que o mundo aceita como coisas normais começam a entrar nas igrejas e são bem-vindas com as “bênçãos de Deus”. Tudo indica que essas atividades das trevas vão se multiplicar e que fazem parte das obras do diabo, tentando confundir os homens contra um Deus santo. Desde a história de Israel no Velho Testamento Deus lidou contra essa invasão do mal no meio do seu povo. Não precisou esperar por muito tempo, pois quando o povo estava sendo conduzido para Canaã, em pleno deserto, eis que Balaão foi usado pelo diabo, a fim de fazer Israel cair nas ciladas das mulheres midianitas. Foi necessário que Deus usasse Finéias a fim de livrar o povo de um severo juízo de Deus (Números 25).
        A santidade da igreja e a pureza do povo de Deus é uma exigência do Senhor em relação aos crentes. Quando o nome de Deus está sendo motivo de chacota por parte dos perversos, como estamos vendo em nossos dias, é sinal de juízo. Quando vemos os ímpios usando a bíblia e o nome santo, a fim de sentir “abençoados” em seus pecados, não resta dúvida que é sinal de que Deus vem em seu reino, a fim de varrer todo mal e purificar sua casa. Nós estamos carecendo dessa santa limpeza; que o Senhor venha em sua misericórdia para visitar essa população tão amadurecida para receber seu castigo. Que ele venha em nossos dias mostrar o quanto é rico em misericórdia e ainda salvar milhares. Somente assim este mundo poderá respirar por um pouco mais de tempo. Que a igreja do Senhor possa ser erguida, como uma igreja poderosa e santa, num mundo mergulhado em miséria, mentiras e injustiças!

terça-feira, 14 de março de 2017

E O REINO PERTENCE AO SENHOR (8)

“Mandará o Filho do Homem os seus anjos, que ajuntarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai” (Mateus 13:41-43).
O TEMPO CERTO DO JUIZO NO SEU REINO.
        A lição principal que nosso Senhor nos passa é que nos tempos finais os anjos virão para separar os verdadeiros crentes (trigo), dos não crentes (o joio). Alguns ensinam que ao usar a ilustração do joio nosso Senhor estava referindo apenas aos falsos crentes, os que estão dentro das igrejas, mas que jamais nasceram de novo e que não pertencem ao povo de Deus. Concordo em parte porque, de fato Cristo mostra essa verdade no texto. Mas para mim o joio refere-se a todos os não salvos, todos os que estão dentro das igrejas e fora das igrejas. A respeito disso que pretendo discorrer agora.
        Encaremos bem o texto porque o Senhor define bem o joio: “os escândalos” e “os que praticam a iniquidade”. Isso deixa claro que todos os ímpios compõem o joio e que todos os crentes compõem o trigo. A razão principal é que os homens fisicamente são iguais, todos somos seres humanos e que, olhando externamente nada há que mostre qualquer diferença. Quem faz essa diferença é Deus. Quando referimos ao joio dentro da igreja fica ainda mais difícil, porque estão ali Antônio e Manoel, ambos cantando, ouvindo a mensagem e orando. Como podemos afirmar que o Antônio pertence ao trigo, enquanto o Manoel pertence ao joio? Somos nós capazes de julgar quem é realmente crente ou não é? É claro que o fruto no viver mostrará se a pessoa é, de fato pertencente ao Senhor, mas nem sempre teremos capacidade de avaliar se fruto é fruto mesmo, ou a pessoa está desenvolvendo aos poucos a vida espiritual. Para mim o verdadeiro crente é aquele que ama a palavra de Deus. Nisso sou bem definido, porque nosso Senhor realmente afirmou que quem é de Deus ouve as palavras de Deus. Também ele enfatiza isso em João 10, quando afirma que suas ovelhas ouvem a sua voz (verso 37).  
        Mas nosso objetivo é examinar o texto, porque nosso Senhor define bem quem pertencem ao joio os escândalos e os que praticam iniquidade, eles são os escândalos (dentro da igreja) e os que praticam iniquidade (fora da igreja). Os escândalos, já sabemos são os que afirmam serem crentes, mas que realmente não são crentes; afirmam que pertencem a Deus, mas na verdade nunca foram chamados para a salvação. Parece que são de Deus e todos os de fora veem como crentes, mas a verdade é que eles são os que são motivos de escândalos e infâmia para o reino de Deus. Em Apocalipse nosso Senhor define essas pessoas como aquelas que têm nome de que vivem, mas que estão mortas.
        Em nossos dias os escândalos têm se multiplicados. É escândalo porque profana o nome do Senhor. Em Ezequiel vemos que Deus mostra a razão principal porque estava punindo Israel, porque a nação veio a profanar seu santo nome. O povo de Deus tem como objetivo engrandecer o nome do Senhor. Quando Davi caiu em adultério Deus, através do profeta Natã afirma que Davi havia dado motivo para que os inimigos zombassem do nome de Deus e da glória dele. A igreja de Deus na face da terra tem como meta principal manifestar a glória de Deus num mundo mentiroso e profano. Os escândalos aparecem dentro da igreja como trabalho de satanás, a fim de manchar a glória de Deus. Quando Judas foi bem definido como o traidor, o Senhor deixou claro que era melhor que ele não tivesse nascido. Essa verdade deve trazer temor aos nossos corações, especialmente para examinemos a nós mesmos à luz do que está ocorrendo em nossos dias. Se a fé é verdadeira ela há de honrar a Deus, mas se não for ela há de ser motivo profanação ao nome bendito daquele que deve ser temido e exaltado em tudo.

PLENA SATISFAÇÃO EM CRISTO (1)

“Alegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos os que sois retos de coração” (Salmo 32:11)
INTRODUÇÃO:      
        Não há dúvida que precisamos ouvir as verdades que envolvem a vida com Deus, mas na forma como a bíblia nos mostra. Estamos cercados hoje de doutrinas de demônios, por isso a superstição e sentimentalismo têm ocupado o lugar da razão e do bom senso bíblico. Satanás tem lutado de forma incessante para desviar levar todos a não pensar nas coisas bíblicas, mas sim a sentir e é nesse perigoso caminho que milhares são iludidos, pensando que estão amando e adorando a Deus, quando realmente estão perante a face invisível do pai da mentira, o qual aparece disfarçado de anjo de luz. Por essa razão, preciso tomar esse verso do impressionante Salmo 32, a fim de edificar na fé os santos de Deus de tal maneira que possam ser elevados à verdadeira felicidade em achar satisfação apenas em Deus.
        Não vemos essa busca em nossos dias; não vemos homens e mulheres cujos corações estão inflamados de ardente desejo por conhecer melhor o Senhor. O que vemos é uma busca egoísta por felicidade aqui; por ambientes onde encontram prazer no homem, na carne e no mundo. Parece que estão buscando a Deus; falam muitos versos e cantam muitos louvores, mas tudo isso tem como finalidade sentir que estão sendo abençoados com uma suposta presença de Deus em tudo o que fazem. Não é comum ver igrejas cheias de almas humilhadas, mas felizes em Cristo. Não é comum ver corações que desprezam o mundo e seus prazeres, a fim de conhecer melhor aquele que um dia comprou um povo para si mesmo e que está preparando esse povo para ser apresentado a ele naquele grande dia. Então, o assunto do Salmo 32 é de grandiosa importância e está em pleno acordo com a exortação de Paulo em Filipenses 4:4: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos.”
        Estou bem ciente de que não sou capaz de desenvolver um tema como esse, mas conto com a preciosa graça que nos enche de poder, a fim de que Cristo seja proclamado como sendo ele a única fonte de verdadeira alegria, exultação e de gozo. Os crentes sinceros precisam saber disso e amam conhecer essa verdade que nos foi revelada. Não fomos salvos para guardar no bolso nosso ingresso no céu. Fomos salvos para que conheçamos a glória de Deus, nós que estávamos completamente fora dessa glória (Romanos 3:23). Fomos salvos para desfrutar das maravilhas e riquezas dessa tão grande salvação. É claro que somos bem limitados aqui, que jamais seremos perfeitos enquanto estivermos peregrinando neste mundo. Mas estamos ligados ao Senhor e ele está mui perto de cada um dos seus. Somos convidados a participar dessa doce comunhão com ele, desse real prazer de desfrutar daquele que é a fonte de toda bênção.
        Então, que venhamos a nos despir de todo interesse mundano e carnal; que nossa meta seja conquistar o que nos foi dado em Cristo. Que aprendamos que jamais o mundo nos fez felizes; que fomos iludidos no pecado e que o mundo é enganador e que satanás não cessou com suas trapaças. Que fujamos dessa ilusão religiosa dos últimos dias e que venhamos a por nossos pés na Rocha. Fomos chamados para ser um povo alegre, feliz, cheio de regozijo e de exultação. Lutemos por essa conquista; comecemos bem com humildade e com santo desejo de conhecer a verdade. O Senhor está perto, ele nunca se distanciou dos seus. Somos nós que afastamos, desviando nosso olhar para esse horizonte mundano. Suas disciplinas vêm para nos manter focados nele e aprendendo dele.
        Minha esperança é que mais leitores desejem conhecer a real felicidade. Usei o termo “real” porque a felicidade que há em Cristo pertence à realeza, ao povo de Deus, aos que foram santificados na salvação e que agora são chamados de filhos de Deus.

segunda-feira, 13 de março de 2017

E O REINO PERTENCE AO SENHOR (7)

“Mandará o Filho do Homem os seus anjos, que ajuntarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai” (Mateus 13:41-43).
O TEMPO CERTO DO JUIZO NO SEU REINO.
        Então, estejamos certos que quando chega o tempo do juízo os anjos de Deus certamente entram em ação: “Mandará o Filho do Homem os seus anjos...”. Ora, essa verdade é digna de nossa admiração e de nosso exame. A história prova isso, conforme podemos observar nas Escrituras. Mesmo não sendo o momento do juízo os anjos agem em favor dos salvos, como ocorreu com Pedro na prisão, pois o anjo entrou ali para libertar Pedro, sem que nenhum guarda pudesse perceber. Muitos santos de Deus tiveram experiência na vida com o trabalho dos santos anjos em proteger e livrá-los de terríveis perigos.
        Mas o texto de Mateus nos leva a examinar o que é que caracteriza o momento de juízo. Conforme nosso Senhor, os anjos são enviados para fazer um excelente de trabalho: separar o joio do trigo. Que importante serviço! Creio eu que é porque nós jamais conseguiremos fazer isso aqui. Por mais zelosos que sejamos, por mais diligentes que formos, não conseguimos realizar a façanha que cabe aos anjos. Às vezes um avivamento vem e a igreja passa por um processo de purificação. Às vezes Deus ergue homens como Josias para purificar o culto e a nação, a fim de evitar o julgamento de Deus. Mas não demora muito que a maldade começa entrar e falsos crentes começam a entrar no meio do rebanho, trazendo prejuízo e escândalo. Mas quando chegar os finais dos tempos, eis que o momento chega, quando Deus vem purificar sua casa e punir o mundo. E a linguagem do Senhor é bem ilustrativa, pois ele usa a limpeza que o dono da terra faz quando recolhe o trigo no celeiro, separando-o do joio. O propósito do dono da terra é preservar o trigo; ele plantou o trigo, mas não plantou o joio. Ele nenhum interesse tem pelo joio, mas sim pelo trigo, porque este tem valor, mas aquele não presta.
        Será assim no juízo, pois o Senhor enviará seus anjos, a fim de separar os salvos (trigo) dos não salvos (o joio). Que maravilhoso trabalho! Os anjos não cometerão qualquer erro; eles não deixarão nenhum refugo de joio se ajuntando ao trigo. Eles farão o trabalho de separar e o mundo verá com prazer que os crentes ficarão como que isolados, num cantinho. A igreja de Deus nos finais dos tempos será como uma cabana bem isolada; será como uma ilha no imenso oceano. O alvo da ira de Deus não são os crentes, pois eles estão livres da ira, não foram destinados à ira, não estão mais debaixo do juízo (1 Tessalonicenses 1:10). Os salvos são os objetos do amor eterno de Deus, e mesmo que o joio pareça com o trigo, ainda assim o Senhor conhece os que lhe pertencem, porque foram conhecidos na eleição eterna e Deus o Filho veio ao mundo por eles, a fim de que pelo seu sangue pudesse comprar todos para si mesmo.
        Assim, não há qualquer dificuldade para Deus em passar uma vassoura e fazer uma poderosa limpeza, a fim de separar os santos dos ímpios. Quando ele faz isso, eis que para os não salvos é motivo de satisfação, porque a presença dos crentes é insuportável para eles e estorva seus intentos pecaminosos. Além disso, quando os ímpios são colocados no lugar certo, eis que nenhum deles terá capacidade de entender o perigo que ameaça suas vidas. Os anjos são perfeitamente habilidosos para isso e sabem bem como executar o mando do Rei. Então, não como errar, não haverá falha no final de tudo, mesmo que agora tudo parece estar misturado. O momento agora é para advertir os homens, a fim de que eles se humilhem e corram para Cristo em sincero arrependimento, buscando nele o perdão, a salvação e o grande livramento da morte eterna que virá, caso continuem em rebelião contra Deus e contra seu Filho.

UMA NARRATIVA DA SALVAÇÃO (10 de 10)

“Laços de morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim; caí em tribulação e tristeza. Então, invoquei o nome do Senhor: ó Senhor, livra-me a alma” Salmo 116:3 e 4)
O RESULTADO ETERNO DESSA SALVAÇÃO: “volta, ó...”
        Não há dúvida que a salvação traz a eterna bênção da paz com Deus na alma, por isso a fé entrou em ação para proclamar a liberdade da alma e leva-la ao lugar certo: “Volta, ó minha alma ao teu repouso...”. Todos os verdadeiros salvos proclamam e testemunham dessa verdade que a graça lhes outorgou e a fé apreendeu. Notamos isso especialmente nos antigos hinos, como esta mensagem:
                Ó Jesus, achei descanso em teu terno coração!
                É manancial de gozo, e consolação!
                Já cheguei a contemplar-te e minha alma se inundou,
                Com a refulgente graça que ela em ti achou!
Esta apenas uma em meio a milhares de confissão da sincera fé feita por meio dos cânticos proferidos por lábios santificados pela graça. Realmente não tão preciosa bênção como essa, porque é assim que a vida cristã tem início, conforme diz Paulo em Romanos 1:17: “...de fé em fé...”.
        Mas essa obra é também reconhecida como sendo totalmente feita pela graça no coração: “...pois o Senhor tem sido generoso para contigo”. A fé não opera isenta da graça; a fé não é um despertamento isolado que ocorre no homem. A fé é a obra da própria graça, despertando pecadores da morte para a vida (João 5:24). A fé é incrivelmente humilde em seus atos e nunca, jamais há de se elevar; jamais dirá que sua salvação ocorreu por um ato seu, mas sim porque aprouve a graça de Deus operar em sua vida e libertar um escravo do poder amaldiçoador do pecado. Mas a fé, quando é obra feita pelo Espírito é vista dinamizando esse ato da graça exteriormente: “...pois o Senhor tem sido generoso para contigo”. A fé quando é do homem e vem apenas do homem ela é morta, inativa e nada demonstra que houve sinal de vida celestial. A fé cristã aparece para por em ordem a casa da sua vida; aparece para revelar externamente o que Deus fez, assim como ocorreu com Saulo após sua conversão. Suas armas foram atiradas fora e o sossego da paz com Deus dominou seu viver e o tranquilizou.
        Mas também aparece o louvou verdadeiro: “Pois livraste a minha alma...”. Que preciosa lição! O salvo jamais perderá de vista a presença graciosa do Senhor, para dar-lhe louvores. O salvo mostra sua humilde confissão, pois reconhece que merecia a morte eterna. Então seu louvor aparece ao revelar a perfeita justiça de Cristo em sua vida: “Pois livraste das lágrimas, os meus olhos...”. Que ensino! Não há lugar para dó de si; não há lugar para o conforto que este mundo tenta oferecer; não há lugar, senão para louvores a Deus, porque o Senhor envolve o pecador perdido com seu perdão completo. O salvo entende isso e não se sente amedrontado. O sangue do Filho de Deus realmente purifica o homem de seus miseráveis pecados e realmente traz libertação completa ao que jazia como escravo.
        E finalmente ele mostra que está seguro e livre para sempre do juízo eterno: “...pois livraste...da queda os meus pés”. Não há mais o terror da perdição envolvendo seu viver e transtornado sua alma; não há mais qualquer perigo que venha lhe ameaçar, porque Cristo, na cruz derrotou para sempre os cruéis inimigos, os quais dominavam sua pobre existência aqui; agora pode dizer que está seguro para sempre e que debaixo dos seus pés há a Rocha dos séculos que dá perfeita segurança, a fim de livrá-lo do voraz inferno. Que louvor! Não é exatamente isso o que precisamos ver em nossos dias? Não é esse o resultado mais glorioso a ser contemplado aqui na salvação de pecadores?