“Em verdade, em verdade vos digo, que se
alguém não nascer de novo não pode ver o reino de Deus” João 3:3.
Amigo
leitor, estou tentando esclarecer a necessidade do novo nascimento, para que
nenhum ouvinte fique enganado pelo poder da mentira. Alguém poderá dizer: Mas
Deus não quer somente que alguém seja bonzinho? Guarde a lei? Que seja
religioso; que procura andar certinho com seus negócios; que tenha sua religião
e faça o que sua religião quer? Amigo, a natureza humana, caída no pecado é
capaz de realizar tudo isso. Mas não deixa de ser algo da natureza humana. O
homem pode ser educado, polido, treinado, disciplinado, amansado, ter padrão
etc., mas não é nada mais do que algo do próprio homem. A sua natureza
pecaminosa, transgressora continua ali, separado de Deus, e pronto para se
enlamear no pecado. Certo homem pegou um filhote de pantera passou a criar a
fera em sua casa, domou, amansou, ela cresceu como se fosse o seu bichinho de
estimação. Um dia ele estava dando comida para o animal em sua própria mão, e
havia em sua um corte pequeno que estava sangrando, a fera lambeu o sangue, e o
que aconteceu? Todo o seu instinto selvagem voltou naquele momento para matar
seu próprio dono.
Eu
pergunto: aquela fera deixou de ser fera? Não! Assim também é natureza humana.
Está guardado no seu coração todo o anseio, toda paixão, toda ânsia pela
pecado. Numa ocasião própria ele solta as cobras que estão lá dentro. O profeta
Jeremias declara: “enganoso é o coração e desesperadamente corrupto”. Amigo, o
Senhor Jesus não veio reformar o velho homem caído no pecado; não veio para
remover os entulhos e mostrar que o homem tem algo de bom nele não é esse o
ensino bíblico; nada há de bom no pecador, mas somente pecado, transgressão,
engano, rebelião contra o Deus Santo. Tal é a situação do pecador por natureza.
Amigo
leitor não te gabes de tua religião, de tua honestidade, de teus feitos, de
tuas atitudes boas para com teu próximo. O Senhor declara que teu estado é de
rebelião contra o Senhor da Glória. É a misericórdia de Deus que te segura bem
forte porque o teu anseio é pelo pecado; os prazeres da carne e dos olhos, e a
soberba da vida estão lá dentro enjaulados em teu coração, e Satanás usa o
mundo para te atrair; ele sabe qual armadilha ele pode usar contra ti. Não
fiques pensando que tu não és um escravo, porque é fato bíblico que tu és. Pode
ser que tu não vives subordinado a um pecador notoriamente feio, mas tem
aqueles pecados pintados de cores lindas; pecados elegantes, bem trajados;
pecados que todo mundo pratica. É certo que tu atiras um beijo aqui e ali para
este e aquele pecado; é fato que às ocultas o teu coração planeja isto e
aquilo; é fato que não há um temor de Deus vivo em ti. Vê o que acontece quando
tu estás sozinho; quando tu estás conversando; quando tu ligas a tua televisão;
vê o que sai da tua boca quando tu estás irado.
Ah meu
amigo, é profundíssimo o poço do pecado. A natureza humana é transgressora e
rebelde contra a lei de Deus, e pensa que não sofrerá o castigo de seus pecados.
Ah meu amigo, tu queres que Deus te desamarre para que tu dês vazão a todo
instinto pecaminoso? Ah Ele não fará isso, porque Ele bem sabe quão mal é coração,
e o quanto tu podes praticar de abominação contra os teus semelhante. Que
desolação! Que quadro triste! É trágica a situação, e quem pode mudar a
natureza humana? Quem pode mudar o coração do homem? É certo que o arrogante
coração vai procurar os seus próprios meios, mas é impossível mudar a natureza
pecaminosa. Nós não podemos fazer um elefante voar; não podemos fazer do rato
um gato; não podemos fazer do maribondo abelha. O apóstolo Paulo, vendo a sua
trágica situação no pecado, clamou: “Miserável homem que eu sou, quem me livrará
do corpo desta morte?”.
É preciso
nascer de novo. “Necessário vos é nascer de novo”, é preciso tornar-se nova
criatura. Oh que o consolado leve tal verdade precioso no mais profundo de teu
ser amigo ouvinte. Quero ir mais adiante para dizer que a natureza do homem é
assim sempre desde a sua concepção até a sua morte; sua natureza é assim em
qualquer circunstância, que na saúde, na enfermidade, na pobreza vivendo em
favela, ou na riqueza, vivendo nas glórias materiais; quer na cultura ou na
ignorância; quer estando só ou no meio de seus amigos.
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