“A eles Deus quis fazer conhecer quais são as
riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, a
esperança glória”. Colossenses 1:27
NOSSA ESPERANÇA FIRMA-SE EM COISAS ETERNAS: “...esperança da glória”.
Caro leitor,
sei que minhas palavras foram tão débeis, a fim de mostrar o quanto essa
estrutura de uma real esperança é necessária no coração. Homens e mulheres
podem ser evangélicos, crentes de alguma denominação, batizados e até mesmo
fieis e zelosos à sua denominação. Mas somente Deus pode fazer do homem um
crente em Cristo. Digo e afirmo que tão somente verdadeiros crentes podem gozar
dessa luz da esperança em seus corações. A real esperança nasce da cruz, porque
foi da confissão de seus pecados que os crentes passaram a odiar o mundo e amar
o céu. Eles tiveram pleno acesso ao caminho rumo ao céu assim que nasceram de
novo, quando a fé em Cristo foi acesa em seus corações por obra majestosa do
Espírito Santo, como fielmente narra a terceira estrofe do hino 20 do Cantor
Cristão:
Amavas-me
Senhor, no fundo de meu peito.
Brilhou
a doce luz do meu Consolador.
E
com promessas mil do teu amor perfeito,
Nasceu
em mim a fé em que hoje me deleito.
Meu
Deus, que amor! Meu Deus és todo amor!
Agora é o
momento para que chequemos a parte final do verso em pauta: “...esperança da glória”. A primeira
verdade que devemos sustentar em nossos corações é que essa “esperança” não é a mesma esperança
duvidosa que habita no coração do mundano. A esperança do crente é certeza; sua
esperança lhe faz esperar com resignação, coragem e disposição de fé. Para ter
essa esperança é preciso ter a viva fé, caso contrário a esperança será apenas
um “talvez”. Os incrédulos não podem ter essa santa luz acesa em seus corações,
pois ali espiritualmente tudo é treva. É Satanás que dar aos homens mundanos um
lampejo de esperança, mas sempre será mundana e carnal, nunca essa esperança do
homem no pecado está ligada ao céu.
Há uma
reação de horror quando os homens e mulheres escravos do pecado são conduzidos
até perto da entrada do reino de luz. Eles recuam e fogem. Alguns param,
examinam, mas preferem olhar para trás e mirar as lindas campinas dessa Sodoma.
O ladrão na cruz que morreu no pecado nos fornece boa ilustração. Ali ao seu
lado estava o Salvador, mas note bem qual foi seu pedido. Mesmo se abeirando ao
inferno aquele moço queria voltar ao mundo e buscava esse tipo de salvação
terrena. Suas palavras confessaram o que vinham do seu corrompido ser em Adão:
“Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo
e a nós também” (Lucas 23:39).
Meu caro
leitor, o caminho para os que têm a real esperança é um caminho por onde andam
os salvos. Nenhum mundano consegue trilhar pelas veredas santas. O salvo foi
inteiramente santificado; ele tem não somente sua mente e emoções santificados,
também todo homem interior está habilitado para andar para o céu. Suas mãos
estão limpas e prontas para a prática do amor. Seus pés e todas as articulações
do coração foram preparados para andar pelo caminho estreito e enfrentar a dura
jornada na peregrinação. Não há lugar para crentes nominais, meros crentes que
confiam em sua frágil fé. A fé do crente não se estriba nela mesma, mas sim na
obediência Daquele que a Si mesmo se entregou, a fim de conquistar um povo para
Si (Tito 2:14).
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