sexta-feira, 12 de setembro de 2014

A REAL ESPERANÇA (9)




“A eles Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, a esperança glória”. Colossenses 1:27
NOSSA ESPERANÇA FIRMA-SE EM COISAS ETERNAS: “...esperança da glória”.
         Caro leitor, sei que minhas palavras foram tão débeis, a fim de mostrar o quanto essa estrutura de uma real esperança é necessária no coração. Homens e mulheres podem ser evangélicos, crentes de alguma denominação, batizados e até mesmo fieis e zelosos à sua denominação. Mas somente Deus pode fazer do homem um crente em Cristo. Digo e afirmo que tão somente verdadeiros crentes podem gozar dessa luz da esperança em seus corações. A real esperança nasce da cruz, porque foi da confissão de seus pecados que os crentes passaram a odiar o mundo e amar o céu. Eles tiveram pleno acesso ao caminho rumo ao céu assim que nasceram de novo, quando a fé em Cristo foi acesa em seus corações por obra majestosa do Espírito Santo, como fielmente narra a terceira estrofe do hino 20 do Cantor Cristão:
                                      Amavas-me Senhor, no fundo de meu peito.
                                      Brilhou a doce luz do meu Consolador.
                                      E com promessas mil do teu amor perfeito,
                                      Nasceu em mim a fé em que hoje me deleito.
                                      Meu Deus, que amor! Meu Deus és todo amor!
         Agora é o momento para que chequemos a parte final do verso em pauta: “...esperança da glória”. A primeira verdade que devemos sustentar em nossos corações é que essa “esperança” não é a mesma esperança duvidosa que habita no coração do mundano. A esperança do crente é certeza; sua esperança lhe faz esperar com resignação, coragem e disposição de fé. Para ter essa esperança é preciso ter a viva fé, caso contrário a esperança será apenas um “talvez”. Os incrédulos não podem ter essa santa luz acesa em seus corações, pois ali espiritualmente tudo é treva. É Satanás que dar aos homens mundanos um lampejo de esperança, mas sempre será mundana e carnal, nunca essa esperança do homem no pecado está ligada ao céu.
         Há uma reação de horror quando os homens e mulheres escravos do pecado são conduzidos até perto da entrada do reino de luz. Eles recuam e fogem. Alguns param, examinam, mas preferem olhar para trás e mirar as lindas campinas dessa Sodoma. O ladrão na cruz que morreu no pecado nos fornece boa ilustração. Ali ao seu lado estava o Salvador, mas note bem qual foi seu pedido. Mesmo se abeirando ao inferno aquele moço queria voltar ao mundo e buscava esse tipo de salvação terrena. Suas palavras confessaram o que vinham do seu corrompido ser em Adão: “Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também” (Lucas 23:39).
         Meu caro leitor, o caminho para os que têm a real esperança é um caminho por onde andam os salvos. Nenhum mundano consegue trilhar pelas veredas santas. O salvo foi inteiramente santificado; ele tem não somente sua mente e emoções santificados, também todo homem interior está habilitado para andar para o céu. Suas mãos estão limpas e prontas para a prática do amor. Seus pés e todas as articulações do coração foram preparados para andar pelo caminho estreito e enfrentar a dura jornada na peregrinação. Não há lugar para crentes nominais, meros crentes que confiam em sua frágil fé. A fé do crente não se estriba nela mesma, mas sim na obediência Daquele que a Si mesmo se entregou, a fim de conquistar um povo para Si (Tito 2:14).

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