“A eles Deus quis fazer conhecer quais são as
riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, a
esperança glória”. Colossenses 1:27
A REAL ESPERANÇA TEM UMA SÓLIDA BASE: “...Cristo em vós...”
Caro leitor, a real esperança só pode brilhar
num coração santificado pela graça, caso contrário a alma continua mergulhada
nessa escuridão da dúvida cruel que atormenta o homem no íntimo. Não há
religião, nem oração, nem qualquer manipulação humana que possa irradiar a luz
dessa esperança da glória no coração humano. Saulo de Tarso anelava a
ressurreição; ele realmente lutava com intensidade sob o comando da sua
religião, mas seus esforços carnais resultavam sempre em maiores conflitos e
práticas perversas.
Meu amigo,
a esperança da glória é obra da graça no coração; significa que a alma foi
realmente salva deste mundo maligno; que seu íntimo fora descoberto, purificado
e que ali passou a perpétua residência do Senhor. Onde Cristo habita não há
mais esperança deste mundo. Onde nosso Senhor reside, ali tudo é calma e paz e
as águas cristalinas da Nova Jerusalém correm mansamente (Salmo 46). O Rei da
glória veio para habitar em corações santificados na salvação, por isso os
santos não mais estão ligados no coração a este sistema que perece e que está
fadado à destruição eterna.
Nosso
Senhor orientou Seus discípulos quanto ao perigo de viver ocupados e atordoados
com este sistema passageiro, assim como vivem os mundanos, na loucura de
ajuntar tesouros na terra. É claro que quando nosso Senhor deu as instruções em
Mateus 6, o Espírito Santo ainda não havia descido para residir nos crentes
(João 14). Mas Seus ensinos são lugares de refúgio eterno para os salvos,
enquanto habitam por breve tempo neste tabernáculo terreno. Somos ordenados
pelo Senhor a ajuntar tesouros no céu (Mateus 6:19). Isso significa que nosso
lugar é lá, e não aqui. Nossa esperança está lá; nosso oxigênio espiritual é de
lá; sumiram as esperanças de um mundo melhor, de sermos ricos aqui, porque
brilha nos salvos essa luz da graça, a qual sempre está a nos mostrar que somos
de lá.
Caro
leitor, que fujamos do perigo da avareza, da torpe ganância. Esse é o espírito
que atordoa os mundanos e falsos crentes em nossos dias. Os que querem “em nome
de Jesus” ficar ricos aqui estão debaixo do controle desse poder enganador.
Nada contra as riquezas, pois têm muitos salvos que por meio de trabalhos
honestos foram abençoados com mais recursos materiais do que outros crentes.
Mas em seus corações, esses santos e amados são pessoas simples, amadas e
reconhecedoras que administram os bens de Deus na terra. O perigo está na mesma
ganância que dopou o servo de Eliseu – Geazi – (2 Reis 5:27), pois quando
correu atrás dos tesouros de Naamã, não sabia que estava sendo tomado pela
mesma enfermidade contagiante da lepra.
Quão
perigosa é a avareza! Ela revela aquilo que está oculto no coração de muitos
que por fora parecem crentes, mas escondem essa maldade no íntimo. Para muitos,
o ministério pastoral tem sido um confortável lugar para alcançar riquezas. Ó
quanto perigo para os que pensam assim! Quão perigoso e letal para aqueles que
olham para este mundo na busca de seus tesouros! Significa que seus corações
jazem na escuridão; que Cristo não habita nesses corações e que eles descem com
os mundanos, com suas cargas malignas rumo à perdição eterna.
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