quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A REAL ESPERANÇA (8)




“A eles Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, a esperança glória”. Colossenses 1:27
A REAL ESPERANÇA TEM UMA SÓLIDA BASE: “...Cristo em vós...”
         Caro leitor, a real esperança só pode brilhar num coração santificado pela graça, caso contrário a alma continua mergulhada nessa escuridão da dúvida cruel que atormenta o homem no íntimo. Não há religião, nem oração, nem qualquer manipulação humana que possa irradiar a luz dessa esperança da glória no coração humano. Saulo de Tarso anelava a ressurreição; ele realmente lutava com intensidade sob o comando da sua religião, mas seus esforços carnais resultavam sempre em maiores conflitos e práticas perversas.
         Meu amigo, a esperança da glória é obra da graça no coração; significa que a alma foi realmente salva deste mundo maligno; que seu íntimo fora descoberto, purificado e que ali passou a perpétua residência do Senhor. Onde Cristo habita não há mais esperança deste mundo. Onde nosso Senhor reside, ali tudo é calma e paz e as águas cristalinas da Nova Jerusalém correm mansamente (Salmo 46). O Rei da glória veio para habitar em corações santificados na salvação, por isso os santos não mais estão ligados no coração a este sistema que perece e que está fadado à destruição eterna.
         Nosso Senhor orientou Seus discípulos quanto ao perigo de viver ocupados e atordoados com este sistema passageiro, assim como vivem os mundanos, na loucura de ajuntar tesouros na terra. É claro que quando nosso Senhor deu as instruções em Mateus 6, o Espírito Santo ainda não havia descido para residir nos crentes (João 14). Mas Seus ensinos são lugares de refúgio eterno para os salvos, enquanto habitam por breve tempo neste tabernáculo terreno. Somos ordenados pelo Senhor a ajuntar tesouros no céu (Mateus 6:19). Isso significa que nosso lugar é lá, e não aqui. Nossa esperança está lá; nosso oxigênio espiritual é de lá; sumiram as esperanças de um mundo melhor, de sermos ricos aqui, porque brilha nos salvos essa luz da graça, a qual sempre está a nos mostrar que somos de lá.
         Caro leitor, que fujamos do perigo da avareza, da torpe ganância. Esse é o espírito que atordoa os mundanos e falsos crentes em nossos dias. Os que querem “em nome de Jesus” ficar ricos aqui estão debaixo do controle desse poder enganador. Nada contra as riquezas, pois têm muitos salvos que por meio de trabalhos honestos foram abençoados com mais recursos materiais do que outros crentes. Mas em seus corações, esses santos e amados são pessoas simples, amadas e reconhecedoras que administram os bens de Deus na terra. O perigo está na mesma ganância que dopou o servo de Eliseu – Geazi – (2 Reis 5:27), pois quando correu atrás dos tesouros de Naamã, não sabia que estava sendo tomado pela mesma enfermidade contagiante da lepra.
         Quão perigosa é a avareza! Ela revela aquilo que está oculto no coração de muitos que por fora parecem crentes, mas escondem essa maldade no íntimo. Para muitos, o ministério pastoral tem sido um confortável lugar para alcançar riquezas. Ó quanto perigo para os que pensam assim! Quão perigoso e letal para aqueles que olham para este mundo na busca de seus tesouros! Significa que seus corações jazem na escuridão; que Cristo não habita nesses corações e que eles descem com os mundanos, com suas cargas malignas rumo à perdição eterna.

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