“A eles Deus quis fazer conhecer quais são as
riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, a
esperança glória”. Colossenses 1:27
NOSSA ESPERANÇA FIRMA-SE EM COISAS ETERNAS: “...esperança da glória”.
Caro
leitor, os salvos têm seus corações cheios da bendita esperança da glória. Essa
verdade brilha em seus corações e nada pode apagar essa viva chama acesa pelo
Espírito Santo por ocasião da conversão. O que Deus fez para que os santos Dele
mirassem os portais da Nova Jerusalém? O que ocorreu para que homens e mulheres
salvos se aborrecessem daquilo que tanto amava – o mundo – a fim de que agora
pudessem mirar o reino invisível? A resposta é que Cristo passou a habitar
neles: “Cristo em vós”.
Mas quero
mostrar o quanto essa verdade vem carregada de santa prudência e de sabedoria
do alto. Devemos saber que essa esperança não anula a prosperidade mundana.
Os crentes sabem como conviver com os “lugares altos e baixos” da terra. Paulo
afirmou em Filipenses 4:11 que ele aprendeu “...a viver contente em toda e qualquer situação”. Eis aí uma
ilustração do que significa a vida aqui. Notamos isso na vida daquele judeu
crente, Mardoqueu, conforme a história do livro de Ester. Ele era o mesmo
judeu, a mesma pessoa que era antes, assim que assumiu o posto de um
governador. A prosperidade terrena não altera um coração santificado pela
graça.
Caro
leitor, é incrível ver como isso acontece no viver do salvo. Significa que as
glórias dessa vida presente são luzes que se apagam como palito de fósforo
aceso. Os crentes veem a vida aqui assim, porquanto tudo é avaliado à luz da
eternidade. Notemos bem que os crentes não jogam as riquezas fora; eles não as
tratam como lixo, mas sim como bens confiados a eles por Deus. Eles estão
prontos para administrar essas coisas com fidelidade. Normalmente Deus concede
aos Seus “cobertores” mais quentes, casas mais confortáveis e um viver mais
prazeroso. Os crentes foram chamados para habitar a terra: “Confia no Senhor e faze o bem; habita na
terra e alimenta-te da verdade” (Salmo 37:3). A terra pertence ao Senhor e
os santos são tão herdeiros dessas coisas perecíveis quantos são das não
perecíveis.
Veja bem
caro leitor como esse ensino nos conduz por trilhas santas e veredas retas. O
perigo jaz no nosso orgulho. Qualquer sinal de soberba é sinal de que Deus nos
livra de determinados pesos terrenos, porque assim não seremos aptos para
carregá-los e servir aos nossos semelhantes. Então, ao passarmos pelos altos da
terra, devemos estar preparados para suas descidas também. Nossa maturidade
está em aplicar essas situações adversas no viver. Tudo nesta vida deve ser
encarado assim, como tendo valor de utilidade, porquanto tudo se apaga com o
tempo. Quando nos aferramos às coisas terrenas, tendemos a desprezar os bens
eternos e assim nos afastamos do Senhor.
Veja bem,
que essas coisas se tornam úteis, mas não relevantes, justamente por
causa do seu uso temporário. Jó deixou essa verdade bem clara em sua confissão,
assim que ficou informado de que perdera tudo o que tinha: “...Nu saí do ventre de minha mãe e nu
voltarei...” (Jó 1:21). O que precisamos é adquirir grandeza de coração e
passarmos por processo de disciplina espiritual em nosso viver. Deus
continuamente nos mostra o quanto isso aqui, comparado com as glórias que hão
de vir, não passam de coisas inúteis. Fomos chamados para sermos herdeiros de
Deus e coerdeiros com Cristo, conforme a linguagem de um antigo hino: “Cristo
satisfaz minha alma, pois em meu lugar sofreu.Vida, liberdade plena, Sua
salvação me deu”.
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