segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A REAL ESPERANÇA (10)



“A eles Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, a esperança glória”. Colossenses 1:27
NOSSA ESPERANÇA FIRMA-SE EM COISAS ETERNAS: “...esperança da glória”.
         Caro leitor, os salvos têm seus corações cheios da bendita esperança da glória. Essa verdade brilha em seus corações e nada pode apagar essa viva chama acesa pelo Espírito Santo por ocasião da conversão. O que Deus fez para que os santos Dele mirassem os portais da Nova Jerusalém? O que ocorreu para que homens e mulheres salvos se aborrecessem daquilo que tanto amava – o mundo – a fim de que agora pudessem mirar o reino invisível? A resposta é que Cristo passou a habitar neles: “Cristo em vós”.
         Mas quero mostrar o quanto essa verdade vem carregada de santa prudência e de sabedoria do alto. Devemos saber que essa esperança não anula a prosperidade mundana. Os crentes sabem como conviver com os “lugares altos e baixos” da terra. Paulo afirmou em Filipenses 4:11 que ele aprendeu “...a viver contente em toda e qualquer situação”. Eis aí uma ilustração do que significa a vida aqui. Notamos isso na vida daquele judeu crente, Mardoqueu, conforme a história do livro de Ester. Ele era o mesmo judeu, a mesma pessoa que era antes, assim que assumiu o posto de um governador. A prosperidade terrena não altera um coração santificado pela graça.
         Caro leitor, é incrível ver como isso acontece no viver do salvo. Significa que as glórias dessa vida presente são luzes que se apagam como palito de fósforo aceso. Os crentes veem a vida aqui assim, porquanto tudo é avaliado à luz da eternidade. Notemos bem que os crentes não jogam as riquezas fora; eles não as tratam como lixo, mas sim como bens confiados a eles por Deus. Eles estão prontos para administrar essas coisas com fidelidade. Normalmente Deus concede aos Seus “cobertores” mais quentes, casas mais confortáveis e um viver mais prazeroso. Os crentes foram chamados para habitar a terra: “Confia no Senhor e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da verdade” (Salmo 37:3). A terra pertence ao Senhor e os santos são tão herdeiros dessas coisas perecíveis quantos são das não perecíveis.
         Veja bem caro leitor como esse ensino nos conduz por trilhas santas e veredas retas. O perigo jaz no nosso orgulho. Qualquer sinal de soberba é sinal de que Deus nos livra de determinados pesos terrenos, porque assim não seremos aptos para carregá-los e servir aos nossos semelhantes. Então, ao passarmos pelos altos da terra, devemos estar preparados para suas descidas também. Nossa maturidade está em aplicar essas situações adversas no viver. Tudo nesta vida deve ser encarado assim, como tendo valor de utilidade, porquanto tudo se apaga com o tempo. Quando nos aferramos às coisas terrenas, tendemos a desprezar os bens eternos e assim nos afastamos do Senhor.
         Veja bem, que essas coisas se tornam úteis, mas não relevantes, justamente por causa do seu uso temporário. Jó deixou essa verdade bem clara em sua confissão, assim que ficou informado de que perdera tudo o que tinha: “...Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei...” (Jó 1:21). O que precisamos é adquirir grandeza de coração e passarmos por processo de disciplina espiritual em nosso viver. Deus continuamente nos mostra o quanto isso aqui, comparado com as glórias que hão de vir, não passam de coisas inúteis. Fomos chamados para sermos herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo, conforme a linguagem de um antigo hino: “Cristo satisfaz minha alma, pois em meu lugar sofreu.Vida, liberdade plena, Sua salvação me deu”.  

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