Que tipo de Deus?
Alguns
dizem que Jesus afirmava ser apenas uma parte de Deus. Porém a ideia de que
todos nós fazemos parte de Deus e de que dentro de nós está a semente da
divindade simplesmente não é um sentido possível para as palavras e ações de Jesus.
Tais pensamentos são revisionistas e não condizem com seus ensinamentos, suas
crenças e com o entendimento de seus ensinamentos por parte de seus discípulos.
Jesus
ensinou que ele era Deus do modo que os judeus entendiam Deus e que as
Escrituras Hebraicas retratavam Deus, e não do modo que o movimento da Nova Era
entendia Deus. Nem Jesus nem seu público conheciam Star Wars, então quando
falavam de Deus, eles não estavam falando de forças cósmicas. Trata-se
simplesmente de uma má história para redefinir o que Jesus queria dizer com o
conceito de Deus.
Lewis
explica:
Vamos
esclarecer isso. Entre panteístas, como os indianos, qualquer pessoa poderia
dizer que é parte de Deus, ou um com Deus… Porém este homem, por ser judeu, não
poderia dizer que era esse tipo de Deus. Deus, em seu idioma, significava Estar
fora do mundo, aquele que criou o mundo e era infinitamente diferente de
qualquer outra coisa. Ao entender isso, você verá que o que esse homem disse,
de forma muito simples, foi a coisa mais chocante jamais dita por um homem.
Com
certeza existem aqueles que aceitam Jesus como um grande professor, porém ainda
recusam chamá-lo de Deus. Como deísta, sabemos que Thomas Jefferson não tinha
problemas para aceitar os ensinamentos morais e éticos de Jesus e ao mesmo
tempo rejeitar sua divindade. Porém
como já dito, se Jesus não era quem afirmava ser, então é preciso analisar
outras possibilidades, nenhuma das quais faria dele um grande professor moral.
Lewis disse: “Estou tentando impedir que qualquer um diga a coisa mais
insensata, que as pessoas dizem frequentemente, sobre Ele: ‘Aceito Jesus como
um grande professor moral, porém não aceito as afirmações de que ele era Deus’.
É exatamente isso que não podemos dizer”.
Em sua missão em busca da verdade, Lewis sabia
que não era possível aceitar as duas identidades de Jesus. Ou Jesus era quem
ele afirmava ser, a encarnação de Deus, ou suas afirmações eram falas. Se
fossem falsas, Jesus não poderia ter sido um grande professor moral. Ele
estaria mentindo de propósito ou teria sido um lunático com um complexo de
Deus.
(extraído)
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