“Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei
para o deserto, e lhe falarei ao coração” OSÉIAS 2:14.
ENVOLVENDO
O PECADOR NA SOLIDÃO: “...e a levarei para o deserto...
Ó,
quão precioso é para a alma, quando é envolvida nessa solidão, levada pelo amor
de Deus até esse deserto! Ó que amor glorioso! Que você amigo medite nisso com
satisfação, porque esse “deserto” está apenas revelando o quanto a alma é
bem-aventurada! É melhor essa solidão com Deus, do que estar sendo enganado
agora no meio da multidão mundana, para depois curtir a solidão eterna e
atormentadora. Caro leitor, o trabalho da graça é assim e Ele opera em
indivíduos. Tenho visto muitos querendo puxar consigo esposo, esposa, filhos e
outros. Mas não é essa a forma que Deus age quando opera Sua salvação aos
perdidos. A salvação é um acontecimento individual e quando Ele salva está
indicando que Ele assim o fez, porque quis fazer, segundo a liberdade da Sua misericórdia.
Vou tentar
aprofundar-me um pouco mais em expor essa verdade tão preciosa aos corações.
Para isso é bom que eu tome ilustrações tiradas da própria Palavra de Deus. A
vida de Jacó foi assim. Veja como Deus tirou aquele moço da companhia de seus
pais. Jacó era o
Queridinho de sua mãe Rebeca, mas ali a
companhia dos pais certamente serviria de empecilho à obra da graça na vida de
um pecador. O que Deus fez? Ele simplesmente tirou Jacó de sua zona de conforto
e levou-o à solidão de uma longa viajem e para a companhia de um tio perverso –
Labão. Mas foi nessa circunstância tão adversa, triste e de cortar o coração de
saudades que Deus falou ao coração de Jacó. Foi assim que ele conheceu o Deus
de Betel e pode ter seu nome mudado de um trapaceiro – Jacó, para Israel – príncipe
de Deus. Quando Jacó foi, era o homem vaidoso, arrogante e pretensioso. Quando
voltou vinte anos depois era um novo homem, humilde e que havia aprendido de
Deus e com Deus e assim preparado para dias de sofrimento que haveriam de vir.
Caro
leitor, a solidão no deserto com Deus é o meio que Deus utiliza para arrancar
coisas preciosas da vida, a fim de mostrar o quanto Ele é precioso e
suficiente. No pecado o homem acumula aquilo que ele pensa ser tesouro. O que
Deus faz é arrancar essas “preciosidades” carnais, a fim de mostrar o quanto
tudo isso não passa de serem tapetes no caminho para o inferno. Deus tirou de
Noemi todo seu tesouro; arrancou-lhe tudo aquilo que era tão precioso para uma
mulher e mãe, porque morreram seu marido e seus dois filhos. Que “deserto
abrasador” para aquela alma! Mas aquela solidão elevou Noemi à posição de fé
que deixou marcas eternas de um exemplo que perdura para sempre. É no deserto
que Deus mostra o quanto esses tesouros são ilusórios, são ídolos no viver e
que devem ser considerados inúteis, quando comparados ao amor do Senhor. É no “deserto”
com Deus que podemos ver o quanto somos insensatos; o quanto somos loucos por
acumular veneno; o quanto trabalhamos neste mundo para acumular riquezas, fama,
aplausos e prestígios mundanos. Ao conhecer Cristo Paulo considerou tudo, até
mesmo suas ambições religiosas como lixo.
Meu
caro leitor, o “deserto” com Deus é o melhor e mais precioso lugar para a alma
estar. Não despreze essa preciosa e eterna benção, mesmo que lhe custe choro e
tristeza de uma noite de aflição e amargura. O Senhor está esvaziando seu ser;
Ele está pondo a mão naquilo que é inútil para atirar fora. Olhe o Senhor pela
fé! Contemple a preciosidade de Cristo agora! Veja o quanto Ele é maravilhoso!
Veja o quanto o amor Dele por perdidos pecadores vale mais do que todos os
tesouros acumulados deste mundo! Quando Ele tira aquilo que para nós era o
melhor é porque Ele há de dar o excelente; quando Ele retira aquilo que para
nós parece ser tesouro é para mostrar o quanto aquilo não passava de bijuteria,
para posteriormente encher nosso ser das joias preciosas da graça.
Tudo
isso Ele o faz porque amou perdidos pecadores e quer resgatá-los e livrá-los da
perdição eterna!
Nenhum comentário:
Postar um comentário