“Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei
para o deserto, e lhe falarei ao coração” OSÉIAS 2:14.
NO
PODER DA GRAÇA QUE ATRAI: “...eis que eu a atrairei...”.
Caro
leitor, o que Deus faz para atrair o pecador para Si é algo realmente
maravilhoso e digno de nossa apreciação e louvor. Cada crente pode contar sua
própria história e tem muitas mais fascinantes do que outras. As vezes acontece
de uma forma tão simples, mas o poder de atração para Si é o que Ele faz com
todos. Quando Mateus foi atraído para a mensagem foi algo repentino, pois
bastou que o Senhor o chamasse: “Segue-me”, imediatamente ele deixou tudo para
segui-lo (Mateus 9:9). Mas com Saulo de Tarso foi diferente, pois o Senhor
marcou encontro com um homem disposto a perseguir os crentes, sem saber que
estava procurando o Nazareno. Foi ali na entrada de Damasco que a luz radiante
da glória de Cristo afugentou todos, para deixar Saulo sozinho para escutar a
voz do Senhor.
Esse
é o poder da graça e o Senhor opera como Ele quer e quando Ele bem quiser. O
mundo é Seu palco de atuação e toda criação é instrumento de seu serviço, a fim
de que os fugitivos do amor sejam alcançados. Às vezes Ele permite que circunstâncias
desagradáveis desabem sobre o viver de alguns crentes, a fim de que caminhos
sejam abertos e outros sejam salvos. Foi assim com a família de Elimeleque e
sua família (Rute 1). Ele simplesmente desobedeceu a Deus deixando seu povo
para ir morar no meio de um povo pagão – os Moabitas. Morreu Elimeleque e seus
dois filhos, deixando três mulheres viúvas, desamparadas. Ora, tudo parecia tão
obscuro e sem qualquer luz, mas foi nesse labirinto de insegurança que a fé de
Noemi se ergueu e tomou a resolução da obediência – voltar para Belém. O que aconteceu?
Foi ali que brotou a fé vinda do Senhor no coração de Rute – a Moabita. Quem
esperava isso? Mas é assim que Deus faz, pois quando o desespero chega à vida
do Seu povo, eis que funciona para abrir caminho da viva conversão e fé. Rute
foi a manifestação dessa obra da graça.
Caro
leitor, que poder maravilhoso da graça: “Eis que eu a atrairei...”. Muitas
vezes Deus permite que a escuridão das provações e as armas da morte sejam
vistas com intensidade neste mundo, mas tudo isso serve apenas como trator para
abrir caminhos para a demonstração da Sua força em chamar e salvar perdidos.
Quem ler o cap. 2 acerca da vida de Raabe há de parar e admirar as maravilhas
desse poder atuante de Deus num mundo cheio de juízo e morte. Pois é, bem ali
habitando numa cidade condenada à destruição estava alguém que aguardava ansiosamente
a chegada dos espias. Ora, Raabe tinha ouvido a respeito do Deus de Israel; a
história do que Deus tinha feito no mar vermelho foi suficiente para deixá-la
ansiosa para declarar ao povo de Israel que ela era confessadamente uma alma
convertida ao Deus vivo e que estava decidida a segui-Lo. Meu caro leitor, bem
ali, num lugar que mais parecia um explosivo pronto a ser detonado pela ira de
Deus, o Senhor atraiu para Si alguém que ninguém esperava que um dia iria crer
e ser participante do povo de Deus.
Mas
eu quero encerrar esta página para falar de Joabe. O general do exército do rei
Davi não passava de um assassino e não tenho dúvidas que Davi errou em demasia
quando escolheu seu primo para um cargo que deveria ser ocupado por um dos
heróis do seu exército. Mas foi no final da vida de Joabe que percebemos a
forma compassiva de Deus em atraí-lo. Joabe sabia que iria morrer e que seria
castigado sendo atravessado pela espada do rei Salomão. Quando percebeu seu
momento final, aquele homem correu para onde? Foi segurar nas pontas do altar.
Incrível! Ele iria ser executado, porque merecia a pena capital. Joabe sabia
que entre os homens não haveria qualquer lugar de compaixão, mas com Deus sim.
Por isso ele apelou para morrer no lugar certo; apelou para o perdão de Deus;
apelou para que sua alma fosse recebida por Deus. Que arrependimento! Que
preciosa lição de fé e confissão!
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