“Mal os deixei, encontrei logo o amado da
minha alma; agarrei-me a ele e não o deixei ir embora, até que o fiz entrar em
casa de minha mãe e na recâmara daquela que me concebeu” (Cantares 3:1-4).
ESTAVA
PERDIDO, MAS FOI ACHADO “...agarrei-me a Ele
e não o deixei ir embora...”.
Amigo leitor, eis aí o verdadeiro
encontro entre o pecador e seu salvador: “Agarrei-me a Ele, e não o deixei ir embora”. Quando a graça atrai, a fé avança na direção certa até
o lugar do encontro. Quando o homem vai a busca da salvação, a corda da
misericórdia o puxa até o lugar certo, porque é uma ação do coração: “Buscar-me-eis e
me achareis, quando me buscardes de todo vosso coração” (Jeremias 29:13). Não é algo natural; não é uma mera
decisão; não é resultado de uma persuasão externa. A obra é do Espírito de Deus
vivificando a Palavra no coração, abrindo os olhos do pecador para a verdade, a
fim de ver o glorioso Rei dos Reis e Senhor dos senhores.
Qual foi a reação daquela mulher ao
vislumbrar o seu Amado? “...agarrei-me a Ele, e não o deixei ir embora”! Eis aí o significado prático do encontro do pecador
com o Salvador. Eis aí o que Cristo Jesus, o Filho de Deus representa para os
pecadores. Nada tem a ver com o Cristo moderno, o Jesus que satisfaz os anseios
carnais e mundanos; o Jesus da prosperidade, do sucesso material; o Jesus que
alavanca as emoções religiosas dos infiéis. Satanás se disfarça bem de Jesus e
se coloca nas esquinas, nas igrejas, nas ruas, nas praças, pela televisão e
pelo rádio, apresentando-se como a verdadeira solução para “abençoar” os
iníquos caminhos das multidões tão solícitas na busca dos prazeres terrenos.
O homem arrependido e contrito não vive
à busca desse elemento enganador que tem contagiado milhares em nossos dias.
Para a alma humilhada o mundo está sendo rasgado como papel, passando como
fumaça. Ele vive como peregrino à procura do lar; vive como um órfão à procura
de uma família; sabe bem que esta vida vai findar e anela saber como chegar ao
céu. O homem quebrantado no coração não busca uma vida fácil aqui, porquanto
reconhece agora a trivialidade e o engano deste mundo.
Positivamente, o homem arrependido
busca a salvação e quer conhecer o Salvador. Seu problema é na alma, por isso
busca recursos eternos e não meros alívios físicos; é um escravo que tem em
vista ver-se livre das algemas e grilhões do pecado. Quer ser liberto na alma
para andar pelo caminho do dever, da santidade e obediência a Deus.
Sendo assim, o que a fé fará ao ver o
Salvador tão perto? Há de agarrá-Lo! É realmente um encontro encantador, porque
nesse encontro há uma reciprocidade de prazer. É uma satisfação para uma alma
aflita achar seu Senhor, bem como há um prazer no Salvador em ter perante Ele
um dos Seus escolhidos. Enquanto a fé diz: “Achei meu Salvador!”, o Senhor diz:
“achei um pecador!”. A alma salva, doravante poderá dizer: “Cristo, tu és meu”!
Sendo assim, Por que voltar atrás? Não há razão para isso! A alma está segura e
aprisionada pelo amor eterno; está abraçada e dominada pelo poder soberano do
Deus que afirma ter Suas ovelhas em Sua mão e que não há de perder nenhuma
delas.
Amigo, estamos tratando aqui da
conversão verdadeira. Quando pecadores voltam para o fascínio mundo, é porque
jamais foi a Cristo. Não há um crente genuíno que tenha mais prazer pelo brilho
ilusório deste império terreno. Os constantes desejos carnais são vencidos pela
fé estribada na Palavra. A carne, o mundo e o diabo são constantemente postos
na periferia, por causa do amor a Cristo, o Sol da Justiça.
Amigo, você é uma alma satisfeita? Não
somente achou o Salvador, como também anda com Ele rumo ao céu em plena
convicção? Foi tirado o peso atroz da culpa que dominava sua alma? Está
plenamente certo que é um peregrino e forasteiro que caminha rumo ao lar?
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