sexta-feira, 14 de agosto de 2020

SALVOS PARA AS BOAS OBRAS (9)


                              
“Pois somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de
antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios  2:10)
A ATUAÇÃO DA GRAÇA NO VIVER DESSE POVO: “... para as boas obras...”
        As boas obras também exibem traços de justiça. Nunca os santos de Deus mostrarão as suas obras sem que nelas estejam aquilo que é tão exaltado na bíblia – a justiça. Vida cristã é justiça, por isso que a bíblia tanto fala sobre esse dinâmico e maravilhoso ensino. O que mais vemos hoje são homens e mulheres com nomes de “evangélicos”, mas o viver em nada expressa justiça. Toda atividade deste mundo é traçar suas rotas sem as marcas da justiça divina. Em nossa época onde o homem é destacado como o homem secularizado e independente. Deus hoje é um tipo auxiliador dos homens, a fim de que eles conquistem mais e mais seus ideais terrenos. Pastores sérios se veem cercados do fato que não há mais interesse por vida santa, humilde e disposta a carregar a cruz.
        Todo estilo de vida hoje indica que o viver de justiça foi implodido e transformado em cinzas. As obras dos chamados crentes aparecem com amor desvinculado de santidade e das reais manifestações da justiça de Cristo nos crentes. O lar está cada vez mais sendo destroçados, porque cada um se ocupa na busca pelo dinheiro e consequentemente o conforto. Mulheres não querem cumprir com justiça o dever de serem mães dedicadas e boas esposas; homens inspirados na capacidade de suas esposas simplesmente cederam e deixaram que a democracia entrasse em seus lares. Poderia gastar tempo aqui mostrando os sinais dessa tragédia, que culmina com a falta de busca de conselhos que usam a autoridade bíblica. Então, obras sem perfeita justiça não podem ser chamadas de “boas obras”. Nós os crentes somos neste mundo os servos da justiça, por isso os sinceros crentes hão de mostrar esses santos traços no viver.
        Certamente o assunto sobre justiça é vasto para ser tratado aqui, mas vou deixa-lo, a fim de falar sobre a presença de santidade nas boas obras. Onde há justiça, a santidade está presente e onde há santidade é sinal que há justiça. Mas a presença da santidade nas boas obras é o ingrediente que revela a origem dessas boas obras. Os homens do mundo podem mostrar belas obras, mas elas jamais serão adornadas e perfumadas da santidade. Onde Cristo é glorificado em nossos atos os homens jamais serão exaltados. Foi essa santidade que fez a diferença na vida de José, bem como na vida de milhares de santos de Deus que passaram pelo mundo. Veja como o crente é aquele que faz as coisas, sem, contudo se aparecer. Muitos deles passam a vida de forma obscura, mas só a eternidade mostrará o quanto esses heróis da fé vão brilhar como estrelas refulgentes. Normalmente não prestamos atenção na lâmpada que brilha, porque nosso interesse é pela luz. As boas obras têm como meta a utilidade e foi assim que não demorou em que José fosse exposto para o mundo como um homem que foi grandemente útil.
        Se quisermos ser usados por Deus precisamos nos purificar de toda contaminação mundana. O mundo se contenta com qualquer instrumento, mas Deus só utiliza os vasos puros. Se não nos humilharmos para total obediência, certamente seremos postos fora como inúteis. Onde a natureza carnal prevalece, a glória de Deus não estará presente. As boas obras não têm em vista publicar nossas honras. Elas vão exibir o Deus glorioso em nosso viver. Se quisermos que Cristo brilhe em nós, então nossos interesses egoístas devem ser atirados para longe. Precisamos saber que satanás vai atirar pedras para tentar quebrar as lâmpadas e foi assim que ele fez quando na história sempre procurou deturpar a verdade e perseguir os santos do Senhor. Que nosso Senhor nos mantenha humildes e dedicados a Ele.

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

QUANDO DEUS FECHA A PORTA (2)



“E os que entraram eram macho e fêmea de toda carne, como Deus lhe tinha ordenado; e o Senhor o fechou dentro (Gênesis 7:16)
FOI DEUS QUEM ABRIU A PORTA
        Ontem, ao digitar esta segunda lição, na hora de envia-la, sem querer terminei deletando e assim perdi tudo me sentindo frustrado, após uns 40 minutos de trabalho perdido. Mas vou retomar o assunto na esperança de fazer esse serviço ainda melhor. O fato que Deus mesmo que fechou a porta da arca nos traz a lição que foi Ele mesmo quem a abriu, e não Noé. Este apenas aparelhou a arca, mas ela em tudo foi uma expressão de Sua infinda compaixão pela raça e pelos animais. A arca representa ali um Deus de amor que recolhe Sua criação de homens e de animais.
         A arca estava dizendo a todos os que ficaram de fora que o juízo de Deus estava do lado de fora, enquanto a compaixão de Deus habitava lá dentro. Deus estava mostrando ao mundo perdido que seus pecados vieram com consequências eternas sobre eles; que o mundo que eles tanto sonhavam ter era digno das mais terríveis fúrias da cólera de Deus e tudo isso veio em forma do dilúvio. Deus também mostrava que Sua criação iria continuar; que os planos de Caim foram destroçados e jogados na cova do além. Além disso, Deus estava mostrando que Seus gloriosos e eternos objetivos de alcançar o mundo inteiro com Sua tão grande salvação seriam alcançados e que a multidão que se afundaria nas aguas diluviais estaria glorificando o fato que Deus é glorioso em punir; que Ele é glorioso tanto fora da arca, quanto dentro dela.
        Nem podemos imaginar quantas lições sábias e etenas essa história da arca traz para os homens hoje. Como sou desta geração, então devo erguer minha voz e pregar o que é ordenado que eu pregue. O Deus que fechou a porta é o mesmo Deus que abriu a porta da salvação aos pecadores. Oh! Que saibamos que em nós, homens e mulheres desta orgulhosa e arrogante pós-modernidade em nada somos diferentes daquela geração que sucumbiu sob as aguas do universal dilúvio. Poderia tomar tempo para mostrar o quanto aquele povo, em vários aspectos, materialmente falando era superior a nós. Mas não importa aquilo que somente promove vaidades. O que importa se houve um tempo quando muitos viveram melhor do que nós hoje? A morte é juíza que declara que todos hão de morrer. O segredo da vida é viver por Cristo e morrer por Ele e foi isso que fez a real diferença para Enoque e para Noé.
        Assim, posso expor aqui o fato que não há merecimento no homem. Se no mundo alguns parecem materialmente mais brilhantes que outros, experimente fazer uma visitinha no cemitério para ver o que isso significa. O que diz a bíblia? “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23). Se ignorarmos essa lição, significa que nosso ser está tomado da terrível e enganosa vaidade. Uma casa bela, uma vida cheia de bens materiais, um viver fisicamente sadio, etc. tudo isso parece ser tão chamativo aos olhos de muitos, mas a verdade é que todos “...estão destituídos da glória de Deus”. Quando esse fato chega ao coração, eis que tudo resulta em atitude que faz separação entre o mundo e o céu. Foi isso o que aconteceu com aqueles justos apresentados nas Escrituras no período pré-diluviano.
        Amigo, o que nós somos? Será que a raça do pós-dilúvio foi melhor? O dilúvio sepultou milhões, mas não sepultou a queda e nem sepultou a natureza caída e pervertida do homem. O dilúvio parece com o batismo, pois quando alguém é batizado, longe de achar que seus pecados ficaram no fundo. O velho homem em Adão não morre afogado e isso só pode acontecer quando Cristo salva o perdido. Foi assim que Noé fez, pois pela fé ofereceu melhor sacrifício do que Caim. Impressionante! Aquele homem vislumbrou a porta do Paraiso aberta e marchou com coragem para lá, crendo na suficiência do sangue do Cordeiro simbolizado na oferta feita pela fé.

SALVOS PARA AS BOAS OBRAS (8)



“Pois somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de
antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios  2:10)
A ATUAÇÃO DA GRAÇA NO VIVER DESSE POVO: “... para as boas obras...”
        Ah! Nem sequer imaginamos como são belas, santas e úteis as boas obras! Uma vez que foram de antemão preparadas por Deus, então vale a pena examinar de perto essas grandes oriundas da eternidade: “...de antemão preparou...”. Passar por cima é ignorar as joias, cujo valor é imenso. Além disso, a igreja é ornamentada para expor essas grandezas de Deus no mundo e assim a noiva há de enaltecer o Noivo Amado.
        Primeiramente, digo que as boas obras não vêm dos homens e nem podem ser produzidas pelos homens. Já mencionei o fato que os homens podem produzir obras, mas não as boas obras. Aliás, as obras dos homens muitas vezes parecem ser belas e muitas vezes o mundo se encanta com alguns atos de homens em favor de nações e do mundo inteiro. Mas essas obras são marcadas pelo pecado; elas estão carregadas de corrupção e não há uma sequer que tenha qualquer peso de valor perante Deus. Todos os atos de Judas, mesmo sendo feita juntamente com os discípulos e mesmo que foram pintadas do verniz da espiritualidade, elas morreram com ele e foram lançadas no além como lixo, completamente desprezadas por Deus.
        Às vezes as obras parecem ser de homens, mas são provenientes de Deus. Antes da sua conversão, Cornélio foi um homem de grandiosos gestos, mas tudo o que aquele homem fazia era Deus de antemão preparando aquela alma para aquele maravilhoso encontro Salvador. Cornélio não se inspirava em suas obras para a salvação, por isso aceitou com coração sincero a salvação em Cristo (Atos 10). Têm bons homens no mundo, e muitos são amados por parentes, amigos, por causa de seus atos de bondade, educação, respeito e justiça, mas que jamais foram salvos. Normalmente as obras feitas pelas atividades da carne já recebem suas recompensas aqui mesmo. Elas não foram preparadas de antemão na eternidade por Deus. Portanto, cuidemos bem em discernir o que significa “obras” e “boas obras”.
        Outra verdade digna de nossa atenção é do fato que as boas obras exibem determinados traços, jamais achados aqui. Um desses traços é que nelas brilha a glória de Deus, por isso não podem ser produzidas nem sequer imitadas. Temos que avançar no conhecimento dessas verdades. Por exemplo, vemos que nas boas obras estão os traços do amor de Deus, e nisso os homens não podem sequer imaginar. Homens amando perdidos pecadores? É impossível! Todos nós juntamente nos afundamos na areia movediça deste mundo encharcado do pecado. Se estendermos as mãos para os outros, certamente afundaremos mais. As boas obras mostram que o grande Deus amou um povo na eternidade e veio aqui para exibir Seu amor por esses pecadores.
        Notemos o quanto santos no passado mostraram isso. A reação deles em face da perseguição e até mesmo da morte, foi de completa submissão a Deus, sem qualquer atitude retaliativa. Por que isso? A resposta foi que esses homens, após conhecerem o amor salvador do Senhor em suas vidas, não mais passaram a agir com ódio e com vingança. Vemos isso na vida de Estêvão, porque mesmo sob os alvos das pedradas de seus algozes, ainda orou por eles: “Senhor não lhes imputes esse pecado”. Ora isso é o que? “Boas obras”. Quem no mundo faria isso?
        Ali perante o corpo morto de Estêvão estava Saulo de Tarso que se dispôs a se erguer em procurar outros crentes para mata-los com profunda ira. Mas o que aconteceu? Ao ser achado pelo Senhor e ser levado à conversão, eis que incrivelmente amou aqueles que lhe perseguiram cruelmente. Isso revela as boas obras, as quais jamais foram conhecidas pelo mundo, porque elas expressam o amor de Deus em Cristo.

Pregação - O convite de Deus através da igreja - Apocalipse 22:17 - Pr. ...

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

SALVOS PARA AS BOAS OBRAS (7)


                               
“Pois somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios  2:10)
A ATUAÇÃO DA GRAÇA NO VIVER DESSE POVO: “... para as boas obras...”
        Por que as boas obras? Por que não fomos salvos e imediatamente levados para nossa cidade santa? Por que não aconteceu conosco, o mesmo que ocorreu com milhares de santos, que após a salvação partiram, deixando esse mundo de uma vez por todas? A resposta aparece no texto acima de Efésios 2:10. Notemos bem que nos imediatos versos que precedem o texto, o povo de Deus é marcado como o povo salvo e destinado aos lugares celestiais. Estando cientes dessa verdade, o que vem ao nosso entendimento é aquilo que Cristo falou em Mateus: “Não se pode esconder a cidade edificada sobre o monte”. Eis aí a cidade santa, o povo de Deus brilhando do Alto como o sol, a fim de iluminar um mundo em escuridão. As boas obras dos salvos são as joias do céu na terra.
        Primeiramente elas refletem a glória de Deus. O alvo de Deus é exibir no mundo as façanhas da glória da Sua graça. Deus está anunciando ao mundo que tudo o que o mundo precisa vem Dele; que toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do Alto e não daqui. Disparadamente, a igreja no mundo é motivo de intenso ódio de satanás. O príncipe das trevas não contava com essa luz. Para Ele o pecado e a morte seriam trevas perpétuas no mundo; ele não contava com a nova criação. A igreja é a criação que jamais será atingida pelos males do pecado, porque é algo do céu na terra. O pecado atingiu o pó terreno, mas não do céu. O pecado veio e aniquilou tudo, trouxe silêncio absoluto e satanás mobiliza os mortos para suas obras mortas.
        Mas o fato é que a igreja é inatingível e intocável pelas mortíferas armas do pecado, da morte, do diabo e de todos os poderes das trevas. A igreja não é geração de um Adão caído, mas sim do Adão perfeito, santo e Justo em todos os aspectos. Por esse fato temos que atentar para essas obras. Elas dizem que os salvos são pessoas vivas e que os não salvos estão mortos. As boas obras testificam que é o Espírito Santo que fortificam os santos na graça, a fim de que operem no mundo para a glória de Deus. As obras feitas pelos não salvos são produtos realizados pelo espírito que opera nos filhos da desobediência. As boas obras transmitem o cheiro perfumado da graça, enquanto as meras obras feitas pelos homens mundanos exalam o cheiro terrível da morte.
        Ora, não podemos esperar melhoras no mundo que aos olhos de Deus não passa de ser um cemitério. Tem como melhorar um ambiente assim? Suas flores são enfeites de mortos; suas músicas anunciam as mentiras; suas obras são marcadas e projetadas para o fogo. Elas não têm duração perpétua: “O mundo passa com suas paixões e concupiscência...”. Como esperar melhoras num ambiente corrupto e corruptível? Podemos melhorar os mortos? Os homens aqui podem aspirar dias melhores, mas o que acontece é que os melhores homens vão se corromper e as maldades em sua profundidade vão aumentar, caso Deus não intervir. Poderá vir dias melhores, de progresso material, mas não de progresso espiritual. A marcha deste mundo prossegue na impiedade, por isso veremos o dia do Senhor sendo desonrado, as famílias sendo destruídas, a crescente ausência de homens piedosos e o avanço de maldades aterrorizantes.
        O mundo pode estar preparado para ser religioso e projetado para os ideais dos homens, mas não de Deus.  Eles vão zombar de Deus e lutarão para destruir os cultos piedosos; tudo farão para se misturar com o povo de Deus e dizer que Deus é pai de todos e assim é este mundo com suas obras, chamadas de “obras mortas”. Que o Senhor nos livre disso e que acompanhemos de perto os santos e eternos planos de Deus para Seu povo na face da terra.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

QUANDO DEUS FECHA A PORTA (1)


“E os que entraram eram macho e fêmea de toda carne, como Deus lhe tinha ordenado; e o Senhor o fechou dentro (Gênesis 7:16)

INTRODUÇÃO: Eu posso imaginar o quadro de horror e desespero que teve início na face da multidão ao ver a porta da Arca sendo fechada definitivamente para eles. Deus não ordenou a Noé para que ele entrasse e trancasse a porta. Talvez Noé quisesse usar de compaixão e puxasse algum parente para dentro da arca. Mas o fato é  que foi Deus quem a fechou.  A compaixão divina deu-lhes uma oportunidade de 120 anos, provando que o Senhor é tardio em irar-se, mas grande em poder.

        Normalmente ignoramos os juízos de Deus justamente porque não enfrentamos tragédias como aquela. Enfrentamos algumas tragédias locais, ou mesmo ouvimos de algumas catástrofes que envolveram algumas nações, como um tsunami ou terremoto, matando milhares. Mas como não fomos vítimas ou que não houve algum parente nosso que morreu, então, ficamos pasmados por algum tempo, mas logo esquecemos e a vida tende a seguir. Eu tenho pregado em vários lugares e sempre percebo isso, que quando a vida está boa, confortável e “abençoada”, conforme a linguagem do ovo hoje, então não há qualquer reação de medo nos corações. Parece que os juízos de Deus estão distantes. Achamos que acontecimentos terríveis não chegarão a nós.
        A única mensagem de juízo que acordou uma cidade inteira foi aquela que Jonas pregou em Nínive. Ele nada falou da graça nem do amor de Deus. Ele somente avisou que fatalmente o juízo iria vir e foi o suficiente para que houvesse um rebuliço completo da população. Mas foi o Deus de compaixão que acordou a população de Nínive e isso significa que há perigo quando Deus vem somente com suas armas na cintura, mas não traz consigo a maleta da misericórdia e graça. Foi assim nos dias de Noé. Por anos e anos ele empunhou Sua mensagem de amor, paciência, bondade e ternura, mas assim que Noé com seus filhos e esposas ocupou o lugar na arca juntamente com os animais, eis que Deus apareceu munido de Seus justos e santos juízos. Ele veio para trancar a porta e trancou também a porta de Sua compaixão para não escutar choro, gritos e angústias da morte
        Que lição impressionante temos diante de nossos olhos, mostrando o perigo no qual se encontram aqueles que ousam persistir em seus pecados, recusando ir a Cristo em sincero coração de arrependimento. A porta fechada da arca traz essa lição para indivíduos e nações que Deus ainda está fechando as portas. A arca de Noé traz consigo brilhantes lições desse evangelho, e tais lições devem chamar nossa atenção, porque sua mensagem é para agora mesma, é a mensagem oportuna de Deus. O dilúvio de água, como Deus mesmo prometeu não tomará mais o planeta, mas isso não significa que Deus retirou Sua mão de juízo. A bíblia inteira mostra que o trajeto de Deus no meio dos homens é de juízo e misericórdia. O Deus que salva um, também pune outros. O Deus que usou de compaixão com Israel no Egito é o mesmo Deus que não poupou em matar egípcios. O Deus que expõe Seu amor a alguns é o mesmo Deus que expõe Seu terror para milhares; o Deus que chamou e enviou Abraão e Sara é o mesmo Deus que foi à frente do casal e repreendeu reis para que não tocassem neles.
        A missão do evangelho neste mundo é avisar aos homens que a porta da graça está aberta, mas que Deus pode fechar a qualquer momento para muitos. Muitos que passaram a vida, vendo a porta aberta, mas não entraram, morreram devido ao juízo de Deus que fechou a porta definitivamente. Não há na bíblia esse evangelho medíocre, que apenas mostra um Deus de amor, sem expor o fato que esse Deus é o Deus de terror. Alguns dizem que o evangelho que pregamos causa medo nas pessoas, mas é para isso mesmo, porque o Senhor vem na sua carruagem da graça, munido de Sua salvação apenas para os que se humilham e confessam.

SALVOS PARA AS BOAS OBRAS (6)



“Pois somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios  2:10)
A ATUAÇÃO DA GRAÇA NO VIVER DESSE POVO: “... para as boas obras...”
        Como havia falado anteriormente, a criação é apenas a “caixa de papelão” onde Deus colocou sua joia preciosa. Mas, como foi que Deus fez isso? Deus está usando a criação para trazer à lume as maravilhas do grande projeto da eternidade – o povo eleito. Cristo destruiu na cruz todo horror e feiura trazidos pelo pecado e tudo o que fora amaldiçoado pela lei.
        Agora chegou o momento para que conheçamos um pouco mais a atuação da poderosa graça na vida desses que são chamados no texto: “...feitura de Deus...”. Notemos bem que a obra da graça vai além da salvação do inferno. A obra da graça faz um trabalho completo, perfeito e eterno. A igreja está na terra para representar a glória dessa graça maravilhosa e superabundante. Se os salvos mostrarão na eternidade a glória das maravilhas da graça no universo, então o mundo é um lugar onde a exposição é feita em miniatura. Achamos bela a criação de Deus? Gostamos de ver as exibições do grande Criador em toda criação no céu e na terra? Então, o que encanta o coração de Deus? O que será que encanta os anjos agora? O que atrai a atenção do próprio Deus? Não são os atos impressionantemente poderosos da graça entre os homens.
        Na primeira criação, o Verbo Criador estava junto com o Pai: “Ele estava no princípio com Deus...”, mas na segunda criação o Verbo Salvador foi enviado pelo Pai do céu à terra. Na primeira criação o Verbo criador chamou a criação do nada a criação agora existente. Na segunda criação o Verbo salvador chama do reino do pecado e da morte elementos inexistentes. Que impressionante obra! Deus opera pelo chamado, conforme vemos na linguagem comum de Paulo, quando se dirige aos crentes: “Aos chamados que estão em Roma...”. Esse é o sistema da salvação bíblica, pois é Deus quem realiza a salvação e não o homem: “...criados em Cristo Jesus...”
        Posso assegurar que a nova criação reflete a glória de Deus. Tudo o que está manchado pelo pecado há de contaminar. A igreja santa é pura e foi posta aqui para brilhar no viver a glória desse Deus. Assim, todos os atos, as “...boas obras...” hão de mostrar que foi Deus que fez aquilo. Veja bem que há uma diferença entre o que feito por Deus e o que é feito pelo homem. O que é feito por Deus não chama a atenção dos homens, porque o mundo odeia a glória de Deus. O que é feito pelos homens sempre será atrativo ao mundo. O mundo parabeniza os atos lindos, belos e heroicos e premiam os homens. Mas a meta de Deus é a glória do nome Dele e se isso não ocorre por meio dos crentes, então Deus mesmo há de fazer uma varredura no ambiente. Foi isso o que ocorreu na igreja de Corinto, porque quando elementos humanos começaram a receber honras, eis que esses males trouxeram outros consigo, exigindo duras mensagens e disciplinas.
        Todo problema com Israel no Velho Testamento foi porque a glória de Deus estava sendo interceptada pela invasão da idolatria. As trevas entravam e ofendiam o Santo de Israel, por esse fato Deus intervia com terríveis castigos. Tudo na vida tem que mostrar a glória de Deus, caso contrário há de ser sepultado nas lavas da ira Dele. A igreja foi posta na terra para refletir a glória de Deus e é isso o que Paulo fala sobre as “boas obras”.
        Minha real esperança é que meus leitores estejam entendendo. Estou indo devagar na explicação, até que cheguemos a entender o que nosso Santo ensinador que nos mostrar nas profundidades de ensinos que são eternos. Glórias pois ao Seu grandioso nome!