domingo, 16 de janeiro de 2011

O DEUS DAS RECOMPENSAS

“E Deus fez bem às parteiras... E, porque as parteiras temeram a Deus, Ele lhes constituiu família” (Êxodo 1:20).

        As duas parteiras, Sifrá e Puá, mostram que Deus sempre tem suas testemunhas neste mundo, especialmente quando os inimigos cercam o povo de Deus e parece que não há qualquer esperança. Os heróis da fé brilham no meio da escuridão espessa do ódio de Satanás contra os santos de Deus. Entretanto, o lado mais belo dessa verdade é que o Senhor mostra a Sua retribuição aos que Lhe servem neste mundo. Podemos ver isso nas vidas daquelas duas crentes tão corajosas. Qual foi a recompensa de Deus para Sifrá e Puá? “... Ele lhes constituiu família”. O povo de Deus precisa saber o quanto vale a pena servir ao Senhor neste mundo e esperar sempre de Deus a recompensa. Ele recompensa até mesmo os Seus inimigos que Lhe prestam serviço, quanto mais aos Seus santos que por amor a Ele Lhe servem de todo coração.
        Meditemos na grandeza das recompensas de Deus. Primeiro, Suas recompensas são banhadas de verdadeiro valor. Deus deu para Sifrá e Puá aquilo que elas realmente precisavam - um lar. As recompensas de Deus chegam aos Seus servos revestidas de utilidade para o viver dos santos neste mundo.
        Em segundo lugar, as suas recompensas ultrapassam o valor temporal. Quando Deus nos concede Suas recompensas elas terão influência que valerão para nossas vidas aqui e na eternidade. Elas atingirão em bênçãos, não somente o aspecto físico de nosso viver, como também serão de inestimável valor para a alma.
        Em terceiro lugar, as Suas recompensas nunca serão como um peso insuportável. Elas chegam até nossas mãos banhadas da suavidade da graça; adornadas da ternura de um coração bondoso; perfumadas do aroma celeste como bem-vindas à nossa companhia para que realmente possamos viver.
        Em quarto lugar, as recompensas de Deus serão vistas como valorosas e úteis. Para um profano como Esaú elas para nada servem, mas para o crente Jacó é infinitamente melhor a posição de primogenitura do que um mero prato de lentilhas. Elas resultam em alegria, prazer, amor e satisfação no viver.
        Em quinto e último lugar, consideremos o fato que as recompensas de Deus também redundam em louvor a Deus. Aprendamos com Ana o que resultou de sua espera em Deus (1Samuel 1). Que alegre e rejubilante louvor brotaram do seu coração! Deus é glorificado através de Suas recompensas. Não há nenhum crente confiante que viva triste e amargurado por servir ao Senhor. Não há nenhum crente fiel à Sua Palavra e experimentado no viver cristão que não esteja glorificando ao Senhor no seu viver. A genuína fé não é um peso no viver do crente, pelo contrário, a fé perseverante sobrevoa as alturas do conhecimento da Glória de Deus.
        Povo de Deus espere a excelência que vem das mãos amorosas, justas e soberanas do Senhor. É melhor esperar em Deus do que colher frutos amargos e venenosos daquilo que o mundo cruel nos dá. O mundo dá, mas cobra muito caro, além de fazer com que suas recompensas se tornem transtorno e pesadelo para o viver assim como vemos acontecer com os ímpios.

GLORIOSO AMOR DE DEUS PELOS SEUS ELEITOS

“Como está escrito: Amei a Jacó...” Romanos 9:13
Como pode Deus amar um pecador? Somente a verdade da eleição pode explicar isso. Nada mais. À luz dos critérios humanos Esaú merecia mais do que Jacó as bênçãos prometidas. Mas, a história do amor eterno de Deus pelo Seu povo não se baseia em lógicas naturais, pois este é um território onde somente a genuína fé pode chegar, abraçar e proclamar que digno é o Senhor de toda honra e glória.
As Escrituras proclamam a linguagem Soberana: “... Amei Jacó...”. A verdade revelada vai mais além, para que toda boca da incredulidade seja tapada e a glória seja dada somente a Deus. Não houve uma parcialidade emotiva por parte de Deus ao fazer tal declaração, porquanto os gêmeos nem haviam nascido (Romanos 9:11). De três maneiras veremos esse amor de Deus pelo Seu povo através da vida de Jacó.
Primeiramente vemos que Deus amou um Jacó caído no pecado: “Mas Deus prova o Seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8). O nome “Jacó” significa “suplantador”. O suplantador é aquele que quer pisar seus semelhantes, ser superior aos outros. Jacó foi assim. Não fosse a intervenção da Graça de Deus aquele moço desde cedo teria a maior facilidade de passar os outros para trás em qualquer negócio, em outras palavras seria um trapaceiro. Por duas vezes mostrou essa esperteza contra Esaú seu irmão; mentiu para seu pai sem que houvesse qualquer consciência de erro, e foi assim até que lá adiante encontrou um “Jacó” pior do que ele, Labão, seu tio. Provamos em nossa inútil maneira de viver o quanto o pecado domina nossas vidas em determinados aspectos. Cristo salvou o ladrão na cruz; Cristo chamou um desonesto Zaqueu; Cristo chamou e salvou um Saulo religioso e fanático, etc.
Em segundo lugar vemos que Deus amou um Jacó de tal maneira que o atraiu aos Seus Braços: “... Com amor eterno eu te amei; com benignidade te atraí” (Jeremias 31:3). O Senhor fez assim com Jacó. Ele primeiro tirou Jacó da presença “protetora” de seus pais, então, fez com que Jacó ficasse só, completamente isolado, longe de qualquer amparo humano, à mercê de inimigos vorazes. Deixou atrás de si um Esaú amargo e vingativo sem saber que tinha pela frente um Labão avarento e disposto a matar por causa de suas riquezas. Ao tentar voltar para a casa de seus pais vinte anos depois, percebeu que estava indo de encontro à força armada de Esaú e fugia da força armada de Labão. Pobre Jacó, não tinha para onde fugir, a não ser para Deus. Deus faz assim com os pecadores que Ele há de salvar. Ele os coloca numa “zona de perigo” onde eles humilhados possam conhecer o arrependimento a fim de que invoquem o Nome do Senhor e sejam salvos.
Finalmente, sabemos que Deus amou um Jacó de tal maneira que o salvou e o transformou: “Fiel é a Palavra de digna de inteira aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar pecadores...” (1Timóteo 1:15). As tribulações da vida ocasionadas pelo Jacó suplantador foram instrumentos do amor eletivo de Deus para chamar aquele homem para Si mesmo. Que encontro maravilhoso aquele momento em que o Amor de Deus chegou para abrir os olhos de Jacó (Gênesis 32)! Foi ali sozinho que a Graça superabundou e venceu o velho homem chamado Jacó e o amor eletivo concedeu-lhe outro nome – Israel. Amigo leitor dei aqui um perfil bem superficial do amor de Deus em favor daqueles que Ele, em Cristo, resolveu salvar para Sua Glória. Esta verdade é doce para os corações que amam a Palavra da verdade. Deus amou pecadores.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Pastoras? Mulheres no Ministério?

Os defensores desta posição alegam que a autoridade eclesiástica de hoje é fruto de uma cultura machista judaico-primitiva, e de que agora, na luz do século 21, devemos virar a própria mesa nisso. Só que em nome da regra áurea de Mateus 7:12, se defendermos esta posição em favor da "igualdade", então teremos que pedir desculpas aos homossexuais, lésbicas e travestis (entre outros) porque a ciência e a cultura de hoje já nos ensinam que certas pessoas até nascem com esta tendência e, portanto, não é "pecado". E daí, chamamos ele de "pastora" ou ela de "pastor"? Como é que fica? Enfim, Deus errou - o soberano Senhor do universo se enganou. Será? (Pr. Brent S. Ray. O Jornal Batista, nº 22, Maio/Junho de 2001, pg.4)

O que o pastor Brent está dizendo é que, da mesma forma como se alega que as mulheres têm o mesmo direito dos homens (usando-se o texto bíblico ilegitimamente - Gl.3:28), os homossexuais também têm seus direitos. Se as mulheres podem ser pastoras, os homossexuais praticantes também podem, pois não é uma questão teológica, mas cultural.

Quando Paulo argumenta contra a autoridade da mulher, ele não menciona costumes culturais, mas apela para argumentos teológicos. Ele cita a submissão dos anjos e apela para a própria criação (1Co.11:7-10,14).

Portanto o homossexualismo não deixou de ser pecado, porque não se trata apenas de costume, mas de questão teológica, e até científica (Gn.1:27; Rm.1:24-27).

Já existe na Capital de São Paulo uma "Igreja" dirigida e freqüentada por homossexuais. Ali homossexuais praticantes são ordenados ao ministério. Se a oposição ao ministério de mulheres é apenas fruto de uma cultura machista judaico-primitiva, então, assim como as mulheres, os homossexuais e lésbicas poderão ser consagrados ao ministério pastoral, sem que se exija deles uma mudança em seu estilo de vida, afinal de contas, isto não é mais pecado.

Para apoiar o ministério de mulheres teríamos que passar por cima de uma série de textos bíblicos:

Paulo ordenou apenas homens ao presbitério (At.14:23); nenhuma mulher foi chamada para acompanhar Paulo e Barnabé (At.13:1-3); o Espírito Santo constituiu bispos e não bispas (At.20:28); em Filipos haviam bispos e diáconos, não havia bispas e diaconisas (Fp.1:1); Paulo não ensinou ordenação de mulheres (1Tm.3:1-5); a consagração ao ministério era realizado por intermédio do presbitério, que era composto de homens (1Tm.4:14; 5:17,22); em Creta, onde haviam muita imoralidade (inclusive homossexualismo e lesbianismo), apenas homens foram prescritos para o presbitério (Tt.1:5). Pedro não menciona mulheres presbíteras em suas cartas (1Pe.5:1-4); Tiago não incluiu as mulheres entre os presbíteros, para fazerem orações de fé (Tg.5:14). Hebreus também não menciona mulheres entre os pastores (Hb.13:7,17).

Que dizer da história da igreja? Durante séculos nunca se ouviu falar em mulheres no ministério. Isso é uma questão recente. Segundo o pastor Brent esta polêmica não vem de um contexto teológico, mas político-social dos Estados Unidos, na virada do século 19 (ela teve seu berço no meio evangélico em 1848 com a convenção de mulheres na capela da Igreja Metodista Wesleiana, em Seneca Fall, New York, nos EUA).

Será que a Igreja, que é considerada coluna e baluarte da verdade (1Tm.3:15), errou por 19 séculos, durante os quais se omitiu quanto a ordenação de mulheres? Depois de 19 séculos, teria a Igreja recebido uma nova revelação divina, através da qual, sua visão, antes enebrecida pelo preconceito, teria sido aberta para enxergar e apoiar o ministério de mulheres? Deus permitiria tal injustiça contra as mulheres por 19 séculos? Por que Deus não fez esta revelação logo no início da era cristã? Por que Ele tardou 19 séculos para fazer justiça?


Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas. (Mateus 7:12)

Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. (Gálatas 3:28)

7 O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem. 8 Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem. 9 Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem. 10 Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dos anjos. (1 Coríntios 11:7-10)

Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o homem ter cabelo crescido? (1 Coríntios 11:14)

E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. (Gênesis 1:27)

24 Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; 25 Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. 26 Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. 27 E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. (Romanos 1:24-27)

E, havendo-lhes, por comum consentimento, eleito anciãos em cada igreja, orando com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido. (Atos 14:23) ("anciãos" é masculino)

1 ¶ E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo. 2 E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. 3 Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram. (Atos 13:1-3)

Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. (Atos 20:28) ("bispos" é masculino)

Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os santos em Cristo Jesus, que estão em Filipos, com os bispos e diáconos: (Filipenses 1:1) ("bispos" e "diáconos" são masculinos)

1 ¶ Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. 2 Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; 3 Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento; 4 Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia 5 (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?); 6 Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo. 7 Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta, e no laço do diabo. 8 ¶ Da mesma sorte os diáconos sejam honestos, não de língua dobre, não dados a muito vinho, não cobiçosos de torpe ganância; 9 Guardando o mistério da fé numa consciência pura. 10 E também estes sejam primeiro provados, depois sirvam, se forem irrepreensíveis. 11 Da mesma sorte as esposas sejam honestas, não maldizentes, sóbrias e fiéis em tudo. 12 Os diáconos sejam maridos de uma só mulher, e governem bem a seus filhos e suas próprias casas. 13 Porque os que servirem bem como diáconos, adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus. (1 Timóteo 3:1-13)

Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério. (1 Timóteo 4:14) ("presbitério" é masculino)

Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina; (1 Timóteo 5:17) ("presbíteros" é masculino)

A ninguém imponhas precipitadamente as mãos, nem participes dos pecados alheios; conserva-te a ti mesmo puro. (1 Timóteo 5:22) ("ninguém" é masculino. Em grego é mhdeni 3367 {A-DSM})

Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam, e de cidade em cidade estabelecesses presbíteros, como já te mandei: (Tito 1:5) ("presbíteros" é masculino)

1 ¶ Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: 2 Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; 3 Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. 4 E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória. (1 Pedro 5:1-4) ("presbíteros" e "presbítero" são masculinos)

Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; (Tiago 5:14) ("presbíteros" é masculino)

Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver. (Hebreus 13:7) ("pastores" é masculino)

Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil. (Hebreus 13:17) ("pastores" é masculino)

Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade. (1 Timóteo 3:15)



Pastor Luiz Antonio Ferraz - Igreja Batista da Esperança - Cruzeiro - SP

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A GENUINA CONFISSÃO DE UM CRENTE (15)

“Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu...”
(Cantares 6:3)
Prezado amigo, não há felicidade fora da fonte da felicidade. Fomos chamados à fonte da água viva, à gloriosa luz da riqueza do amor do Senhor! A ordem dada pela graça deve nos impulsionar a vencer a carne e deseja o puríssimo ouro celestial. Por que correr em busca dessas bijuterias mundanas? Por que alimentar a carne com banalidade e encher nossas almas de tristezas e decepções? O verdadeiro crente é o cálice da alegria, da riqueza, do prazer e da santidade, porque simplesmente o Amado da alma pertence ao crente, assim como o crente pertence ao Amado da alma.
As riquezas deste mundo satisfazem os apetites da carne, mas Cristo não é em nada aceitável à nossa carne. A natureza carnal milita contra a pureza e perfeição do Senhor da glória. Qualquer felicidade contagiante à carne e que pareça bem espiritual, não passa de ilusão e tática de satanás para nos afastar do Senhor e da Palavra. Religiosamente a carne consegue descer a ladeira das emoções, mas não tem motor com combustível da graça para subir com perseverança às alturas do conhecimento do Rei. O mundo está lá em baixo com todo seu fervor religioso, cheio de festas, barulhos, motivados pelo seu falso cristo, e a carne quer sempre descer para lá. A fé sobe para o cume do Monte Sião em oração e no conhecimento da verdade revelada, a fim de conhecer seu Senhor.
Digo e afirmo que essa confissão: “...e o meu Amado é meu”, mostra a plena satisfação em Cristo. O crente é como abelhas que buscam o néctar das flores. O falso crente é como mosca que saboreia o mel no domingo, mas também tem prazer na podridão de uma carne durante a semana. Uma alma satisfeita não irá à busca de algo a mais. Para que mais riqueza, se a alma achou a riqueza no Mestre? A alma salva está suprida com suprimentos eternos. O Egito nos dias de José não precisava de qualquer favor do mundo porque tinha abastecimento suficiente para suprir a fome que ameaçava as nações. Assim é o crente, ele está adornado das jóias preciosas pelo Espírito Santo, assim como o servo de Abraão adornou Rebeca com as jóias, a fim de que ficasse plenamente certo que ela pertenceria a Isaque.
Amado leitor pense nessas verdades! Como o mundo vê sua vida? Como é a sua confissão perante a impiedade? Os adornos da glória de Cristo estão em sua alma? Amigos, parentes e colegas estão certos que você é realmente um crente? Admiram seu viver, sua alegria, sua firmeza e perseverança? São atraídos pela vida dedicada e consagrada ao Senhor, enquanto eles descem agitados à busca de algo que encha de satisfação a carne, os olhos e a soberba deste viver passageiro? Ou você ainda é uma alma vazia, por isso agitada? O Rei da glória está do lado de fora da casa de sua vida, você admira a verdade do evangelho, mas sua alma continua mergulhada na escuridão, buscando nos amigos, parentes e outras vaidades uma satisfação que jamais será encontrada? Satanás conduz milhares assim, mostrando miragens no deserto deste mundo, e assim mantendo-as ressequidas e deprimidas. Venho trazer a solene e gloriosa verdade do amor do Amado da alma. Veja o testemunho da primeira estrofe que o autor deste belo hino transmite:
“Cristo satisfaz minha alma, pois em meu lugar sofreu
Vida, liberdade plena, Sua salvação me deu!”.
Ó alma, está andando em volta no deserto desta vida, cercado de tantas promessas ocas e inúteis do príncipe deste mundo? Chego com a preciosa notícia de que o Senhor Jesus ainda chama os “cansados e sobrecarregados” (Mateus 11:27). Esse viver de miséria e sofrimento chega ao fim para a alma arrependida. O terrível fardo do pecado Cristo tira com Seu perdão, trazendo descanso eterno e alívio!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A GENUINA CONFISSÃO DE UM CRENTE (14)

“Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu...”
(Cantares 6:3)
Amigo leitor, nossa felicidade está no conhecimento da glória de Cristo, e vemos expressamente revelada nessa confissão: “Eu sou do meu Amado, e o meu Amado é meu”. Paremos de viver na periferia da vida cristã, voltemos à Palavra, porque assim conheceremos mais nosso Amado Senhor, Seu amor inaudito por nós. Osvaldo Smith expressou bem isso no estribilho de um belo hino escrito por ele:
Oh! Presença gloriosa! Oh! Que rosto belo eu vi!
Eu pertenço sempre a Ele! Vida eterna recebi!
Esse homem de Deus testemunha nesse belo hino exatamente onde a genuína fé pode chegar e aprofundar no conhecimento do Senhor. Toda nossa pobreza espiritual; toda nossa busca por espiritualidade estranha está na ausência de amor pela Palavra de Deus. Não raro vemos milhares de crentes confessos correndo da Bíblia. Correm da simplicidade com que a revelação chega aos nossos corações, por essa razão vivem em busca de novas revelações, novas experiências e até mesmo celebridades espirituais. Milhares vivem como águias que pousam sobre uma mina de ouro, mas ignora a riqueza abaixo de seus pés.
Amigo leitor, Cristo pertence aos santos Dele: “... e meu Amado é meu!”. Porventura, tem uma herança melhor do que sermos Dele e Ele ser nosso? Tem algo melhor do que esse tesouro eterno? Tem alguma preciosidade que supera aquele que é a causa de tudo, o próprio Alfa e Ômega, o que está acima de todos os nomes? Procuremos, tentemos descobrir a fonte da felicidade fora daquele é chamado de o Primeiro e o Último! Todo nosso labutar será em vão; tudo aquilo que parece brilhar como ouro neste mundo não passa de ilusão carnal e produzirá, com efeito, tristeza e depressão à alma. Por que imitar este mundo que aflito busca nas coisas terrenas aquilo que considera ser paraíso? Veja como o mundo tenta riscar palitos de fósforos na escuridão a fim de promover suas festas!
À fé o ensino vem de forma diferente: “Alegrai-vos no Senhor!...” (Filipenses 4:4). A fé recebe as ordens da graça como um carro se abastece do combustível. A natureza carnal não pode e nunca vai conseguir chegar onde somente a fé alça o vôo para alcançar e beber das perfeições de Cristo. Vivemos dessas maravilhas eternas e elas não são achadas aqui, a busca é inútil. A fé, entretanto, procura aniquilar todo fervor carnal e anseio pelos prazeres terrenos, a fim de entrar no território santo da verdade revelada e ali o crente prostrado e humilhado pode conhecer melhor Aquele que um dia será conhecido em Sua plenitude.
Amado leitor, você é um genuíno crente? Um dia foi lavado e purificado pelo sangue puro e sem mácula do Cordeiro de Deus? Então, chegou o momento para desprezar as aparências que em nossos dias satanás tem espalhado como se fossem “diamantes celestiais”. Satanás atrai a religiosidade carnal com festas, mas o crente não vive dessas aparências e sentimentos enganosos. Da mesma maneira que arrependidos fomos ao Salvador à busca de nossa salvação, humildemente acheguemo-nos à simplicidade da revelação bíblica, para que conheçamos a simplicidade de Cristo. A luz da glória Dele vai brilhando em nossos corações à medida que avançarmos; seu poder será nosso poder; a carne será vencida porque o aço celestial irá tomando forma no coração. Não vai tardar para que entendamos o real significado do que é graça no viver; que o mundo é tão tosco, inútil e desprezível.
Porém, se você afirma ser um crente, mas vive constantemente debaixo do amor deste mundo, disposto a obter os lucros daqui, certamente você nunca conheceu o verdadeiro e glorioso Salvador e Senhor. Cristo está de fora da casa da sua vida; você achou bonita a história, mas sua alma está em escuridão, e você vive à busca de satisfação carnal.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A GENUINA CONFISSÃO DE UM CRENTE (13)

“Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu...”
(Cantares 6:3)
Amigo leitor, que privilégio tem o salvo de conhecer o amor de Cristo! Nada existe aqui que possa ser comparado ao amor eterno que o Filho de Deus manifestou ao Seu povo! Que comunicação perfeita! Que amor inigualável! Todos os verdadeiros crentes são convidados a viver à sombra de tão forte amor e os pecadores arrependidos são chamados à fonte do amor que salva, perdoa e purifica a alma contaminada e suja, a fim de que participe para sempre do amor eterno. Minhas palavras são demasiadamente pobres para transmitir tantas riquezas e expor as magníficas jóias desse amor, com as quais o Espírito Santo adorna os salvos, embeleza a igreja e reveste-a da pureza e santidade do Amado. Quanto mais o Rei da Glória for conhecido do Seu povo, Sua alegria encherá seus corações e com muito mais ardente amor eles confessarão perante o mundo que pertencem ao Amado.
Com a graça do Senhor vou esforçar-me em mostrar que essa confissão: “Eu sou do meu Amado, e o meu Amado é meu”, mostra como os crentes mostram essa reciprocidade de amor: “e Ele é meu”. É exatamente isso o que o verdadeiro evangelho faz, porquanto ao pecador é transmitida a glória de Cristo, sua beleza, formosura, graça, afeto e ternura por aquele que estava perdido, mas foi achado. Quando a alma entende tal verdade a sua confissão aparece imediatamente. Ora, uma vez que Ele tanto me amou quando eu, um perdido merecia a punição eterna, de agora em diante vou amá-Lo. Já que Ele tomou-me para que eu fosse Dele para sempre, doravante Ele é meu e vou confessar tal fato perante os homens.
Caro amigo medite nessa verdade tão envolvente, porque todo ensinamento e orientação transmitidos aos crentes estão fundamentados no amor de Cristo. A alma que desconhece a visitação salvadora de Cristo não pode obedecer-Lhe em amor, nem mesmo almeja fazer isso. Seguir o Pastor das ovelhas é uma disposição normal de um coração humildemente grato; de uma alma que outrora estava cega, mas que agora vê com que amor foi atraído por Deus, para pertencer eternamente ao Filho (João 6:37). Judas era um seguidor, mas seu coração farejava riquezas terrenas, por isso afastou-se porque não pertencia ao reino do amor do Filho. Quem é do mundo há de amar o mundo e há de satisfazer-se no mundo. A mulher de Ló era afeiçoada a Sodoma, por essa razão nada tinha com o Deus do Seu marido. Não podia ouvir os solenes avisos de destruição que fatalmente cairia sobre aquele povo corrompido. Quem é do mundo vai amar o mundo e odiará o Senhor, exatamente como este mundo O odeia.
Amigo, meditemos nessas sublimes verdades reveladas! Fomos chamados a viver do amor desse Amado de nossas almas! Deus nos deu Seu Filho! Não nos foi dado um anjo, mas sim o próprio Senhor da glória! O Pai entregou ao povo eleito pedaços de pão que caem da mesa celestial, mas sim a própria fonte de amor perene. O mundo aqui corre célere em busca de migalhas perecíveis, mas os santos de Deus são os Bem-aventurados! Eles pertencem ao Filho e o Filho pertence a Eles! Tendo isso como base, corramos para a direção certa, para o viver correto, a fim de que desfrutemos aqui, mesmo imperfeitos, aquilo que na eternidade será perfeito.
Onde está nossa felicidade? Notemos bem como os santos do passado transmitiam isso. Tomemos as palavras da primeira estrofe desse antigo hino:
“Cristo satisfaz minha alma, pois em meu lugar sofreu
Vida, liberdade plena, sua salvação me deu”
Como satanás tem mudado tudo! Todo enfoque do evangelho moderno é a felicidade que este mundo pode dar. O Cristo moderno não passa de ser uma ilusão de satanás; o deus continua sendo o “deus mamon”, tão cobiçado e atraído pelas concupiscências da carne!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A GENUINA CONFISSÃO DE UM CRENTE (11)

“Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu...”
(Cantares 6:3)
Prezado leitor, na meditação anterior pude mostrar que o Amado de nossa alma é nossa segura defesa. Aquele que nos amou na eternidade é o responsável pela vida e pela segurança dos Seus amados. Seu amor não é vencido pela nossa indiferença e frieza, pelo contrário, o amor é ativo e constantemente age para nosso bem, mesmo que nossas reações revelem nossa total ignorância.
Podemos ir mais longe, porque nessa confissão: “Eu sou do meu Amado...”, estamos mostrando o perfil do nosso Senhor: Ele é Amado. Um coração santificado e cheio de gratidão pensa assim. O Jesus moderno nada causa de impacto de amor nos corações. Quem nunca conheceu seus pecados será indiferente ao Filho de Deus, porquanto desconhece a glória Dele e o amor revelado na cruz. Quando a fé é meramente intelectual, Cristo será desprezado no viver; será apenas usado em interesses egoístas. Mas num coração purificado pelo sangue e santificado para viver para a glória do Rei, Ele realmente é Amado. Esse é um termo de carinho, de amor e de prazer. O salvo passa isso para os outros como um perfume; leva em seu peito essa declaração como um testemunho vivo onde quer que esteja. Ele não é um mero salvador; não é um distribuidor de ingressos para as pessoas entrarem no céu; não é um fornecedor de bens materiais para aqueles que possuem mais fé. Ele é o grande conquistador do Seu povo, o herói que venceu e conquistou a noiva amada! (Salmo 45). Ele assumiu todo ser do salvo, envolvendo mente, emoção e volição; que partilha de uma constante e ininterrupta comunhão (Apocalipse 3:20); o triunfante Senhor que conduz com inigualável amor o Seu povo, que jamais abandona Suas ovelhas e que marcha à frente dos santos até à entrada da Nova Jerusalém.
Amigo leitor, que não sejamos iludidos, porquanto a nossa maneira de viver revela quem é nosso Senhor. Não esqueça que satanás põe o nome de “Jesus” em todos os seus artefatos de imitação religiosa, e pulveriza esses objetos de superstições. Examine com zelo sua vida à luz das Sagradas Letras, porquanto o coração enganoso e enganado pode fazer com que você viva religiosamente em sonhos e devaneios. A Palavra de Deus nos tira dessas fantasias colocando nossos “pés no chão”. A verdadeira pregação vem nos dar “beliscões” e jogar “água fria” em nossa indiferença, para que acordados vejamos para onde estamos realmente indo. Cuidado porque satanás faz você pensar que aquele que você ama realmente é Cristo, quando na realidade seu coração é mundano, cheio de interesses e amor pelas riquezas, cercado pelas idolatrias mundanas, cheio de paixões carnais. Por onde você anda certamente está levando o testemunho do seu “amado”, e sua boca vai falar o que vem do depósito oculto do seu coração.
Amigo leitor, a confissão: “Eu sou do meu Amado...” faz notável diferença entre nosso Senhor e as imitações. Quando a verdade do evangelho chega ao coração arrependido, não há como viver enganado. O moço que fora cego não tinha respostas teológicas profundas para os arrogantes religiosos, mas a verdade que chegou ao seu coração fez com que mostrasse que aquilo que ocorrera em sua vida falasse mais alto do que qualquer outra coisa: “... uma coisa sei: eu era cego, e agora vejo” (João 9:25). Como são inúteis os esforços de satanás em sua tentativa de iludir os crentes! As imitações que ele faz de Cristo neste mundo atendem as expectativas dos mundanos, enchem os olhos de promessas toscas e inúteis; mantém os mundanos entretidos, andando rumo à perdição eterna. Cristo Jesus, entretanto é o Amado da alma; ocupou o trono do coração santificado, para reger uma vida que outrora era regida pelo pecado; para ser o dono absoluto de uma alma por quem Ele morreu.