sexta-feira, 4 de novembro de 2016

NECESSIDADE DE ACORDO (4)


“Andarão  dois juntos se não houver entre eles acordo?” Amós 3:3
UM ACORDO PARA NÃO ANDAR COM DEUS, A FIM DE ANDAR      COM O DIABO.
        É claro que aquilo que foi tratado na primeira parte foi feito superficialmente, porque o assunto é biblicamente dinâmico e requer muito tempo e muito trabalho para preparar e entregar. Mas o propósito mesmo é mostrar o relacionamento entre o homem e Deus. Portanto caminharei aqui mostrando o fundamento desse ensino, para que vejamos seu valor prático. Para mim o que mais importa para nossa vida é o que diz a palavra de Deus e não o meu modo de pensar.
        Se não há qualquer possibilidade de andar dois juntos sem acordo, então é impossível para o homem andar com Deus, porque nenhum homem aceitará os padrões de Deus. Tomemos o ensino sobre a queda, porque desde o Éden, com a decisão de nosso papai Adão, eis que todos os homens decidiram com firme propósito recusar andar com Deus. Esse evangelho tão superficial de hoje tenta mostrar que Deus está esperando a decisão do pecador de andar com ele aqui. A maior parte dos pregadores modernos crê que o homem possui o livre poder de decisão para Deus, que Deus respeita a volição do homem e que também está esperando que cada um chegue e escolha andar com Deus aqui e eternamente no céu.
        Mas quão enganoso e perigoso é esse ensino! Uma razão é que eles não veem a raça como uma família mundial e que a queda no Éden foi a queda de todos; que a decisão a ser tomada em relação a Deus foi definitivamente tomada ali; que cada um de nós deliberadamente recusou o amor, bondade e ternura do Senhor, a fim de dar ouvidos à voz de satanás, e assim passar a tê-lo como seu deus, seu príncipe, conselheiro e pai. Em Romanos, Paulo declara que somos servos daquele a quem obedecemos, então, se a obediência foi ao pai da mentira, então é certo que tornamo-nos servos do pecado e de toda comitiva do mal. Por essa razão não há qualquer esperança que os pecadores farão por decisão própria um acordo de andar com Deus, porque não querem. Esperar tal decisão é insensatez; lutar para que eles desejem isso e se esforcem para isso é o mesmo que esperar que um elefante venha a voar, ou que um animal carnívoro venha comer ervas como boi.
        Mas também posso afirmar que esse acordo foi feito não somente de forma definitiva, como é provado isso no dia a dia. Cada ser humano que entra neste mundo é mais um Adãozinho pronto, apto e resoluto para andar pelo caminho que escolheu desde a queda: “Desviam os ímpio desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham proferindo mentiras” (Salmo 58:3). Notemos bem que desde que desde o útero da mamãe os homens já estão apostatados de Deus. Vejo hoje como muitos são os pais que olham seus filhos como se fossem príncipes, como se eles fossem anjinhos puros e nem imaginam que as crianças carregam no íntimo um prontidão incrível para o mal e até mesmo para maltratar seus pais.

        Os pais crentes modernos nem sequer entendem acerca da responsabilidade que têm de conduzir seus filhos nos ensinos acerca de Deus e do fato que eles nasceram pecadores prontos para pecar e que por isso estão condenados. Já conheci muitos que ficaram indignados com esse ensino, porque são levados pela aparência e não pela verdade que nos foi revelada. Mas sem a coragem para aceitar o ensino bíblico, é certo que penderemos para a insensatez e loucura, porque se cremos que nossos filhinhos, por serem crianças já são automaticamente salvos, então a melhor decisão dos pais é que eles morram antes de chegar à “idade da decisão”. Mas a decisão não é do homem, mas sim de um Deus que quando Rebeca ficou grávida dos gêmeos e eles não haviam nascido ainda, o Senhor disse: “Amei a Jacó, porem me aborreci de Esaú” (Romanos 9:11-13). Eis aí o que realmente significa soberana decisão de Deus.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

NECESSIDADE DE ACORDO (3)


“Andarão  dois juntos se não houver entre eles acordo?” Amós 3:3
OS PRINCÍPIOS ENVOLVIDOS NESSE ACORDO.
        Um exame cuidadoso nos mostrará que Davi se uniu ao seu sobrinho Joabe, porque teve um acordo com ele. Ora, sabemos o quanto Joabe foi um homem perverso, esperto e assassino. Ao perceber que iria ser executado por ordem de Salomão, ele imediatamente correu para segurar nas pontas do altar, porque reconheceu seus pecados e buscou perdão de Deus (1 Reis 2). Mas no caso de Bate-Seba vemos como Joabe foi um verdadeiro aliado aos planos de Davi que resultaram no adultério e no assassinato de Urias (2 Samuel 11). Então, sem dúvidas que ambos andaram juntos porque houve acordo.
        Mas quero trazer à lembrança o acordo que Josafá buscou ter com Acabe. Sabemos que Josafá foi um dos reis mais humildes de Judá. Ele sempre buscou paz e em seu reino conheceu guerra porque foi um castigo de Deus contra ele (2 Crônicas 20). A pior decisão de Josafá foi buscar um acordo com o rei Acabe no Norte. Não sabemos profundamente os motivos que levaram aquele piedoso rei a buscar esse relacionamento com um homem perverso e assassino. Não fosse a intervenção de Deus Josafá teria sido trucidado pelo exército siro, devido a malícia de Acabe. Por essa razão foi repreendido por um profeta, conforme vemos em 2 Crônicas 19). Os resultados desse acordo foram desastrosos especialmente para os filhos de Josafá, pois seu herdeiro que ocupou o trono casou com a filha de Acabe e ao assumir o trono matou todos os seus irmãos (2 Crônicas 21). É claro que um homem piedoso jamais poderá andar com um ímpio, porque não pode haver acordo. Como as trevas podem ter comunhão com a luz? Como os filhos deste mundo podem ter comunhão com os filhos do reino de Deus?
        Judas jamais poderia andar com Jesus e seus discípulos, pois no coração era um avarento, sendo assim impossível para seguir os caminhos de lutas, dificuldades e perseguições pelos quais andaram o Senhor com os seus servos. Assim que conheceu o Senhor Jesus ali na cruz, eis que o acordo que aquele ladrão teve com seu colega foi imediatamente anulado, porque seu rumo foi para o céu e seu Salvador estava à sua frente pronto para lhe estender a mão a fim de lhe salvar.
        Creio que essas ilustrações são suficientes, a fim de que possamos entender a pergunta feita pelo nosso Senhor em Amós 3:3. A nações, tanto a do sul como a do norte jamais poderia andar em comum acordo com Deus; jamais iria aceitar os santos padrões do Senhor, porque no sul o povo estava de mãos dadas com uma mundana prosperidade e no norte o povo já seguia com prazer o deus baal e seus rituais satânicos. Por essa razão nosso Senhor estava tratando o seu povo como mostra no texto.

        Creio que esse ensino é de real proveito para nós, porque estamos presenciando em nossos dias um avanço de uma das mais formidáveis mentiras religiosas de todos os tempos. Milhares estão proclamando que andam com Deus, que têm Jesus no coração e que amam a Deus. Mas a verdade é que suas obras provam o contrário, porque estão de mãos dadas com o mundo, com suas paixões perversas e por um amor febril pelas riquezas e prazeres. Mas nosso Senhor não mudou sua mensagem, a fim de que fosse adaptada aos gostos e costumes desta atual geração. Ele é o mesmo Deus santo e imutável e sua pergunta ecoa por todas as gerações em todo tempo e para todos os homens: “Andarão dois juntos se não houver entre eles acordo?”. Com a graça do Senhor humildemente busquemos compreensão dessa verdade, a fim de que confessemos nossa miséria e apeguemo-nos com submissão ao nosso Senhor. Que sua palavra seja realmente buscada e entendida, enquanto estendo esta mensagem aos meus leitores.

A MARAVILHOSA IGREJA DE CRISTO III (4)

                        

                                       A SUA PERFEIÇÃO

“Quem é essa que aparece...brilhante como o sol...?  (Cantares 6:10)
CRISTO – O SOL DA JUSTIÇA.
        Que em santa humildade encaremos seriamente a glória do Senhor Jesus, porquanto a igreja está ligada a ele em sua glória; a igreja foi ligada à sua perfeição e somos aceitos nessa eterna e graciosa posição. Então, lutemos com ardor para conhecer nosso Senhor, porquanto a luta deste mundo é para anular a glória do Senhor. Cristo é perfeito porquanto em todos os aspectos sua perfeição foi mantida, mesmo tendo ele se humilhado e assumido a condição de homem. Em nada mesmo a miséria do pecado contaminou nosso Senhor; em nada ele foi afetado pelas nossas imperfeições.
        Nosso Senhor é perfeito em santidade e isso foi mantido aqui no mundo, porque ele amou a justiça e odiou a iniquidade (Hebreus 1:9). O seu corpo marcado pela humilhação não destruiu sua glória, pois na transfiguração seu corpo mostrou ser apenas uma casca que escondia sua grandeza, a mesma que foi transmitida parcialmente a homens como Moisés, Isaías, Daniel e outros. Seus atos mostraram o quanto nosso Senhor podia se identificar com os pecadores, mas ao mesmo tempo podia mostrar seu completo ódio contra qualquer injustiça. Sua santidade mostrou que ele era o mesmo, o grande EU SOU; mostrou que os inimigos nada podiam fazer contra ele; que os demônios, bem como os anjos reconheciam isso, pois caíam perante ele em confissão de que era ele o Filho de Deus.
        Também, nosso Senhor, mesmo após sua ressurreição, mostrou ser ele o  glorioso Verbo divino e completamente isento de qualquer pecado, por isso os salvos viviam carregados de temor e de santa obediência a Ele. Sua presença fazia com que o mal e a hipocrisia fossem dissipados, como ocorreu com Ananias e Safira (Atos 5) e sua mensagem abalava os reinos e revelava o quanto seus servos em nada eram subordinados às perversidades e exigências de elementos abomináveis. A igreja primitiva sempre foi e mostrou ser submissa ao Senhor; seus ensinos mostraram o quanto seus santos devem ser obedientes a ele, separados do mundo e de todas as suas contaminações. Além disso, os ensinos e exortações entregues ao povo salvo mostram com clareza a santidade do Senhor, pois a igreja é exortada a buscar pureza no coração, nas palavras e no trato uns com os outros. Realmente é impossível estudar e praticar seus ensinos sem ter coração tomado de temor e de santidade, pois ele mesmo ordena aos crentes: “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pedro 1:15).
        Também nosso Senhor é visto em sua perfeita justiça. Em absolutamente nada nosso Senhor manchou seu viver e quando Deus apresenta seu Servo no Velho Testamento, ele o intitula de o Justo. Sabemos que qualquer iniquidade, mesmo o menor pecado mancha tudo e marca a todos como injusto. Todos os homens em Adão são vistos por Deus como injustos, por isso são condenados. Mas no tocante ao Senhor, mesmo tendo nascido de mulher, eis que ele é chamado de Filho de Deus e não filho de Adão. Deus o Pai preservou a pureza do Filho, a fim de que todos pudessem saber que ele era o Filho amado.

        Nosso viver em santidade e justiça é fruto de nossa ligação com ele. Por essa razão a igreja é perfeita nele numa posição eterna e inabalável. Nossas imperfeições aqui em nada desmancham nossa posição no Senhor e cada crente é trabalhado diariamente pelo Espírito Santo, a fim de que seja apresentado naquele grande dia perante o Noivo amado. Sabendo disso devemos ser firmes e fortes, determinados pela fé em agradar o Senhor em tudo, em cada detalhe de nosso viver enquanto estivermos nessa peregrinação.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A MARAVILHOSA IGREJA DE CRISTO III (3)

                  

                                       A SUA PERFEIÇÃO

“Quem é essa que aparece...brilhante como o sol...?  (Cantares 6:10)
CRISTO – O SOL DA JUSTIÇA.
                       Os crentes precisam conhecer a glória e grandeza do Senhor Jesus, porque é mediante esse conhecimento que podemos entender nossa gloriosa posição. Mais do que isso, se desconhecermos a glória de Cristo nada saberemos do temor que lhe é devido. Eu creio que a ausência de humildade e quebrantamento em nossos dias nas igrejas é causada pela falta de conhecimento do Senhor, conforme o ensino bíblico. Por essa razão procurarei agora destacar esse ensino, conforme o relato das Escrituras.
                       Em Tiago 2:1, eis que vemos como Cristo é visto por Tiago que foi meio irmão de Jesus:  “Meus irmãos, não tenhais a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas”. Notemos bem como Tiago tinha no coração um santo temor e dependência do Salvador. Ele tinha Cristo como “nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória”. Seu ser foi invadido por essa verdade e ele percebeu que aquele que nasceu de sua mãe, Maria e que viveu por um tempo em sua casa como seu irmão, era o próprio Deus em carne. Foi essa verdade revelada que levou Tiago à conversão, especialmente após a ressurreição do Senhor. “Senhor da glória” indicava para Tiago que Jesus era o grande EU SOU; que era aquele que estava no Santo dos santos, tanto no templo de Salomão como no tabernáculo do deserto; que era aquele que apareceu para Abraão e manifestou-se a Moisés. Era esse o entendimento que aqueles líderes da igreja em Jerusalém tinham do Senhor e que os faziam homem cheios de temor e piedade no viver.
                       Mas podemos invadir esse terreno santo um pouco mais. Já mencionei tanto Saulo de Tarso aqui, mas sei o quanto é importante compreender aquela incrível experiência narrada em Atos 9. Aquele homem compreendeu que a voz que ele ouvira ali na entrada de Damasco era a voz do próprio Deus; que a luz que irradiou em sua presença era do próprio Senhor da glória, a mesma visão que Isaías teve (Isaías 6). Sua conversão resultou em saber que Jesus não era um mero homem, um mero nazareno, mas sim o próprio Jeová. Aquela visão tão gloriosa trouxe uma mudança completa em Saulo, de tal maneira que todo seu ser foi invadido de temor, de inaudita confiança e de um desejo santo por conhecê-lo ainda melhor, de tal maneira que a morte para ele seria uma viagem aprazível para estar com seu Senhor para sempre, conforme sua confissão em Filipenses 3.

                       Poderia passar muito tempo aqui mostrando as maravilhosas experiências de homens de Deus, os quais sabiam que o Jeová do Velho Testamento era o Senhor Jesus do Novo Testamento. Os santos do passado eram homens e mulheres carregados de santo temor, porque o Deus que eles conheceram se manifestou a eles pela Palavra. O Espírito Santo lhes assegurou dessa verdade no íntimo e a vida deles era de uma intimidade constante com esse poderoso, glorioso, soberano e santo Deus. E a verdade é que todos os verdadeiros crentes sabem disso. Não precisamos provar a glória de Cristo para os genuínos crentes, porque eles já sabem disso no íntimo. Todos os que se desviaram da fé se afastaram porque jamais tiveram esse conhecimento que os levou à humildade e contrição; se afastaram porque tiveram informações apenas externamente e não no coração; se afastaram porque vislumbraram a glória deste mundo e amaram este sistema maligno de vida. É impossível conhecer o Senhor da glória sem desejar viver por ele e para ele; é impossível conhecer sua salvação e ainda continuar arrogante aqui em seus caminhos tortuosos. 

NECESSIDADE DE ACORDO (2)


“Andarão  dois juntos se não houver entre eles acordo?” Amós 3:3
OS PRINCÍPIOS ENVOLVIDOS NESSE ACORDO.
        A pergunta foi feita por Deus e nós devemos ter resposta imediata, porquanto não há necessidade de tanta sabedoria assim da nossa parte. É claro que não há qualquer possibilidade de que duas pessoas possam andar juntas se não houver acordo entre elas. Quantos casamentos foram desfeitos, porque tudo foi feito segundo as emoções e não segundo os planos bem traçados, a fim de que o casal pudesse andar juntos pelo resto da vida! Quantas sociedades foram desfeitas, porque descobriram mais tarde que não havia acordo entre os sócios!
        Mas nosso interesse no texto visa buscar coisas espirituais, porque estamos lidando com Deus; temos conosco sua palavra; temos em mãos e em nossos lábios a mensagem do evangelho; somos homens e mulheres, almas preciosas que transitam num mundo perigoso, cuja aparência esconde perigos invisíveis; que um dia essas almas deixarão este mundo e entrarão na casa eterna, de onde jamais poderão sair. Por essa razão essa pergunta que nada tem de retórica precisa ser levada à serio por todos que amam a verdade que nos foi entregue. Para que a entendamos mostrarei o que realmente significa acordo e desacordo conforme ilustrações tiradas das Escrituras.
        Em nosso conhecimento da bíblia facilmente lembraremos do comum acordo existente entre Jônatas e Davi, conforme o relato visto em 1 Samuel, a partir do cap. 17. Infelizmente a mentalidade satânica e contaminada dos homens modernos tem procurado achar nessa amizade um meio para sustentar uma aliança homossexual entre os dois. Quanto engano! A lição que temos ali é que houve um acordo imediato entre dois homens de fé. Jônatas foi um crente genuíno que se destacou em coragem e fé na família do perverso Saul; Jônatas poderia ser um grande rei, mas ele logo descobriu que Davi era o homem de Deus, chamado para reinar em Israel, por esse fato sua fé se identificou com a de Davi de forma maravilhosa. Jônatas estava como que dizendo a Davi: “Você é o homem certo para reinar com justiça; nem meu pai, nem eu somos indicados para tal tarefa, por isso mostrarei todo meu zelo, cuidado e amor por você e lutarei para que você realmente ocupe o trono em Israel”. Então, percebemos que Davi e Jônatas podiam andar juntos, porque havia acordo de confiança entre eles, assim como há acordo entre os verdadeiros crentes.
        Mas há também acordo feito para a maldade. Quando examinamos bem a vida do rei Acabe, notamos que houve comum acordo entre ele e a perversa Jezabel, por isso ele casou com ela. Acabe era um homem perigoso e que se aproveitava dos outros para conseguir seus intentos malignos. O cap. 21 de 1 Reis mostra como ele utilizou sua mulher, a fim de conquistar a vinha de Nabote que estava ao lado do palácio. Como Nabote não queria se desfazer da vinha, por ser herança dos seus pais, então, Acabe sabia bem que Jezabel tinha a resposta para conseguir, usando meios aparentemente legais, a fim de matar um homem inocente e tomar dele a vinha. Por que Acabe fez isso? Porque havia acordo entre ele e sua esposa. Sendo assim os dois andaram juntos até que finalmente encontraram lá adiante o justo juízo de Deus contra eles.

        Como podemos esquecer de Amnon filho de Davi? Aquele moço em seu intento de estuprar a sua meia irmã simplesmente se uniu ao seu perverso primo Jonadabe (2 Samuel 13), porque precisava de aprovação e de boa ideia. Os homens sempre estão de acordo com aqueles que pensam, sentem e buscam aquilo que eles também buscam, por essa razão vemos que estão juntos nos bares, nas conversas imorais, rindo, zombando e escarnecendo, porque estão de acordo.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

NECESSIDADE DE ACORDO (1)

                                        
“Andarão  dois juntos se não houver entre eles acordo?” Amós 3:3
INTRODUÇÃO:
        Creio que esse texto tão conhecido chega até nossos corações, a fim de nos surpreender com tremendas e eternas verdades. Devemos saber que esta vida exige que tenhamos acordo para viver e andar com outro. Por incrível que pareça, não há qualquer possibilidade de alguém andar sozinho aqui; cada um de nós está lado a lado com alguém. É assim no casamento, nas amizades etc. porque precisamos de alguém ao nosso lado. Esse relacionamento, entretanto só acontece porque há acordo, porque normalmente há uma ligação em comum e normalmente um fortalece ao outro. Minha esperança é que o tema venha despertar a atenção de cada um aqui, porque é bem claro que estamos presenciando as mais profundas manifestações das mentiras diabólicas em nossos dias, trazendo aos homens um cenário de iminente destruição e satanás tem lutado para um acordo entre o bem e o mal; o pai da mentira tem feito tudo para dizer que os homens no pecado estão andando com Deus; elementos perigosos estão afirmando que Deus é um paizinho de todos e que ama a todos e que profanos e rebeldes hão de morar com ele no céu e que são bem recebidos após a morte deles.
        Mas o próprio livro de Amós mostra o quanto os homens modernos estão sendo levados por uma forte correnteza de engano em nossos dias. Amós foi um profeta que viveu nos dias do profeta Isaías e sua mensagem foi dirigida à nação do sul, tendo Jerusalém como capital e Uzias como rei, como também foi dirigida ao reino do norte que tinha Samaria como capital e Jeroboão (não se refere ao mesmo Jeroboão conforme o relato de 1 Reis 11, 12, 13 e 14). Enquanto o reino do norte tinha se fortalecido na idolatria e culto a baal, eis que o reino do sul tinha se fortalecido no orgulho, devido a prosperidade do povo. Mas o que acontecia com os dois reinos era que ambos acreditavam que tudo estava bem, que não havia maldades em suas obras e que Deus estava satisfeito com todos.
        Mas a pregação dos profetas como Amós e Isaías era completamente diferente, pois aqueles homens advertiam o povo e lutavam incansavelmente para trazê-los de volta para obediência e adoração ao Deus da aliança. E é exatamente isso o que Deus diz no verso 2 do cap.3: “De todas as famílias da terra só a vós outros tenho conhecido; portanto eu vos punirei por todas as vossas iniquidades”. O que Deus estava querendo dizer? Ele estava declarando que eles estavam enganados pelos seus corações endurecidos; que eles não estavam andando com Ele, porque não havia acordo; que eles não podiam andar com Deus e ao mesmo tempo andar de comum acordo com suas vaidades, ambições e com seus ídolos. Deus estava afirmando por meio dos profetas que eles foram chamados para andar com ele; que Deus havia feito uma aliança com eles para ser o Deus deles e que eles eram responsáveis por isso.

        É com essa introdução que quero ressaltar a todos os meus leitores que não há possibilidade de andar com Deus neste mundo sem que haja acordo. Com isso quero afirmar o quanto muitos estão abarrotados de engano; que o Jesus que eles conheceram não é o Senhor da glória; que é satanás enfeitado e disfarçado, se apresentando a eles como se fosse o salvador. Por essa razão importa que enfrentemos essa verdade, que lutemos para mostrar a verdade, a fim de que seus olhos sejam abertos e que possam ver o perigo. O caminho para o inferno é bem pavimentado de religião e de confortos, mas não deixa de ser o caminho largo que conduz à perdição. Nosso Senhor convida pecadores ao arrependimento, a fim de que eles passem a andar com ele até a morte, por um caminho difícil, de lutas, tristezas, perseguições, até a chegada ao céu. Andar por esse caminho significa que houve acordo com o salvador e Senhor.

A MARAVILHOSA IGREJA DE CRISTO III (2)

                        

                                               A SUA PERFEIÇÃO

“Quem é essa que aparece...brilhante como o sol...?  (Cantares 6:10)
CRISTO – O SOL DA JUSTIÇA.
        É claro que a ciência hoje tem provado que o nosso sol é minúsculo quando comparado com outros sóis. Mas isso não nos interessa, porque os outros não brilham para nós. O sol que nos serve com sua grandeza e sua luz é suficiente para nos ensinar que a igreja é perfeita e brilha como o sol. Cristo Jesus é o sol da justiça e um dia nosso Senhor vai mostrar sua grandeza e glória quando manifestar-se nas nuvens em sua segunda vinda. Mas a lição que nos traz o Espírito Santo em Cantares nos mostra o fato que a igreja está ligada a Cristo, portanto o que ele é, a igreja também é. Eu creio que agora será de grande significado para nós se pudermos compreender a grandeza de Cristo, conforme nos mostra a palavra de Deus.
        Realçar essa verdade é de grande valor para os crentes, porque, como já tenho falado muitas vezes, a maior luta do diabo neste mundo é passar a todos um ensino distorcido acerca de Cristo. Aliás, ele sempre fez isso, sempre lutou para anular a glória do Filho de Deus. Não precisamos ir muito longe, porque todas as mentiras religiosas tendem a desfigurar a glória do Senhor. Em plena jornada do ecumenismo em nossos dias, o nome Jesus é muito falado, mas é perceptível que não estão tratando do Senhor conforme o relato bíblico, mas sim do uso desse nome, a fim despertar os sentimentos supersticiosos e cheios de idolatria dos homens. Por essa razão, o que vemos em nossos dias não é um ambiente de temor nas igrejas, mas sim de uma busca constante por um poder que inspira os homens a viver e sentir confortados neste mundo.
        Ora, meus leitores já sabem bem disso, por essa razão não vou tratar dessa euforia da nova era, a qual tem encantado o coração de homens e mulheres. Quero ressaltar aqui que essa atividade de satanás é antiga, procurando arrancar a glória do Cordeiro de Deus, a fim de passar para outros. O movimento Russelita, por exemplo é hoje apenas uma manifestação de como mentiras não morrem neste mundo, elas hibernam como ursos por um determinado tempo e quando levantam do solo mostram mais vigorosas e dispostas. As testemunhas de Jeová trabalham hoje para erigir o arianismo que tanto se ergueu no início da igreja, como uma força tarefa do diabo, na tentativa de anular a glória do salvador e Senhor e eles têm ganhado forças em nossos dias, porque esse fortalecimento vem devido o fato que outras mentiras religiosas também têm enchido o mundo na tentativa de destruir a verdade.
        Não esqueçamos que qualquer mentirinha, por mais inocente que pareça ser, ela é o começo de um ataque sutil contra a glória do Filho de Deus. Notamos isso no evangelho tão açucarado que está sendo difundido em nossos dias. Qual tem sido o resultado disso? Tem trazido temor aos corações dos supostos convertidos? Claro que não! (claro que há exceções). Quando a igreja primitiva começou em Atos 2, vemos que a pregação enaltecia a glória do Filho de Deus; que aqueles homens anunciavam por meio da pregação autêntica o fato que Jesus era o glorioso Messias. Aquelas verdades abalaram o mundo daquele tempo e quando homens e mulheres convertiam suas almas enchiam de temor ao Senhor. Jesus não um nome isolado; não era um instrumento à parte usado por Deus, a fim de atrair o povo a uma divindade oculta. Jesus era visto como o Senhor da glória; era conhecido como o Deus que deixou o céu e veio a terra. Os apóstolos sabiam disso e enalteciam esse Nome bendito em cada pregação.

        Procurei ser enfático acerca dessa verdade, a fim de que os meus leitores comigo fiquemos fascinados por esse nome do Filho de Deus, o qual deixou o céu e veio à terra com o intuito de salvar pecadores, pessoas do mundo inteiro, e assim formar a igreja gloriosa.