terça-feira, 10 de dezembro de 2019

HUMILDE CONFISSÃO DOS ELEITOS (4)



“Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu próprio caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós” (Isaías 53:6)
UMA VISÃO QUE SOMENTE OS QUE CREEM PODEM VER.
        Na mentalidade dos homens no pecado, Jesus é visto como um coitado, porque é esse o entendimento que os homens têm acerca daqueles que passaram ou passam por sofrimento.  Sem o conhecimento da verdade acerca da morte expiatória do Servo de Jeová, a tendência é criar um objeto de idolatria, porque a idolatria inerente eleva os homens acima do verdadeiro Senhor. Todo crente testemunha de como era seu viver antes; como era um cego, como vivia em plena escuridão, nada entendendo acerca da verdade. Ninguém pode ser salvo sem uma compreensão correta acerca do Filho de Deus, Ele mesmo avisou aos judeus incrédulos: “Se não crerdes que EU SOU, morrerei nos vossos pecados” (João 8:24).
        Os homens sempre esperam um milagre acontecer e se houver um Jesus que traga benefícios materiais para eles, certamente eles vão aceitar tal Jesus com prazer. Porque o Senhor multiplicou os pães, imediatamente os judeus foram procura-lo para fazer dele o rei que tanto queriam ter. Eles tinham a mesma intenção que seus antepassados tiveram quando quiseram um rei, à semelhança das outras nações (1 Samuel 8-10). Assim um Jesus conforme a mentalidade do homem será bem-vindo aos corações: “...e nós o considerávamos como aflito, ferido de Deus e oprimido”. Ao entrar no mundo o Senhor causou esse espanto na mente do povo. “Quem é esse?” Toda glória do Senhor estava oculta aos olhos da população e ninguém o entendia, até que Deus mesmo abrisse os olhos.
        Notemos o ladrão na cruz, porque ele estava junto com seu colega zombando do Senhor e buscando uma resposta para a angustiante situação na qual ambos se encontravam. Mas, de repente tudo mudou para o ladrão que foi salvo. De repente seus olhos foram abertos e ele viu que perante Ele estava o Salvador bendito, Aquele que fora prometido deste o princípio. Os olhos da alma foram abertos e a confissão veio em busca do socorro eterno (Lucas 23). Notamos que foi assim que ocorreu com todos que tiveram um encontro de salvação com o Senhor. Aquela mulher adúltera (Lucas 7), ela entrou com ousadia na casa de Simão, porque sabia no íntimo que era o Senhor da glória que ali estava e que era o único que podia lhe perdoar e purificar dos seus pecados.
        Não foi o mesmo que aconteceu com Mateus? Como alguém deixaria o serviço de uma vez, a fim de seguir a Cristo? Algo ocorreu naquele homem, porque ao ouvir o chamado do Senhor, ele não pediu um tempo, imediatamente obedeceu, passando a segui-lo. Uma ausência de conhecimento do Senhor Jesus, como sendo Ele o enviado do Pai ao mundo para salvar perdidos, em nada mudará o coração do homem. Somente o poder Dele pode brilhar no coração; somente o poder Dele para fulminar o velho homem e fazer nascer o novo homem. Somente o poder Dele para atrair pecadores para Si, caso contrário os homens fugirão Dele, porque O odeiam. O evangelho sem o poder de Deus nenhum poder terá em mudar o coração pervertido e idólatra do homem no pecado.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

HUMILDE CONFISSÃO DOS ELEITOS (3)



“Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu próprio caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós” (Isaías 53:6)
UMA VISÃO QUE SOMENTE OS QUE CREEM PODEM VER.
        O que vemos primeiramente é o povo eleito de Deus dando sua opinião acerca daquele Servo sofredor que aparece crucificado. Quem é Ele? Ninguém pode explicar quem é Jesus, senão o próprio Deus. Antes da nossa conversão pensávamos também como o mundo pensa; talvez houvesse em nós um pensamento mais refinado, mais polido acerca do Salvador crucificado: “...e nós o reputávamos como aflito, ferido de Deus e oprimido...”. Essa conclusão é o melhor que pode ser extraído do homem natural acerca do Filho de Deus. Por que isso? A razão é que o Senhor Jesus é completamente estranho à mente dos homens, assim como o Maná, a comida do deserto ergueu a interrogação na mente do povo: “O que é isto?” (tradução da palavra hebraica “Maná”).
        Mas o mundo é assim. Normalmente, o que os homens pensam acerca dos seus ídolos é também o que eles pensam acerca de Jesus. Olhemos as imagens produzidas pelas artes da idolatria, como elas aparecem com um ar de tristeza. Para o mundo é isso que faz sentido. No tocante a Jesus o mundo procura criar a imagem de um ser sofrido, que causa dó. Foi esse mesmo pensamento que os eleitos tiveram do Senhor, de alguém martirizado e oprimido. Para a mente natural é alguém assim que transmite bênção e que pode trazer solução aos nossos problemas aqui. Vemos que o mundo sempre toma alguém que sofreu e morreu para ser marcada como transmissora dos recados abençoados de Deus aos homens, um tipo de mediador das graças de Deus.
        Os homens têm Jesus como um pobre ser. O sofrimento na cruz foi um acontecimento apenas físico. Eu não assisti o filme de Gibson sobre o sofrimento e morte de Jesus, mas ele encravou no filme exatamente o que o mundo em sua incredulidade pensa, de um sofrimento desumano (e de fato foi). Porém, está oculto aos olhos do mundo o fato que Jesus é o Cordeiro de Deus, enviado do céu com a missão de salvar perdidos do pecado. O mundo desconhece a linguagem de Deus talhada nos tipos e nos símbolos do Velho Testamento, como um cordeiro era morto e a razão daquela morte. Noutras palavras, a verdade real, gloriosa e triunfante estará para sempre oculta deste mundo. Num filme como o de Mel Gibson.
        Notemos de perto a linguagem do povo eleito no tocante as aflições do Servo de Jeová, porque está juntamente com a multidão com uma ideia errada acerca do sofrimento do Senhor: “...e nós o reputávamos como por aflito...”. Noutras palavras, “era assim que nós pensávamos acerca dele. Não foi assim que os judeus pensavam acerca do Senhor? Aquele Nazareno, cuja presença física não era atrativa, de família pobre, etc. Na visão dos pensamentos judaicos, nada havia nele que fosse aceitável. Eles agiram assim também quando escolheram um rei e Deus fez com que um homem (Saul) de bela aparência fosse exposto perante eles e assim imediatamente houve uma aceitação geral (1 Samuel capítulos 9 e 10).
        Tudo isso aparece para nos ensinar o quanto a mentalidade humana é diametralmente oposta ao que Deus faz, conforme Ele mesmo diz em Isaías 55: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos e os meus caminhos não são os vossos caminhos”. O mundo mudou? Não! É o mesmo! Se satanás puder criar um elemento ainda mais atraente e por o nome de Jesus, o mundo vai aceita-lo prontamente.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

HUMILDE CONFISSÃO DOS ELEITOS (2)


                       
“Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu próprio caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós” (Isaías 53:6)
UMA VISÃO QUE SOMENTE OS QUE CREEM PODEM VER.
        Será que o povo eleito pode ser visto antes mesmo de eles serem salvos? A bíblia porventura mostra isso? Claro! Nós estamos lidando com Deus e a bíblia é a Palavra Dele, por isso não fiquemos surpresos com Suas maravilhas operando no tempo: Passado, presente e futuro. Aliás, a comunicação de Deus neste mundo através daquilo que foi escrito é dirigida ao povo eleito e no tempo certo, quando eles passam a possuir olhos para ver e ouvidos para ouvir, eles vão entender. Foi assim que Ele comunicou com Israel em todo Velho Testamento. Quando Deus lidava com o povo rebelde e ímpio da nação era através de julgamento e destruição, mas quando Deus lidava com Seu povo escolhido em Israel, vemos como Suas palavras transmitem Suas emoções, amor e disposição de salvar esse povo.
        Por exemplo, em Jeremias 2 Ele fala que o povo Dele cometeu duas maldades e quais palavras Ele usa? “Meu povo”. Ainda mais no capítulo 3 Ele fala em tom de misericórdia que mesmo que Seu povo houvesse prostituído com muitos amantes (ídolos), Ele estava pronto a recebe-lo. Para muitos parece que estou sendo radical ao expor assim a doutrina da eleição, mas a verdade é exatamente essa que Deus lida com quem tem ouvido para ouvir (Apocalipse 2 e 3). Notemos como há uma associação desses fatos com a linguagem de Deus. Quando Deus chamou Jeremias para o ministério profético Ele lhe disse: “Antes que nascesses eu te consagrei, e constituí profetas às nações” (Jeremias 1:16). Tem muito mais para mostrar aos meus leitores o fato que Deus comunica com Seu povo de antemão. Paulo fala sobre isso em Romanos 11, onde afirma que Deus de antemão conheceu Seu povo. E ainda em João 10 Jesus, na linguagem figurativa fala sobre o relacionamento Dele com Suas ovelhas: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem”.
        Ora, tudo isso é para mostrar como Deus fala com Seu povo e como os eleitos falam antes mesmo de que eles individualmente se tornem salvos. Tendo essas verdades na mente, precisamos ver agora a passagem de Isaías 53, porque às vezes pensamos que é o profeta que está falando e na verdade não é ele. Temos nesse maravilhoso capítulo o profeta falando, os eleitos falando e Deus falando, só precisamos discernir pela linguagem. A mensagem é uma profecia sobre os acontecimentos que envolveram a crucificação do Servo de Jeová, o braço direito do Senhor. Quem estava perante a Cruz? Uma multidão de homens e mulheres que gritavam em apoio à crucificação do Justo Cordeiro.
        Mas a bíblia em Isaías 53 vai além do que vemos nos acontecimentos narrados nos 4 evangelhos. Para a impiedade, satanás e seus demônios vemos estampados neles o ódio mortal contra o Filho de Deus. Mas quanto ao povo escolhido, qual era a mentalidade que tinham sobre o Varão de dores, que soube o que é padecer? Não era um pensamento vil e arrogante,  que mostra nossa concepção errada da vida? Não é verdade que andávamos em trevas, sem qualquer entendimento da verdade, conforme Deus nos mostra? Não é verdade que vivíamos na ignorância e sem Deus no mundo?

AS ARMADILHAS DO PECADO (2)



“Portanto, eu os julgarei, cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus. Convertam-se e afastem-se de todas as suas transgressões, para que a iniquidade não lhes sirva de tropeço” (Ezequiel 18:30)
INTRODUÇÃO:      
        Na primeira página não pude dar uma explicação completa sobre as atividades corrompidas de Israel nos dias de Ezequiel. Tomei o capítulo 22, porque é a passagem clara onde Deus mostra os acontecimentos que marcavam a corrupção da nação e como tudo indicava que o justo juízo de Deus cairia sobre aquele povo. Mostrei as horrendas práticas de idolatrias e como esse pecado dá o pontapé inicial para práticas abomináveis. Vimos o quanto a lei sobre a obediência e honra aos pais eram claramente quebrada, porque quando há ausência de amor a Deus, o lar vem em seguida na ordem de destruição. Lemos ali também a respeito da ausência do culto a Deus; aliás, como dar a Deus as honras e os louvores quando o povo está voltado às suas idolatrias? E por fim vimos as práticas deliberadas de perversidades praticadas uns contra os outros. Não esqueçamos que essas coisas sempre ocorreram e ocorrem num ambiente preste a ser destruído por Deus. É o que vemos acontecendo em nossos dias. Mas o capítulo 22 de Ezequiel tem mais 3 assuntos perplexos mostrados a nós.
5.     Imoralidades abomináveis (verso 10). Há no coração do homem um anseio pelas práticas abomináveis na vida sexual. Deixados soltos, os homens estão prontos para atividades bestiais. Esses atos perversos foram motivos pelos quais Deus ordenou que os moradores das cidades de Canaã fossem destruídos sem qualquer piedade, como agiu em destruir Sodoma e Gomorra (Gênesis 19). As mesmas práticas aconteciam em Jerusalém, cidade onde esperavam a prática da justiça, eis que agora estava pronta para ser sepultada nas cinzas do juízo de Deus.
6.     Torpe ganância (verso 12). Era o anseio pelo luxo, por ter o que os outros tinham; o desejo pelas riquezas, a fim de gastar com seus pecados. O leitor pode ver que essas coisas acontecem em nossos dias. Sabemos que elas estão no coração dos homens; estão ocultas ali, porque o homem é assim e está pronto para coisas piores. Chega o momento quando os homens não conseguem esconder seus anseios pelo mal. Chega o momento quando as maldades saem pela boca e transborda na prática. Quando isso acontece é sinal de que Deus está na posição de punir uma nação, de arrancá-la da face da terra, ou mesmo de entrega-las nas mãos dos perversos, assim como ocorreu com Jerusalém e toda Judá.
        O que temos de fazer em nossos dias? Não é verdade que precisamos de mais profetas? De mais homens que se levantam para denunciar a maldade, conforme a bíblia manda? Não é verdade que neste momento precisamos de homens santos, cheios da compaixão de Deus venham mostrar o quanto a misericórdia de Deus está pronta para agir, caso os pecadores se arrependam? Temos que denunciar o pecado e mostrar que não há bênção na maldade; que Deus jamais irá inocentar o culpado e que o dono do céu e da terra está pronto para punir os homens, caso suas maldades chegam até o céu, como vemos acontecendo em nossos dias. A história conta o que Deus já fez com várias nações, como elas foram extirpadas da face da terra, devido a ira de Deus.
        Qual a mensagem que mostra a misericórdia de Deus? É a mensagem do evangelho, pregado da maneira como Deus quer que seja pregado. No evangelho há tudo o que os homens precisam saber e toda munição devida para atacar o mal. Quero aproveitar o máximo estas páginas a fim de encher os corações com a história do amor de Deus à procura de um povo rebelde. Mesmo diante de tanta sujeira, o Senhor ainda sai à procura de homens e mulheres arrependidos.


terça-feira, 3 de dezembro de 2019

AS ARMADILHAS DO PECADO (1)


                                               
“Portanto, eus os julgarei, cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus. Convertam-se e afastem-se de todas as suas transgressões, para que a iniquidade não lhes sirva de tropeço” (Ezequiel 18:30)
        INTRODUÇÃO:      
        Não tenho dúvida que essas palavras que foram dirigidas a Israel por meio do profeta Ezequiel é a mesma mensagem que a atual geração precisa ouvir. Se Deus falou com o povo considerado ser um povo Dele, o povo da aliança, quanto mais precisam ouvir as nações ímpias e perversas. As maldades naqueles dias eram encobertas aos olhos dos sacerdotes e da população, mas Deus as via e declarava o que homens e mulheres faziam e depois em pleno orgulho diziam que nada fizeram de errado.
        Não é verdade que presenciamos o desenrolar de uma época de escândalos e maldades cometidas à luz do dia e com um povo que está se sentindo bem com isso? Tudo satanás tem feito para que todos se sintam felizes no pecado; tudo é feito para que haja novas religiões e novos mestres espirituais que “abençoem” o viver tortuoso dos homens e assim fazê-los felizes no pecado. Conta-se de um homem que ficou bêbado e entrou no zoológico onde trabalhava e passou a brincar com uma serpente venenosa, até que foi picado e foi levado para o hospital onde morreu. Não é assim que os homens vivem hoje? Da mesma maneira os homens hoje brincam com o pecado como se estivesse brincando com um bichinho de estimação. Por essa razão foi que Deus puniu Israel nos dias de Ezequiel. A misericórdia divina enviou profetas para que avisassem à nação do perigo, caso não se arrependesse.
        O cap. 22 de Ezequiel narra o aglomerado de maldades praticadas pela nação, e quando analisamos os acontecimentos que envolviam aquela nação naqueles, vemos que o pecado sempre foi o mesmo e que corrompe, destrói e traz a justa punição de Deus aos povos. Vejamos as atividades imundas de Israel naqueles dias e vamos comparar com o que acontece perante, conforme divulga a televisão e as redes sociais.
1.     Idolatria e assassinato (3). É impressionante o quanto o pecado puxa outro pecado. A idolatria é a mãe de todos os outros males; o idólatra ignora a glória de Deus e inventa uma divindade para si e quando isso ocorre os homens se tornam assassinos em potencial. Se não houver amor a Deus, inevitavelmente não haverá amor ao próximo.
2.     Desprezo aos pais e abandono aos necessitados (7). Veja bem que o que ocorria na sociedade de Israel é o que acontece em nossos dias. Notemos que a lei de Deus é radicalmente quebrada com uma desonra proposital aos pais e em seguida há um abandono aos necessitados, porque o egoísmo opera nos corações, com todos à busca de seus próprios interesses.
3.     Desprezo do culto a Deus (8). Claro que a população parecia religiosa, mas a verdade é que não passavam de hipócritas, pois por fora pareciam que amavam a Deus, mas por dentro O odiavam, por essa razão eles achavam refúgio nos falsos mestres, os quais lhes ensinavam o caminho que eles tanto queriam curtir. Não é assim em nossos dias? Não é verdade que desprezam o culto a Deus, culto que é realizado por homens e mulheres piedosos? Não é verdade que desprezam a palavra de Deus e vão à busca de pastores segundo o coração deles?
4.     Práticas deliberadas de perversidades contra o próximo (9). Nessa condição os homens parecem amigos, mas o que realmente acontece é que eles armam ciladas uns contra os outros. Com isso a desconfiança aumenta e a insensatez prospera, porquanto ninguém percebe as manobras de malícias, até mesmo ocorrendo nos meios evangélicos. Que o Senhor use Sua palavra para nos fortalecer e nos livrar dos perigos terríveis que envolvem esta atual geração!