“Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor requer de
ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benevolência, e andes humildemente
com o teu Deus?” (Miquéias 6:8).
O HOMEM EM RELAÇÃO AO
SEU PRÓXIMO - AMOROSO: “...que ames a
misericórdia...”
Caro leitor vemos o
que somente a graça pode fazer, transformando o perdido num novo homem em
Cristo. A justiça de Cristo reveste o homem de um viver carregado de
misericórdia. De fato, não há possibilidade de viver a vida cristã neste mundo,
encarar a condição deste mundo sem que o homem tenha conhecido o poder da
misericórdia de Deus em seu viver. A vida passa a ser vista do ponto de vista
de Deus, como foi que Ele veio, achou-nos na miséria e nos salvou da punição eterna,
nos salva diariamente do poder constante do pecado e nos salvará
definitivamente da presença do pecado (1 Pedro 1:9).
Percebe-se que a visão
do crente deve ser carregada de misericórdia e compaixão neste mundo.
Percebe-se biblicamente que a salvação bíblica desarma o homem do seu caminhar
de miséria, avançando contra Deus e contra seu próximo. A misericórdia ocupa o
lugar de um coração duro, obstinado, rancoroso, ingrato, vingativo e cruel. A
misericórdia faz nossos lábios transbordarem de ações de graças, em lugar de
maldição e amargura. A misericórdia faz com que nossas palavras não sejam mais
espada de dois gumes, cortantes, ferinas e maliciosas (Romanos 3:13-18). Ao
conhecer os atos de misericórdias de Deus em nosso favor, nossos caminhos tortuosos
são endireitados; encaramos com profunda tristeza nosso passado sujo e queremos
saudar nossos semelhantes com um bem-vindo de graciosa aceitação.
Caro leitor, quando
nosso Senhor diz que requer que o homem ame a misericórdia, não há dúvida que significa
atitude ainda mais profunda no relacionamento social. É um milagre, porquanto
no mundo não existe isso! Por misericórdia indica que alguém me tratou de uma
maneira que eu não merecia ser tratado; que o Todo poderoso me achou e me
salvou da ruína e do desespero eterno quando eu andava longe Dele e vivia em
franca desobediência à Sua lei.
Posso ir mais adiante
tratando desse tão importante e momentoso tema. Observemos a maneira como
homens que foram transformados puderam encarar a vida do ponto de vista da
misericórdia. Quando o ladrão na cruz (Lucas 23), teve seus olhos abertos e
conheceu que Aquele que estava pregado na cruz era o próprio Senhor e Salvador,
então imediatamente seu ser foi ocupado e equipado pelas misericórdias de Deus.
Ele pode perceber seu viver tão destrutivo e como realmente merecia, não
somente a morte física como também a punição no castigo eterno. Com os olhos da
alma abertos aquele moço não tinha lugar para a autocomiseração; não pediu ao
Salvador que lhe tirasse da cruz e retornasse à sua família, a fim de ter um
viver próspero neste mundo; seu orgulho próprio despencou-se no abismo e agora
pode perceber que não passava de um verme que caminhava com justiça para a
miséria eterna. Aquele moço ainda teve tempo para interagir corretamente com
seu colega. Vemos como suas palavras estavam carregadas de justiça, de amor
verdadeiro e de um vívido interesse pelo bem eterno do seu colega: “...Nem ao menos temes a Deus, estando na mesma condenação?” (Lucas 23:40). Percebemos que ali estava um homem diferente, um réu
convicto, um inimigo cujas armas foram atiradas longe, a fim de agarrar-se à
corda da compaixão salvadora do Senhor.
Caro
amigo, você pode entender que a mensagem do evangelho trata dos atos de
misericórdia de Deus? Você compreende agora que é a misericórdia de Deus que
visita o homem em seus pecados, lavando-o e purificando de suas imundícies?
Você entende que é o entendimento das misericórdias de Deus que abre nossas
bocas para render-Lhe graças? (Salmo 107:1).
Meu
desejo é que você amigo, seja visitado agora por esse Salvador; que você
conheça o que realmente significa invocar o Nome dele e conhecer a salvação que
transforma o coração do perdido pecador.
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