quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O AMOR DE CRISTO PELA SUA NOIVA (12)



“Debaixo da macieira te despertei; ali esteve tua mãe com dores; ali esteve com dores aquela que te deu à luz. Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço; porque o amor é forte como a morte; o ciúme é cruel como o Seol; a sua chama é chama de fogo, verdadeira labareda do Senhor. As muitas águas não podem apagar o amor, nem os rios afogá-lo. Se alguém oferecesse todos os bens de sua casa pelo amor, seria de todo desprezado” (Cantares 8:5-7).
A NOSSA ORIGEM NO PECADO (continuação)
        Amigo leitor vemos como o Espírito Santo nos mostra no texto o ensino sobre nossa triste condição em Adão. O propósito do Amado é mostrar à noiva amada a necessidade de andar na santa dependência Dele durante sua peregrinação terrena. Cada crente deve viver em humildade, temor e santidade. Um constante ensino sobre nossa condição outrora no pecado fará com que os santos vivam humilhados, sóbrios e vigilantes num mundo extremamente perigoso.
        Já pude mostrar aos que amam de coração a Palavra de Deus o significado da frase: “Debaixo da macieira te despertei...”. Creio que não há necessidade de retornar ao assunto tão claro e inequívoco da nossa queda em Adão. Não tem algo mais terrível para os santos quando eles permitem que o mundo seja seu lisonjeador e vivam a buscar adornos terrenos. Cristo ama Seu povo, por isso procura disciplinar constantemente Seus santos. Esse sistema religioso promovido pela Nova Era tem pavoneado a igreja; o sistema carnavalesco de agradar a carne tem entrado nos cultos com nomes de louvor e evangelização.
        Amados, o pavão mostra sua bela aparência e esquece seus pés tão feios. A igreja hoje age como o pavão perante o mundo, mas a glória da igreja está em sua humilde, santa e submissa posição perante o Rei da glória. Não esqueçamos que o ardente e eterno amor Dele visa tirar quaisquer vanglórias mundanas e carnais; não esqueçamos que o fogo disciplinador queima tudo aquilo que é vistoso e aparentemente belo à carne e ao mundo, mas que em nada glorifica o Filho. O mundo visa tirar nossos pés da realidade conforme a Palavra de Deus tem revelado, a fim de fazer com que vivamos de sonhos e de fantasias. Enquanto a igreja age assim, ignorando a Palavra de Deus, o Nome do Senhor e a glória Dele, vistos em Sua Palavra estão em jogo, por causa do mau testemunho daqueles que agora professam serem crentes.  
        Caro leitor, eis a razão porque tanto exponho a doutrina do pecado em meus escritos! Nessa romântica figura de linguagem de Cantares, a macieira lembra bem o ocorrido em Gênesis 3. Lembre-se que foi ali nossa queda! Foi ali onde ouvimos a voz doce e suave da serpente e resolvemos obedecer ao ardiloso inimigo! Foi ali que aconteceu aquilo que horrorizou toda criação, porquanto a raça inteira foi iludida pelo pai da mentira! Foi ali que ficamos fascinados e encantados com a vileza desse príncipe sofisticado! Foi ali que ele nos lisonjeou para que fôssemos atraídos para as paixões da carne, dos olhos e pela soberba desta vida miserável e transitória. Amigo leitor veja como foi que o Senhor nos achou! Estávamos dormindo debaixo dessa árvore mundana; entorpecidos na mente e no coração, mas Ele pela sua misericórdia nos chamou e nos tirou desse sono mortal e maligno. Eis a razão porque agora o mesmo amor chama nossa atenção!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O AMOR DE CRISTO PELA SUA NOIVA (11)



“Debaixo da macieira te despertei; ali esteve tua mãe com dores; ali esteve com dores aquela que te deu à luz. Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço; porque o amor é forte como a morte; o ciúme é cruel como o Seol; a sua chama é chama de fogo, verdadeira labareda do Senhor. As muitas águas não podem apagar o amor, nem os rios afogá-lo. Se alguém oferecesse todos os bens de sua casa pelo amor, seria de todo desprezado” (Cantares 8:5-7).
A NOSSA ORIGEM NO PECADO (continuação)
         Prezado amigo leitor, o que o Autor da Palavra quer nos ensinar nesta frase: “Debaixo da macieira te despertei...”? Obviamente temos que trabalhar em cima da harmonia que existe em toda Escritura, porque a Bíblia explica a si mesma. Na linguagem romântica de Cantares o Espírito Santo traz aos nossos olhos a impressionante doutrina da queda do homem em Adão. Como satanás tem iludido as multidões em nossos dias! É comum ver novas dicas de como resolver nossos conflitos íntimos através da famosa regressão, a fim de encontrem a cura interior. Espertamente satanás tem levado multidões à crença de que a origem de seus problemas está no avô ou no tataravô, etc. Quanta mentira! Quanta ilusão! A Palavra da verdade conta nossa história tão trágica desde a queda. Onde nossos pais caíram, foi ali que nós caímos, o tombo deles foi nosso tombo, a culpa deles foi nossa culpa, a morte deles foi nossa morte e a condenação deles é a nossa condenação.
         Quanto Cristo comunica-se com sua noiva, em rápidas palavras Ele conta a história de como ela foi achada: “Debaixo da macieira te despertei...”. Deus fez assim com Israel por meio de Moisés, a fim de que quando entrasse na terra prometida jamais viesse a agir orgulhosamente em face das conquistas e prosperidades. Notemos como aquela nação várias vezes foi orientada a agir com humildade, temor e gratidão diante de seu Deus. Vemos por exemplo em Deuteronômio 26:5 que eles deveriam tomar dos primeiros frutos da terra e apresentassem perante Deus em sincera confissão: “...Arameu prestes a perecer era meu pai; e desceu ao Egito com pouca gente, para ali morar; e veio a ser ali uma nação grande, forte e numerosa”. Neste verso temos uma breve descrição da maneira como o povo de Deus deve reconhecer sua triste origem e a maneira como deve se apresentar em profundo quebrantamento perante o Senhor Deus.
         No Novo Testamento os crentes são levados a esse reconhecimento também. No cap. 2 de Efésios as Palavras inspiradas revelam com maior profundidade o estado tenebroso no qual a misericórdia e a graça alcançaram o povo eleito de Deus: “Ele vos deu vida, estando vós mortos em vossos delitos e pecados” (2:1). Ora, facilmente esquivamo-nos dessas verdades, porque gostamos de viver enlameados em nosso orgulho próprio. O alvo do amor de Cristo pela Sua noiva é fazer com que ela seja convergida para a glória Dele. John Piper disse com muita propriedade: “Quando nosso orgulho verte desprezo sobre a glória de Deus, Ele é obrigado a verter Sua ira sobre nosso orgulho”.
         Ora, a igreja é chamada de volta à Palavra! Ela, como Israel tem dado voltas no deserto deste mundo à procura de ilusões; falsos mestres têm desnorteado o povo de Deus e os crentes verdadeiros têm sentido fome e sede do conhecimento genuíno do seu Senhor. Quando os santos de Deus passam a conhecer a verdade conforme a revelação, todo peso da vaidade e do conformismo com o mundo é retirado, assim a igreja fica leve para prosseguir sua jornada rumo ao lar celestial. Ela é a noiva que deve submissão ao Rei! Ela foi achada exatamente onde o pecado lhe derribou: “Debaixo da macieira...”. Foi quando estávamos mortos, na tumba do pecado, envoltos em densas trevas da morte, que o Senhor pela poderosa Palavra da verdade veio e nos chamou pela graça.
         Meu amigo, quem pode tirar o pecador da triste condição no pecado? Porventura, alguma igreja pode fazer isso? Alguma oração, reza ou choro de algum ministro religioso pode retirar um morto no pecado da sua triste situação? Jamais! Nossos olhos voltam agora para aquele que veio ao mundo e que chama os pecadores por meio da mensagem do evangelho.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O HOMEM TEM LIBERDADE?

“Quanto ao ímpio, as suas próprias iniqüidades o prenderão, e pelas cordas do seu pecado será detido. Ele morre pela falta de disciplina; e pelo excesso da sua loucura anda errado” (Provérbios 5:22,23)

Quando era pequeno aprendi como algumas pessoas pegavam pássaros, especialmente canários. Eles passavam visgo de jaca em galhos secos e fincavam os galhos em lugares estratégicos. Era fatal, pois qualquer pássaro que ali descansasse não escapava.
É essa a situação dos homens. Eles pensam que são livres neste mundo, mas não sabem que estão aprisionados pelas suas práticas pecaminosas e delas não podem escapar. A Palavra do Deus que não pode mentir deixa tal verdade bem esclarecida: “...Suas próprias iniqüidades o prenderão, e pelas cordas do seu pecado será detido”.
Em que triste condição o pecado lhe colocou, meu amigo! Não fique pensando que você é esperto! Não pense que você pode ludibriar e manipular a Deus! Ele afirma que você está amarrado e algemado em seus próprios atos tortuosos. Veja como sua maneira de viver prova isso.
- As suas iniqüidades já lhe prenderam com um coração vaidoso, que acha que pode viver sua vida independente de Deus, achando que não há de prestar contas perante Ele após sua morte.
- As suas iniqüidades lhe prenderam nos pensamentos sujos, torpes e corrompidos.
- As suas iniqüidades lhe prenderam com um linguajar sujo e uma boca que comunica imoralidades.
- As suas iniqüidades lhe prenderam com todo tipo de vícios que lhes roubam o dinheiro e destroem a saúde.
Amigo seja humilde e volte para a Palavra de Deus! Sua única esperança de escape está naquele que veio ao mundo para destruir as obras do diabo. Cristo, o Filho de Deus conquistou a verdadeira liberdade para que a alma possa respirar alegria, prazer e certeza de que após a morte está salvo da perdição eterna.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O AMOR DE CRISTO PELA SUA NOIVA (10) Nossa origem no pecado

“Debaixo da macieira te despertei; ali esteve tua mãe com dores; ali esteve com dores aquela que te deu à luz. Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço; porque o amor é forte como a morte; o ciúme é cruel como o Seol; a sua chama é chama de fogo, verdadeira labareda do Senhor. As muitas águas não podem apagar o amor, nem os rios afogá-lo. Se alguém oferecesse todos os bens de sua casa pelo amor, seria de todo desprezado” (Cantares 8:5-7).
A NOSSA ORIGEM NO PECADO (continuação)
Caro leitor, preciosas palavras de advertências o esposa transmite à sua amada. Ele não está dependendo do amor dela, mas ela precisa se abrigar urgentemente nesse amor, a fim de estar protegida e abrigada. Assim também é a igreja em relação ao amor do Senhor. Cristo não é persuadido pelo amor do Seu povo; nada altera seu glorioso e conquistador amor pela igreja gloriosa, comprada com Seu sangue. Os crentes precisam conhecer de onde vieram, precisamos estar constantemente humilhados perante esse oceano de amor; precisamos saber que nosso Amado requer dos Seus santos obediência e submissão a Ele, do contrário o amor providenciará severa disciplina.
Na frase: “Debaixo da macieira te despertei...”, temos perante nossos olhos a poderosa doutrina da nossa origem em Adão. Enquanto satanás tenta abafar esse ensino, a Palavra de Deus abre sua boca e pela santa lei denuncia a triste condição do homem no pecado. O espírito desta época proclama a bondade humana; exalta a dignidade e os direitos humanos; caprichosamente afirmam que Deus é mentiroso e que é culpado da situação tão problemática na qual os homens se encontram. Porém, a verdade revelada brilha de forma refulgente nessa escuridão de mentiras, afirmando a origem do homem no pecado. Veja a confissão de Davi: “Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmo 51:5). Enquanto satanás lisonjeia de forma trapaceira as multidões, a bíblia declara: “Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, proferindo mentiras”.
Prezado amigo, nossa natureza carnal, arrogante e egoísta gosta de ouvir esse ensino? Uma igreja será bem visitada e buscada onde essa verdade tão poderosa é ensinada e pregada com zelo? Jamais! O mercado religioso tem muitas ofertas aparentemente belas para os que querem viver iludidos. Para aqueles cuja fé é feita de plástico, o fogo da verdade é insuportável. Mas a verdade solene e gloriosa está perante nossos olhos. Como fugir? Somente a verdade pode libertar nada mais! A mentira, por mais bela e encantadora que seja adornada e pulverizada de gotas da verdade, não passa de mentira, e é ainda mais perigosa. A verdadeira fé suporta o fogo purificador da verdade revelada.
O que vem a significar essa romântica, mas misteriosa frase: “Debaixo da macieira te despertei...”? Eis aí a impressionante verdade da queda da raça em Adão: “Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:21). Poderia encher o restante desta página de versos bíblicos que tratam desse assunto, mas a verdade está perante aqueles que recebem a Palavra de Deus com alegria. Voltemos à figura de linguagem usada pelo Amado em relação à sua noiva: “Debaixo da macieira te despertei...”. Deu para perceber que somos levados de volta ao Éden? Que a nossa história é contada na queda em Adão?
Quanto engano vemos sendo apresentado nesse cenário religioso moderno! Quanta busca por superstições! Amigo, pisemos firmemente o solo puro e santo da verdade bíblica! Caminhemos sem vacilação pelas vias iluminadas da revelação divina! Deixemos as fantasias e sonhos promovidos por satanás! O Deus da bíblia não sonha, pelo contrário Ele não dorme nem tosqueneja (Salmo 121). Encaremos firmemente nossa culpa e condenação merecida! Curvemo-nos perante a gloriosa verdade de que ali no Éden tombamos e decidimos em nossos pais obedecer a voz da serpente. Foi ali que recebemos o golpe fatídico do pecado! Foi ali que a morte passou a ter o domínio constante de nossas pobres almas.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O AMOR DE CRISTO PELA SUA NOIVA. A NOSSA ORIGEM NO PECADO(9)

“Quem é esta que sobe do deserto, e vem encostada ao seu amado? Debaixo da macieira te despertei; ali esteve tua mãe com dores; ali esteve com dores aquela que te deu à luz. Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço; porque o amor é forte como a morte; o ciúme é cruel como o Seol; a sua chama é chama de fogo, verdadeira labareda do Senhor. As muitas águas não podem apagar o amor, nem os rios afogá-lo. Se alguém oferecesse todos os bens de sua casa pelo amor, seria de todo desprezado” (Cantares 8:5-7).
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Prezado leitor estamos diante da infalível e inerrante Palavra inspirada, por isso todo nosso orgulho e vaidades são postos no pó. Corações envaidecidos pelo orgulho do pecado tomam a Bíblia como um amuleto de sortes, procurando aqui e ali alguma coisa que lhes faça bem e desprezam toda verdade revelada. Recebamos a Palavra inspirada com nossas almas humilhadas e profundamente dispostas a sentir o golpe da verdade. Ela é a espada do Espírito (Hebreus 4:12), por isso ela chega e golpeia nosso arrogante coração.
O assunto que segue em nosso texto é profundamente revelador e humilhante. O cristianismo moderno, tão enganador e apóstata tem escondido a verdade, tem encoberto o coração com aparência de piedade. Como médicos mentirosos, falsos mestres têm dado paliativos ao povo e encobrindo a ferida mortal, a chaga maligna do coração. Eles espalharam às almas uma paz perigosa, paz letal (Jeremias 23:17), transformando pecadores em herdeiros do inferno duas vezes (Mateus 23:15).
O assunto que vem a seguir mostra o amor genuíno, protetor e santificador do Noivo pela Sua noiva. No verso anterior vimos como ela foi achada, como Ele amou pecadores e provou isso vindo ao mundo para arrancá-los da masmorra cruel e enganadora deste mundo liderado pelo pai da mentira. Agora vemos como o Noivo amado comunica-se com Sua noiva e nessa comunicação Ele tem em vista o seguinte: Primeiramente quer mostrar-lhe onde foi achada, que ela está debaixo de grande perigo. É exatamente isso o que a Palavra de Deus comunica com os crentes, exortando-nos para que vivamos uma vida separada deste mundo e dependente do Senhor. Em segundo lugar o Noivo amado comunica seu amor de forma bem positiva. Ele avisa à noiva que Seu amor não parou e que ela não foi abandonada, entregue a si mesma. Seu amor está plenamente aceso e ativo em relação ao objeto amado.
Ora, isso é de grande significado para nossas vidas práticas. Através do amor do marido pela sua esposa mostrado em Cantares somos advertidos a conhecer o amor provado do Senhor Jesus por nós. Todos os crentes genuínos, todos os que foram chamados pela verdade e santificados para Deus, todos os que foram selados pelo Espírito (Efésios 1:13), jovens, homens, mulheres comprados pelo sangue, não importa a idade, a condição social, todos são convocados a conhecer o real significado do amor do Senhor pelo Seu povo – a noiva amada. Milhares de crentes desconhecem a verdade do amor de Deus, nada sabem da atividade santificadora e disciplinadora desse amor de Deus. Que nossos olhos de santidade sejam abertos! Que sejamos capazes de enxergar as veredas pelas quais os justos devem andar! Que cuidemos com os perigos que assaltam nossa fé e mutilam a verdadeira vida cristã prática! Satanás sabe como anular a influência santa dos crentes; ele sabe como iludir corações com falsificações religiosas.
Os crentes foram chamados não para mudarem o mundo, mas para separarem do mundo! Fomos convocados pela graça para avançar, seguir com persistência o caminho rumo à cidade santa. Estamos caminhando para o encontro com o Noivo amado, por essa razão sua comunicação é clara, a fim de que dependamos Dele. Somos como ovelhas no meio de ferozes leões; somos os santos no meio de uma multidão que odeia santidade; somos faróis que reluzem nessa escuridão tenebrosa de um mundo dominado pela mentira; somos cidadãos do reino de Deus num império onde satanás, a morte e o inferno cercam as multidões com tirania e domínio.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O AMOR DE CRISTO PELA SUA NOIVA (8)

O AMOR DE CRISTO PELA SUA NOIVA (8)
“Quem é esta que sobe do deserto, e vem encostada ao seu amado? Debaixo da macieira te despertei; ali esteve tua mãe com dores; ali esteve com dores aquela que te deu à luz. Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço; porque o amor é forte como a morte; o ciúme é cruel como o Seol; a sua chama é chama de fogo, verdadeira labareda do Senhor. As muitas águas não podem apagar o amor, nem os rios afogá-lo. Se alguém oferecesse todos os bens de sua casa pelo amor, seria de todo desprezado” (Cantares 8:5-7).
DESCOBERTA PELO AMADO (continuação):
Prezado amigo, a frase: Quem é esta que sobe do deserto, e vem encostada ao seu amado?...” mostra o precioso ensino do evangelho que Cristo veio buscar perdidos pecadores. Milhares jamais sentiram seu estado de perdição; milhares vivem neste mundo à semelhança de pernilongo chupando sangue para morrer no outro dia vítima do próprio sangue, assim os homens no pecado têm prazer no próprio pecado para morrerem no pecado. Em Lucas 19 temos a história do encontro entre Cristo e Zaqueu. Cristo entrou na cidade de Jericó com um alvo, Ele sabia o que iria acontecer, portanto ignorou a multidão sedenta por espetáculos de sinais e maravilhas e caminhou rumo àquele sicômoro para encontrar com aquela alma. Zaqueu em cima da árvore não sabia que na agenda do Senhor havia esse compromisso. A ordem da graça foi suficiente para atrair irresistivelmente aquele homem para Cristo, e assim ele caminhou cheio de alegria para sua casa juntamente com o Salvador e lá foi salvo, libertado da escravidão no qual viveu por tantos anos.
Prezado leitor, nosso Senhor veio ao mundo em busca de Seu povo, sua noiva amada. O próprio texto em Cantares mostra tal verdade numa linguagem romântica e encantadora: “Quem é esta que sobe do deserto, e vem encostada ao seu amado?...”. Quem pode explicar essa verdade? A igreja é e será sempre um mistério para a mente natural e entenebrecida deste mundo. Quem pode explicar a situação dos pecadores escravizados sob a tirania do inimigo? Acredito que é o assunto mais ignorado em nossos dias dentro da igreja. Mas a Bíblia continua mostrando nossa situação de perdidos; ela tapa nossa boca, enchendo nossos corações de temor, para que jamais venhamos a sentir qualquer orgulho. A salvação pertence ao Senhor somente! Ninguém mais participa dessa atividade misericordiosa da graça. Foi nosso bendito Pastor que veio e entrou neste mundo de trevas; foi Ele que sozinho ficou encurralado pela multidão de inimigos; sozinho enfrentou até mesmo a Ira de Deus o Pai; sozinho ficou e foi desprezado até pelos pecadores pelos quais haveria de morrer; sozinho tomou o cálice amargo e amaldiçoante, para que a noiva amada escapasse da maldição da lei.
Amigo leitor sinto-me triste por não ter palavras suficientes que possam narrar nossa vergonhosa condição no pecado e o amor daquele que se negou a Si mesmo, a fim de que pudesse comprar Seu povo com Seu sangue. Foi assim que Ele entrou neste deserto mundano, encarou o inimigo face a face, combateu esse combate indo até a cruz, para ali dar o golpe fatal na serpente e triunfar sobre o mundo, a morte, o inferno e todo poderio inimigo. Foi assim que Ele conquistou Seu povo; foi assim que venceu e prevaleceu sobre todo inimigo, a fim de que livrasse Seus amados da morte eterna.
Então, toda Sua igreja é vista encostada ao Seu Amado. Todos os pecadores por quem Ele morreu jamais hão de perecer (2 Pedro 3:9); todos os verdadeiros crentes estão subindo e chegarão inevitavelmente no céu. É a noiva amada, protegida e guardada no amor eterno! O Noivo amado conquistou Sua noiva! O Primogênito já apresentou ao Pai no céu todos os crentes: “...Eis-me aqui, e os filhos que Deus me deu...” (Hebreus 2:13).
Eis aí amigo, a verdade bíblica da gloriosa salvação! Você pertence a Ele? Um dia passou da morte para a vida? Prova agora pela maneira de viver que anda com Ele e que caminha firme e perseverante rumo ao lar? Para o leitor que está buscando a verdade da salvação, Cristo agora mesmo está perto e pronto para salvar todo que Nele crer.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O AMOR DE CRISTO PELA SUA NOIVA (7)

“Quem é esta que sobe do deserto, e vem encostada ao seu amado? Debaixo da macieira te despertei; ali esteve tua mãe com dores; ali esteve com dores aquela que te deu à luz. Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço; porque o amor é forte como a morte; o ciúme é cruel como o Seol; a sua chama é chama de fogo, verdadeira labareda do Senhor. As muitas águas não podem apagar o amor, nem os rios afogá-lo. Se alguém oferecesse todos os bens de sua casa pelo amor, seria de todo desprezado” (Cantares 8:5-7).
DESCOBERTA PELO AMADO (continuação):
Prezado amigo, Cristo veio ao mundo em busca dos perdidos. Obviamente nem todos estão perdidos; nem todos têm seus olhos espirituais abertos para enxergar a vacuidade desta vida, como estão sendo iludidos e tratados como escravos neste mundo. Aquele homem, conforme a narrativa de Lucas 18 foi a Cristo em busca de certeza de vida eterna. Queria ir para a morada eterna na Nova Jerusalém, queria estar com o pai Abraão na cidade santa. Mas nosso Senhor foi diretamente ao santuário oculto em seu coração. Por fora era visto como um autêntico religioso que procurava guardar todos os preceitos da lei de Moisés. Ele se justificava na religiosidade externa e veio perante o Mestre com essa fachada caiada. Mas toda sua casa religiosa desmoronou quando o Senhor invadiu o lugar onde ninguém havia entrado, para descobrir onde o pecado reinava e controlava toda mente, emoção e determinação de sua vida: “...Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens e reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me” (Lucas 18:22).
Perante o Senhor estava uma alma contente no pecado, satisfeita com este céu terreno, jamais querendo que qualquer religioso chegasse para destruir o império construído no coração. Ele era feliz aqui, queria garantir um lugar no céu porque tinha dinheiro para assegurar que lá tivesse tudo quanto tinha aqui. O portão de acesso estava trancado, mas a penetrante luz da verdade trouxe a lume toda sua idolatria, perversidade, e iniqüidade oculta. Seu amor às riquezas era o deus mamon escondido. Era preciso destruir esse inimigo oculto, demolir esse castelo de ilusão, porquanto ele jamais poderia servir a dois senhores. Onde o Rei da glória entra, o reino do pecado chega ao fim.
Mas ali estava uma alma por quem Cristo não morreu. Ele jamais se viu perdido, jamais compreendeu sua triste condição de culpado e de um amaldiçoado perante a lei. Quando se deparou perante a glória de Cristo e sua humilhante condição; quando percebeu que toda sua religiosidade de nada valia, que toda sua estrutura externa era como papel, e que era muito humilhante seguir a Cristo e caminhar com o povo de Deus para o reino eterno, sua decisão era exatamente a decisão que se espera de uma alma que jamais viu seu estado de perdição. Ora, Cristo na posição de homem mostrou seu amor por aquele moço que dera as costas à Sua misericórdia, preferindo voltar e estender seus braços para seu ídolo – sua riqueza.
Hoje vemos milhares que jamais entenderam sua condição de perdidos no pecado querendo um cristo que possa levar-lhes ao céu, porém sem qualquer mudança em suas vidas. Continuam com suas idolatrias, mentiras no coração contra Deus e amando ao mundo. Jamais conheceram arrependimento, nem conversão. Jamais receberam novo coração que teme a Deus e que se dispõe a caminhar rumo ao céu com obediência, santidade e temor.
Ora, Cristo não veio buscar essas almas. Ele foi preciso em dizer que veio buscar perdidos. Sua noiva amada, Seu povo escolhido foi achada no deserto deste mundo, errante ali, com intensa sede na alma, buscando o lar verdadeiro, sem amor, sem amparo, na escuridão sem rumo. Cristo veio buscar pecadores que clamam a Ele, que invocam Seu nome para serem salvos. Ele veio buscar pecadores que nada mais querem com este mundo enganador; almas que encaram o Cordeiro que foi morto no lugar deles tendo em vista libertá-los da destruição eterna. Essas almas têm seus olhos agora abertos e seus ouvidos apurados para escutar o doce “vinde a mim”!