“Todo aquele que o Pai me dá, virá
a mim, e o que vem a mim de maneira nenhuma lançarei fora” João 6:37
Quão
gloriosa é a salvação de Deus ao pecador! Está latente nela a ação soberana de
Deus, porquanto nas palavras inspiradas aparece o trabalho de Deus o Pai e Deus
o Filho, deixando clara e evidente a total impossibilidade do homem ir a Deus
por si mesmo. Vemos também que é uma atuação contínua de Deus, o Pai, enquanto
estiver operando Sua obra salvadora no meio dos homens: “Todo aquele que o Pai
me dá...”, e o Filho, por seu lado, está plenamente subordinado à vontade
Soberana do pai: “...me dá...”.
Os
salvos devem ficar cercados dessa verdade para o bem de suas vidas espirituais.
Que descanso dá ao coração regenerado! Que obra inaudita da graça! Esta verdade
descobre a vastidão do domínio do pecado no coração do pecador; ela também
revela o terror da morte espiritual que paralisou completamente todo
pensamento, emoção e vontade em relação a Deus.
Quem é o
homem para estar livre do domínio do pecado? O Filho de Deus veio para quebrar
essas prisões e assim libertar o pobre escravo (João 8:34). Quem pode alguma
coisa contra a crueldade de satanás em usar esses escravos para a implantação
de seu reino de mentiras neste mundo? Cristo, o Filho, veio para desfazer as
obras do diabo (1João 3:8).
Como é que os mortos podem dar vida a
si mesmos? Somente o Autor da Vida, aquele que realmente venceu a tirania da
morte para sempre e assim conceder vida eterna aos crentes (João 3:36). Acima de tudo esta verdade engrandece a Graça
Salvadora expondo no território de satanás a força do Onipotente Braço do
Senhor em Salvar pecadores.
“Todo
aquele que o Pai me dá...”. O Pai entrega o pecador ao Filho. Está em pleno
acordo com o plano pré-estabelecido na eternidade: “Assim como nos escolheu
Nele antes da fundação do mundo...” (Efésios 1:4). Quem são estes? São os
pecadores que Cristo veio buscar e salvar. Eis aí o trabalho do Pai, Ele toma
pecadores chamando-os pela mensagem do evangelho, e assim entregar esses que
são chamados ao Filho.
“...
virá a mim...”. Não existe “talvez” no trabalho de Deus. Quando o pecador é
chamado, ele realmente vai a Cristo. O chamado é soberano. Tudo é desfeito no
território inimigo, porquanto é a Irresistível Graça que chama o pecador da
morte para a vida (João 5:24). Gloriosa verdade! Naturalmente nada existe no
pecador que o impulsione a ir ao Filho de Deus. O homem no pecado odeia Cristo.
Ele ama o Jesus erigido pela mente idólatra e supersticiosa deste século
perverso. Não há choro, oração, emoção, música, apelo, rogo, etc., que possam
induzir o pecador a dar qualquer passo em direção à verdade. Ele não consegue
nem pode subir, porquanto, como uma bola desce em direção ao abismo.
“...
e o que vem a mim de modo nenhum o lançarei fora”. Claro! O pai entrega um
pecador nas mãos do verdadeiro Salvador. Todo juízo é desfeito para sempre! A
Ira Santa e Justa do Pai já foi apaziguada na obra realizada pelo Cordeiro de
Deus. Quem comparece perante a face do Filho de Deus não é mais um morto no
pecado, condenado à prisão perpétua no lago de fogo, mas sim alguém que recebeu
a vida que há no Filho (João 10:10). Que amor perene! Que graça singular! Que
encanto na obra da nova criação (2Coríntios 5:17)! Ele nunca lançará fora
qualquer pecador que for a Ele. Afinal, Ele veio ao mundo buscar tais pecadores
para apresentar ao Pai a multidão de filhos de Deus que um dia encherão a Nova
Jerusalém.
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