quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A GLÓRIA DE CRISTO (3 a) por John Owen





CAPÍTULO 3
A glória de Cristo manifestada pelo mistério das Suas duas naturezas
            A glória da dupla natureza de Cristo numa só pessoa é tão grande que o mundo incrédulo não pode ver a luz e a formosura que dela brilham. Hoje em dia, muitos negam a verdade de que Jesus Cristo é tanto Filho de Deus como Filho de homem. Mas esta é a glória, a qual os anjos “desejam olhar” (1Pedro 1:12).
       Satanás no seu orgulho levantou-se contra o Deus do Céu e então, tratou de destruir os seres humanos na Terra que foram criados à imagem de Deus. Na Sua grande sabedoria, Deus uniu ambas as naturezas (a humana e a divina) contra as quais Satanás tinha pecado. Cristo, o Deus homem, triunfou sobre Satanás mediante a Sua morte na cruz. Aqui está o fundamento da Igreja. Na criação, Deus “suspende a Terra sobre o nada.” (Jó 26:7). Mas, Ele fundou a Sua Igreja sobre a rocha imóvel: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” (Mateus16:16) Este glorioso ato é referido por Isaías: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” (Is 9:6)
            Como o fogo ardia na sarça que Moisés viu, assim a plenitude da divindade morava no corpo de Cristo o qual foi feito carne e habitou entre nós. (Veja Êxodo.3:2, Colossenses 2:9 e João 1:14) O fogo eterno da natureza divina estava na sarça da frágil natureza humana; não obstante, a natureza humana não foi consumida. Então, podemos ver “a graça daquele que habitou no arbusto” para conosco, os pecadores (Deuteronômio 33:16). Como foi dito a Moisés que tirasse os seus pés, assim também nós devemos pôr de lado todas as imaginações e desejos que provêm da nossa natureza caída a fim de que por meio da fé cheguemos a ver a glória de Cristo Jesus.
            Não é meu propósito dar uma explicação ou confirmação da verdade gloriosa das duas naturezas (divina e humana) unidas na pessoa de Cristo. O meu desejo agora é o de estimular as mentes dos crentes a uma contemplação da glória de Cristo no santo mistério da constituição da Sua pessoa, quer dizer, como Deus e homem num. Espero que o que é dito a seguir nos anime a procurar de Deus, o espírito de sabedoria e de revelação para abrir os olhos do nosso entendimento.

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