“Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o
ressuscitarei no último dia” (João 6:44).
SEGURANÇA
ETERNA: “...e eu o ressuscitarei
no último dia”.
Caro amigo, com nossos corações cheios de temor voltemos à
declaração do Senhor Jesus Cristo: “...e eu o ressuscitarei no último dia”. Na meditação anterior pude mostrar como o ensino a respeito da
segurança eterna tem sido usada e abusada por elementos perigosos, os quais
passam aos homens uma paz e segurança jamais dadas por Deus. Somente os
verdadeiros salvos, os que foram justificados e santificados mediante a obra da
cruz, podem compreender o significado da segurança eterna e da glória eterna
que aguarda os salvos. O regozijo brotará em nossos corações se humildemente
compreendermos os atos soberanos de Deus. A segurança eterna dos salvos é a
lógica, é o que aparece como efeito do irresistível trabalho da graça. Visto
que é um assunto de tanta importância, certamente não poderei deixá-lo sem uma
consideração mais aprofundada.
A primeira lição que aparece nessa
frase é que a segurança eterna surge como a mais preciosa e deslumbrante bênção
para os salvos. Caro leitor, preste atenção, pois nada temos de promessas entre
a salvação e a ressurreição, porque no tocante a obra dessa tão grande e eterna
conquista de Cristo, os valores mundanos se apagam e perdem aquele brilho que
tanto tinham quando estávamos no pecado. Veja amigo, o que estou afirmando é
que a importância que Deus dá após a salvação de uma alma, não é o que ela vai
ter de bom aqui; não é que a vida vai ser transbordante de sucesso e de
venturas, mas sim que a ressurreição aguarda o salvo. Pode perceber como é
construída essa doutrina? Salvação e ressurreição!
Percebe-se que entre esses dois acontecimentos tudo o que ocorre, ou que vai
ocorrer em nada irá abalar os fundamentos eternos.
Permita-me ocupar com argumentos a mais
em torno desse assunto que considero ser de grande importância para o viver
daquele que é realmente crente. Quando a doutrina da salvação não tem como base
a soberana atuação de Deus, tendemos a perder de vista os planos eternos e
passamos a viver consumidos pelos problemas desta vida transitória. O nosso
tempo é brevíssimo aqui, é uma pequena vírgula à luz da eternidade. Deus não
tem planos de uma vida melhor, mais confortável, próspera e agradável à carne.
A salvação e a ressurreição dos santos destroem completamente esse programa
evangélico que tem invadido o cenário evangélico em nossos dias, prometendo um
mundo melhor e mais adaptável aos homens.
Veja caro leitor, como a verdade do
evangelho nos situa dentro de um contexto de eternidade. A salvação bíblica
consiste em que Cristo veio para arrancar os salvos deste sistema pervertido
visto aqui no mundo (Gálatas 1:4). Cristo está chamando um povo que habitará a
Nova Jerusalém Celestial; as bênçãos nos dada no Filho são bênçãos espirituais
e estão nos lugares celestiais (Efésios 1:3). O mundo é o lugar onde reina o
príncipe das trevas; é o lugar onde a morte continua a realizar seu macabro
trabalho. O mundo não é um paraíso; esse gozo terreno é ninharia, comparado às
glórias eternais.
Então, o verso em João 6:44 nos mostra
que os planos eternos do Senhor consiste em livrar pecadores da morte
espiritual e da morte eterna. Consiste em revelar a gloriosa conquista da cruz
e do sepulcro, pois aquele que morreu para nos livrar da destruição eterna é o
mesmo que destruiu a morte, a fim de conceder aos salvos a vitória suprema na
ressurreição. Portanto, digo e afirmo que se o Jesus que você afirma ter não
lhe concedeu o gozo da esperança da glória; se não encheu sua alma de
satisfação das riquezas guardadas no céu; se não transformou seu viver num
santo que peregrina por breve tempo nesta vida, então pode estar certo que esse
Jesus não é o Filho do Deus vivo.
Volte agora para a verdade revelada e
humildemente achegue-se ao Senhor e Salvador suplicando Dele a salvação de sua
alma.
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