“Pois tu não és Deus que se agrade com a iniquidade, e contigo não
subsiste o mal” (Salmo 5:4).
INTRODUÇÃO:
Caro leitor, cabe a
mim entrar na árdua, mas bendita tarefa de pregar no texto acima a fim de
tratar de um tema como este: “DEUS E O PECADO”. Não há dúvida de que vivemos em
dias extremamente perigosos, porque a verdade revelada tem sido atacada e a
glória do santo Nome do Senhor tem sido vilipendiada por ímpios e perversos, os
quais estão camuflados dentro das igrejas. Os resultados têm sido catastróficos,
porquanto até mesmo nas igrejas ouvimos palavras blasfemas a respeito de Deus.
Na batalha pela verdade vemos que há necessidade da defesa do evangelho. Não
fui chamado para defender Deus, porque ninguém pode fazer isso; é simplesmente
loucura. Fomos chamados para defender a verdade gloriosa do evangelho, porque
se satanás conseguir vituperar a verdade da salvação, então certamente a
mentira prevalecerá para prejuízo dos homens neste mundo.
É comum ouvir que
“Deus odeia o pecado, mas ama o pecador”. Frase como essa revela completa
ignorância teológica e traz sérios problemas para dentro da igreja. Será isso
verdade? Será que Deus ama o pecador e odeia o pecado? É bíblico isso? Porém, o
fato é que quando analisamos essa frase à luz das Escrituras vemos que não
passa de uma terrível mentira. Ela parece ser tão bonita, tão atraente e cheia
de sentimentos, mas é perigosa, porque esse não é o ensino bíblico. Caro
leitor, isso tem gerado um evangelho falsificado, bem adocicado com o melado da
mentalidade enganosa dos homens. Sendo assim considerado um ensino mentiroso,
certamente é prejudicial para a igreja e para os homens, porque claramente
mostra ignorância quanto a natureza santa de Deus e a natureza pervertida e
maligna do pecado no homem.
Ora, a razão é
simples: não há possibilidade de separar o pecado do pecador, assim como não
conseguimos separar o morto da morte, nem o porco da sua natureza imunda, nem o
urubu da natureza de carniceiro. O pecado é para o pecador o que a cor da pele
é para a própria pele; o que o amargo é para o fel. Não há possibilidade de
separar o pecador dos seus pecados. Se fosse assim apenas o pecado seria
enviado para o inferno e nenhuma pessoa iria para lá, assim como o lixo é
removido da nossa casa e é levado para o lixão; assim como um cirurgião retira
o tumor maligno do paciente. Vejo com que incrível habilidade os teólogos
modernos conseguem fazer essa “cirurgia” de separar o pecado do pecador, coisa
que homens de Deus do passado jamais pensaram em fazer, e que por isso pregavam
o evangelho com ardor e firme, engrandecendo ao Deus santo e soberano.
Creio que a passagem
lida há de nos guiar nessa verdade. É óbvio que a Bíblia inteira nos fornece
respostas claras e objetivas com respeito a isso, mas o texto do Salmo 5 é
excelência em si mesmo para declarar que esse ensino de que Deus ama o pecado e
odeia o pecado é um ensino mentiroso, e sendo mentiroso é prejudicial aos homens.
Esse ensino mais parece comprimidos que tiram a dor, mas logo que passa o efeito,
a dor volta mais forte. A Palavra de Deus opera não para trazer alívio
temporário aos corações culpados, mas sim para sanar de uma vez por todas essa
miséria chamada de pecado. A Palavra de Deus chama homens e mulheres para que
estejam perante a santa lei, a qual declara todos culpados. Não há lugar na
Palavra para atacar o pecado fora do homem, porque o pecado faz parte da
própria natureza do homem, assim como o desejo de ir para a lama faz parte da
natureza do porco. Separar o pecado do Pecador?
Caro leitor é impossível
separa uma coisa da outra, pois ao lidar com o pecado, certamente estaremos
lidando com o homem, e não há nem como isolar um do outro, porque é algo do
coração; não é algo meramente externo; não são meras práticas externas. O que
vemos por fora é superficial, é efeito e não a causa.
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