“Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir, e sob as
minhas vistas te darei conselhos. Não sejais como o cavalo ou a mula, sem
entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não
te obedecem” (Salmo 32:8,9)
O CAMINHO DA FELICIDADE
Dirijo-me novamente
aos que ouvem atentamente a Palavra da verdade. Retomemos este verso 9 deste
Salmo 32. Aliás, um verso que realmente esmaga toda expectativa mundana de
vaidade e ambição carnal, como tanto deseja a natureza adâmica. Queremos beber
das águas contaminadas deste vale de dor achando que a felicidade está aqui, e.
se o Senhor nos soltar, certamente rolaremos ladeira abaixo achando que aqui
encontraremos o paraíso. Nosso Senhor previne seus discípulos com relação a
este mundo dizendo: “No mundo tereis aflições...”.
Notemos bem, Ele não diz que acharemos felicidade aqui, mas sim aflições.
Então, o que Deus faz
conosco? Ele nos adverte de um perigo sério que ronda nossa alma: “Não
sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento...”. Ora, é de se
esperar que um cavalo ou uma mula aja sem qualquer entendimento. São animais,
portanto agem por instinto, não pela razão. Mas o mundo é assim. Notamos em
Gênesis 4 como Caim desprezou o Caminho da verdadeira vida dando as costas para
Deus e correndo a fim de estabelecer sua sociedade conforme aquilo que tanto
queria seu coração pervertido. A natureza pecaminosa é assim, animalesca, odeia
as coisas lá de cima e ama as coisas passageiras. Acha que o verdadeiro viver
está “debaixo do sol” conforme a linguagem do livro de Eclesiastes, e assim,
nas densas trevas da mentira tenta acender as luzes da esperança mundanas em
forma de política, religião, economia, cultura, etc.
Encaremos o que
aconteceu com o povo de Israel ao pé do Monte Sinai. Para aquele povo rebelde a
felicidade consistia em fazer festas, dançar, pular, comer, e praticar
imoralidade. Não desperdiçaram a chance com a prolongada ausência de Moisés que
estava no cume do monte na presença de Deus. Aquele povo primeiramente
estabeleceu seu sistema religioso quando fez o bezerro de ouro e deram ao
bezerro o nome de deus. Firmaram sua confissão de fé naquele objeto e a partir
dali se sentiram encorajados a dar toda vazão àquilo que a natureza carnal tanto
queria.
Amigo leitor, Deus não
solta Seus santos. Ele não abandona aquele que Ele mesmo chama das trevas para
Sua maravilhosa luz. Nossos olhos foram abertos por ocasião da conversão para
conhecer o Amor eterno de um Deus que veio salvar e conduzir Seu povo. Cada
crente é tratado como Sua ovelha que Ele, com amor, carinho, sabedoria, bondade
e justiça a conduz (Salmo 23). Fomos chamados para pertencer a Ele; fomos
salvos e libertos da tirania de satanás para que fôssemos servos daquele que
provou Seu amor por nós; fomos escolhidos pela Sua Graça para sermos santos e
irrepreensíveis perante Ele (Efésios 1:4). Nosso viver por este mundo deve
exibir a glória da Graça salvadora e santificadora; nosso estilo de vida deve
mostrar as características celestiais porquanto somos de lá, e não daqui
(Colossenses 3:1-4).
Sendo assim, se espera
daquele que é chamado de crente verdadeiro entendimento. Não há razão para
desculpas; tudo aquilo que precisamos para vivermos como homens e mulheres,
transformados pelo poder da graça salvadora e nos foi revelado na Palavra
inspirada. Não faz sentido andar soltos como “cavalo ou mula”, vivendo segundo
os prazeres da carne e do pensamento. Genuínos crentes amam a Palavra de Deus e
mesmo com toda fraqueza da carne, lutam e anseiam por agradar o Senhor. Se
alguém afirma ser crente e anda continuamente dando vazão às suas paixões
pecaminosas, realmente nunca conheceu o Deus da bíblia. Tal pessoa tem nome de
que vive, mas jamais conheceu o Grande Salvador e Senhor.
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