“Não retarda o Senhor a Sua
promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para
convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao
arrependimento” (2 PEDRO 3:9)
A LONGANIMIDADE DE DEUS:
Caro leitor, como um Deus santo, que odeia o pecado e que
não tolera o mal pode ser tão longânimo e suportar por tanto tempo as maldades,
injúrias e blasfêmias dos homens? Ora, o texto acima nos foi entregue a fim de
que conheçamos a atuação constante de um Deus que está ativo, trabalhando neste
mundo, a fim de realizar no meio dos homens sua compassiva obra de vivificar
homens e mulheres mortos em seus delitos e pecados. É esse o ensino claro de
todo cap. 5 do evangelho de João.
Caro leitor, somente a misericórdia de Deus é capaz de
segurar Sua ira e impedir que Sua cólera seja despejada sobre a multidão de
pecadores. Por essa razão é que o Senhor tem neste mundo homens santos que
podem orar. Notemos no cap. 18 de Gênesis que antes de destruir Sodoma e
Gomorra o Senhor comunica a Abraão que de fato vai destruir Sodoma e Gomorra
(Gênesis 18:22-33). Por que isso? Por que Deus foi falar a um mero mortal
acerca de Seus soberanos atos? A resposta é clara e simples – a misericórdia
Dele. Por esse fato Ele buscou alguém que um dia foi chamado pela doce
compaixão de Deus; Deus foi falar com alguém que um dia lhe tirou da maldade e
perversidade, de sistema carregado de idolatria, a fim de servi-Lo. Abraão foi
assim e sabia bem que em nada era melhor do que aqueles moradores pervertidos
de Sodoma. Deus comunicou Seus santos intentos a um servo assim, que
humildemente se aproximou do Senhor e soube interceder.
A experiência de Moisés foi circunstancialmente diferente da
de Abraão, mas Moisés teve a mesma atuação e ainda mais dinâmica e forte (Êxodo
32). Moisés presenciou um Deus com a arma em mão, pronto para descer do monte e
desfechar toda fúria contra a multidão que o provocou com grandes blasfêmias ao
fazer o bezerro de ouro e adora-lo. Foi
ali que Moisés mostrou o quanto sabia acerca do seu Deus; sabia bem que o Santo
de Israel tinha um coração cheio de ternas misericórdias, por esse fato ele foi
e com palavras carregadas de conhecimentos conquistou a compaixão de Deus e
livrou a multidão da Ira de Deus. A história bíblica é cheia dessa constante
atuação de Deus, mostrando o quanto Ele é tardio em irar-Se, mas grande em
poder fazer isso. A grandeza dessa longa história está na beleza de sua
longanimidade; como Ele demora anos e anos para executar Sua Ira, porque é Seu
prazer demonstrar neste mundo Sua visitação de amor aos homens.
Se o amigo é conhecedor da história bíblica, verá como
podemos aprender acerca desse Deus; verá o quanto nossos corações duros e
obstinados ficam derretidos diante de tanto amor e bondade. Mas toda essa
filmagem santa só pode ser narrada pelos remidos, pois somente eles entendem
que o Deus da bíblia é bom e Sua misericórdia dura para sempre: “Digam-no
os remidos do Senhor, os que Ele resgatou da mão do inimigo” (Salmo
107:2). O evangelho anuncia essa misericórdia; o evangelho agora conta o que
Deus faz com ímpios e pervertidos, tirando-os da condição tão vil e degradante
onde o pecado nos colocou: “Mas Deus que é riquíssimo em misericórdia...”
(Efésios 2:4).
Eis aí amigo, como posso simplificar a paciência de Deus!
Ele não perdeu Sua força; Ele não curvou-se diante dos longos anos que já
passaram; Ele não abandonou Seus planos eternos. O mesmo Senhor que atuou
quatro, cinco ou seis mil anos passados é o mesmo Senhor agora. A história dos
homens é uma triste história de nossa queda, de nossa triste decisão em Adão,
mas por outro lado brilha neste mundo esse refulgente sol da justiça de um Deus
forte, poderoso! Agora mesmo Ele está salvando perdidos e arrancando-os das
trevas, a fim de torná-los herdeiros dos céus!
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