LUCAS
18:18-23
ELE
CHEGA A CRISTO COM UMA LINGUAGEM LISONJEIRA: “...bom Mestre,que farei para herdar
a vida eterna?”
Caro leitor retornemos ao texto para
que saibamos como elementos enganosos e enganados chegam bem disfarçados, a fim
de buscar elogios e apoio dos homens para seus caminhos perversos e assim
manter ocultas as intenções de seus corações. Já vimos que ele chegou a Jesus,
não como um pecador, mas sim como um religioso. Percebemos isso pela forma como
ele tentou elogiar o Senhor: “...bom
Mestre...”. O fato é que ele desconhecia o Senhor; ele tinha informações a
respeito daquele Nazareno; sabia de sua fama, como falava como um profeta, como
ensinava à semelhança de um rabino e como carregava o poder de Deus para fazer
tantos milagres. Seus olhos estavam vendados pelo pecado e mesmo sendo um
conhecedor dos ensinos judaicos não era capaz de perceber que à Sua frente
estava o próprio Jeová encarnado. Por essa razão aproximou-se com intenções
perversas no coração.
Ele também chegou para exibir seu
poderio: “que farei...?”. Ora, ele era um homem rico, por essa razão
mostrou que estava pronto, que tinha condições para pagar qualquer quantia, a
fim de obter um lugar no reino. Provavelmente quis provocar interesse
financeiro em Jesus; provavelmente achava que seria tratado com particular
diferença; provavelmente olhava para a face daquele simples homem e esperança
ver uma reação diferente. O amor ao dinheiro leva homens a tratar outros com
interesses lucrativos. Isso acontece especialmente nos meios religiosos e assim
agiam os falsos mestres no Antigo Testamento e assim age os infiéis e avarentos
no mundo.
Mas como aquele pobre homem mostrou sua
condição tão distante da verdade! Ele não sabia que a luz da glória irradiava
dos olhos do Filho de Deus e que por essa luz o Senhor sabia perfeitamente das
suas condições e conhecia todas as intenções malignas de um coração tão
corrompido. Perante o Senhor estava ali um homem como qualquer outro. Apesar de
ser um judeu, o qual conhecia bem as leis de Moisés e que pertencia à religião
judaica, não obstante era ele um pecador como qualquer outro pagão de outras
nações. Era ele um nascido no pecado; era um filho do diabo, por isso no íntimo
odiava o Filho de Deus e era um herdeiro do inferno como qualquer pessoa.
Também sabemos que ele foi a Jesus,
como muitos se aproximam de uma igreja; como buscam “palavras amigas” da parte
de líderes religiosos e como estão dispostos para mostrar o quanto são capazes
de fazer coisas extraordinárias, a fim de mostrar o quanto são bondosos e
diferenciáveis na sociedade. Aquele moço não estava buscando vida eterna, ele
apenas queria obter um seguro para a eternidade. No íntimo ele realmente sabia
que iria morrer, que iria deixar suas riquezas aqui, por isso queria adquirir
uma vida melhor após sua morte.
Em suas palavras ele revelou o quanto
tinha dúvidas e que realmente ignorava a realidade da salvação. Ele não buscava
a verdade vinda de Deus; não tinha fome e sede de justiça, porque achava que
era justo. Também não tinha qualquer interesse pela verdade. Seu coração era
orgulhoso, mas nem ele mesmo sabia o quanto era um soberbo, que vivia sem Deus
no mundo, que queria continuar vivendo assim. A sua soberba era encoberta pela
maneira como praticava os costumes da lei de Moisés, por isso não percebia o
quanto era vacilante por dentro. O seu viver externo encobria a real condição
de uma alma alarmada, aturdida e amedrontada, mas submissa ao orgulho; na plena
disposição de servir seus ídolos e continuar recusando submissão ao Deus do
céu.
Então, concluímos que ele não queria
herdar vida eterna coisa nenhuma. Ele realmente queria a segurança de que após
a morte teria o mesmo direito de viver como viva aqui, por isso queria pagar: “...que farei...?”. Assim agem milhares com
relação ao evangelho, pois amam o mundo e não querem abandonar seus prazeres
vãos e inúteis.
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