quinta-feira, 14 de agosto de 2014

CAUSA DA DESTRUIÇÃO ETERNA (3)



LUCAS 18:18-23
ELE CHEGA A CRISTO COM UMA LINGUAGEM LISONJEIRA: “...bom Mestre,que farei para herdar a vida eterna?
         Caro leitor retornemos ao texto para que saibamos como elementos enganosos e enganados chegam bem disfarçados, a fim de buscar elogios e apoio dos homens para seus caminhos perversos e assim manter ocultas as intenções de seus corações. Já vimos que ele chegou a Jesus, não como um pecador, mas sim como um religioso. Percebemos isso pela forma como ele tentou elogiar o Senhor: “...bom Mestre...”. O fato é que ele desconhecia o Senhor; ele tinha informações a respeito daquele Nazareno; sabia de sua fama, como falava como um profeta, como ensinava à semelhança de um rabino e como carregava o poder de Deus para fazer tantos milagres. Seus olhos estavam vendados pelo pecado e mesmo sendo um conhecedor dos ensinos judaicos não era capaz de perceber que à Sua frente estava o próprio Jeová encarnado. Por essa razão aproximou-se com intenções perversas no coração.
         Ele também chegou para exibir seu poderio: “que farei...?”. Ora, ele era um homem rico, por essa razão mostrou que estava pronto, que tinha condições para pagar qualquer quantia, a fim de obter um lugar no reino. Provavelmente quis provocar interesse financeiro em Jesus; provavelmente achava que seria tratado com particular diferença; provavelmente olhava para a face daquele simples homem e esperança ver uma reação diferente. O amor ao dinheiro leva homens a tratar outros com interesses lucrativos. Isso acontece especialmente nos meios religiosos e assim agiam os falsos mestres no Antigo Testamento e assim age os infiéis e avarentos no mundo.
         Mas como aquele pobre homem mostrou sua condição tão distante da verdade! Ele não sabia que a luz da glória irradiava dos olhos do Filho de Deus e que por essa luz o Senhor sabia perfeitamente das suas condições e conhecia todas as intenções malignas de um coração tão corrompido. Perante o Senhor estava ali um homem como qualquer outro. Apesar de ser um judeu, o qual conhecia bem as leis de Moisés e que pertencia à religião judaica, não obstante era ele um pecador como qualquer outro pagão de outras nações. Era ele um nascido no pecado; era um filho do diabo, por isso no íntimo odiava o Filho de Deus e era um herdeiro do inferno como qualquer pessoa.
         Também sabemos que ele foi a Jesus, como muitos se aproximam de uma igreja; como buscam “palavras amigas” da parte de líderes religiosos e como estão dispostos para mostrar o quanto são capazes de fazer coisas extraordinárias, a fim de mostrar o quanto são bondosos e diferenciáveis na sociedade. Aquele moço não estava buscando vida eterna, ele apenas queria obter um seguro para a eternidade. No íntimo ele realmente sabia que iria morrer, que iria deixar suas riquezas aqui, por isso queria adquirir uma vida melhor após sua morte.
         Em suas palavras ele revelou o quanto tinha dúvidas e que realmente ignorava a realidade da salvação. Ele não buscava a verdade vinda de Deus; não tinha fome e sede de justiça, porque achava que era justo. Também não tinha qualquer interesse pela verdade. Seu coração era orgulhoso, mas nem ele mesmo sabia o quanto era um soberbo, que vivia sem Deus no mundo, que queria continuar vivendo assim. A sua soberba era encoberta pela maneira como praticava os costumes da lei de Moisés, por isso não percebia o quanto era vacilante por dentro. O seu viver externo encobria a real condição de uma alma alarmada, aturdida e amedrontada, mas submissa ao orgulho; na plena disposição de servir seus ídolos e continuar recusando submissão ao Deus do céu.
         Então, concluímos que ele não queria herdar vida eterna coisa nenhuma. Ele realmente queria a segurança de que após a morte teria o mesmo direito de viver como viva aqui, por isso queria pagar: “...que farei...?”. Assim agem milhares com relação ao evangelho, pois amam o mundo e não querem abandonar seus prazeres vãos e inúteis.

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