17 de dezembro
“Lembro-me de ti.” (Jr 2:2, ACF)
NOTEMOS que Cristo deleita-se a pensar acerca da Sua Igreja e ao
contemplar a sua beleza. Como a ave volta frequentemente para o seu ninho e o
viajante se apressa para chegar ao seu lar, assim, também, a mente vai sempre
em busca do objeto da sua preferência. Jamais podemos contemplar o rosto que
amamos vezes demasiadas; desejamos
ter sempre diante da nossa vista as coisas que nos são queridas. Passa-se o
mesmo com o nosso Senhor Jesus. Desde a eternidade “As Suas delícias eram com
os filhos dos homens.” (Provérbios 8:31) Os Seus pensamentos passaram para o tempo
quando os Seus escolhidos nasceriam no mundo. Ele viu-os no espelho da Sua
presciência. “No teu livro” diz Ele “todas estas coisas foram escritas; as
quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.” (Sl
139:16, ACF) Quando o mundo foi formado, Ele estava ali, Ele “estabeleceu os termos dos povos, conforme o número
dos filhos de Israel.” (Deuteronômio
32:8) Muito tempo antes da Sua encarnação, Ele desceu muitas vezes a
esta Terra degrada em similitude de homem. Nos carvalhais de Manre (Gn 18:1);
junto ao vau de Jaboc (Gn 32:24-30); ao pé dos muros de Jericó (Js 5:13) e no
forno de fogo ardente, na Babilônia (Daniel 3:19-25), o Filho do Homem visitou o
Seu povo. Porque a Sua alma Se deleita nos Seus; Ele não vive tranquilo longe
deles, pois Ele ama-os entranhadamente. Nunca eles
estiveram ausentes do coração de Jesus, pois Ele tem escrito os seus nomes nas
Suas mãos e gravou-os no Seu lado. Como o peitoral (do sacerdote) que continha
os nomes das tribos de Israel, era o adorno mais brilhante que levava vestido o
sumo-sacerdote, assim os nomes dos escolhidos de Cristo constituem as Suas
jóias mais preciosas, que resplandecem no Seu coração. Possivelmente,
esqueçamo-nos com muita frequência de meditar nas perfeições do nosso Senhor,
porém, Ele jamais deixa de nos recordar. Repreendamo-nos a nós mesmos por este
esquecimento, e roguemos a Deus que nos conceda sempre a graça de O recordar
com muito afeto. Senhor, grava no globo ocular da minha alma a imagem do Teu
Filho.
(extraído de NO CAMINHO DE JESUS)
Tradução de
Carlos António da Rocha
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