terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O PRAZER DE CRISTO PELO SEU POVO


C. H. Spurgeon
17 de dezembro
“Lembro-me de ti.” (Jr 2:2, ACF)
NOTEMOS que Cristo deleita-se a pensar acerca da Sua Igreja e ao contemplar a sua beleza. Como a ave volta frequentemente para o seu ninho e o viajante se apressa para chegar ao seu lar, assim, também, a mente vai sempre em busca do objeto da sua preferência. Jamais podemos contemplar o rosto que amamos vezes demasiadas; desejamos ter sempre diante da nossa vista as coisas que nos são queridas. Passa-se o mesmo com o nosso Senhor Jesus. Desde a eternidade “As Suas delícias eram com os filhos dos homens.” (Provérbios 8:31) Os Seus pensamentos passaram para o tempo quando os Seus escolhidos nasceriam no mundo. Ele viu-os no espelho da Sua presciência. “No teu livro” diz Ele “todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.” (Sl 139:16, ACF) Quando o mundo foi formado, Ele estava ali, Ele “estabeleceu os termos dos povos, conforme o número dos filhos de Israel.(Deuteronômio 32:8) Muito tempo antes da Sua encarnação, Ele desceu muitas vezes a esta Terra degrada em similitude de homem. Nos carvalhais de Manre (Gn 18:1); junto ao vau de Jaboc (Gn 32:24-30); ao pé dos muros de Jericó (Js 5:13) e no forno de fogo ardente, na Babilônia (Daniel 3:19-25), o Filho do Homem visitou o Seu povo. Porque a Sua alma Se deleita nos Seus; Ele não vive tranquilo longe deles, pois Ele ama-os entranhadamente. Nunca eles estiveram ausentes do coração de Jesus, pois Ele tem escrito os seus nomes nas Suas mãos e gravou-os no Seu lado. Como o peitoral (do sacerdote) que continha os nomes das tribos de Israel, era o adorno mais brilhante que levava vestido o sumo-sacerdote, assim os nomes dos escolhidos de Cristo constituem as Suas jóias mais preciosas, que resplandecem no Seu coração. Possivelmente, esqueçamo-nos com muita frequência de meditar nas perfeições do nosso Senhor, porém, Ele jamais deixa de nos recordar. Repreendamo-nos a nós mesmos por este esquecimento, e roguemos a Deus que nos conceda sempre a graça de O recordar com muito afeto. Senhor, grava no globo ocular da minha alma a imagem do Teu Filho.
(extraído de NO CAMINHO DE JESUS)
Tradução de Carlos António da Rocha

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