quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O NOVO NASCIMENTO (4a)




         Em verdade, em verdade vos digo, que se alguém não nascer de novo não pode ver o reino de Deus” João 3:3.
         Amigo leitor, estou tentando esclarecer a necessidade do novo nascimento, para que nenhum ouvinte fique enganado pelo poder da mentira. Alguém poderá dizer: Mas Deus não quer somente que alguém seja bonzinho? Guarde a lei? Que seja religioso; que procura andar certinho com seus negócios; que tenha sua religião e faça o que sua religião quer? Amigo, a natureza humana, caída no pecado é capaz de realizar tudo isso. Mas não deixa de ser algo da natureza humana. O homem pode ser educado, polido, treinado, disciplinado, amansado, ter padrão etc., mas não é nada mais do que algo do próprio homem. A sua natureza pecaminosa, transgressora continua ali, separado de Deus, e pronto para se enlamear no pecado. Certo homem pegou um filhote de pantera passou a criar a fera em sua casa, domou, amansou, ela cresceu como se fosse o seu bichinho de estimação. Um dia ele estava dando comida para o animal em sua própria mão, e havia em sua um corte pequeno que estava sangrando, a fera lambeu o sangue, e o que aconteceu? Todo o seu instinto selvagem voltou naquele momento para matar seu próprio dono.
         Eu pergunto: aquela fera deixou de ser fera? Não! Assim também é natureza humana. Está guardado no seu coração todo o anseio, toda paixão, toda ânsia pela pecado. Numa ocasião própria ele solta as cobras que estão lá dentro. O profeta Jeremias declara: “enganoso é o coração e desesperadamente corrupto”. Amigo, o Senhor Jesus não veio reformar o velho homem caído no pecado; não veio para remover os entulhos e mostrar que o homem tem algo de bom nele não é esse o ensino bíblico; nada há de bom no pecador, mas somente pecado, transgressão, engano, rebelião contra o Deus Santo. Tal é a situação do pecador por natureza.
         Amigo leitor não te gabes de tua religião, de tua honestidade, de teus feitos, de tuas atitudes boas para com teu próximo. O Senhor declara que teu estado é de rebelião contra o Senhor da Glória. É a misericórdia de Deus que te segura bem forte porque o teu anseio é pelo pecado; os prazeres da carne e dos olhos, e a soberba da vida estão lá dentro enjaulados em teu coração, e Satanás usa o mundo para te atrair; ele sabe qual armadilha ele pode usar contra ti. Não fiques pensando que tu não és um escravo, porque é fato bíblico que tu és. Pode ser que tu não vives subordinado a um pecador notoriamente feio, mas tem aqueles pecados pintados de cores lindas; pecados elegantes, bem trajados; pecados que todo mundo pratica. É certo que tu atiras um beijo aqui e ali para este e aquele pecado; é fato que às ocultas o teu coração planeja isto e aquilo; é fato que não há um temor de Deus vivo em ti. Vê o que acontece quando tu estás sozinho; quando tu estás conversando; quando tu ligas a tua televisão; vê o que sai da tua boca quando tu estás irado.
         Ah meu amigo, é profundíssimo o poço do pecado. A natureza humana é transgressora e rebelde contra a lei de Deus, e pensa que não sofrerá o castigo de seus pecados. Ah meu amigo, tu queres que Deus te desamarre para que tu dês vazão a todo instinto pecaminoso? Ah Ele não fará isso, porque Ele bem sabe quão mal é coração, e o quanto tu podes praticar de abominação contra os teus semelhante. Que desolação! Que quadro triste! É trágica a situação, e quem pode mudar a natureza humana? Quem pode mudar o coração do homem? É certo que o arrogante coração vai procurar os seus próprios meios, mas é impossível mudar a natureza pecaminosa. Nós não podemos fazer um elefante voar; não podemos fazer do rato um gato; não podemos fazer do maribondo abelha. O apóstolo Paulo, vendo a sua trágica situação no pecado, clamou: “Miserável homem que eu sou, quem me livrará do corpo desta morte?”.
         É preciso nascer de novo. “Necessário vos é nascer de novo”, é preciso tornar-se nova criatura. Oh que o consolado leve tal verdade precioso no mais profundo de teu ser amigo ouvinte. Quero ir mais adiante para dizer que a natureza do homem é assim sempre desde a sua concepção até a sua morte; sua natureza é assim em qualquer circunstância, que na saúde, na enfermidade, na pobreza vivendo em favela, ou na riqueza, vivendo nas glórias materiais; quer na cultura ou na ignorância; quer estando só ou no meio de seus amigos.

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