1. Tiramos proveito real da Palavra, quando percebemos que a Alegria
é um dever.
"Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo,
alegrai-vos" (Filipenses 4:4). O Espírito Santo, neste ponto, fala acerca
da alegria, como um dever pessoal, presente e permanente, para todos quantos
fazem parte do povo de Deus. O Senhor não deixou a nosso bel-prazer, estar
alegres ou estar tristes, mas antes, estabeleceu que a felicidade, é um dever
para nós. Não regozijar-se é um pecado de omissão. Da próxima vez que você se
encontrar com um crente, que transborda de alegria, não o repreenda; ao invés
de pôr em dúvida a fonte Divina de seu júbilo, julgue a si mesmo, devido ao seu
estado de desânimo.
Naturalmente, que não
devemos pensar aqui, em alguma alegria carnal, isto é, uma alegria que tem
origem em questões carnais. É inútil alguém buscar a alegria nas riquezas
terrenas, porquanto, com frequência, adquirem asas e se vão embora. Outros
procuram desfrutar alegria em seu círculo familiar; mas, este permanece
completo apenas por alguns anos, quando muito. Por isso mesmo, se nos devemos
alegrar "sempre", nossa alegria deverá estar firmada em objetos que
perduram para sempre.
Por semelhante modo, não
devemos pensar aqui em alguma alegria fanática. Existem certas pessoas, dotadas
de natureza muito emotiva, que só se sentem felizes, quando estão meio
desvairadas; mas terrível é a reação. Não, aludimos aqui a um deleite
inteligente, constante, proveniente do coração, firmado no próprio Deus. Cada
atributo Divino, quando é contemplado pelos olhos da fé, faz o coração remido
entoar louvores. Cada doutrina do Evangelho, quando é verdadeiramente
apreendida, provoca satisfação e louvor.
A alegria é mesmo um dever
cristão. Talvez você, por esta altura, esteja prestes a exclamar: "Mas,
minhas emoções de alegria e de tristeza não estão sob o meu controle; não posso
evitar ficar triste ou alegre, conforme o ditarem as circunstâncias".
Porém, repetimos: Alegrar-se no Senhor é um mandamento Divino; e a obediência a
Ele depende em grande parte de nós mesmos. Tenho a responsabilidade de controlar as minhas próprias emoções.
Naturalmente que não poderei evitar ficar triste na presença de pensamentos
entristecedores, mas, poderei recusar-me a permitir que minha mente se demore,
nos mesmos. Poderei derramar meu coração diante do Senhor, pedindo alívio,
lançando sobre Ele os meus fardos. Posso buscar a graça, para meditar acerca da
Sua bondade, de Suas promessas e do glorioso futuro que me aguarda. Preciso
decidir se prosseguirei e me postarei de pé sob a luz, ou se me ocultarei entre
as sombras. Não regozijar-se no Senhor é muito mais do que um infortúnio; é um
pecado que precisa ser confessado e abandonado.
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