quarta-feira, 2 de outubro de 2013

ENRIQUECENDO COM A BÍBLIA (19b) Pink



1. Tiramos proveito real da Palavra, quando percebemos que a Alegria é um dever.
"Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos" (Filipenses 4:4). O Espírito Santo, neste ponto, fala acerca da alegria, como um dever pessoal, presente e permanente, para todos quantos fazem parte do povo de Deus. O Senhor não deixou a nosso bel-prazer, estar alegres ou estar tristes, mas antes, estabeleceu que a felicidade, é um dever para nós. Não regozijar-se é um pecado de omissão. Da próxima vez que você se encontrar com um crente, que transborda de alegria, não o repreenda; ao invés de pôr em dúvida a fonte Divina de seu júbilo, julgue a si mesmo, devido ao seu estado de desânimo.
Naturalmente, que não devemos pensar aqui, em alguma alegria carnal, isto é, uma alegria que tem origem em questões carnais. É inútil alguém buscar a alegria nas riquezas terrenas, porquanto, com frequência, adquirem asas e se vão embora. Outros procuram desfrutar alegria em seu círculo familiar; mas, este permanece completo apenas por alguns anos, quando muito. Por isso mesmo, se nos devemos alegrar "sempre", nossa alegria deverá estar firmada em objetos que perduram para sempre.
Por semelhante modo, não devemos pensar aqui em alguma alegria fanática. Existem certas pessoas, dotadas de natureza muito emotiva, que só se sentem felizes, quando estão meio desvairadas; mas terrível é a reação. Não, aludimos aqui a um deleite inteligente, constante, proveniente do coração, firmado no próprio Deus. Cada atributo Divino, quando é contemplado pelos olhos da fé, faz o coração remido entoar louvores. Cada doutrina do Evangelho, quando é verdadeiramente apreendida, provoca satisfação e louvor.
A alegria é mesmo um dever cristão. Talvez você, por esta altura, esteja prestes a exclamar: "Mas, minhas emoções de alegria e de tristeza não estão sob o meu controle; não posso evitar ficar triste ou alegre, conforme o ditarem as circunstâncias". Porém, repetimos: Alegrar-se no Senhor é um mandamento Divino; e a obediência a Ele depende em grande parte de nós mesmos. Tenho a responsabilidade de controlar as minhas próprias emoções. Naturalmente que não poderei evitar ficar triste na presença de pensamentos entristecedores, mas, poderei recusar-me a permitir que minha mente se demore, nos mesmos. Poderei derramar meu coração diante do Senhor, pedindo alívio, lançando sobre Ele os meus fardos. Posso buscar a graça, para meditar acerca da Sua bondade, de Suas promessas e do glorioso futuro que me aguarda. Preciso decidir se prosseguirei e me postarei de pé sob a luz, ou se me ocultarei entre as sombras. Não regozijar-se no Senhor é muito mais do que um infortúnio; é um pecado que precisa ser confessado e abandonado.

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