“Ninguém
pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no
último dia” (João 6:44).
A NECESSIDADE DA SOBERANIA
(continuação) “Ninguém pode vir a mim...”
Prezado
leitor, meu labor consiste em mostrar que a condição do homem no pecado revela
a necessidade da total soberania de Deus na salvação. Nosso Senhor deixa isso
bem claro: “Ninguém pode vir a mim se...”. Permita que eu possa aprofundar um
pouco mais nesse assunto, porquanto sei que preciso fazer isso, mesmo sabendo
do risco de ser ignorado. Sinceramente, não me importo com as reações
contrárias às verdades reveladas, porque sei que Deus envia alguns que chegam
com sede ao manancial de águas vivas. O convite do evangelho está bem firmado
nas Escrituras: “Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas...! (Isaías 55:1). Digo e afirmo que ninguém pode ir a
Cristo porquanto nada há de prazer no homem natural em relação a Deus. Podemos
contestar tal verdade? Olha o que diz a Palavra: “não há quem busque a Deus...”
(Romanos 3:11). Caro leitor medite nisso, achegue seu coração perante essa
solene afirmativa do Espírito Santo; permita que seja apagada qualquer
manifestação de luz proveniente da natureza orgulhosa e vaidosa. Como é que de
um profundo poço de corrupção e de maldade pode haver desejos santos? O que é
que brota do coração humano? Deixo que as palavras ditas pelo Senhor Jesus
responda com muito mais clareza: “Pois é do interior, do coração dos homens,
que procedem os maus pensamentos, as prostituições, os furtos, os homicídios,
os adultérios, a cobiça, as maldades, o dolo, a libertinagem, a inveja, a
blasfêmia, a soberba, a insensatez; todas estas más coisas procedem de dentro e
contaminam o homem” (Marcos 7:21-23).
Prezado leitor consideremos
nossa triste condição em Adão! Acheguemo-nos perante o Senhor apresentando
nossa carteira de identidade: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu
minha mãe” (Salmo 51:5). Procure e veja se há algo de bom em seu ser para dar a
Deus! Se não houve a obra transformadora que somente a soberana graça faz, digo
e afirmo que o coração humano não passa de um poço de corrupção e de maldade.
Em que podemos nos gloriar? Como seres caídos em Adão, o que podemos oferecer a
Deus? Porventura, terá Ele necessidade de nossas atividades e favores
religiosos? Amigo leitor permita que eu apresente palavras verdadeiras, as
quais revelam de forma assombrosa nossa condição: “Todos se extraviaram;
juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só”
(Romanos 3:12). Amigo, no pecado que utilidade tem o homem para Deus? Todos nós
em Adão somos chamados de inúteis! Diante dessas verdades reveladas pergunto:
Pode a corrupção buscar a incorrupção? Pode a impureza buscar a santidade? Pode
a mentira buscar a verdade? Entre um prato de hortaliça e um pedaço de carne, o
que um leão há de escolher? Por acaso o amor ao mundo pode desejar o céu? Pode
alguém desejar com prazer ter consigo aquilo que tanto odeia? A natureza
corrompida odeia a presença da glória de Cristo! Odeia a perfeita justiça Dele!
Odeia o reino Dele e se amotina com todos para declarar guerra contra o céu: “Rompamos
as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas” (Salmo 2:3).
Ah! Minha esperança é
que meus leitores conheçam o estado desesperador do coração humano! Cristo
Jesus veio ao mundo para socorrer almas aflitas, corações em desespero, homens
e mulheres que não estão encobrindo suas culpas perante o Senhor. Essas almas
podem contemplar a cruz; podem reconhecer o amor do Senhor pelos perdidos,
quando ali foi crucificado, ocupando nosso lugar! Esse bendito Salvador pagou o
preço que jamais poderíamos pagar, a fim de resgatar homens e mulheres da tão
triste condição que estão no pecado.
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