sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

GRANDE DESPERTAMENTO EM MEIO A APOSTASIA (8)



“Todavia, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita. Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória. Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra”. (Salmo 73:23-25)
CONSCIÊNCIA DO AMOR DO SENHOR: “...tu me seguras pela minha mão...”
        Caro leitor, por meio dessa rica experiência de um despertamento ocorrido com o salmista, estou tentando mostrar o quanto necessitamos agora de um despertamento no meio do povo de Deus, em face dessa atmosfera de engano, promessas de prosperidade no pecado e de mentiras religiosas. Satanás tem achado ampla liberdade para aprisionar milhares nessas “suaves” promessas, a fim de trazer seus terrores ao mundo. Nós os crentes ainda vivemos aqui, ainda estamos peregrinando neste vale, neste ambiente inóspito para os santos. São os crentes que precisam acordar urgentemente, voltando para a Palavra, procurar a sobriedade bíblica e ver o que Deus está fazendo conosco em meio a tantas armadilhas colocadas por falsos mestres.
        Entrarei agora na terceira lição, porque o salmista de repente teve CONSCIÊNCIA DA LIDERANÇA FIEL DO SENHOR: “...me guias com o teu...”. Que preciosa descoberta para um santo de Deus! Não tem algo mais precioso na vida de um crente quando eles passam a ver as preciosidades das promessas; quando os ensinos da graça aparecem como joias, rubis e pérolas para o adorno espiritual! No caso do salmista, eis que ele começou a perceber que não estava sozinho; que Deus não o entregou para perambular errante neste mundo, cercado de tantos perigos. Ele logo percebeu que o Senhor estava continuamente liderando a vida dele: “...tu me guias com o teu conselho...”. Ele logo compreendeu que nada acontecia por acaso; que seu amigo invisível estava perto, ao seu lado e que não o largava de maneira nenhuma; que Seus ensinos eram constantes e que estava levando esses ensinos à aplicação na vida diária.
        Caro leitor, tomemos esses ensinos para nós, porque se a graça operou assim num santo do Antigo Testamento, muito mais opera agora neste período de seu serviço mais intenso. Precisamos lembrar sempre é o Senhor quem guia Seu povo e faz isso individualmente. Notemos bem que o Senhor nos guia com Seu conselho e que Ele não precisa de nossos conselhos. Falo isso porque vejo hoje muitos crentes contando bênçãos e experiências de que Deus tem grandemente abençoado seus planos e caminhos, mas que ao vê-los de perto logo percebemos que não são bênçãos provenientes de Deus. Deus nunca irá guiar qualquer crente fora dos princípios estabelecidos em Sua Palavra. Por exemplo, Deus jamais irá conceder a uma mulher crente um emprego, tirando-a do seu serviço como mãe e esposa no lar. Nunca! O Senhor jamais guiará um crente, desviando-o de suas responsabilidades que Ele mesmo colocou sobre seus ombros.      
        Caro leitor, nunca foi nem será plano de Deus que uma mulher crente vá competir com seu marido, em ganhar dinheiro, sacrificando o lar, a criação dos seus filhos e inutilizando a função do marido como chefe e supridor daquilo que a família precisa. O Senhor jamais levará os crentes em conselhos destruidores deste mundo. Deus nunca guiará Seus santos por caminhos desonesto, da avareza, da injustiça, por ganhos iníquos; jamais permitirá que os justos venham adquirir coisas que vão prejudicar suas vidas, seus lares, trazendo maldades e imoralidades para dentro do lar. Nosso Senhor conhece os crentes individualmente e sabe o que cada um precisa e supre à medida que realmente tem necessidade.
        Como Ele guia os santos com Seus conselhos? Ele faz isso com amor disciplinador. Notamos bem que foi assim que Ele agiu com a família de Noemi, pois após as duras e penosas disciplinas aquela mulher de fé pode sentir a mão amorosa do Senhor guiando-a de volta para Belém, de onde jamais deveria ela ter saído, a fim de morar no meio de um povo pagão. Esse é a liderança disciplinadora de Deus, sempre nos advertindo, mostrando os perigos e nos ensinando sabedoria, a fim de nos preparar para as coisas mais excelentes que virão.

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